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Construção e Instalação do Aquecedor de Água Página 1 de 13

Manual Sobre a Construção e Instalação do


Aquecedor Solar Composto de Embalagens Descartáveis
(Lixo Vira Água Quente)

Elaborado por: José Alcino Alano e Família


Recompilado por: Miguel Soler Perez Filho - RCSP
SANTANA
e-mail : miguelsol@uol.com.br

Esperamos que no decorrer do mesmo, através de texto, diagramas e fotos, descrevê-lo dentro
das nossas limitações. Contamos com a criatividade e boa vontade de todos, na aplicação e em
melhorias no projeto, e que cada um adapte-o as suas necessidades, sucesso.

Em grande parte o sucesso do projeto dependerá de uma leitura atenta e na


íntegra deste Manual, e com “Pesquisa.”

Sumário:
1 - Apresentação 4 -Tópicos referentes à instalação do conjunto
1.1-Histórico 4.1-Dimensionar o projeto conforme o consumo e região do país
1.2-Finalidade 4.2-Suportes de fixação para o coletor e caixa ou reservatório
1.3-“Cuidados especiais” 4.3-Isolamento térmico dos dutos de cima do coletor, até a caixa ou
2- Como funciona um Aquecedor Solar reservatório
2.1-Circulação por termo sifão 4.4-Distância entre a caixa ou reservatório
2.2-Circulação forçada 4.5-Misturador de água quente/fria, simples mas prático
3 - Produzindo os componentes do conjunto 4.6-Instalação do controle eletrônico de temperatura ao chuveiro
3.1-Passo a passo na construção do coletor solar 4.7-Tempo necessário de exposição solar com eficiência térmica
3.2-Caixa d’água ou reservatório 5-Considerações finais
3.3-Isolamento térmico da caixa ou reservatório

1-Apresentação

1.1-Histórico

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Conscientes que somos dos danos que causam ao meio ambiente tais embalagens,
achamos por bem guardá-las, aguardando a implantação da coleta seletiva no município,
o que felizmente começa a acontecer.
Mas com o propósito de dar um destino útil ás embalagens pet , caixas tetra pak,
bandejas de isopor, sacolas plásticas, etc., surgiu-nos a idéia de aplicá-las em um
aquecedor solar alternativo. Em conseqüência dos resultados obtidos, com um projeto
extremamente simples e barato, sentimos que poderíamos dar um destino coletivo, à
implantação do mesmo.

1.2-Finalidade

Além de economizar energia elétrica, beneficiar diretamente o meio ambiente, o


nosso projeto tem como objetivo despertar nas pessoas de um modo geral, a consciência
de que todas essas embalagens pós-consumo podem transformar-se em algo útil no lado
social.
O registro junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) se fez
necessário para garantir a finalidade social e, que se Deus quiser, juntos conseguiremos
proporcionar uma melhor qualidade de vida a tantas pessoas, com um pouco mais de
conforto, já que nosso propósito não é extrair dividendos na comercialização do mesmo,
mas sim, quem sabe, até gerar renda e empregos para cooperativas de catadores,
instituições, etc., com projetos bem administrados por pessoas com caráter fraterno e
comprometidos com o social. O que felizmente nota-se nos contatos pessoais ou nas
centenas de e-mails recebidos.
Torna-se oportuno ressaltar, a intenção de centenas de pessoas na implantação de
inúmeros projetos em todo Brasil, e demonstrando com esse gesto de cidadania e
responsabilidade, os reflexos diretos no alivio do sistema gerador e de distribuição de
energia elétrica que possam acontecer nos horários de pico de uma região, e por que não,
de todo o país?
Reflita e ponha em prática tudo aquilo que há de bom em você, lembre-se que
vivemos muito pouco para perdermos tempo com mesquinharias, e que pequenas
iniciativas hoje, poderão ter excelentes resultados no futuro.

1.3-“Cuidados especiais”
Observação importante se faz necessária no cuidado que devemos ter no
manuseio com as garrafas pet, caixas tetra pak, enfim, com o lixo como
regra. As precauções são quanto à procedência de tais embalagens, para
evitarmos o contágio de doenças extremamente graves, como exemplo a
leptospirose, proveniente da urina de ratos.
Em caso de dúvidas informe-se junto à vigilância sanitária, secretaria de saúde
de seu município, ou mesmo com pessoas qualificadas sobre os cuidados necessários
e de como proceder a descontaminação das mesmas.
Lembre-se: “É melhor prevenir do que remediar!”.

2-Como funciona um Aquecedor Solar

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2.1-Circulação por termo sifão

O principio de funcionamento por termo sifão é o que mais se adapta á sistemas


simples como ao nosso projeto, pois desde que tenha a possibilidade de instalação do
coletor com a parte superior do mesmo, ou seja, a barra superior do retorno da água
quente, fique entre 10cm. e no máximo 3 metros abaixo do nível inferior (fundo) da caixa
ou reservatório, como indica o diagrama abaixo.

Diagrama nº 1
Esse desnível é necessário para garantir
a circulação da água no coletor com
diferença de densidade entre a água
quente e a fria, sendo que á medida que
esquenta a água nas colunas do coletor,
ela sobe para a parte superior da caixa
ou reservatório, ao mesmo tempo em
que a água fria por ser mais pesada
dirige-se a parte inferior do coletor,
empurrando a água quente para a caixa
ou reservatório, mantendo esse
movimento enquanto houver irradiação
solar. Processo idêntico aos
aquecedores convencionais do mercado
com sistema termo sifão,

diferenciando-se apenas nos materiais aplicados na sua fabricação.


O item 6-pescador de água quente, do Diagrama nº1, deve ser feito com uma
mangueira de borracha, dessas usadas em máquinas de lavar louças, ou com eletroduto
flexível amarelo. Sua função é a de acompanhar a variação do nível da água, coletando
sempre da parte mais quente. Fixe uma ponta ao flange, e a outra ponta a uma bóia, com
o tamanho suficiente para manter o pescador em cima.

2.2-Circulação forçada

Sistema em que o coletor fica mais alto do que a caixa ou reservatório, um exemplo é
o aquecimento de piscinas. O sistema é dotado de um termosensor, sendo o mesmo
responsável pelo acionamento de uma motobomba, assim que o coletor solar estiver
produzindo água quente, pois sem a qual, não haveria a troca de água quente pela fria no
coletor.
Faz-se necessário a instalação de uma válvula de retenção para que nos horários em
que o coletor solar não esteja aquecendo, evite o ciclo inverso, já que a água do coletor
está fria e mais pesada do que a água da caixa ou reservatório, e o coletor passe a
funcionar como um dissipador de calor, esfriando toda água quente armazenada ou sendo
aquecida, quando disponível no sistema, de aquecimento elétrico complementar.
Diagrama nº 2

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3- Produzindo os componentes do conjunto


3.1-Passo a passo na construção do coletor solar

O coletor solar é o componente que merece especial atenção, por ser o mesmo,
responsável direto pelo bom desempenho de um sistema de aquecimento solar.
Nosso coletor solar diferencia-se dos convencionais, no que tange a materiais
utilizados na sua construção e rendimento térmico, pois por questão de baixar custos,
utilizamos nas colunas de absorção térmica, tubos de PVC menos eficiente do que os
tubos de cobre aplicados nos coletores convencionais de mercado, e ao mesmo tempo
limitar a temperatura a níveis que mantenham a rigidez do PVC, sem causar o
amolecimento dos mesmos, e por conseqüência, comprometer a estrutura do aquecedor
solar na parte superior, provocando vazamentos.
Sem esquecer da caixa ou reservatório, se os mesmos forem de materiais com limites de
temperatura para acumulação.
As garrafas pet e as caixas tetra pak devidamente encaixadas, fazem o papel da caixa,
do painel de absorção solar e do vidro nos coletores convencionais, que em ambos tem
como função proteger o interior do coletor de interferências externas, principalmente dos
ventos e oscilações de temperatura, criando o efeito estufa. Apesar de simples, contém
detalhes indispensáveis na sua confecção. Por exemplo:

3.1.1-Escolha das garrafas pet, como e qual tamanho cortá-las


Três são os tipos de garrafas que utilizamos na construção do mesmo, dando
preferência às transparentes (cristal) na formação das colunas de absorção térmica:
garrafas Lisas, e as garrafas cinturadas de Coca e de Pepsi (modelo novo).
Usamos as garrafas verdes apenas para o corte de tiras nas amarrações diversas,
descritas no decorrer do manual.
Para facilitar o corte das garrafas (cristal), sugerimos um gabarito simples, ou seja,
corte 2 pedaços de tubos de PVC 100 mm: 1 com 29 cm e o outro com 31 cm e em
seguida faça um corte longitudinal nos 2 tubos, possibilitando a introdução da garrafa no
mesmo, definindo o tamanho da garrafa a ser cortada.
O tubo de 29 cm servirá de medida para o corte das garrafas Lisas e as de Pepsi (modelo
novo) e o tubo de 31 cm apenas para o corte das garrafas de Coca.

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Sugestões: após o consumo do refrigerante, enxágüe a garrafa e deixe escorrer. Bote na


geladeira por 2 min sem a tampa e ao tirar da geladeira tampe-a rapidamente. Como o ar
no interior da garrafa voltando à temperatura ambiente aumenta de volume, mantém a
mesma com o formato original, eliminando o risco dela, quando guardada em lugar frio,
auto amassar-se.
Caso você tenha poucas garrafas, e entre elas algumas amassadas e caso queira
aproveitá-las, destampe-a e adicione 100 ml de água fria, tampe-a e leve ao micro ondas
por 45 segundos, imediatamente tire do forno e girando a mesma na horizontal por uns
10 segundos, em seguida deixe-a em pé e só depois com cuidado desenrosque a tampa
lentamente para liberar o vapor, deixando a garrafa esfriar sem a tampa. Mas fica a
pergunta: então porque não usar água quente?
Porque a garrafa sem a pressão do vapor como sustentação, ao receber a água quente
deforma-se toda.

Obs.: Nessa operação procure proteger-se com óculos de proteção, luvas, avental, e em
local longe o suficiente de outras pessoas, especialmente crianças.

3.1.2- Caixas tetra pak de 1 litro (de leite, sucos, etc.)


As caixas tetra pak têm em sua composição, 5% de alumínio, 20% de polietileno, e
75% de celulose, o que dificulta sua coleta como apenas papel, exigindo portanto
equipamentos especiais na separação de tais materiais.
São poucas as empresas especializadas em tal processamento, o que desestimula os
catadores, apesar de campanhas do principal fabricante (Revista Superinteressante
Julho/2004, página 79). A aplicação delas em nosso projeto oferece excelentes
resultados, já que a combinação de tais materiais, evita que se deformem na temperatura
a que serão submetidas, ao contrário se usarmos papel comum.
Para um encaixe perfeito dentro das garrafas Lisas ou as de Coca, corte a caixa com
23 cm, e para as garrafas de Pepsi (modelo novo) com 20 cm de comprimento (Fig.1),
sendo que com mais 1 corte de 7 cm na parte de baixo da caixa em ambos os tamanhos
(Fig.2), servirá de encaixe do gargalo da próxima garrafa.
Resta apenas dobrá-la de forma simples, aproveitando os vincos das laterais da mesma
(Fig.3), e com mais duas dobras em diagonal na parte de cima (Fig.4), que além de
acompanhar a curvatura superior da garrafa, agirá como suporte de sustentação da caixa.
Devemos pintá-la com tinta esmalte sintético preto fosco secagem rápida para exteriores
e interiores, usada para ferro, madeira, etc., mas evite comprar em spray, torna-se muito
cara a pintura, dê preferência a latas de 1kg.
Obs.: Não use tinta com brilho, pois comprometerá o desempenho do coletor, uma vez
que os raios solares serão em parte refletidos.

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Fig. 1 Fig. 2 Fig. 3

Fig. 4 Fig. 5

3.1.3- Corte, pintura dos tubos, e montagem do coletor


O motivo de usarmos no máximo 5 garrafas por coluna, é para não dificultar a
instalação do coletor em relação à altura da caixa d’água ou reservatório, conforme
abordado no item 2.1- Circulação por termo sifão, pois aqui no sul do país exige-se uma
maior inclinação em razão da latitude local.
Citamos como exemplo Tubarão– SC., cidade onde moramos, a latitude é 28,3º S,
enquanto que em Brasília, a latitude é 15,5º S.
Voltaremos ao assunto no item 4-Tópicos referentes à instalação do conjunto.
Em nosso projeto usamos no coletor tubos e conexões do tipo te de 20 mm soldável
de boa qualidade, com o tamanho dos tubos das colunas dependendo do tipo e do número
de garrafas. Lembre-se que antes de cortar os tubos das colunas, verifique os tipos de
garrafas disponíveis, pois o ideal é que ao escolher, opte por um só tipo para cada coletor,
veja abaixo a medida que melhor se enquadra:
92 cm- para colunas com 4 garrafas retas
101 cm- para colunas com 5 garrafas de Pepsi cinturadas (mod. novo)
108 cm- para colunas com 5 garrafas de Coca
Obs.: O desenho da garrafa de Coca nova (tampa amarela) mudou, portanto
para manter o tamanho da coluna, intercale com Pepsi (mod.novo)
Antes de pintar os tubos das colunas com a mesma tinta aplicada nas caixas, devemos
isolar com fita crepe as 2 extremidades cerca de 2 cm, onde depois de pintados retira-se a
fita para o devido encaixe nas conexões tipo te.
Os tubos de distanciamento entre colunas devem ter 8,5 cm e sem pintura, medida padrão
a todos coletores, não importando os tipos de garrafas.
A montagem torna-se simples se seguirmos uma ordem na colocação dos
componentes, e tendo o cuidado de usarmos o adesivo somente nos tubos e conexões, da
parte superior do coletor onde circula a água quente. Na parte inferior devemos apenas
encaixá-los com a ajuda de um martelo de borracha, tornando a manutenção, se
necessário, simplesmente desencaixando a barra inferior, sem comprometer o tamanho
das colunas, pois caso fossem coladas teriam de ser cortadas, e com a perca de todas
as conexões e tubos de distanciamento.
Relembrando: para que não haja vazamentos, a qualidade dos tubos e conexões é

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fundamental. Fique atento, o barato sai caro.


Para simplificar a montagem do coletor solar, devemos proceder à colagem das três
peças da Fig.1, repetindo a operação no número de colunas do coletor solar. Cole um
conjuntinho ao outro até formar 5 colunas. Em seguida insira as garrafas e as caixas tetra
pak (fig.2) nas 5 colunas, não esquecendo de fechar a última garrafa de cada coluna,
cortando outra garrafa, mas na parte de cima, do lado da tampa. Concluindo, com o
encaixe do barramento inferior (Fig.4), fechando esse módulo.
Recomendamos que para regiões frias, é indicado preencher a parte de baixo, entre a
garrafa e a caixa tetra pak (Fig.3), com algum isotérmico que não absorva umidade
(exemplo: rótulos plásticos, sacolas plásticas).
A razão de optarmos por módulos de 5 colunas, é quanto ao manejo, pois torna-se
extremamente fácil carregá-lo até o local de instalação. Emendar um módulo ao outro,
até cinco no máximo, para evitar tensões nos barramentos.
Conforme a Fig.5, devemos vedar a 1ª garrafa de cada coluna, com tiras de borracha (ex.:
câmaras de ar) ou fita auto fusão. Isso evita a fuga de calor do interior da coluna, além de
impedir que o vento gire as garrafas, tirando as caixas tetra pak da posição, que é voltada
para cima, evitando perca no rendimento.
Na Fig.6, apenas duas colunas de 4 garrafas retas montadas.

Para uma melhor visualização, montaremos a seguir, passo a passo com fotos, uma parte
de 2 colunas do coletor solar:

Fig.1 Fig.2 Fig.3

Fig.4 Fig.5 Fig.6

3.2- Caixa d’água ou reservatório

A própria caixa d’água existente no local poderá ser aproveitada no fornecimento de


água quente e fria, desde que a mesma tenha no mínimo a capacidade de 500 litros, para
que torne disponível mais ou menos 250 litros de água quente, já que usaremos como
reservatório a metade superior da caixa para o sistema de aquecimento solar. O ideal e
recomendável, seria um reservatório só para a água quente, com o tamanho
correspondente ao consumo diário do número de pessoas, e próximo dos pontos de
consumo, para evitar o desperdício, até que chegue a água quente do reservatório.

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Sendo o reservatório, responsável em acumular a água quente, faz-se necessário um


bom isolamento térmico, o que é encontrado nos acumuladores convencionais de
mercado, nos quais usam-se isotérmicos de alta eficiência.
Tais acumuladores em sua maioria dispõem de aquecimento auxiliar para os dias
encobertos ou chuvosos, com energia elétrica ou a gás, controlados por termostatos que
acionam este recurso sempre que a temperatura da água fique abaixo do pré-estabelecido
pelo usuário.
O nosso projeto por ter a característica de torná-lo viável economicamente a todos,
não dispõe de tal recurso, sendo que o qual foi substituído por chuveiro comum, mas com
o recurso de um controlador de ajuste eletrônico de temperatura, conectado em série à
entrada de energia elétrica do chuveiro.
Comum no mercado, ele facilita a regulagem da temperatura ideal de banho, sem a
necessidade de variar o fluxo de água no registro.
O aproveitamento de materiais disponíveis basicamente em todas as regiões, será de
extrema importância. Aplicamos no projeto uma caixa plástica de 250 litros como
reservatório, mas isso não indica que caixas de outros materiais sejam dispensadas,
porém tenha muito cuidado, e não use recipientes que continham produtos químicos,
pesticidas, inseticidas, etc., pois mesmo que bem lavados continuarão contaminados e
oferecendo riscos em potencial à saúde. Portanto evite transtornos, tendo a certeza da
origem dos mesmos.

3.3- Isolamento térmico da caixa ou reservatório

Quanto ao isolamento térmico há inúmeras opções: dentre tantas destacamos o isopor


encontrado em diversas embalagens de supermercados, dessas que vem com frios
(ex.com queijo, presunto, etc.) e em eletrodomésticos e eletrônicos, também bolsas
plásticas, papéis, como sendo uma alternativa para quem reside no meio urbano. Em
outras regiões temos também ótimos isotérmicos, tais como: serragem, cascas de trigo,
cascas de arroz, grama seca, etc., mas sem umidade.
Torna-se extremamente fácil o uso de tais isolantes, enchendo caixas tetra pak de 1
litro (sem deixar espaços vazios), fechando-as novamente, resultando cada caixa num
bloco isotérmico. Para você fixar tais blocos na caixa ou reservatório use cola ou fita
adesiva, enfim do modo que você achar melhor, tomando o cuidado de preencher os
espaços entre as caixinhas, quando fixadas em recipientes redondos ou de cantos
arredondados, com sacolas plásticas, papéis, etc..
Vale alertar que se a caixa ou reservatório ficar ao ar livre, deverá ter proteção contra as
intempéries, ou caso contrário o isolamento térmico será danificado.
Como a reposição de água fria é feita no fundo da caixa ou reservatório, não é necessário
o isolamento térmico desse local.
Outro tipo de isolamento térmico simples e eficaz, porém mais caro, é colocar uma
caixa d’água dentro de um compartimento feito de madeira, tijolos, ou mesmo dentro de
uma outra caixa maior, o suficiente para ter uma folga nas laterais de no mínimo 6 cm,
para o devido preenchimento com qualquer um dos isolantes acima citados, não
esquecendo que é obrigatório o isolamento da tampa da caixa.
Aplique o isolamento térmico, somente após ter feito todos os furos e ligações
necessárias à instalação do conjunto.

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4-Tópicos referentes à instalação do conjunto


4.1- Dimensionar o sistema conforme o consumo e região do país

Ao botar em prática o projeto em outubro de 2002, construímos um coletor solar com


100 garrafas pet, 100 caixas tetra pak de 1 litro, dispostas em 25 colunas com 4 garrafas
cada, totalizando uma área útil de absorção de 1,80 m2, e uma caixa plástica de 250 litros
na função de reservatório, revestida com isopor de 20 mm. Vale ressaltar que essa
espessura de isolamento térmico, não é suficiente para manter ou armazenar a água
quente até tarde da noite.
Como foi instalado praticamente no verão, e que com exposição solar em torno de 6
horas, aquece a água até 52 ºC, sendo necessário misturar com água fria.
Mas ao chegar o inverno, a temperatura da água fria da caixa em Tubarão, gira em torno
de 13 a 16 ºC, contra os 22 a 25 ºC no verão, e que devido a essa diferença entre as
estações do ano, além da redução de irradiação solar no inverno, a eficiência térmica cai
dos 52 ºC no verão para no máximo 38 ºC no inverno.
Para corrigir o problema, construímos mais um coletor com as mesmas dimensões das
do anterior, que em dias ensolarados supre o consumo normal de 4 pessoas. Porém para o
verão teremos de aumentar o reservatório para 500 litros, ou desativar uma parte dos
coletores para evitar o superaquecimento. Importante: instalamos os coletores
independentes entre si, para facilitar uma possível manutenção.
Para aqueles que já tenham, ou possam instalar uma caixa ou reservatório com volume
igual ou acima do que necessitam, uma solução bastante interessante e simples de
encontrar a temperatura e o volume de água quente, que atenda s suas às necessidades de
consumo, é a de instalar a saída de água fria para o coletor solar o mais baixo possível.
Anexe ao flange pelo lado de dentro da caixa ou reservatório, 1 adaptador na medida
interna do flange, e 1 curva de 90º com 2 pedaços de tubos em suas extremidades,
fixando 1 dos tubos ao adaptador, sem adesivo, e o outro serve para aumentar as opções
de regulagem (Pág.5, Diagrama nº 1, item 7- Pescador giratório ), pois ao girar o
conjunto, você varia e determina a quantia e temperatura da água a ser aquecida, de
acordo com a estação do ano. Obs.: Opção ótima num protótipo como laboratório em
experiências escolares.
Diante do exposto, sugerimos que cada um encontre o dimensionamento próximo às
necessidades de consumo de cada habitação, pois cada projeto requer a observação de
diversos fatores, e entre os quais:
Exemplos : 1) Posição do coletor solar em relação ao norte geográfico
2) Inclinação do coletor solar em relação à latitude
3) Região e local a ser instalado
Obs.: Para encontrar a latitude que você precisa ou mora, acesse o site:
www.aondefica.com

Sobre os furos a serem feitos na caixa ou reservatório, sugerimos


como simples referências em percentuais da altura da caixa:

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4.2- Suporte de fixação do coletor solar

Fica a critério de cada um o material a ser usado como suporte de fixação do coletor
solar, mas indicamos que pelo menos os dois barramentos sejam amarrados a barras de
cano galvanizados de ¾, ou a algo que garanta o alinhamento do coletor
Importantíssimo: para evitar que bolhas de ar atrapalhem a circulação da água no
coletor, é necessário um desnível de 2 cm por cada metro corrido, e jamais deixe curvas
nos barramentos.

Observação importante: jamais deixe faltar água no coletor, sob risco de


superaquecimento e destruição do mesmo.

Confira no diagrama:

Digrama nº 3

Caso queira fixar direto sobre o telhado sem levar em conta a latitude local, deverão

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instalar o coletor solar com no mínimo 10º de inclinação e voltado para o norte
geográfico o mais próximo possível, e que terão de aumentar a área quadrada de absorção
solar, ampliando o coletor para compensar a perca por posicionamentos.
Torna-se oportuno ressaltar que quase todos os problemas de eficiência térmica de
qualquer aquecedor solar, deixam de existir à medida que nos aproximamos do norte e
nordeste.
Ao darmos a preferência pelo sistema de circulação por termo sifão, torna-se
obrigatório que o fundo da caixa ou reservatório térmico, fique sempre acima em relação
á parte superior do coletor solar (conforme item 2.1- Circulação por termo sifão), o
que cabe a cada um escolher a melhor alternativa para o local, sem esquecer que ao falar
em caixa ou reservatório, estamos falando de peso, portanto mais uma vez, não improvise
em lugares duvidosos que possam ruir e causar sérios problemas. (Lembre-se que cada
litro de água pesa 1 quilo)

4.3- Isolamento térmico dos dutos de cima do coletor, até a caixa ou reservatório

Envolvemos o barramento superior do coletor e o tubo que leva água quente até a
caixa, com isopor, prendendo o mesmo aos tubos com tiras cortadas de garrafas pet
verde. Obs.: O isopor não resiste por muito tempo exposto ao sol.

4.4- Distância entre o coletor e a caixa ou reservatório

O mais próximo possível no intuito de minimizar perdas térmicas, sem deixar de levar
em conta também, ás distâncias dos pontos de consumo, evitando dessa forma o
desperdício até chegar á água quente.

4.5- Misturador de água quente/fria, simples, mas prático

Se no local a ser implantado o sistema de aquecimento solar, existir instalações para


água quente e fria, requer apenas proceder á ligação da caixa ou reservatório, à instalação
de água quente.
Onde a distribuição de água do imóvel é somente com água fria, sugerimos um
misturador muito simples e eficiente, construído com tubos e conexões em PVC,
indicado para o chuveiro, mas que com algumas modificações, poderá integrar os outros
pontos de consumo da casa, tais como, cozinha, tanque, lavabo.
O diagrama abaixo detalha o misturador de uma forma objetiva :

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Diagrama nº 3

4.6- Instalação do controle eletrônico de temperatura ao chuveiro elétrico

As razões da instalação do controle eletrônico ao chuveiro elétrico, foram descritas no


item (3.2- Caixa d’água ou reservatório).
Quanto ao esquema de ligações do controle eletrônico, existem no mercado diversos
modelos e marcas, contendo todos as instruções de instalação.

4.7- Tempo necessário de exposição solar com eficiência térmica

O aquecedor solar em dias ensolarados, atinge a temperatura máxima, após 6 horas,


mas a partir das 10 horas da manhã, é que começamos a notar o aumento da temperatura
da água da caixa ou reservatório.
Mesmo em dias encobertos, mas não chuvosos e dependendo da região, pode apresentar
rendimento satisfatório e parcial economia de energia elétrica.

5-Considerações finais
Com esse simples projeto, esperamos contribuir na conscientização, chamando a
atenção das pessoas, para problemas sobre o meio ambiente, de energia elétrica e do
social.
Imagine o volume de caixas tetra pak, garrafas pet e outros descartáveis, que
poderemos tirar do meio ambiente, com a reciclagem direta na aplicação no aquecedor
solar, ou em outros projetos existentes como, na fabricação de telhas, mantas térmicas,

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tubos para esgoto, etc.,.


Pense, transforme o que é uma praga no lixo hoje, em algo útil para todos sempre.
Pesquise nos Sites de busca sobre Aquecedor Solar, e encontrarão excelentes páginas
sobre o assunto.

Faça a sua parte, pense no coletivo e que Deus nos ajude a sermos racionais.

Desejando fazer um download da apresentação em Power Point, CLIQUE AQUI.

p20041127.htm em 27/11/2004

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