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Dificuldades de Aprendizagem- Amélia Leite - UNIGRAN

DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Aula

01

Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Aula 01 http://www.blogger.com/feeds/3207020977024865397/posts/default As dificuldades
Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM Aula 01 http://www.blogger.com/feeds/3207020977024865397/posts/default As dificuldades

http://www.blogger.com/feeds/3207020977024865397/posts/default

As dificuldades de Aprendizagem devem ser interpretadas pelos edu - cadores não como fracasso, mas como desafios a enfrentar. Algumas dessas dificuldades existem na vida de alguns alunos, independente da

sua vontade, ou de seus pais. Esforçar-se não é suficiente

...

Ninguém

deseja ter dificuldades

Mas elas existem e não podem simplesmente

... ser ignoradas, tendo em vista os sérios transtornos que causam, não só para o próprio aluno, mas a seus familiares também. Precisamos lembrar que se uma criança/adolescente passa grande parte de sua vida na instituição “ESCOLA”, é justo que ela seja, no mínimo, um

espaço de prazer, e não de insatisfação.(MAGNATA,2004)

Vamos lá

leia e reflita sobre essa aula e se ao final dela tiver duvidas

... você poderá saná-las por meio das ferramentas “fórum” ou “quadro de avisos”

13 13
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13

Segundo Maria Lúcia Weiss, a aprendiza- gem normal dá-se de forma integrada no aluno (aprendente), no seu pensar, sentir, falar e agir. Quando começam a aparecer “dissociações de campo” e sabe-se que o sujeito não tem danos orgânicos, pode-se pensar que estão se instalan- do dificuldades na aprendizagem: algo vai mal no pensar, na sua expressão, no agir sobre o mundo.

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e “chat”.Comecemos , então pelos conceitos ... A aprendizagem e a construção do conhecimento são processos naturais e espontâneos do ser humano que desde muito cedo aprende a mamar, falar, andar, pensar, garantindo assim, a sua sobrevivência. Com aproximadamente três anos, as crianças são capazes de construir as primeiras hipóteses e já começam a questionar sobre a existência. A aprendizagem escolar também é considerada um processo natural, que resulta de uma complexa atividade mental, na qual o pensamento, a percepção, as emoções, a memória, a motricidade e os conhecimentos prévios estão envolvidos e onde a criança deva sentir o prazer em aprender. O estudo do processo de aprendizagem humana e suas dificuldades são desenvolvidos pela Psicopedagogia, levando-se em consideração as realidades interna e externa, utilizando-se de vários campos do conhecimento, integrando-os e sintetizando-os. Procurando compreender de forma global e integrada os processos cognitivos, emocionais, orgânicos, familiares, sociais e pedagógicos que determi- nam à condição do sujeito e interferem no processo de aprendizagem, possibilitando situações que resgatem a aprendizagem em sua totalidade de maneira prazerosa.

Você sabe ????

Atualmente, a política educacional prioriza a

educação para todos e a inclusão de alunos que, há pouco tempo, eram excluídos do sistema escolar, por portarem deficiências físicas ou cognitivas; porém, um grande número de alunos (crianças e adolescentes), que ao longo do tempo apresentaram dificuldades de aprendizagem e que estavam fadados ao fracasso escolar pôde freqüentar as escolas e eram rotulados em geral, como alunos difíceis. Os “alunos difíceis” que apresentavam dificuldades de aprendiza - gem, mas que não tinha origens em quadros neurológicos, numa linguagem psicanalítica, não estruturam uma psicose ou neurose grave, que não podiam ser considerados portadores de deficiência mental, oscilavam na conduta e no humor e até dificuldades nos processos simbólicos, que dificultam a organização do pensamento, que conseqüentemente interferem na alfabetização e no aprendizado dos processos lógico-matemáticos, demonstram potencial cognitivo, podendo ser resgatados na sua aprendizagem. Raramente as dificuldades de aprendizagem têm origens apenas cognitivas. Atribuir ao próprio aluno o seu fracasso, considerando que haja algum comprometimento no seu desenvolvimento psicomotor, cognitivo, lin - güístico ou emocional (conversa muito, é lento, não faz a lição de casa, não tem assimilação, entre outros.), desestruturação familiar, sem considerar, as condições de aprendizagem que a escola oferece a este aluno e os outros fatores

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intra-escolares que favorecem a não aprendizagem. Sem sombra de duvida, as dificuldades de aprendizagem na escola po - dem ser consideradas uma das causas que podem conduzir o aluno ao fracasso escolar. Não podemos desconsiderar que o fracasso do aluno também pode ser entendido como um fracasso da escola por não saber lidar com a diversi- dade dos seus alunos. É preciso que o professor atente para as diferentes formas de ensinar, pois, há muitas maneiras de aprender. O professor deve ter consciência da importância de criar vínculos com os seus alunos através das atividades cotidianas, construindo e reconstruindo sempre novos vínculos, mais fortes e positivos. O aluno, ao perceber que apresenta dificuldades em sua aprendizagem, muitas vezes começa a apresentar desinteresse, desatenção, irresponsabilidade, agressividade, etc. A dificuldade acarreta sofrimentos e nenhum aluno apresenta baixo rendimento por vontade própria. Durante muitos anos os alunos foram penalizados, responsabilizados pelo fracasso, sofriam punições e críticas, mas, com o avanço da ciência, hoje não podemos nos limitar a acreditar, que as dificuldades de aprendizagem, seja uma questão de vontade do aluno ou do professor, é uma questão muito mais comple- xa, onde vários fatores podem interferir na vida escolar, tais como os problemas de relacionamento professor-aluno, as questões de metodologia de ensino e os conteúdos escolares. Se a dificuldade fosse apenas originada pelo aluno, por danos orgânicos ou somente da sua inteligência, para solucioná-lo não teríamos a necessidade de acionarmos a família, e se o problema estivesse apenas relacionado ao ambiente familiar, não haveria necessidade de recorremos ao aluno isoladamente. A relação professor/aluno torna o aluno capaz ou incapaz. Se o professor tratá-lo como incapaz, não será bem sucedido não permitirá a sua aprendizagem e o seu desenvolvimento. Se o professor mostrar-se despreparado para lidar com o problema apresentado, mais chances terá de transferir suas difi- culdades para o aluno. Os primeiros professores são os pais, com eles aprendem-se as primeiras interações e ao longo do desenvolvimento, aperfeiçoa. Estas relações, já estão constituídas na criança, ao chegar à escola, que influenciará consideravelmente no poder de produção deste sujeito. É preciso uma dinâmica familiar saudável, uma relação positiva de cooperação, de alegria e motivação. Torna-se necessário orientar aluno, família e professor, para que juntos, possam buscar orientações para lidar com alunos/filhos, que apresentam dificuldades e/ou que fogem

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ao padrão e esta é a responsabilidade do psicopedagogo. Os estudos avançaram muito nesses últimos 20 anos em relação as Dificuldades de Aprendizagem - DA, e o número de alunos com dificuldades aumentou

Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN ao padrão e esta é a responsabilidade do

consideravelmente. Essa área inclui pessoas com atraso de aquisição da fala, problemas de percepção motora, problemas visuais, problemas de cálculo, problemas de leitura. Essas pessoas possuem discrepância entre seu potencial intelectual estimado e a sua realização escolar Dessa forma, podemos entender a DA como uma incapacidade ou impe- dimento específico para aprendizagem numa das áreas acadêmicas, podendo ainda envolver a área sócio-emocional. Assim, é importante que se note que a DA não é o mesmo que deficiência mental, deficiência visual, deficiência auditiva, pertur- bações emocionais, autismo. Para que possamos entender as DA, temos que entender primeiro o que é aprendizagem. O termo aprendizagem é um termo familiar do linguajar diário, porém escapa a uma pronta definição, e vemos que existem várias definições envol- vendo aspectos diversos, como a proposta por Ross(1979), na qual “aprendizagem é a aquisição de conhecimento ou de especialização” (p.19).Tal definição, bastante simplista, faz-nos ignorar todo o processo oculto existente no ato de aprender. Outra definição refere-se à aprendizagem como “uma mudança per - manente de comportamento, resultado de exposição a condições de meio ambiente”(TRAIVERS,1977;p.41), em que a aprendizagem não é comportamento, mas uma alteração;não é um evento singular, mas um sistema de eventos inter- relacionados.

Mas

...

O

que são realmente Dificuldades de Aprendizagem

Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN ao padrão e esta é a responsabilidade do

Não há duvida que, para “ o fazer” cotidiano dos professores, consti - tui um importante problema abordar o desafio colocado por um considerável numero de alunos que, sem deficiência mental,nem sensorial,nem privação ambiental,não alcançarem rendimentos inicialmente esperados em suas aprendizagens.

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A definição a seguir é proposta pelo National Joint Commitee on Learning disabilites (NJCLD), composto por representantes de oito das mais importantes organizações nacionais dos EUA implicadas no tema de dificuldades de aprendi- zagem:

Dificuldades de Aprendizagem - DA é um termo geral, que se refere a um grupo heterogêneo de transtornos, que se manifestam por dificul- dades significativas na aquisição e uso da escuta, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Esses transtornos são intrínsecos ao indivíduo, supondo-se devido à disfunção do sistema nervoso central, e podem ocorrer ao longo do ciclo vital. Podem existir, junto com as DA, problemas nas condutas de auto-regulação, percepção social e in- teração social, mas não constituem, por si próprias, uma DA. Ainda que as DA possam ocorrer concomitante a outras condições incapacitantes (por exemplo: deficiência sensorial, retardamento mental, transtornos emocionais graves) ou influências extrínsecas (tais como as diferenças culturais, instrução inapropriada ou insuficiente), não são o resultado dessas condições ou influências”. (NJCLD,1988,p.1)

Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN A definição a seguir é proposta pelo National

Que a literatura sobre as dificuldades de apren - dizagem se caracteriza por um conjunto desestruturado de argumentos contraditórios. Apesar do conceito de difi- culdades de aprendizagem apresentar diversas definições e ainda ser um pouco ambíguo, é necessário que tentemos determinar à que fazemos referência com tal expressão ou etiqueta diagnóstica, de modo que se possa reduzir a confusão com outros termos tais como “necessidades educativas especiais”, “inadaptações por déficit socioambiental” etc.,.

Podemos assinalar como elementos de definição mais relevantes:

A criança com transtornos de aprendizagem tem uma linha de-

sigual em seu desenvolvimento. Seus problemas de aprendizagem não são causados por pobreza am-

biental. Os problemas não são devidos a atraso mental ou transtornos emo -

cionais. Em síntese, só é procedente falar em dificuldades de aprendizagem

quando fazemos referência a alunos que:

Têm um quociente intelectual normal, ou muito próximo da nor- malidade, ou ainda, superior. Seu ambiente sóciofamiliar é normal.

Não apresentam deficiências sensoriais nem afecções neurológicas

significativas.

• Seu rendimento escolar é manifesto e reiteradamente insatisfatório.

FANTÁSTICO NÃO??????

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Caro aluno (a), o que podemos observar, de modo geral, em alunos com dificuldades de aprendizagem incluem problemas mais localizados nos campos da conduta e da aprendizagem, dos seguintes tipos:

Atividade motora : hiperatividade ou hipoatividade, dificuldade de coordenação… , .. Atenção: baixo nível de concentração, dispersão…, Área matemática: problemas em seriações, inversão de números, reiterados erros de cálculo …, Área verbal: problemas na codificação/ decodificação simbólica, irregularidades na lectoescrita, disgrafías …, Emoções: desajustes emocionais leves, baixa auto-estima …, Memória: dificuldades de fixação …, Percepção: reprodução inadequada de formas geométricas, confusão entre figura e fundo, inversão de letras …, Sociabilidade: inibição participativa, pouca habilidade social, agressividade.

Bem, e daí? Somos professores e os alunos estão em nossas escolas, em nossas classes. O que fazer?

Assumamos com todos os nossos conhecimentos, com toda nossa dedicação, os princípios da normalização e individualização do ensino, optando pela compreensão ao invés da exclusão. Esta é uma visão que tenta superar a concepção patológica tradicional dos problemas escolares que se apóia em enfoques clínicos centrados nos déficits dos alunos e em tratamentos psico- terapêuticos em anexo aos processos escolares. Partindo da realidade plenamente constatada que todos os alunos são diferentes, tanto em suas capacidades, quanto em suas motivações, interesses, ritmos evolutivos, estilos de aprendizagem, situações ambientais, etc. , e entendendo que todas as dificuldades de aprendizagem são em si mesmas contextuais e relativas, é necessário colocar o acento no próprio processo de interação ensino/aprendizagem.

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Sabemos que este é um processo complexo em que estão incluídas inúmeras variáveis:

Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN Sabemos que este é um processo complexo em

Aluno, professor, concepção e organização curricular, metodologias, estratégias, recursos. Mas, a aprendizagem do aluno não depende somente dele, e sim do grau em que a ajuda do professor esteja ajustada ao nível que o aluno apresenta em cada tarefa de aprendizagem. Se o ajuste entre professor e aprendizagem do aluno for apropriado, o aluno aprenderá e apresentará progressos, qualquer que seja o seu nível.

É óbvia a grande dificuldade que os professores sentem quando se deparam com alunos que se lhes apresenta como com “dificuldades de

aprendizagem”. Nessa altura do artigo, coloco “dificuldades de aprendizagem” entre aspas, pois, muitas vezes me pergunto, se estas dificuldades são de ensino ou de aprendizagem. Ambas estão juntas, é difícil dizer qual das duas tem mais peso.

O que acontece quando o docente se esquece que a escola é

um universo heterogêneo, tal como a sociedade? Devemos ter em mente que nem todos aprendem da mesma maneira, que cada um aprende a seu ritmo e em seu nível. Precisamos criar novos contextos que se adaptem às individualidades dos alunos, partindo do que cada um sabe, de suas potencialidades e não de suas dificuldades. Didática: fator de prevenção. De acordo com Blin (2005) sem subestimar o efeito de fatores externos à escola, variadas pesquisas sobre a eficácia do ensino têm demonstrado a influência dos professores e da maneira como conduzem a ação pedagógica, não somente sobre a forma como se dá a aprendizagem dos alunos, mas também sobre o modo com que se comportam em aula. O conhecimento dos processos associados ao ato de aprender e uma prática didática capaz de facilitá-los pode minimizar grande parte dos problemas e dos rótulos colocados nos alunos com “dificuldades de aprendizagem”. Ora, é impossível dar mais atenção para alguns alunos, com as classes lotadas e com o programa que tem de ser igual para todos você não acha???. Somos cobrados pelos pais principalmente os das escolas particulares, essa é fala de muitos professores não é mesmo?Segundo Perrenoud (2001) pode-se duvidar

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que, mesmo em uma classe tradicional em que se pratica o ensino frontal, que o professor se dirija constantemente a todos os alunos, que cada um deles receba a mesma orientação, as mesmas tarefas, os mesmos recursos. E, coloca três motivos para isto:

O professor interage seletivamente com os alunos e, por isso, alguns têm, mais que outros, a experiência de serem ouvidos ou questionados, felicitados ou repreendidos. Pergunta ele: quanto à comunicação não verbal, como ela poderia ser padronizada? Mesmo nessas classes tradicionais, muitas vezes o trabalho é realizado em grupos, e professor circula como um recurso para atender os alunos. • A diversidade dos ritmos de trabalho pode levar ao enriquecimento ou ao empobrecimento das tarefas. Assim, sempre há aqueles que terminam primeiro e têm tempo para brincar, ler, enquanto outros demoram para terminar e é preciso esperá-los.

Coloca ainda o autor: "Se considerarmos o currículo real como uma

série de experiências, chegaremos, grosso modo, a uma conclusão evidente: o currículo real é personalizado, dois indivíduos nunca seguem exatamente o mesmo percurso educativo, mesmo se permanecerem de mãos dadas durante anos".

O que Perrenoud deixa claro, é que individualização de itinerários

educativos é possível para os professores, pois ao invés de uma individualização deixada ao acaso, "pode ser feita uma individualização deliberada e pertinente dos percursos educativos às diferentes características, às possibilidades, aos projetos e às necessidades diferentes dos indivíduos".

(obra citada) Alunos que reprovam vários anos na mesma série são mais comuns do que se pode imaginar. Essas crianças sentem que a escola não foi feita para eles e se evadem. Segundo Freire (1999, p.35), “os alunos não se evadem da escola, a escola é que os expulsa”. Quem realmente falhou, o aluno ou a escola? Esses alunos reprovados retornarão no ano seguinte? O que você pensa sobre isso?

Vamos tratar mais um pouquinho desse assunto?

Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN que, mesmo em uma classe tradicional em que

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Uma criança curiosa que está descobrindo o mundo e suas

possibilidades não progrediu nada em um ano, dois ou

três. . .

Isto nos faz questionar

o atual sistema de ensino, pois, parece-nos que busca uma produção em série e

com isso apenas evidencia as diferenças sem nada fazer por elas. Vários autores, como Sara Pain, Alicia Fernández, Maria Lucia Weiss,

chamam atenção para o fato de que a maior percentual de fracasso na produção escolar, de crianças encaminhadas a consultórios e clínicas, encontram-se no âmbito do problema de aprendizagem reativo, produzido e incrementado pelo próprio ambiente escolar. (WEISS et.al, 1999, p.46) É importante considerar que a escola deve valorizar os muitos saberes do aluno, e que seja oportunizado a ele demonstrar suas reais potencialidades. A escola tem valorizado apenas o conhecimento verbal e matemático, deixando de fora tantos conhecimentos importantes para sociedade. O sentimento de pertença deve ser estimulado, alguém acuado, jamais vai demonstrar as potencialidades que possui. Tornando o ambiente escolar acolhedor, aceitando a criança como ela é, oferecendo meios para que se desenvolva, já é uma garantia de dar certo o trabalho em sala de aula. É necessário que os profissionais da educação adotem uma postura ética em relação ao aluno, que assim como eles convivem em uma sociedade excludente.

Portanto, diversificar as situações de aprendizagem é adaptá- las às especificidades dos alunos, é tentar responder ao problema didático da heterogeneidade das aprendizagens, que muitas vezes é rotulada de dificuldades de aprendizagens.

Embora as DA tenham-se tornado o foco de pesquisas mais intensas nos últimos anos, elas ainda são pouco entendidas pelo público em geral. As informações têm tido uma penetração tão lenta que os enganos são abundantes

até mesmo entre os professores e outros profissionais da educação. Não é difícil entender a confusão. Para começo de conversa, o termo DA refere-se não a um único distúrbio, mas a uma ampla gama de problemas que podem afetar qualquer área do desempenho acadêmico. Raramente, elas podem ser atribuídas a uma única causa: muitos aspectos diferentes podem prejudicar o funcionamento cerebral, e os problemas psicológicos dessas crianças freqüentemente são complicados, até certo ponto, por seus ambientes doméstico e escolar. Saiba mais http://www.artigonal.com/educacao-artigos/dificuldades-

de-aprendizagem-228106.html

Destacamos como base fundamental a definição abaixo:

Dificuldades de aprendizagem específica” significa uma perturbação num ou mais dos processos psicológicos básicos envolvidos na compreensão ou utilização da linguagem falada ou escrita, que

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pode manifestar-se por uma aptidão imperfeita de escutar, pensar, ler, escrever, soletrar, ou fazer cálculo matemáticos. O termo inclui condições como problemas perceptivos, lesão cerebral, disfunção cerebral mínima, dislexia e afasia de desenvolvimento. O termo não engloba as crianças que têm problemas de aprendizagem resultantes principalmente de deficiências visuais, auditivas ou motoras, de deficiência mental, de perturbação emocional ou desvantagens ambientais, culturais ou econômicas. (Federal Register, 1977 p.65083, citado por Correia, 1991. In Correia & Martins,2000 p.7).

Assim, uma criança pode ser identificada como inapta para a aprendizagem “típica” quando:

1-Não alcançar resultados proporcionais aos seu níveis de idade e capaci- dade numa ou mais de sete áreas específicas quando lhe são proporcionadas experiências de aprendizagem adequadas a esses mesmo níveis; 2-Apresentar uma discrepância significativa entre a sua realização escolar e capacidade intelectual numa ou mais das seguintes áreas:a) Expressão oral;b) Compreensão auditiva; c) Expressão escrita; d) Capacidade bá - sica de leitura; e) Compreensão da leitura; f) Cálculos matemáticos; e g) Raciocínio matemático (Federal Register, 1997, p.65083).In Correia,

2000.p.8).

A segunda definição, elaborada pelo National Joint Committee on Learning Desabilities, em 1988, apresentou a expressão DA, menos comprometida com a visão psicopatológica, e a conceituou como:

um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens, manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e utilização

[

...

]

da compreensão auditiva, da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio matemático.Tais desordens, consideradas intrínsecas ao indivíduo, presumindo-se que sejam devidas a uma disfunção do sistema nervoso central, podem ocorrer durante toda a vida. (FONSECA, 1995, p.71)

Essas definições deixam claro que mesmo estando a par da falta de uma definição que receba consenso de grande parte dos profissionais da área, podemos inferir que um aluno não terá dificuldades de aprendizagem quando seus problemas de aprendizagem forem devidos principalmente a privação sensorial, a deficiência mental, a perturbações emocionais, a fatores ambientais ou a diferença cultural e que a DA tanto afeta crianças, como jovens e adultos. Muitos alunos apresentam DA específica, como ocorre quando o aluno apresenta dificuldades na leitura, ou geral, quando, por exemplo, ele apresenta um aprendizado mais lento que o normal, em uma série de tarefas, o que abordaremos no decorrer da disciplina.

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VOCÊ SABE QUAIS SÃO AS CAUSAS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN VOCÊ SABE QUAIS SÃO AS CAUSAS DAS DIFICULDADES

Pense sobre isso ....

A criança com dificuldade de aprendizagem, durante muito tempo, foi encaminhada ao médico, cujo diagnóstico isolado, ansiosamente aguardado pela família e pela escola, iria confirmar ou negar a sua normalidade. Num passado ainda próximo, nos casos detectados, geralmente a criança era encaminhada para classes ou escolas especiais que ofereciam um ensino diferenciado. Com isso, acabava por tornar-se estigmatizada e fazer parte de um segmento social marginalizado, onde as oportunidades de ampliação de suas potencialidades eram reduzidíssimas. Apenas com a chancela do médico, na maioria das vezes, a criança com dificuldade de aprendizagem passava a ser considerada, por muitas pessoas, como um ser incapaz de criar e produzir conhecimento. Mesmo hoje, não podemos ignorar que, diante de qualquer desvio do padrão de comportamento, principalmente na escola, a primeira hipótese de explicação ainda faz referência a um possível problema mental. Como sujeito dotado tão somente de cabeça, desprovido de corpo, emoção e sentimento, a criança distante dos padrões de competência foi, até há bem pouco tempo, vítima de um julgamento equivocado e parcial. Esse procedimento se modificou somente há poucas décadas, em decorrência, principalmente, dos avanços nas pesquisas neurológicas comprovando a plasticidade do cérebro que, mesmo lesado, tem condições de reconstituir-se e garantir seu funcionamento, bem como da Psicologia, em especial a Psicanálise, cuja contribuição está sendo significativa no sentido de colaborar para que a criança seja também considerada como dotada de sentimentos, que desde a vida intra-uterina influenciam o seu comportamento. A Pedagogia, igualmente, acabou por repensar a sua prática, investigando mais profundamente a relação ensino-aprendizagem. E todos esses profissionais, atuando integradamente, deram um impulso à questão. Há que se destacar que, com o surgimento e contribuições da

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Psicopedagogia, todos os conceitos envolvidos no aprender estão sendo reconsiderados. Por aprendizagem, por os conceitos envolvidos no aprender estão sendo reconsiderados. Por aprendizagem, por exemplo, estendeu-se o conceito para além do conhecimento formal, acadêmico. Qualquer sujeito, independente do seu comprometimento corporal, orgânico, cultural ou psicológico se relaciona e elabora aprendizagem, pois é um ser social, que estabelece relações vinculares durante toda a sua existência. A prática psicopedagógica mais moderna nos tem mostrado que, mesmo na “ignorância”, a criança assim persiste certamente por elaborar mecanismos inteligentes de defesa ou de manutenção de uma dinâmica grupal na qual se encontra inserida. Nos dias de hoje, fica cada vez mais evidente que se faz necessário considerar o aspecto orgânico como importante na avaliação do problema de aprendizagem, no entanto é, também, indispensável que os aspectos cognitivos e afetivos sejam ponderados na elaboração do diagnóstico, como também no tratamento indicado.

Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN Psicopedagogia, todos os conceitos envolvidos no aprender estão

Que além desses fatores, não se pode deixar de levar em conta os níveis econômicos e culturais em que o grupo familiar da criança se encontra, bem como o tipo de escola que freqüenta, uma vez que, se forem bem entendidas e encaminhadas as dificuldades de aprendizagem,

as crianças/alunos podem ter assegurada uma relação mais harmônica, coerente e saudável com o conhecimento. Finalmente, é indispensável registrar que equipes multidisciplinares, compostas por médicos, pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, professores e demais profissionais envolvidos, cada vez mais, se colocam a serviço dos casos de problemas de aprendizagem, colaborando para que as crianças encaminhadas possam desfrutar plenamente sua cidadania. Dessa forma podemos inferir que a problemática das DA, pelas proporções que assume, tem levado diversos investigadores a debruçarem-se sobre questões que

com ela se relacionam.,Correia (1999), ao reportar-se às causas das DA no seu livro

Dificuldades de Aprendizagem: Contributos para Clarificação e Unificação

de Conceitos, afirma: “Mesmo uma análise menos profunda da literatura sobre dificuldades de aprendizagem revela uma ampla discordância entre os autores quanto à etiologia do problema” (p.57).A origem citada anteriormente encontra-se

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no sistema nervoso central do indivíduo, e são diversos os fatores que contribuem

para o fato. De acordo com a figura 01, podemos considerar três grandes grupos:

Fig.01- Grupos de fatores que dão origem a DA ORGÂNICOS AMBIENTAIS EDUCACIONAIS
Fig.01- Grupos de fatores que dão origem a DA
ORGÂNICOS
AMBIENTAIS
EDUCACIONAIS

Fonte:RAFAEL,H.2001.Org.ALMEIDA, A .L,2005.

Determinado número de fatores em cada uma delas:

Figura 02- Origem das DA: fatores orgânicos

Peri e Pós-Natais
Peri e Pós-Natais
Pré-Natais
Pré-Natais
ORGÂNICOS Irregularidades Químicas
ORGÂNICOS
Irregularidades Químicas
Hereditários
Hereditários

Fonte:RAFAEL,H.2001.Org.ALMEIDA, A .L,2005.

FATORES DE ORIGEM ORGÂNICA

Pré- Natais:

As áreas do cérebro cuja maturação se processa em último lugar, são responsáveis pelas capacidades cognitivas e pelo chamado raciocínio acadêmico. Quando estas áreas sofrem uma lesão, poderá então dar origem a deficiência mental (DM) ou a dificuldades de aprendizagem. Um dos fatores que poderá ser causa de lesões no período pré-natal é o fator RH. Não existem dúvidas, entretanto, de que as DA de algumas crianças surgem a partir de lesões do cérebro. Entre os tipos de lesões associados as DA , pode-se destacar:

25

 

Mãe

Excesso de radiação Idade muita avançada

Nº de filhos (muitos)

Hipotiroidismo

Insuficiência placentária

Drogas, fumo (tabaco)

Medicamentos

Prematuridade

Deficiências

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Há também anomalias físicas menores que ocorrem no período pré-natal, que podem originar DA. Não desaparecem com a idade e podem predizer insucesso escolar.

Peri-Natais

Anoxia

Parto demorado

Trauma obstétrico

Pós-Natais

Traumatismo craniano

Danos cerebrais graves

Febres altas (indicadores de meningite, encefalite)

Desidratações

Tumores cerebrais

Causas hereditárias

Segundo Smith,C & Strick,L(2001 p.27), as pesquisas conduzidas desde meados da década de 80 indicam que a hereditariedade exerce um papel bem maior na determinação de desenvolvimento de DA do que se supunha anteriormente. Estudos de famílias de crianças com DA descobrem, consistentemente, uma incidência mais alta que a média de problemas similares de aprendizagem entre pais, irmãos e outras pessoas da família.

Um estudo recente descobriu que 60% das crianças com DA tinham pais e/ou irmãos com problemas similares de aprendizagem, enquanto

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25% podiam identificar avós, tios e tias com DA. Um estudo de crianças com deficiências de leitura descobriu que 88% tinham parentes que haviam apresentado problemas com o processamento da linguagem. Alguns dados mais convincentes em apoio à herança de DA provém das pesquisas que envolvem gêmeos. Enquanto gêmeos fraternos têm problemas similares de aprendizagem em cerca de metade das vezes, gêmeos idênticos - que compartilham o mesmo”mapa” genético - têm deficiências similares em 70% ou mais das vezes. Como ambos os tipos de gêmeos compartilham o mesmo ambiente, a maior incidência de similaridade entre gêmeos idênticos tende a ser causada por fatores genéticos. (SMITH,C & STRICK,L(2001 p.28).

É importante destacar que quando existe um histórico familiar de DA, os pais também precisam do apoio que é oferecido às crianças, tanto dos profissionais quanto por parte dos outros membros da família.

Causas de irregularidades bioquímicas

As células cerebrais comunicam-se umas com as outras por meio de “mensageiros” químicos chamados neurotransmissores. Qualquer mudança no clima químico delicadamente equilibrado, faz o cérebro parar de funcionar adequadamente Pessoas intoxicadas com álcool, por exemplo, experienciam uma alteração temporária da química cerebral. Dessa forma, pode-se verificar evidências de que os desequilíbrios neuroquímicos contribuem para alguns transtornos de aprendizagem, particularmente aqueles que envolvem dificuldade de atenção, a distração e a impulsividade. Aqui, inclui-se a síndrome conhecida como transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), que descreveremos mais adiante.

Alguns tipos de irregularidades bioquímicas

Hiperatividade provocada pela alimentação (conservantes e corantes,

mas que isso é afirmação muito discutível. Faltam evidências científicas. Deficiências vitamínicas

Desordens glandulares (tem a ver com as desigualdades hormonais

e que quanto mais cedo aparecem na vida da criança, mais há a possibilidade de contraírem uma lesão cerebral. As mais conhecidas são as Tiróidais e as Cálcicas). Hipoglicemia (é uma baixa significativa de açúcar no sangue).

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Na figura 03, pode-se observar os fatores educacionais que podem influenciar na DA.

Fig.03 – Origens das DA : fatores educacionais

FATORES EDUCACIONAIS
FATORES EDUCACIONAIS
Atraso de maturação Estilos cognitivos
Atraso de maturação
Estilos cognitivos

Fonte:RAFAEL,H.2001.Org.ALMEIDA, A .L,2005.

FATORES EDUCACIONAIS

Atraso de maturação:

O processamento da maturação se dá de forma lenta, tanto no campo

visual, motor, da fala e atenção

..

Vigotsky,

chama a atenção no que diz respeito à

complexidade da aprendizagem humana e propõe o interacionismo, que é baseado em uma visão de desenvolvimento apoiada na concepção de um organismo vivo, onde o pensamento é construído gradativamente em um ambiente histórico e, em essência social

Estilos Cognitivos

Saiba mais,pesquisando no site: http://

joaopereira05.

blogspot.

com/2007/09/

estilos-ognitivos.

html

Estilo cognitivo é a forma como o indivíduo percebe se resolve os problemas com que se deparam nos vários ambientes em que interagem. Nesta teoria, diz-se que as capacidades do indivíduo estão intactas. Porém essas capacidades básicas são diferentes das outras crianças, ditas normais, quanto aos estilos de captação de organização da informação e da memória. Dessa forma, o educador deverá
aprendizagem-e- experimentar várias estratégias que se adaptam aos estilos de aprendizagem da criança. Das interações entre os dados genéticos do indivíduo e as experiências do

meio resultam diferentes formas de recolher e processar a informação, podendo apontar-se os seguintes tipos:

a) relativamente à recolha da Informação:

Concretos: recolhem a informação através da experiência direta, fazendo e agindo, percebendo e sentindo;

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Abstratos: recolhem a informação através da análise e observação, ou seja, pensando.

b) relativamente ao processamento da Informação:

Ativos: fazem imediatamente qualquer coisa com a informação que recolhem experiência; Reflexivos: após a recolha de novas informações pensam nelas e refletem sobre o assunto. Dessa forma, conclui-se de que para obter sucesso, a criança deve não apenas estar pronta e ser capaz de aprender, mas também ter oportunidades apropriadas de aprendizagem. Para a criança com DA a rigidez na sala de aula é fatal.

Embora as dificuldades de aprendizagem sejam causadas por problemas fisiológicos, a extensão em que as crianças são afetadas por elas freqüentemente é decidida pelo ambiente no qual vivem, de acordo com a figura 05.

Fig.05 – Origem das DA : Fatores Ambientais

Má nutrição Clima emocional adverso Diferenças FATORES AMBIENTAIS sócio-culturais Tóxicos Dispedagogia ambientais
Má nutrição
Clima emocional
adverso
Diferenças
FATORES AMBIENTAIS
sócio-culturais
Tóxicos
Dispedagogia
ambientais

Fonte:RAFAEL,H.2001.Org.ALMEIDA, A .L,2005.

C - FATORES AMBIENTAIS:

Má nutrição e estimulação deficiente

Um dos primeiros fatores que podem causar DA, pode ser a má nutrição, tanto na criança como na mãe. Tais deficiências afetam a maturação do sistema nervoso central. Quando a má nutrição é na gravidez, pode gerar várias situações como:

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  • a) anormalidade no desenvolvimento do feto;

  • b) provocar lesões cerebrais graves;

  • c) afetar a maturação do cérebro.

Diferenças Sócio-culturais

Quando as deficiências sócio-econômicas são desfavorecidas, as DA são mais freqüentes. Pode-se até pensar que seja devido ao grande número de filhos desses grupos, e também às condições de habitalidade, de higiene e cuidados médicos.

Clima Emocional Adverso

Quanto ao clima emocional adverso, ele pode causar um ambiente desfavorável, como por exemplo, o stress emocional, ativando a circulação sanguínea no cérebro, provocando uma redução ou desatenção da criança. A desorganização familiar também se encontra contida nesta causa (ex:

livros para um lado, sapatos para o outro, etc). A instabilidade familiar, de um dos conjugues ou divórcio, pode criar um clima emocional adverso.O stress durante a gravidez também pode ser uma causa ou um fator para o feto. As personalidades dos pais em termos de punições aos filhos, poderão ser consideradas causas e até mesmo contribuir para traumatismo craniano.

Tóxicos Ambientais

Os fumos e álcool e essencialmente o CHUMBO contido nas tintas ou produtos, podem ser fatores de lesões cerebrais ligeiras e ou severas. Isto pode acontecer respirando as partículas em suspensão no ar que contém elementos tóxicos, ou pela ingestão de fragmentos de tinta, que se soltam das paredes das casas antigas, pintadas com tintas contendo chumbo. Estes produtos podem causar DA ou deficiência mental.

Dispedagogias

O ensino inadequado, preconceitos e expectativas dos professores, podem influenciar no processo de aprendizagem. É importante salientar que a formação dos professores é ponto fundamental no acompanhamento do processo de aprendizagem de seus alunos com DA, pois podem ajudá-los nas suas necessidades.

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Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN Como identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem

Como identificar e avaliar as dificuldades de aprendizagem

A identificação das DA deve ser feita o mais precocemente possível, pelos profissionais (professores e médicos) e os pais, estando atentos a um dos sinais que a criança exiba, contínua e freqüentemente, uma vez que não existem indicadores isolados para identificação das DA. Pode-se determinar que uma criança tem DA se:

  • 1. A criança não tiver um desempenho consistente com a sua idade e níveis de capacidade em uma ou mais das áreas, conforme item 2; quando receber experiências de aprendizagem apropriadas para a sua idade e níveis de capacidade, e;

  • 2. A equipe descobre que uma criança possui uma discrepância grave entre o desempenho e a capacidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas:

Expressão oral;

Compreensão auditiva;

Expressão escrita;

Habilidades básicas de leitura;

Compreensão da leitura;

Cálculos matemáticos; e

Raciocínio matemático.

A avaliação deve ser uma atividade que colete informações precisas e confiáveis a respeito de determinada competência individual. A Avaliação começa com o objetivo de se testar hipóteses levantadas e, no andamento do processo, outras hipóteses deverão ser consideradas. Por exemplo, um procedimento comum é iniciar a avaliação buscando diferenças marcantes nos padrões de comportamentos esperados. Investigar a criança apenas, não é adequado. Devemos considerar o contexto maior em que ela está inserida. Nem sempre os problemas são decorrentes da própria criança. A criança poderá estar respondendo a um sistema educacional ou a um ambiente familiar que não atende suas necessidades.

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Uma dica legal para você!!!!

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Uma criança é dita com dificuldades de aprendizagem, quando apresenta desvios da expectativa de comportamento do grupo etário a que pertence, ou seja, quando ela não está ajustada aos padrões da maioria desse grupo, e portanto seu comportamento é perturbado, diferente dos demais

Sugestões de Leitura,Sites e Filmes

Uma dica legal para você!!!! Dificuldades de Aprendizagem - Amélia Leite - UNIGRAN Uma criança é

Sites:

Forrest Gump, o contador de histórias * Gaby, uma história verdadeira * Gilbert Grape - Aprendiz de sonhador * Meu filho, meu mundo * Meu pé esquerdo * Nell * Nick and Gino * O oitavo dia * Rain Man * Simples como amar * Meu nome é Rádio * O óleo de Lorenzo

www.psiqweb.med.br/infantil/aprendiza.html http://www.pedagobrasil.com.br/psicologia/quandooadolescente.htm http://www.educare.pt/BibliotecaDigitalPE/Dificuldades_de_aprendizagem.pdf http://eaprender.ig.com.br/pai.asp,em

http://www.youtube.com/watch?v=W9MN64Y5s_U

http://www.youtube.com/watch?v=AaCD2EzeQec

http://www.youtube.com/watch?v=qqXwBjyRD4s&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=0plxMqYU1hg&feature=related

Leituras:

RUBSTEIN,E.(org).Psicopedagogia:Fundamentos para a construção de um estilo.São Paulo:Casa do psicólogo,2006. PATTO,M.J.L.A Produção do fracasso escolar.são Paulo:T.A.Queiroz

Editor,1993.

SISTO.F.F.et AL(Org).Dificuldades de Aprendizagem no Contexto

Psicopedagógico.Petropolis:Vozes,2001.

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