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Intensivo I- Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana

Vamos terminar a classificação das ações... AÇÕES MERAMENTE DECLARATÓRIAS É aquela ação em que se busca a declaração da: • Existência; • Inexistência; • Modo de ser  de uma relação jurídica.

Obs.: o Código prevê a ação meramente declaratória para existência ou inexistência. Fredie acrescentou modo de ser, o qual é um acréscimo que a doutrina faz. É por isso que existe a Súmula 181 do STJ: é admissível ação declaratória visando a obter certeza quanto à interpretação de cláusula contratual. Súmula: 181 E admissível ação declaratória, visando a obter certeza quanto a exata interpretação de clausula contratual.

Portanto, é uma ação para estabelecer o modo de ser de uma relação jurídica.

Obs.: de acordo com este conceito, não cabe ação meramente declaratória de um fato. Não posso ir ao Judiciário para declarar um fato, ex.: sol se pôs, o sujeito é doente. A ação declaratória é relação jurídica, e não de fato. Há uma exceção: a ação meramente declaratória de autenticidade ou falsidade de documento. Neste caso, é um caso de ação meramente declaratória de fato. Tudo que foi dito está no caput, do art. 4º, CPC. Art. 4o O interesse do autor pode limitar-se à declaração: I - da existência ou da inexistência de relação jurídica; II - da autenticidade ou falsidade de documento. Parágrafo único. É admissível a ação declaratória, ainda que tenha ocorrido a violação do direito. Obs.: há uma frase doutrina que vez ou outra aparece nas provas: o Poder Judiciário não é órgão consultor: não posso me dirigir ao Judiciário para fazer uma consulta sobre determinado tema Jurídico. O Judiciário só resolve problemas
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Obs.: exemplos de ações meramente declaratórias: o o o o o Ação de usucapião. Na condenatória se quer a certificação e a efetivação de um direito a alguma prestação. • • Todas essas 5 observações é o básico sobre ação meramente declaratória. O que se quer é apenas a certificação. Ação de consignação em pagamento. Notem que. Obs.Intensivo I. como ela se distingue das outras: • Na ação constitutiva você quer a certificação. É por conta disso. que as ações meramente declaratórias são imprescritíveis.: percebam que o objetivo da ação meramente declaratória é dar certeza jurídica. Com ela se pretende apenas certificar direitos.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana concretos. Por isso que não há prazo de prescrição. Na declaratóriasó certificação. Não pode servir como consulta. o qual possui uma função consultiva. Ação de reconhecimento de união estável. Ex. exatamente porque se quer apenas certificar.: consulta o que os partidos fazem sobre as eleições. Porque com elas não se pretende efetivar direito algum. Ação declaratória de constitucionalidade. Exceção (que não nos interessa no estudo de processo civil): a Justiça Eleitoral. mas também a efetivação do direito potestativo. Ação para declarar a inexistência de relação jurídica tributária. 2 .

O parágrafo único. o pessoal sem saber o que fazer. Foi um escândalo à época. ele pode optar por uma ação meramente declaratória. levado em um lugar. eu proponho ação condenatória. No outro dia. para reconhecer e efetivar os direitos. pois ficamos pesando: o que levaria o sujeito. Ela é exatamente a Clarice da música “O bêbado e o equilibrista” cantada por Elis Regina.. Ele foi apanhado numa noite. pois ela deveria entrar com a Condenatória. pois pela primeira vez. parágrafo único do CPC.000 pessoas assistindo a missa. art. Clarice resolve. Se eu tenho direito a uma prestação que foi violado. pedir uma declaração ? Esse dispositivo é um conto de fadas!!! (rs) Parágrafo único. É um clássico. é uma ação meramente declaratória ajuizada. 4º. sempre que pedir para explicar o parágrafo único do art. ainda que tenha ocorrido a violação do direito. quando já se poderia ter sido ajuizada uma ação condenatória. Se valeu do art. O Tribunal concedeu o pedido dela. entrar com uma ação contra a União para obter o reconhecimento da responsabilidade da União pela morte de seu marido. a violência da reação do povo: missa do sétimo dia foi na Catedral da Sé . O rabino disse que Vladimir iria ser enterrado no cemitério dos judeus. após 11 anos de ditadura. A mulher de Vladimir chama Clarice Herzog..Intensivo I. Vem o Código. logo após a morte do marido. a classe média brasileira não gostou do que viu. Então. Um marco da ditadura. do art. Após isso. montou a cela dele supostamente enforcado por si próprio.. o sujeito se quiser. e disse que. E este é objeto de ação condenatória. ele permite uma ação meramente declaratória de um direito já exigível.. porém. e submetido à tortura.  (você deve contar obrigatoriamente no concurso. História.missa ecumênica: 30. pois ele não tinha se suicidado (o judaísmo proíbe que suicidas sejam enterrados em seus cemitérios).  **O parágrafo único. 4º. suicidado nos porões da ditadura militar brasileira. Coisa estranha. CPC  induzem ao direito a uma prestação.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana Tema diferenciado. É admissível a ação declaratória. E não pediu a condenação. Este foi. 4º.) Um dos momentos mais marcantes da ditadura militar brasileira foi a morte de Vladimir Herzog. e 3 . podendo pedir uma condenação. jornalista da TV cultura. O código disse que seria possível. A União em sua defesa alegou falta de interesse. e isso foi ao Tribunal Federal de Recurso (TRF). 4º.

Se o direito já estava indiscutível pela coisa julgada. depois de ganhar a declaração de que a União era responsável. batesse uma vontade de pedir uma indenização: O que ela teria de fazer? **Aquele que entra com uma ação meramente declaratória quando poderia ter entrado com uma condenatória. quando houvesse o reconhecimento de um direito a uma prestação. São títulos executivos judiciais: I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. não fazer. Na doutrina. pode depois vir cobrar o direito? R. 4 . e neste caso. e propor uma ação condenatória para isso. O tempo foi passando. pois só com uma sentença condenatória ela poderia executar. Liquidava o valor. 475-N. então surgiu a seguinte pergunta: e se. Mas. Art. pois acreditavam que só a sentença condenatória que poderia abrir uma execução. ou no máximo liquidar. poderia começar executando.: A doutrina TRADICIONAL dizia que. Ela tem uma coisa julgada no sentido de que a União foi a responsável pela morte do marido. Em 2005. Rompeu com um dogma. se aquele que ganhou quisesse agora a efetivação do direito teria que voltar a juízo. Quebrou-se com isso. entregar coisa ou pagar quantia. e o STJ começou a admitir a possibilidade de execução de sentença meramente declaratória.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana condenou a União. inciso I. Se a sentença meramente declaratória declarasse a existência de um direito a uma prestação. E a coisa vinha assim. jurisprudencialmente falando até 2005. 475-N. e executava depois. O STJ começou a evoluir. ela poderia ser executada. o Código de processo foi alterado. Se já há coisa julgada de que deve. CPC. ninguém deu muita bola. a doutrina da época não conseguia enxergar isso. só faltava uma ação para efetivar o direito. não precisava de uma ação condenatória. não precisa executar. um dogma de que só as sentenças condenatórias poderiam ser executadas.Intensivo I. Art. Isso era a visão que mais era defendida à época.

Agora. que era o pedido de declaração negativa. Julgo improcedente o pedido para declarar que o tributo é devido. *(Questão): Freddie. não é inconstitucionalidade formal. Executar é diferente. pois não busquei efetivar o direito. **Se Clarice fosse hoje. se falava em sentença condenatória. estou dizendo ao juiz que. você me disse que as ações meramente declaratórias são imprescritíveis. e não voltou para Câmara. pois foi ele quem escreveu. e foi aprovado. Esse texto foi acrescentado no Senado (com emenda de redação). Qualquer sentença que torne certa uma obrigação é título executivo. Se posso chegar a mesma interpretação. Mudou-se a redação do Senado. Logo. o STJ já admitia essa mesma conclusão. Veja. se eu puder executar uma sentença meramente declaratória. se a mudança é de redação. tenho que arcar com as conseqüências: Não interrompe a prescrição. isso não poderia ser usado como uma burla à prescrição ? R. mas isso não alterou o conteúdo. pois só quero a certificação. Houve quem dissesse que o artigo era inconstitucionalidade formal. se isso que você está dizendo foi verdade. significa que ele deve o tributo. pois a sentença que reconhece prestação de uma obrigação é título executivo. Ora. Então.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana Não há mais sentença condenatória como havia antes. quando já poderia ter entrado com uma condenatória.: TJ/SP repercutiu muito no Brasil: o contribuinte foi a juízo pedir a declaração da inexistência de relação tributária. Se entro com uma ação meramente declaratória. Freddie não concorda com esse argumento porque conforme ele disse de acordo o texto antigo. Esse julgado repercutiu muito. a mudança é de redação. Logo. é preciso que haja mudança normativa.Intensivo I. e me disse também que as condenatórias são prescritíveis. Transitou em julgado. não há o que burlar. eu poderia ter pedido: juiz reconheça ou efetive. pedir a condenação haveria prescrito. Esse parágrafo foi escrito por Freddie. O texto se inspirou nessa jurisprudência do STJ. O juiz julgou improcedente o pedido. 5 .: Pedir a mera declaração é imprescritível. Mas. Tem prazo. pois não posso executar a qualquer tempo. o Estado (que era réu) pegou essa sentença meramente declaratória e executou. Ex. se o juiz julgou improcedente o pedido. optei apenas para o reconhecimento. só quero o reconhecimento. O STJ disse: está certo o Estado. embora possa efetivar o direito. Ora. não houve mudança normativa. Fofoca: era um projeto de um instituto do qual Freddie fazia parte. não pode interromper a prescrição. Freddie defende o texto. Para se provar a inconstitucionalidade formal. No texto da lei anterior.

somente nas ações meramente declaratórias de direitos exigíveis.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana *Toda ação meramente declaratória pode gerar execução? R.: Não. Quem desenvolveu essa ideia que acabou vingando no STJ. Se esse é o fato gerador do processo. ___________________________________________________________ PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS O grande encontro sobre pressuposto processual é a sua classificação. Somente a ação meramente declaratória que reconheça uma obrigação exigível. Num texto sobre sentença declaratória muitíssimo famoso. Este texto. Uma ação meramente declaratória de autenticidade de documento. Assim como a ação meramente declaratória de interpretação de contrato. A classificação dos pressupostos processuais divide-os em:  Pressuposto de existência do processo. PRESSUPOSTOS DE EXISTÊNCIA “Para que um processo surja. não vai gerar execução alguma. Fredie recomenda muito essa leitura.  Pressupostos de validade do processo. é preciso que alguém demande perante um órgão jurisdicional”. Se isso acontecer o processo flui. chama-se TEORI ZAVASCKI. Pode achar no GOOGLE também. Esse é fato jurídico gerador do processo. Isso é o grande aspecto a ser estudado. dele podemos extrair os 3 pressupostos processuais de existência: 6 . Alguém demandar perante um órgão jurisdicional. o qual defende a possibilidade de execução de sentença meramente declaratória. é hoje um clássico. Esse texto fundamentou esta mudança do inciso I.Intensivo I. processualista famoso. foi um Ministro do STJ.

as tribos indígenas. ou se tem. o condomínio. significa que a personalidade vai além da morte. o nascituro (que é sujeito de direito). Deve ser enterrado como gente. Câmara de Vereadores todos são órgãos administrativos. ou não se tem capacidade de ser parte. para garantir ao morto 7 . E quem são os sujeitos de direito? R. Então. Sem esse ato que dê início ao processo. Alguns autores colocam como se fosse “o pedido” como pressuposto. É um atributo absoluto!! Ou se tem. E a capacidade de ser parte. 2. algo puder ser parte no parte no processo. se em tese. e não para outra. aparentemente poderia perder o sentido.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana 1. e todos os órgãos tem capacidade de ser parte). mas na verdade não é o pedido. é um atributo absoluto. O natimorto tem direito. a massa falida. e não como indigente!! Dúvida se isso for verdade. e me parece que é. os órgãos administrativos (Ministério Público. Existência de órgão jurisdicional para que o processo exista é preciso que haja um órgão jurisdicional. 3. Que dê início ao processo. a herança jacente.1: hoje é pacífico que o natimorto tem direito ao nome e a sepultura. ATENÇÃO!! Saber o rol daqueles que tem capacidade de ser parte é fácil. ele tem capacidade de ser parte. mas o ato de instaurar o processo. morto tem direito!! Quebra o dogma de que a personalidade termina com a morte. o processo não existirá.: As pessoas físicas e jurídicas. pois todos a tem!! Difícil é saber quem não tem capacidade de ser parte!! A doutrina diz: não tem capacidade ser parte: O MORTO e os ANIMAIS. Demanda é o ato de instauração do processo. É também chamada de PERSONALIDADE JUDICIÁRIA. Não há gradação!! Não existe capacidade para ser parte para uma coisa. ou não se tem !! **Então quem tem a capacidade de ser parte? Todos os sujeitos de direito tem personalidade processual. Temos que fazer 2 observações sobre elas: Obs. Capacidade de ser parte  é a aptidão para ser sujeito do processo. Defensoria Pública. ou seja. Isso é uma lição antiga!! E. e se for um bom entendimento.Intensivo I. Tribunal de Contas.

Obs. o réu que a não alegar. da matéria constante dos ns. Art. A ideia de direito humano deveria se estender aos humanos e humanóides. A abolição foi a transformação da coisa em sujeitos. sem resolução de mérito: (Redação dada pela Lei nº 11. São os gorilas. dizem respeito aos pressupostos de validade. 267. no Brasil. na primeira oportunidade em que Ihe caiba falar nos autos. Extingue-se o processo.: alguns autores preferem chamar os pressupostos de validade de “requisitos processuais de validade”. E se o morto tem direito. defendendo que os animais também têm direitos. que defende o abolicionismo animal. uma revista de direito animal. Veja. a falta de um pressuposto processual. mas. Obs.232. IV. de 2005) IV . a lição antiga tem de ser revista. porque havia aqueles que tinham direitos. 8 . muito forte no EUA. ou seja. pois são correntes sérias!!!! PRESSUPOSTOS DE VALIDADE São os que. responderá pelas custas de retardamento.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana direito que ele tem. V e Vl. Mudou a natureza jurídica!! Há um movimento filosófico. Isso no Brasil tem repercussão. Não se assuste se no concurso aparecer: os que são “requisitos de processuais”?! Obs. não eram todos. Existe. todavia. 267.Intensivo I. enquanto não proferida a sentença de mérito. orangotango. em qualquer tempo e grau de jurisdição. posso até discordar. no dia-a-dia são utilizados. pongos. alguns escravos no Brasil eram tratados como coisas. art. Isso está inclusive no §3º. É como se fosse uma ultra eficácia dos direitos à personalidade. Todas as discussões sobre pressupostos processuais. pelos menos os grande primatas. CPC. em razão da usa semelhança genética com os homens.: costuma ser dito que. pode ser reconhecida de ofício pelo juiz. não ignorar.2: Vocês sabem que.quando se verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo. chimpanzés. § 3o O juiz conhecerá de ofício.

se for para julgar improcedente o pedido. OU seja. Percebam que. não há qualquer problema. Então. esta regra tem exceções. segundo o qual não há nulidade sem prejuízo. Isso está inclusive no art. Só podem ser conhecidas por provocação. vários doutrinadores estão revendo este dogma.Intensivo I. dizendo o seguinte: que se a falta do pressuposto processual não ocasionar prejuízo. É portanto. Atualmente. Mas. Obs. se isso não causar prejuízo. inciso IV. A ideia é: aplicar ao examine dos pressupostos processuais o sistema das invalidades.quando o juiz acolher a alegação de perempção.: existe um dogma de que a análise dos pressupostos processuais devem preceder à análise de mérito. Mas. litispendência ou de coisa julgada. e o mérito ser examinado. a falta de um pressuposto processual não permite o exame de mérito. e com a existência de compromisso arbitral. se antes examinar os pressupostos processuais. e não e oficio. 9 . como a possibilidade jurídica. Exemplos de aplicação desse entendimento: imagine que o réu não foi citado (isto é um grave defeito processual). e Marinone. não gera extinção do processo. a regra. pela falta de um pressuposto processual. O juiz só pode examinar o mérito. há um defeito. mas se for julgar o mérito a favor do réu. o juiz poderia ignorar este fato. Esta. haveria uma prioridade no exame dos pressupostos processuais em relação ao exame de mérito. uma regra. que todos aprendem na faculdade. ela pode ser ignorada. cuja falta não podem ser conhecidas de ofício pelo juiz. é de que a falta de pressupostos processuais podem ser conhecidas de oficio pelo juiz. a legitimidade das partes e o interesse processual. Vl . Obs. Há pressupostos processuais.quando não concorrer qualquer das condições da ação.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana V . É o que acontece com a incompetência relativa. Não vou invalidar um processo. Exemplo de 2 pessoas: Bedaque é titular da USP defende isso com todas as letras. Como acontece no caso da incompetência. há exceções: há casos em que a falta de um pressuposto processual não gera extinção do processo. de acordo com isso. 267.: costuma ser dito que a falta de um pressuposto processual gera extinção do processo. Veja.

PRESSUPOSTOS OBJETIVOS INTRÍNSECOS É o respeito às regras procedimentais. Este é um ato processual que tem que ser respeitado. É preciso que a Petição Inicial seja apta.cnpq.  examine a banca examinadora.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana Ex. e se respeitem os prazos. do pondo de vista acadêmico..2) Relacionados às partes se dividem em:  Capacidade PROCESSUAL. Quem deu essa designação foi Daniel Hertel (ES). b) Pressupostos subjetivos se dividem em: b. Há um lugar na net muito adequado para este tipo de pesquisa: www. Feitas estas considerações. se fosse para julgar a favor do incapaz. Tudo que ele fez na vida ele. vamos examinar cada um dos pressupostos de validade: os pressupostos de validade se dividem em: a) Pressupostos objetivos se dividem em:  Extrínsecos.. O juiz poderia ignorar esse feito. Foi um nome já atribuído para essa concepção teórica. que não haveria prejuízo.  Capacidade POSTULATÓRIA.: causa envolvendo o incapaz. Tudo isso é aplicação desta concepção que recebeu o nome de: instrumentalidade substancial das formas (ou do processo). pois ele tem um duplo propósito no processo. as regras do procedimento. Houve um concurso do ES que perguntaram isso.br  acessar o link da plataforma LATTES= uma espécie de Orkut acadêmico. b. É dentro deste rol que se encaixa a precisão da citação.Intensivo I.  Imparcialidade.1) Relacionados ao juiz se dividem em :  Competência. Serve para duas coisas: 10 . Dica.  Intrínsecos. e o MP não foi intimadograve defeito. Ela tem toda a vida acadêmica do sujeito.

com a citação. Nelson Nery. A citação ele faz com que o processo passe a produzir efeitos para o réu.: Veja Sentença contra réu revel não citado: (Fredie) PUC . até a citação do réu. para que o processo existia é preciso que houvesse citação. e serve para que o processo seja eficaz para o réu. Preste atenção !! Na PUC/SP (onde estão Arruda Alvim. Tereza Wambier. posto que não seja majoritário. E. O processo sem a citação do réu é ineficaz. O processo só existiria com a citação.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana 1º. **O processo nasce com a provocação do autor: o autor pode recorrer. embora já tenha sido cobrado em muitos concursos. RJ. a citação é um requisito de validade da sentença proferida contra o réu. apelar. e não inexistente! Por essas e por outras. a citação é uma condição de eficácia do processo para o réu. e o processo não existe?? Se o réu não foi citado. ou seja. Esse pensamento é muito consolidado na PUC. o pensamento é outro: se tem um entendimento de que a citação é um pressuposto de existência do processo.Intensivo I. é um mas é gravemente defeituosa. Mas.A sentença é INEXISTENTE. para o réu não existe !! Isso é um grave erro. O processo só produz efeitos para o réu. 11 . RS. PR. Nesse sentido. existe . A citação serve para validar o processo a partir dela. não é o pensamento majoritário. Essa concepção: de que a citação é um requisito de validade. Cassio Scarpinella). nada jurídico. O processo. A USP.Essa sentença é NULA. é a concepção majoritária. surge o seguinte problema: qual a natureza da sentença proferida contra réu revel não citado ou citado invalidamente? R. MG não pensam isso!!! Não dá para admitir esse pensamento. além disso. não produz efeitos para ele. mas já caiu no concurso (prova CESPE) !! *Partindo dessa divisão teórica.

e o réu não alega o defeito PRECLUSÃO. mas. 741. quer porque é nula. Para PUC é caso de inexistência. pois se ambos se fundamentam no mesmo artigo. É o nome da ação de impugnação da sentença nula ou inexistente (depende da corrente que se adota). Art. O problema até aqui é terminológico. 475-L. quer porque é inexistente. 741. 12 . E ambos se valem do mesmo texto de lei para isso: art. Na execução contra a Fazenda Pública. se o processo correu à revelia.Intensivo I. 475-L. Pode-se alegar a qualquer tempo. porque é um caso de um defeito tão grave que pode ser aguído mesmo após o prazo da rescisória. Art. A conseqüência prática: Para corrente de Freddie: se chegar na execução. I. se chama para ambos: QUERELA NULLITATIS. terminológica. para outros é inexistente. Não havendo prazo para exercício. dizer que é inexistente ou nulo é briga de nome. o meio para impugnação disso previsto nesses dispositivos. A impugnação somente poderá versar sobre: I – falta ou nulidade da citação. para uns é ação de nulidade. Ambos entendem que. Para a corrente de Fredie o caso é de vício TRANSRECISÓRIO. e o art. I.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana Ambos defendem que esta sentença pode ser impugnada a qualquer tempo. se o processo correu à revelia. se ele vem a juízo na execução e não alega  PRECLUSÃO (tem que alegar no primeiro momento em que ele chega aos autos). ambos servem como fundamento para defender a tese de que é possível impugnar isso a qualquer tempo. Para corrente da PUC: não existe isso !! Veja nosso dilema na prova: *(Concurso de Procurador do Estado em SP): A prova prática era fazer a peça de impugnação no caso em que o Estado foi condenado sem ser citado. os embargos só poderão versar sobre: I – falta ou nulidade da citação.

em ambos os dispositivos.Intensivo I. 3 !! (Estudar !!) Querella  não veremos mais.: Sim. e não como defesa na execução. Pode ser como ação autônoma. Livro do Fredie: a discussão sobre citação como pressuposto de validade. Temos que estar preparados para ambos: vamos para o concurso com o arsenal !!!!! GUERRA !!!!!  A previsão da QUERELLA. Por isso. Isso é o que se deve saber como querella. Como foi o caso desse exemplo do concurso de SP.executividade? R.: O Estado de SP vai propor uma QUERELA NULITTATIS para pedir: a declaração de inexistência ou invalidação da sentença? (analisar quem é o examinador). está prevista como defesa na execução.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana R. são também chamados de pressupostos negativos. Então a querella nulitattis pode assumir várias formas.: 13 . Mas. é unânime o entendimento de que cabe uma ação autônoma de querella nulitattis. Tereza Wambier (PUC) declarar inexistência da sentença. Fredie: posso alegar isso em exceção de pré. sobre querella nulitatis há um capítulo inteiro no vol. REQUISITOS OBJETIVOS EXTRÍNSECOS Os pressupostos extrínsecos são fatos “estranhos” ao processo que. Ex. O que reforça a ideia de que se trata de pressuposto de validade. NÃO podem acontecer para que o processo seja válido. como qualquer defesa na execução.

as outras assertivas eram bizarras !!!! Obs. não pode haver litispendência. já estudamos. a. ou seja. o Inexistência de convenção de arbitragem.: alguns autores chamam os pressupostos extrínsecos de impedimentos processuais. são na verdade condições da ação.Intensivo I. e perempção (era a resposta CERTA) A litispendência é pressuposto extrínseco? O que é pressuposto é a inexistência de litispendência. não litispendência para que o processo seja válido. Mas. Obs. como a incompetência relativa.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana o Inexistência de litispendência. *(Concurso): São pressupostos processuais extrínsecos: Litispendência. coisa julgada. coisa julgada. pode haver o Inexistência de coisa julgada. Barbosa Moreira pensa assim!! Afrânio Jardim (processo penal) para ele os pressupostos extrínsecos são condições da ação. Para que um processo seja válido. os pressupostos negativos. e usa essa designação “impedimento processual” para os pressupostos cuja falta não possa ser reconhecida de ofício.: para autores mais antigos. PRESSUPOSTOS SUBJETIVOS Os pressupostos subjetivos relacionados ao juiz: competência e imparcialidade. Relacionados às partes: 14 . que chama impedimento processual. Há outra galera.

Notem que. o juiz vai determinar a extinção do processo (se for o autor). Há uma afirmação doutrinária antiga que dizia que as PJs eram processualmente incapazes. o prosseguimento do processo à revelia.Intensivo I. Olhe essa diferença: nem sempre quem tem capacidade civil. há exceções: veja: o sujeito casado. o É possível ter capacidade processual para uma coisa. CPC. Assim como a capacidade civil um sujeito de 16 anos não tem capacidade para dirigir. o juiz. também chamada de capacidade para estar em juízo. tem capacidade processual. a capacidade processual comporta gradação. por isso que. 13. mas em alguns casos. tem capacidade processual. mas tem para votar. A regra é quem tem capacidade civil. As conseqüências da falta de capacidade processual: • • O juiz deve mandar suprir o defeito. Mas. Art. Se o defeito não for corrigido. art. As conseqüências variam conforme o sujeito não tenha capacidade processual. marcará prazo razoável para ser sanado o defeito. ele não tem capacidade processual. sob o seguinte fundamento: elas tinham de estar em 15 . (se for o réu). Verificando a incapacidade processual ou a irregularidade da representação das partes. é capaz civilmente. 13. é a aptidão para a prática de atos processuais independentemente de representação.Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana CAPACIDADE PROCESSUAL capacidade processual. Diferentemente da capacidade para ser parte ou capacidade processual pode ter para uma coisa e não ter para outra. o conceito é muito semelhante ao conceito incapacidade do direito civil. e a expulsão do terceiro (se for o terceiro). A noção de capacidade processual está intimamente relacionada com a noção de capacidade civil. suspendendo o processo. e não ter para outra. ou LEGITIMATIO AD PROCESSUM.

Aula 09 – 06/04/2009 Freddie Didier Processo Civil Rosana juízo com seus representantes: isso está superado.. A relação é de PRESENTAÇÃO. Ela PRESENTA o amor. Ex.”.Intensivo I. Ela é o AMOR. O órgão presenta o sujeito. mas entre um sujeito e o seu órgão. Essa pergunta é um clássico: E o segredo é: relação orgânica é uma relação de PRESENTAÇÃO. lindíssima!!! Essa foi dedicada à ex-mulher de Caetano. chamada “ESSE AMOR”. e o órgão é o caso da PJ. Ela é a concretização. O Amor resolveu (substantivo Abstrato) concretizar-se. Palavra é uma abstração. Carne da palavra é a concretização da palavra. não está representando a PJ. e não representa !!! 16 . Ele é a PJ.: mão de Freddie. Trata da palavra AMOR. PRESENTADO pelo Procurador da República tal.. Nessa música há um trecho da canção que diz: carne da palavra. Essa ideia se concretiza no órgão dela. neste ato. relação entre dois sujeitos: o PRESENTAÇÃO a relação não é entre dois sujeitos. Então. No concurso de MP: na peça: “MPF vem. quando um órgão da PJ está em juízo. Isso tem tudo haver com PRESENTAÇÃO. São diferentes!!! o REPRESENTAÇÃO há uma Representante e representado. e não de representação. É visualizar o que diz a palavra. de 1989. por uma razão: não se pode confundir REPRESENTAÇÃO com PRESENTAÇÃO. Há uma música de Caetano.