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Avaliação de Desempenho Docente

As dinâmicas organizacionais
da Escola e o modelo de ADD

Acção 3
Módulo 6

José Maria Martins


Sumário
• Dimensão reflexiva
– Escola Eficaz.
– Grupos de liderança na Escola
– Gestão da mudança
– Avaliação da Escola/ADD
– Avaliação do desempenho como elemento da Avaliação da Escola
• Dimensão prática
– Actividades:
• Elaboração de uma bateria de indicadores para determinar a eficácia da
Escola.
• Definição dos grupos de liderança na Escola e as estratégias para optimizar
as suas competências no quadro do PEE.
• Definição de estratégias de integração da avaliação de Escola e planificação
da ADD.
• Definição de estratégias de colaboração no âmbito da ADD
Escola eficaz
• Eficácia é “o impacto da educação sobre a sociedade ou da acção
educativa sobre uma geração ou grupo de alunos” (Sammons cit.
Clímaco: 1992)

• “A escola eficaz é aquela que promove o êxito educacional dos alunos


e reduz as diferenças existentes. A escola eficiente é aquela que utiliza
os recursos de modo a obter a maior rentabilidade, significando altas
taxas de utilização de equipamentos ou elevado número de alunos
transitados”
(Venâncio e Otero, 2002)

• “instituição que adiciona “valor extra” aos resultados dos seus alunos,
comparativamente com organizações que servem populações
semelhantes. Sammons, Hillman e Mortimore (1995)
Escola eficaz

• É eficaz uma Escola que:


– Promove o progresso de todos os seus Alunos para
além do esperado.
– Assegura que cada Aluno atinge os padrões mais
elevados que lhe sejam possíveis;
– Melhora todos os aspectos do sucesso e do
desenvolvimento dos estudantes;
– Continua a melhorar ano após ano.

Stoll e Fink, (1995)


Princípio da equidade em educação
“Um sistema educativo será equitativo se os resultados obtidos pelos alunos
forem independentes do meio sócio-económico e de outros factores de
desvantagem educativa e sempre que adaptar os recursos às
circunstâncias concretas e particulares de aprendizagem de cada
indivíduo.” (Comissão Europeia)

A equidade em educação conjuga assim duas dimensões:

igualdade de
inclusão
oportunidades
Escola eficaz, indicadores
• Definição
– São estatísticas que permitem formular juízos de valor sobre
aspectos essenciais do funcionamento dos sistemas
educativos.
• Características
– Mensuralidade.
– Centralidade:
• referem-se a aspectos essenciais que descrevem a situação no
momento da recolha de dados.
– Padronização
• Reflectem aspectos da qualidade do objecto avaliado em relação a
um padrão.
Tarefa 4

• Elaboração de uma bateria de indicadores para


determinar a eficácia da Escola. (45 m)

10 Indicadores de uma boa


escola
John MacBeath (1999)
(a partir de Jorge Ávila Lima, Em Busca da
Boa Escola, Gaia: Fundação Manuel Leão
(em publicação)
Escola eficaz, características-chave
Escolas Eficazes

Características–chave das Escolas eficazes, segundo Sammons, Hillman e


Mortimore (1995)

Firmeza e determinação

1 Liderança profissional Abordagem participativa


Exercício de autoridade profissional no
âmbito do ensino e da aprendizagem
Unidade de propósitos

2 Visão e finalidades partilhadas Consistência das práticas

Colegialidade e colaboração

Uma atmosfera ordeira


3 Ambiente de aprendizagem
Um ambiente de trabalho atractivo

Maximização do tempo de aprendizagem


4 Concentração no ensino e na
Ênfase académica
aprendizagem
Focalização no sucesso

Organização eficiente

Propósitos claros
5 Ensino resoluto
Aulas estruturadas

Práticas adaptativas
Expectativas elevadas em relação a todos os
actores
6 Expectativas elevadas Comunicação das expectativas

Oferta de desafios intelectuais

Disciplina clara e justa


7 - Reforço positivo
Feedback

Monitorização do desempenho dos Alunos


8 – Monitorização do progresso
Avaliação do desempenho da Escola

Aumento da auto-estima dos Alunos


9 – Direitos e responsabilidades dos
Posições de responsabilidade
Alunos
Controlo do trabalho
Escola eficaz
a) Os professores manifestam capacidade de atingir consensos, de
comunicar e de cooperar entre si;

b) Os directores são “iniciadores optimistas”: definem claramente


objectivos, promovem a troca de experiências, revelam abertura a
novas ideias;

c) a relação com os alunos é positiva;

d) o ensino é orientado segundo as necessidades dos alunos e


privilegia as aprendizagens;

e) a exigência de elevadas performances segundo parâmetros


rigorosos e claros, mas negociados e aceites;
f) um equilíbrio entre autonomia (autogestão) e heteronomia (poder
central)
g) a prática de uma avaliação diagnóstica e formativa.
Uma Escola eficaz e equitativa
Recolher informação relevante para a regulação do desenvolvimento
da escola e do professor;
Conferir sentidos à acção colectiva (de “regulação profissional”)
Legitimar as práticas colaborativas, a participação e as lideranças
Permitir a construção de soluções “clínicas” para os problemas das
escolas e dos alunos
Valorizar o desempenho numa relação “optimista” e “positiva” com a
escola e com os alunos
Conciliar a “eficácia” com a “equidade”
Uma Escola eficaz implica
A liderança se deve apoiar numa visão e num projecto
assumido por todos

Todos e cada um se sente pessoa (ser pessoa é ter um papel,


ter voz e ser responsável)

Cada um se sente presente ou representado nos órgãos de


decisão

Há capacidade real de negociação e de diálogo


(Alarcão, 2003)
Indicadores de eficácia das Escolas (IGE)
1. Contexto familiar:
• Nível de escolaridade dos pais
• Categoria socioprofissional dos pais
2. Recursos educativos:
• Acessibilidade da escola
• Estabilidade do corpo docente
• Experiência profissional dos docentes
• Qualificação para a docência
• Componentes locais e regionais do currículo
• Tempo dedicado às aprendizagens curriculares
• Apoios e complementos educativos
• Utilização de recursos
Indicadores de eficácia das Escolas (IGE)
3. Contexto escolar estimulante / funcionamento:
• Cooperação entre professores
• Coesão e nível de participação
• Animação socioeducativa
• Nível de qualidade e bem estar

4. Resultados:
• Taxas de transição
• Qualidade do sucesso
• Taxas de abandono e população em risco
• Nível de satisfação
Venâncio e Otero (2003). Eficácia e qualidade na escola. Porto;:Asa
Avaliação externa, IGE até 2002

• No âmbito do PAIE, a IGE efectuou a avaliação


integrada com base em 4 dimensões:
– Organização e Gestão
– Resultados das aprendizagens
– Educação, ensino e aprendizagem
– Clima e ambiente educativo
Avaliação da Escola/ADD
• Lei 31/2002, aprova o sistema de avaliação das Escolas
• Autoavaliação:
– Grau de cumprimento do PEE e da sua visão para a acção educativa;
– Modo de concretização da educação, do ensino e das aprendizagens;
– Nível de execução das actividade planificadas;
– Caracterização do clima e ambiente educativo capazes de gerar as
condições afectivas e emocionais de vivência escolar propícias à
interacção, à integração, à realização das aprendizagens e ao
desenvolvimento integral da personalidade das crianças e jovens;
– Nível de desempenho dos orgãos de administração e gestão e das
estruturas de orientação educativa, funcionamento dos serviços ADM e
da gestão de recursos;
– Nível de sucesso escolar dos Alunos (av externa e interna);
– Cultura de colaboração entre os membros da comunidade educativa.
Avaliação externa IGE (2006), domínios

• u
Avaliação externa IGE (2006), domínios, factores
Factores que contribuem para estes domínios:
• Resultados:
– Sucesso académico
– Valorização dos saberes e da aprendizagem
– Comportamento e disciplina
– Participação e envolvimento cívico.
• Prestação do serviço educativo
– Articulação e sequencialidade
– Diferenciação e apoios
– Abrangência do currículo
– Oportunidades de aprendizagem
– Equidade e justiça
– Articulação com as famílias
– Valorização e impacto das aprendizagens na educação escolar
Avaliação externa IGE (2006), domínios, factores
Factores que contribuem para estes domínios:
• Organização e Gestão Escolar:
– Concepção planeamento e desenvolvimento da actividade;
– Gestão de recursos humanos;
– Qualidade e acessibilidade dos recursos
– Ligação às famílias
• Liderança:
– Visão e estratégia;
– Motivação e empenho;
– Parcerias, protocolos e projectos
– Abertura à inovação
Avaliação externa IGE (2006), domínios, factores
Factores que contribuem para estes domínios:
• Capacidade de auto-regulação e progresso da
Escola:
– Autoavaliação;
– Sustentabilidade do processo.
Avaliação externa, interna, articulação

• Formas de articular as duas modalidades de


avaliação da Escola:
– Ter em atenção o quadro de referência definido
para a avaliação externa;
– Utilizar os relatórios da avaliação externa para a
análise, discussão e comentários no âmbito da
Escola
A informação deve ser utilizada de forma intencional,
sistemática e sustentável.
Avaliação externa e interna, articulação

• Pontos de intersecção entre a avaliação interna


e externa que a Escola deve considerar:
– O Projecto educativo;
– A organização e gestão;
– O clima educativo
– ambiente educativo;
– A participação da comunidade educativa
– Sucesso escolar
Avaliação da Escola e ADD
• O processo de avaliação de desempenho vai constituir uma
fonte, simultaneamente preciosa e abundante, de informação
para a auto-avaliação da Escola …
• …A definição de objectivos e das metas da Escola depende da
qualidade da avaliação interna (ADD incluída) na identificação
de pontos fortes e fracos, que conduzirá os orgãos de
administração e gestão à identificação das prioridades da
Escola. Assim, da fiabilidade do processo de avaliação
dependerá um conjunto de objectivos e metas de escola
fundamentais para efectuar a ADD, determinarem a sua
progressão na carreira e contribuírem para o seu
desenvolvimento profissional.
– Sanches, M (2008)
Tarefa 5

• Definição de estratégias de integração da


avaliação de Escola e planificação da avaliação
do desempenho. (45 m)
Gestão da mudança
Resistência à mudança
ausência de confiança
crença de que a mudança é desnecessária
crença de que as mudanças não são viáveis
evitamento da incerteza
ameaças à segurança e aos interesses pessoais
receios de perda de poder e de status
alteração de relações sociais
esforços/custos de natureza pessoal/familiar
medo do falhanço pessoal
ausência de participação
Mudança

resistência à mudança

As pessoas
detentoras de um dado paradigma,

não compreendem a necessidade da


mudança enquanto não acolherem
nas suas mentes um novo
paradigma
Mudança
mudança é possível

Se…
os professores acreditarem na mudança,
se dispuserem a colaborar
e
forem capazes de se identificar com ela…
Mudança

mudança é possível
1.Ter em conta práticas, interesses, problemas e sonhos dos
professores.

2. Motivar os professores para utilizarem as


soluções já existentes.

3.Preocupação com o método.


4.Definir o campo da inovação tão amplamente quanto
possível.

5.Prever as condições de trabalho (orçamento, tempo, formas


de trabalho, etc.) necessárias que permitam a realização das
quatro receitas precedentes.
Cooperação
• Individualismo, tem natureza cultural e
simbólica?
• Ou as condições organizativas podem impedir
a emergência de formas de colaboração entre
os Professores…

– A precariedade profissional e a promoção da


competitividade ajudam a perceber o facto de os
Prof’s estarem pouco dispostos a correr riscos…
Cooperação
• O desenvolvimento de uma cultura de
colaboração deve actuar simultaneamente:
• Nas pessoas – proporcionando formação e motivá-las a
explorar, de forma colectiva as margens de que dispõem
ao nível do currículo … e a afectar a sua autonomia
profissional na negociação e na tomada de decisão
colectiva.
• Nas estruturas – encontrar formas de organização e de
desenvolvimento do trabalho que permitam quebrar o
isolamento, que possam induzir a constituição de
equipas, a estabelecer a circulação de informação …
Sanches, (2008)
Tarefa 6

• Definição de estratégias de colaboração no


âmbito da avaliação de desempenho
Fim