Anda di halaman 1dari 10

A Sabedoria dos Conselhos de Deus

John Wesley

'Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão
insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!'
(Romanos 11:33)

1. Alguns apreendem a sabedoria e o conhecimento de Deus significando uma,


e a mesma coisa. Outros acreditam que a sabedoria de Deus refere-se mais
diretamente no Ele indicar as finalidades de todas as coisas; e seu conhecimento
significa o que Ele tem preparado e feito, conducente a essas finalidades. O primeiro
parece ser a explicação mais natural; já que a sabedoria de Deus, em seu significado
mais extensivo, deve incluir um, tanto quanto o outro: os meios assim como os fins.

2. Agora, a sabedoria - assim como o poder de Deus - é abundantemente


manifestada em sua criação; na formação e organização de todas as suas obras, nos
céus e na terra; e em adaptá-las todas às diversas finalidades para as quais elas foram
designadas: de tal maneira que, cada uma delas, aparte das restantes, é boa; mas,
juntas, são muito melhores; todas conspirando, em um sistema conectado, para a
glória de Deus, na felicidade de suas criaturas inteligentes.

3. Como essa sabedoria aparece até mesmo para os homens míopes (e muito
mais para os espíritos de uma categoria mais alta) na criação e disposição de todo o
universo, e cada parte dele; então, ela igualmente aparece na preparação deles, no seu
'suporte de todas as coisas, através da palavra de seu poder'. E não menos
eminentemente aparece, no permanente governo de tudo que Ele criou. Quão
admiravelmente sua sabedoria dirige os movimentos dos corpos celestes! Todas as
estrelas do firmamento, se as que estão fixas, ou aquelas que perambulam, embora
que nunca fora de suas diversas órbitas! O sol, no meio do céu! Os corpos
maravilhosos dos cometas que disparam, em todas as direções, através dos
incomensuráveis campos de éter! Como Ele superintendente todas as partes desse
mundo mais baixo, essa 'partícula da criação', a terra! De maneira que todas as coisas
são, ainda, como elas eram no início, 'belas em suas épocas'; e o verão e inverno; os
tempos de plantio e colheita, regularmente seguem um ao outro. Sim, todas as coisas
servem ao seu Criador. 'Raio e granizo; neve e vapor, vento e tempestade, estão
cumprindo sua palavra'; de tal forma, que podemos bem dizer, 'Ó, Senhor, nosso
Governador, quão excelente é teu nome em toda a terra!'.

4. Igualmente conspícua é a sabedoria de Deus, no governo das nações, dos


estados e reinos; sim, preferivelmente, mais conspícua, se ao infinito pode ser
admitido algum grau. Porque toda criação inanimada, estando totalmente passiva e
inerte, não pode fazer oposição à sua vontade. Portanto, no mundo natural, todas as
coisas deslizam, em um mesmo e ininterrupto curso. Mas, por outro lado, vai além no
mundo moral. Aqui, os homens maus e espíritos diabólicos continuamente se opõem à
vontade divina, e criam inúmeras irregularidades. Aqui, por conseguinte, está a
extensão completa, para o exercício de todos os ricos, tanto de sabedoria quanto de
conhecimento de Deus, para neutralizar todos os homens maus e insensatos. E todas
as sutilezas de satanás, na condução de seu próprio objetivo glorioso, -- a salvação da
humanidade perdida. De fato, Ele fizesse isto, através de uma vontade superior
absoluta, e através de seu próprio poder irresistível, isto não implicaria em sabedoria,
afinal. Mas sua sabedoria é mostrada, salvando o homem, de tal maneira, a não
destruir sua natureza, a não extinguir a liberdade que Ele lhe tem dado.

5. Mas os ricos, ambos de sabedoria e conhecimento de Deus estão mais


eminentemente expostos em sua igreja; em plantá-la como uma semente de grão de
mostarda, a menor de todas as sementes; em preservar e continuamente melhorá-la,
até que ela se transforme em uma grande árvore, não obstante a ininterrupta oposição
de todos os poderes da escuridão. Isto o Apóstolo justamente denomina de sabedoria
múltipla de Deus. É uma palavra notavelmente expressiva, sugerindo que essa
sabedoria, na maneira de sua execução, é diversificada em milhares de caminhos, e se
aplica em infinitas variedades. Essas coisas os mais sublimes 'anjos desejam
examinar', mas nunca poderão entender completamente. Parece ser com respeito a
esses, principalmente, que o Apóstolo afirma naquela forte exclamação, 'Quão
insondáveis são seus julgamentos!'. (Romanos 11:33) 'Ó profundidade das riquezas,
tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e
quão inescrutáveis os seus caminhos!'. Seus conselhos e objetivos são impossíveis de
serem penetrados; e seus caminhos', de execução deles, 'fora do alcance de serem
decifrados!'. De acordo com o salmista, 'Seus caminhos são como as águas
profundas, e suas pegadas não são conhecidas.

6. Mas um pouco disto Ele tem se agradado de revelar a nós; entretanto,


guardando o que Ele tem revelado, e comparando a palavra e a obra de Deus, juntas,
nós podemos entender uma parte de seus caminhos. Nós podemos, em alguma
medida, traçar essa sabedoria múltipla, desde o começo do mundo; desde Adão até
Noé; de Noé até Moisés; e de Moisés até Cristo. Mas eu iria agora considerá-la
(depois de exatamente tocar na história da igreja nos tempos passados), apenas com
respeito ao que Ele tem operado na presente época, durante a última metade do século
[XVIII]; sim, e nesse pequeno canto do mundo, as ilhas britânicas, tão somente.

7. Na plenitude do tempo, exatamente quando pareceu melhor à Sua infinita


sabedoria, Deus trouxe seu Primogênito ao mundo. Ele, então, estabeleceu a fundação
de sua Igreja; embora dificilmente ela tenha aparecido, até o dia de Pentecostes. E ela
foi, então, uma igreja gloriosa; todos os seus membros, estando 'preenchidos com o
Espírito Santo'; sendo 'de um só coração, e de um só pensamento; continuamente
firmes, na doutrina Apostólica, na camaradagem, no repartir o pão, e nas orações'.
Na camaradagem; ou seja, tendo todas as coisas em comum; nenhum homem
considerando coisa alguma como de sua posse.

8. Mas este estado feliz não continuou muito tempo. Veja Ananias e Safira,
através do amor ao dinheiro ('a raiz de todo o mal'), criou a primeira brecha na
comunidade dos bons! Veja a parcialidade; a consideração iníqua das pessoas de um
lado, e o ressentimento e murmuração do outro; até mesmo, enquanto os próprios
Apóstolos presidiram sobre a igreja de Jerusalém.

(Atos 5:1-10) 'Mas, um certo homem chamado Ananias com Safira, sua
mulher, vendeu uma propriedade, e reteve parte do preço, sabendo-o também sua
mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos Apóstolos. Disse, então,
Pedro: Ananias, por que encheu satanás o teu coração, para que mentisses ao
Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade; guardando-a não ficava para
ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu
coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras,
caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram. E,
levantando-se os moços, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o
sepultaram. E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher,
não sabendo o que havia acontecido. E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto
aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto. Então Pedro lhe disse: Por que é que,
entre vós, vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés
dos que sepultaram teu marido, e também te levarão a ti. E logo caiu aos seus pés, e
expirou. E, entrando os moços, a encontraram morta, e a sepultaram junto de seu
marido'.

Veja as manchas e vincos graves que eram encontrados em toda parte da


igreja, registrados, não apenas em Atos, mas nas Epístolas de Paulo, Tiago, Pedro e
João. Um relato ainda maior, nós temos em Apocalipse: E, de acordo com isto, em
que condição estava a igreja cristã, mesmo no primeiro século, mesmo antes de João
ser removido da terra, se nós podemos julgar (como indubitavelmente nós podemos),
do estado da igreja, em geral, desde o estado das igrejas particulares (todas, a não ser
a de Esmirna e Filadélfia), para a qual nosso Senhor direcionou suas Epístolas! E,
deste tempo, por cento e quatorze anos, ela se corrompeu, mais e mais, como toda a
História mostra, até que escassamente tanto o poder, quanto a forma da religião
restaram.

9. Não obstante, é certo que os portões do inferno nunca prevaleceram


totalmente contra ela. Deus sempre preservou a semente para si mesmo; alguns
poucos que o adoraram em espírito e em verdade. Eu tenho freqüentemente me
perguntado, se essas não eram as mesmas pessoas a quem os ricos e honrados cristãos,
que sempre tiveram número, assim como o poder do lado deles, estigmatizaram, de
tempos em tempos, com o título de heréticos. Talvez, tenha sido, principalmente, por
esse artifício do diabo e de seus filhos, que eles foram impedidos de serem tão
extensivamente úteis, como por outro lado, eles teriam sido, não tivessem falado mal
do bem que havia neles. Mais ainda, eu tenho dúvidas, se aquele herético arcaico,
Montanus, não foi um dos homens mais santos, no segundo século. Sim. Eu não
afirmaria que o herético arcaico do século quinto (tão plenamente quanto ele tem sido
salpicado com lama, por muitas épocas) não foi um dos homens mais santos daquela
época; não, com exceção do próprio santo Agostinho. (Um santo maravilhoso! Tão
cheio de orgulho, paixão, amargura, mania de censurar, e tão boca solta para com todo
aquele que o contradissesse, quanto o próprio George Fox!) Eu verdadeiramente
acredito, que a heresia real de Pelágio [Frade Pelágio, segundo a qual não existe pecado
original, nem necessidade da graça divina para a salvação] não foi nem mais, nem menos,
do que esta: A certeza de que os cristãos podem, pela graça de Deus, (não sem ela; o
que eu considero ser uma mera calúnia) 'alcançar a perfeição'; ou, em outras
palavras, 'cumprir a lei de Cristo'.

'Mas Agostinho diz': -- Quando as paixões de Agostinho eram exaltadas, sua


palavra não valia uma ninharia. E aqui está o segredo: Agostinho estava furioso com
Pelágio. Por esta razão, ele caluniava e abusava dele (como era seu método), sem
temor ou vergonha. E Agostinho estava, então, no mundo cristão, o que Aristóteles era
mais tarde: Não precisou de outra prova de alguma afirmativa, do que: 'Agostinho
disse isto'.
10. Mas retomando: Quando a iniqüidade tinha se espalhado na igreja como
uma inundação, o Espírito do Senhor ergueu um estandarte contra ela. Ele ergueu um
pobre frade, sem saúde, sem poder, e, naquele tempo, sem amigos, para declarar
guerra, como foi, contra todo o mundo; contra o bispo de Roma e todos os seus
seguidores. Mas esta pequena pedra, sendo escolhida de Deus, logo se tornou uma
grande montanha; e aumentou mais e mais, até que ela havia coberto uma
considerável parte da Europa. Ainda mesmo antes que Lutero fosse chamado para
casa, o amor de muitos tinha se esfriado. Muitos, que uma vez, tinham prosseguido
bem, voltaram atrás do mandamento santo entregue a eles; sim, uma grande parte
desses, que uma vez experimentou o poder da fé, naufragou na fé e na boa
consciência. Supõe-se ser esta a ocasião daquela enfermidade (o ataque de cálculo),
do qual Lutero morreu; depois de afirmar essas palavras melancólicas: 'Eu gastei
minhas forças em vão! Aqueles que foram chamados pelo meu nome, estão, na
verdade, reformados nas opiniões e modos de adoração; mas em seus corações e
vidas; em seus temperamentos e prática, eles não são, uma partícula, melhores do
que os papistas'.

11. Por volta da mesma época, agradou a Deus visitar a Grã Bretanha. Alguns
poucos no reino do Rei Henrique VIII, e muito mais, nos três reinos seguintes, foram
testemunhas reais do Cristianismo verdadeiro e bíblico. O número desses aumentou
excessivamente, no começo do século seguinte. E, no ano de 1627, houve um
maravilhoso despejar do Espírito, em diversas partes da Inglaterra, assim como na
Escócia, e norte da Irlanda. Mas, ao mesmo tempo em que os ricos e honrados
despejavam sobre aqueles que temiam e amavam a Deus, seus corações começaram a
estar distantes dele, e a abrir caminho para o mundo presente. Não muito logo, a
perseguição cessou, e os pobres, menosprezados e perseguidos cristãos se envolveram
com poder, e estabeleceram-se na comodidade e abundância, mas uma mudança de
circunstância trouxe uma mudança de espírito. Riquezas e honras logo produziram
seus efeitos usuais. Tendo o mundo, eles rapidamente amaram o mundo: Eles
murmuraram em busca do céu, não muito tempo além, tornando-se, mais e mais,
atados às coisas da terra. De modo que, em alguns poucos anos, um que os conheceu
bem e os amou, e foi um juiz irrepreensível de homens e maneiras, (Dr. Owen),
lamentou profundamente sobre eles, como tendo perdido todo a vida e poder da
religião, e se tornando justo do mesmo espírito que esses a quem eles menosprezaram,
como a lama das ruas.

12. Que uma religião desprezível foi deixada na terra, recebendo um outro
ferimento mortal, na Restauração [no reinado de Carlos II], por um dos piores
príncipes que alguma vez se sentou no trono inglês, e através da mais abandonada
corte na Europa. E a infidelidade agora irrompeu, com toda a velocidade e cobriu a
terra como uma inundação. É evidente que todos os tipos de imoralidade veio com
ela, e cresceu para o fim do século. Algumas tentativas ineficazes foram feitas para
represar a torrente, durante o reinado da Rainha Anne; mas ela ainda aumentou por
volta do ano de 1725, quando o Sr. Law publicou seu 'Tratado Prático sobre a
Perfeição Cristã', e, não muito tempo depois, seu 'Chamado Sério para uma Vida
Santa e Devotada'. Aqui as sementes foram plantadas, e logo cresceram, e se
espalharam por Oxford, Londres, Bristol, Leeds, York, e, em poucos anos, para a
maior parte da Inglaterra, Escócia e Irlanda.
13. Mas quais os meios, a sabedoria de Deus fez uso, no resultado dessa
grande obra? Ela estendeu tais trabalhadores dentro de suas colheitas, como a
sabedoria dos homens nunca teria pensado a respeito. Ela escolheu as coisas fracas
para confundirem o forte; e as coisas tolas, para confundirem o sábio. Ela escolheu
alguns poucos homens jovens, pobres e ignorantes, sem experiência de aprendizado
ou arte; mas simples de coração, devotados a Deus, cheios de fé e zelo, buscando
nenhuma honra, nenhum proveito, nenhum prazer, nenhuma comodidade, mas
meramente salvar almas; temendo, nem a necessidade, dor, perseguição, nem o que os
homens pudessem fazer junto a eles; sim, não considerando suas vidas preciosas a si
mesmos, para que pudessem terminar seu curso com alegria. Do mesmo espírito,
foram as pessoas a quem Deus, através da palavra deles trouxe da escuridão para a sua
maravilhosa luz; muitos dos quais logo concordaram em se reunirem, com o objetivo
de fortalecerem um ao outro em Deus. Esses também eram simples de coração,
devotados a Deus, zelosos das boas obras; desejando nem honra, nem riqueza, nem
prazer, nem comodidade, nem coisa alguma debaixo do sol; mas obter a total imagem
de Deus, e habitar com Ele na glória.

14. Mas, na mesma medida em que esses jovens pregadores cresceram nos
anos, eles não cresceram todos na graça. Diversos deles, realmente, tiveram progresso
em outro conhecimento, mas não proporcionalmente no conhecimento de Deus. Eles
cresceram menos puros, menos vivos para Deus, e menos devotados a Ele. Eles foram
menos zelosos por Deus; e, conseqüentemente, menos ativos, menos diligentes em seu
serviço. Alguns deles começaram a desejar o louvor de homens, e não o louvor de
Deus apenas; alguns por estarem fatigados de uma vida errante, e também, de
buscarem comodidade e sossego. Alguns começaram novamente a temer as faces dos
homens; começaram a estar envergonhados de seu chamado; a estar relutantes em
negarem a si mesmos, a tomar a cruz diária deles, 'e suportar provação como bons
soldados de Jesus Cristo'. Aonde esses pregadores trabalharam, não houve muitos
frutos do trabalho. A palavra deles não estava, como antigamente, revestida com
poder. Elas não carregavam consigo alguma demonstração do Espírito. A mesma
fraqueza de espírito estava em sua conversa privada. Eles estavam por mais tempo
'presente na época, fora de época'; 'advertindo todo homem, e exortando todo
homem', 'se por quaisquer meios eles pudessem salvar alguns'.

15. Mas, assim como alguns pregadores, muitas pessoas declinaram de seu
primeiro amor. Elas foram igualmente assaltadas por todos os lados, cercadas por
múltiplas tentações: E, enquanto muitos deles triunfaram sobre todas, e foram 'mais
do que vencedores, através Dele que os amou', outros deram lugar ao mundo, à carne,
ou ao diabo, e, então, 'caíram em tentação'. Alguns deles 'arruinaram a sua fé',
imediatamente; alguns, através de graus vagarosos e imperceptíveis. Não poucos,
estando carentes das necessidades da vida, foram dominados com os cuidados do
mundo; muitos recaíram nos 'desejos de outras coisas', que 'asfixiaram a boa
semente, e ela se tornou infértil'.

16. Mas de todas as tentações, nenhuma afetou tanto toda a obra de Deus,
como 'a falsidade das riquezas; milhares de provas melancólicas do que eu tenho
visto, nestes últimos cinqüenta anos. Elas são enganosas, de fato! Porque quem irá
acreditar que elas causam a Ele o menor dano? E, ainda assim, eu não tenho
conhecido sessenta pessoas ricas, talvez, nem metade do número, durante sessenta
anos, as quais, até onde eu posso julgar, não eram menos santas do que elas poderiam
ter sido, tivessem sido pobres. Através das riquezas, eu quero dizer, não milhares de
libras, mas algo mais do que obter as conveniências da vida. Assim sendo, eu
considero um homem rico, aquele que tem alimento e vestuário para si mesmo e a
família, sem entrar em dívidas, e alguma coisa além. E quão poucos existem nessas
circunstâncias que não estão feridos, se não, destruídos, por isto? Mesmo assim, quem
toma cuidado? Quem se preocupa seriamente com aquela terrível declaração do
Apóstolo: Até mesmo 'eles que desejam ser ricos caem em tentação e na armadilha, e
mergulham em desejos tolos e danosos, que conduzem os homens à destruição e
perdição?'. Quantos exemplos tristes nós temos visto disto, em Londres, Bristol,
Newcastle; em todas as grandes cidades mercantis, através do reino, onde Deus tem
recentemente tornado seu poder conhecido! Veja como muitos desses que, uma vez,
foram simples de coração, desejando nada mais a não ser Deus, estão agora
gratificando 'o desejo da carne'; arquitetando agradar seus sentidos, particularmente
seu paladar; esforçando-se para aumentarem os prazeres deste, tanto quanto possível.

Você não faz parte desse número? De fato, vocês não são alcoólicos, e não são
glutões; mas vocês não favorecem a si mesmos, em uma espécie de sensualidade
regular? Você não está comendo e bebendo os maiores prazeres da vida: A parte mais
considerável de sua felicidade? Se for assim, eu temo que Paulo tivesse dado a você
um lugar entre aqueles 'cujo deus é sua barriga!'. Quantos deles estão agora
favorecendo novamente 'o desejo do olho!; usando de todos os meios que estão em
seu poder, para aumentarem os prazeres de sua imaginação! Se não, na grandeza, do
que ainda está fora do caminho deles; mesmo assim, em coisas novas e bonitas! Você
não está buscando felicidade em adornos bonitos e elegantes, ou mobília? Ou em
roupas novas, ou livros, ou pinturas, ou jardins? 'Por que, que dano existe nessas
coisas?'. Existe este dano, o de que elas gratificam 'o desejo do olho', e, por meio
disto, o fortalecem e o aumentam; tornando você, mais e mais morto para Deus, e
mais e mais vivo para o mundo. Quantos estão favorecendo 'o orgulho da vida!',
buscando a honra que vem de homens! Ou 'ajuntando tesouros na terra!'. Eles obtêm
tudo o que podem, honesta e conscientemente. Eles poupam tudo o que podem,
cortando todas as despesas desnecessárias; acrescentando moderação à diligência. E
até aí, tudo está certo. Este é o dever de todo aquele que teme a Deus. Mas eles não
dão tudo o que podem; sem o que, suas necessidades devem se tornar, cada vez mais,
mundanas. Suas afeições aderir-se-ão, mais e mais, ao pó; e eles terão, cada vez
menos, comunhão com Deus.

Não é este o seu caso? Você não busca o louvor de homens mais do que o
louvor de Deus? Você não ajunta, ou, pelo menos, não deseja e se esforça para
'ajuntar tesouros na terra?'. Você não está, então, (negociando fielmente com sua
própria alma!) mais e mais vivo para o mundo, e, conseqüentemente, mais e mais
morto para Deus? Não poderá ser de outra forma. Isto deve acontecer, a menos que
você dê tudo o que puder, tanto quanto ganhar e poupar tudo o que puder. Não existe
outro caminho, debaixo dos céus, para impedir seu dinheiro de fazer você mergulhar,
mais baixo do que a sepultura! Porque, 'se algum homem ama o mundo, o amor do
Pai não está nele'. E se ele está, mesmo em tão alto grau, ainda assim, se ele desliza
para o amor do mundo, através daqueles mesmos graus que isto entra nele, o amor de
Deus irá embora do coração.

17. E, talvez, exista alguma coisa mais do que tudo isto contido nessas
palavras: 'Não ame o mundo, nem as coisas do mundo'. Aqui, nós estamos
expressamente advertindo contra amar o mundo, assim como, contra amar 'as coisas
do mundo'. O mundo representa os homens que não conhecem a Deus, que nem
amam, nem temem a Ele. Aqui, é absolutamente proibido amar a esses, com o amor
do deleite e complacência, e fixar nossas afeições sobre eles; e, por analogia,
conversar ou ter qualquer intercurso com eles, mais do que a atividade necessária
requeira. Tiago não tem escrúpulos de denominar adultério, ter amizade ou intimidade
com eles. (Tiago 4:4) 'Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo
é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo
constitui-se inimigo de Deus'. Não se esforcem para tirar ou livrar-se do significado
dessas fortes palavras. Elas plenamente requerem que fiquemos distante deles, e que
tenhamos nenhum comércio desnecessário com homens não santos. Por outro lado,
nós certamente podemos escorregar para a conformidade com o mundo; às suas
máximas, espírito e costumes. Porque não apenas as palavras deles, inofensivas como
parecem, corroem, como uma úlcera, mas mesmo sua respiração é infecciosa: O
espírito deles imperceptivelmente influencia nosso espírito. Ele rouba 'como a água
em nossas entranhas, e como o óleo em nossos ossos'.

18. Porém, todos os homens ricos estão debaixo de uma tentação contínua de
familiaridade e intercâmbio com os homens mundanos. Eles estão igualmente debaixo
da tentação do orgulho; de pensarem mais altamente em si mesmos do que deveriam.
Eles são fortemente tentados a se vingarem, mesmo quando eles são, tão pouco
afrontados: E, tendo os meios em suas próprias mãos, quão poucos existem que
resistem à tentação! Eles são tentados continuamente à preguiça, indolência, amor à
comodidade, facilidade, cortesia; a odiarem a abnegação, e o tomarem sua cruz, até
mesmo jejuar e levantar-se cedo, sem o que, é impossível crescer na graça. Se você
cresceu em seus bens, você não sabe que essas coisas são assim? Você não contrai
intimidade com os homens mundanos? Você não conversa com eles, mais do que a
obrigação requer? Você não corre o risco do orgulho? De pensar em si mesmo, mais
do que em seu próximo pobre e sujo? Você nunca se ressente; nunca se vinga de uma
afronta? Você nunca paga o mal com o mal? Você não dá oportunidade para a
indolência ou o amor à comodidade? Você nega a si mesmo, e toma sua cruz
diariamente? Você constantemente se levanta, tão cedo quanto você fazia, outrora?
Por que não? A sua alma não é tão preciosa agora, como ela era, então? Quão
freqüentemente você jejua? Isto não é uma obrigação para você, tanto quanto é para
um diarista? Mas, se você está em falta nisto, ou em qualquer outro respeito, quem irá
dizer isto a você? Quem se atreverá a lhe dizer a verdade clara, a não ser aqueles que
nem esperam, nem temem alguma coisa de você? E se alguém se aventura a tratar
francamente com você, quão difícil é para você suportar isto? Você não é muito
menos repreensível, muito menos oportuno, do que quando você era pobre?

Uma vez mais, portanto, eu digo: tendo ganhado e poupado tudo que pôde,
você dá tudo o que pode: Do contrário, seu dinheiro irá comer sua carne como fogo, e
irá mergulhar você no inferno mais baixo! Ó cuide de não 'juntar tesouros na terra!'.
Isto não é ajuntar ira contra o dia da ira? Senhor, eu os tenho advertido! Mas, se eles
não estiverem alertas, o que mais posso fazer? Eu posso apenas 'entregá-los às
próprias luxúrias de seus corações, e permitir que eles sigam suas próprias
imaginações!'.
19. Por não aceitarem este conselho, é certo que muitos dos Metodistas já
caíram; muitos estão caindo nesse mesmo momento; e existe uma grande razão para
temer que muitos mais irão cair, e a maioria deles não irá se erguer mais! Mas que
método pode-se esperar que o todo sábio Deus vá usar, para reparar o declínio de sua
obra? Se ele não remove o castiçal dessas, e levanta outras pessoas, que serão mais
fiéis à sua graça, é provável que ele irá proceder, da mesma maneira que Ele tem fez
no passado. E este, até aqui, tem sido seu método: Quando alguns dos antigos
pregadores deixaram seu primeiro amor; perderam sua simplicidade e zelo, e se
afastaram do trabalho, Ele ergueu homens jovens que eram como eles, e os enviou
para a colheita, em seus lugares. O mesmo, Ele tem feito, quando se agradou de
remover algum de seus fieis colaboradores para o seio de Abraão. Assim, quando
Henry Millard, Edward Dunstone, John Manners, Thomas Walsh, ou outros,
descansaram de suas tarefas, levantou outros homens jovens, de tempos em tempos,
dispostos e capazes de executarem o mesmo serviço. É altamente provável que Ele irá
usar o mesmo método, para o tempo a vir. O lugar desses pregadores que tanto
morrem no Senhor, ou perdem a vida espiritual que Deus tem dado a eles, Ele irá
suprir, através de outros que estão vivos para Deus, e desejam apenas usarem e serem
usados por Ele.

20. Ouçam isto, todos vocês pregadores que não têm a mesma vida, a mesma
comunhão com Deus; o mesmo zelo pela causa Dele; o mesmo amor ardente pelas
almas, que vocês tiveram outrora! 'Estejam atentos para que não percam as coisas
que têm forjado, mas que recebam a recompensa completa'. Cuidem, a fim de que
Deus não declare em sua ira que vocês não têm mais carregado o estandarte Dele! A
fim de que ele não seja provocado a tirar a palavra de sua graça, totalmente fora de
suas bocas! Estejam seguros de que o Senhor não precisa de vocês; a obra Dele não
depende da ajuda de vocês. Já que Ele é capaz de 'erguer os filhos de Abraão dos
túmulos'; ele é capaz de levantar os pregadores em busca do próprio coração Dele! Ó,
apressem-se! Lembrem-se, de onde vocês estão caídos; e arrependam-se e façam as
primeiras obras!

21. O Senhor das colheitas não seria provocado a deixá-los de lado, se vocês
menosprezassem os trabalhadores que Ele tem erguido, meramente porque eles são
jovens? Isto comumente fora feito a nós, entre quarenta ou cinqüenta anos atrás,
quando nos mandaram sair. Homens anciãos e sábios perguntaram: 'o que essas
cabeças jovens poderão fazer?'. Assim, o fez, o então, Bispo de Londres, em
particular. Mas nós devemos adotar a linguagem deles? Deus proíbe! Nós devemos
ensinar Aquele que nos enviou; Aquele que nos emprega em sua própria obra? Somos,
então, os homens; e a sabedoria morre conosco? A obra de Deus depende de nós? Ò,
humilhem-se, diante de Deus, a fim de que Ele não os arrebate, e não haja alguém
para livrar!

22. Vamos considerar qual método tem a sabedoria de Deus se utilizado,


durante esses quarenta e cinco anos, quando milhares de pessoas que uma vez
prosseguiram bem, uma após a outra, 'retiraram-se para a perdição?'. Porque, tão
rápido quanto alguns dos pobres foram dominados pelos cuidados mundanos, de
modo que a semente que eles receberam tornaram-se inférteis; tão rápido quanto
alguns dos ricos retornaram para a perdição, dando caminho para o amor do mundo,
aos desejos tolos e pecaminosos, ou a quaisquer outras dessas tentações inumeráveis
que são inseparáveis das riquezas; Deus tem erguido homens, constantemente, de
tempos em tempos, e os tem dotado com o espírito que eles tinham perdido: Sim, e
geralmente essa mudança tem sido feita com considerável vantagem: Já que os
últimos eram, não apenas (para a maioria) mais numerosos do que os primeiros, mas,
mais cuidadosos, tirando proveito do exemplo deles; mais espirituais, mais devotos,
mais zelosos, mais vivos para Deus, e, ainda mais mortos para as coisas aqui embaixo.

23. E, abençoado seja Deus, porque nós vemos que Ele tem feito agora a
mesma coisa em várias partes do reino. Na sala daqueles que caíram de sua firmeza,
ou estão caindo nesse momento, Ele está continuamente erguendo das pedras outros
filhos de Abraão. Isto Ele faz imediatamente ou não, de acordo com sua própria
vontade; derramando seu Espírito avivado, nesta ou naquela pessoa, justamente como
agrada a Ele. Ele tem erguido estes de todas as idades e níveis; homens jovens, e
donzelas; idosos e crianças, para serem 'a geração escolhida;o sacerdócio real; a
nação santa; um povo peculiar; para mostrar adiante Seu louvor; aquele que os tem
chamado para fora da escuridão, e para dentro da luz maravilhosa'. E nós não temos
razão para duvidar, mas Ele irá continuar a assim fazer, até que a grande promessa
seja cumprida; até que a 'terra seja preenchida com o conhecimento da glória do
Senhor, assim como as águas cobrem o mar; até que toda Israel seja salva, e a
plenitude dos gentios entre'.

24. Mas todos os que sucumbiram às múltiplas tentações; os que assim caíram,
eles não poderão mais se erguer? O Senhor os excluiu todos para sempre, e Ele não
mais poderá ser solicitado? A promessa Dele chega terminantemente a um fim, para
sempre? Deus proíbe que afirmemos isto! Ele é capaz de curar todas as apostasias
deles: porque com Deus, palavra alguma é impossível. E Ele não está disposto
também? Ele é 'Deus, e não homem; portanto, suas compaixões não falham'. Que os
apóstatas não se desesperem. 'Retornem ao Senhor, e Ele terá misericórdia para com
eles; junto ao nosso Deus, eles serão abundantemente redimidos'.

Entretanto, assim diz o Senhor a vocês que agora suprem o lugar deles: 'Não
sejam generosos, mas temam! Se o Senhor não poupou' seus irmãos mais antigos,
'prestem atenção, que Ele não poupa vocês!'. Temam, embora não com um medo
servil e torturante, para que não caiam em nenhuma das mesmas tentações; tanto pelos
cuidados do mundo, a falsidade dos ricos, quanto pelo desejo de outras coisas. Vocês
serão tentados de milhares de maneiras diferentes; talvez, por quanto tempo vocês
permanecerem no corpo; mas por quanto tempo vocês continuarem a vigiar e orar,
vocês não 'cairão em tentações'. A graça Dele tem sido, até aqui, suficiente para
vocês; de maneira que ela será assim até o fim.

25. Irmãos, vocês vêm aqui um esboço resumido e geral da maneira como
Deus opera sobre a terra, na reparação desse trabalho da graça, onde quer que ele
esteja deteriorado, através da sutileza de satanás, e a infidelidade de homens, dando
lugar à fraude e malícia do diabo. Assim, Ele está agora conduzindo sua própria obra;
e, assim, Ele fará até o fim dos tempos. E quão maravilho, claro e simples é Seu
caminho de realização, no mundo espiritual, assim como no mundo material! Ou seja,
seu plano geral de trabalho, de reparar o que quer que esteja deteriorado. Mas quanto
aos pormenores inumeráveis, nós devemos ainda clamar, 'Ó profundidade das
riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus
juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos!' (Romanos 11:33)
[Editado por Tracey Bryan, estudante da Northwest Nazarene College (Nampa, ID), com
correções através de George Lyons para a Wesley Center for Applied Theology.]