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O QUE É FAZER PESQUISA

I- O QUE É FAZER PESQUISA


II-
Gilberto Teixeira ,Prof.Doutor,FEA/USP

Fazer pesquisa é defender uma idéia, fundamentando-a com bibliografias. Conforme o assunto consultar
através de questionários pessoas relacionadas ao mesmo para mostrar através de gráficos as análises e
interpretação dos resultados obtidos com a pesquisa. Pois observa-se que a pesquisa não é neutra,
baseando-se em coleta, análise e interpretação dos dados. É neste tratamento de investigação dos
pensamentos e ações que se busca um determinado conhecimento.
Fazer pesquisa é crescer profissionalmente e adquirir conhecimento. Pesquisa é "... a produção científica é
uma das atividades mais importantes para o alcance da qualidade e da eficiência universitária. Para muitos,
como também em muitos ambientes, ciências é algo estranho e inatingível..."
KESTRING, Silvestre. Metodologia do trabalho acadêmico: orientações para sua elaboração / Silvestre
Kestring. Almerindo Brancher, Aparecida B. Schwad. Blumenau: Acadêmica, 2001.p 81. ISBN 85-87357-08-5.
Pesquisa é " ... a atividade básica da ciência na sua indagação e construção da realidade. É a pesquisa que
alimenta a atividade de ensino e a atualiza frente à realidade do mundo. Portanto, embora seja uma prática
teórica, a pesquisa vincula pensamento e ação...", MINAYO, Maria Cecília de Souza. Ciência, técnica e arte: o
desafio de pesquisa social. 2 a. ed. Petrópolis, Vozes, 1994.
Pesquisa é " ... fazer ciencia é fascinante porque trabalha-se com a pureza que é a verdade. Com ela, pode-
se descobrir e construir coisas maravilhosas, cujo benefíciário é o próprio homem. As coisas da natureza, do
universo e de outros mundos são grandiosas demais para a ciência encontrar respostas e explicações para
tudo. E, então, é tempo de se encontrar um novo método para se conversar com o seu Criador. Deus",
OLIVEIRA, Silvio Luiz. Tratado de metodologia científica. Projetos de pesquisas, tgi, tcc, monografias,
dissertações e teses.
Pesquisa é " ... a indústria de pesquisa por amostragem pode esperar a expansão de suas atividades no
próximos anos. Ao entrarmos no século XXI, inúmeras inovações tecnológicas e analíticas deverão confirmar
a amostra probabilistíca como uma parte indispensável da vida...", REA, Louis M. Metodologia de pesquisa.
Do planejamento à execução / Louis m Rea, Richard A. Packer ; tradução Nivaldo Montingelli Jr. revisão
técnica Otto Nogami. São Paulo: Pioneira, 2000.
Pesquisa é " ... a pesquisa, seja qual for o seu objetivo, é uma atividade exigente e apaixonante, que pode dar
resultados mais interessantes se for preparada com cuidado, estiver baseada em uma reflexão conceitual
sólida e apoiada sobre conhecimento existente. A preapração de uma pesquisa, ou seja, todo trabalho que
deve ser feito antes de se começar a coletar os dados, analisá-los e interpretá-los...", CNTANDRIOPOULOS,
André Pierre. Saber preparar uma pesquisa: definição, estrutura, fracionamento. 2 a. ed. São Paulo: Lucitec,
1997.
Pesquisa é " ... a pesquisa é um tratamento de investigação que tem por objetivo descobrir respostas para
dúvidas e indagações, através do emprego de processos científicos...", MARINHO, Pedro. A pesquisa em
ciências humanas. Petrópolis: Vozes, 1980.
Pesquisa é " ... pesquisa no sentido mais amplo, é um conjunto de atividades orientadas para a busca de um
determinado conhecimento...", RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto e pesquisa científica. 2 a. ed.
Petrópolis: Vozes, 1979.
Pesquisa é " ... a pesquisa não é neutra, mas seus objetivos, metos, conteúdos e ações propostas são objeto
de uma negociação...", THIOLLENT, Michel. Pesquisa, ação nas organizações. São Paulo: Atlas, 1997.
II- COMO DESENVOLVER UMA PESQUISA ?
Quais princípios guiam um processo de pesquisa?Os manuais apresentam o método hipotético-dedutivo
como a matriz de todas as pesquisas. Quais são os princípios desta abordagem? Como definir uma
pesquisa?
De acordo com os preceitos ortodoxos estabelecidos, uma pesquisa deve procurar responder a três critérios:

 Tratar de um assunto (objeto) limitado (não muito amplo);


 Visa responder a uma questão precisa;

Seguir um método demonstrativo.


a) Tratar Um Assunto Limitado. O trabalho de pesquisa deve tratar um assunto que tenha os limites definidos
e que seja perfeitamente circunscrito.
b) A Pesquisa Visa Responder Uma Questão Precisa. "Todo conhecimento é a resposta a uma questão". Uma
pesquisa não é somente um trabalho empírico de coleta de dados, ela deve procurar responder a uma
questão, adicionar elementos de interpretação e de explicação aos fenômenos (assuntos) estudados. Os
jovens doutorandos e mestrandos aprendem rapidamente que quando mais pontual for a questão, mais a
resposta é precisa e mais o diretor de pesquisas (orientador) estará satisfeito.
c) A Pesquisa Segue Um Método Demonstrativo Existe um mínimo de regras de base estabelecidas pela
comunidade científica que devem ser observadas numa pesquisa: · Utilização e integração do máximo
possível de fatos pertinentes conhecidos;

 Lógica da dedução;
 Precisão de conceitos;
 Ausência de julgamentos e de postulados não explicitados

PESQUISA RESUMIDA EM QUATRO ETAPAS


A maior parte dos manuais de metodologia da pesquisa propõe aos pesquisadores iniciantes de seguir um
mesmo método na elaboração de suas pesquisas.
Esta metodologia dita hipotético-dedutiva se aplica a um bom número de áreas.
Ela se divide em 4 fases:
1) Construção de um objeto (assunto) de estudo;
2) Definição das hipóteses;
3) Coleta e recolhimento de dados;
4) Interpretação dos resultados.
1) Definição do assunto e de uma questão. A pesquisa se inicia pela definição de um objeto precisa de estudo
e de uma questão relacionada a ele.

2) A problemática e as hipóteses. Toda pesquisa se inscreve num maior ou menor grau dentro de um quadro
teórico de referencia e utiliza conceitos fundamentais que o pesquisador deve explicitar. Isto é geralmente
conhecido por problemática. Esta problemática inicial se escolhe entre as grandes teorias explicativas
existentes no mercado das teorias científicas.

A(S) hipótese(S) se apresenta(m) como uma resposta antecipada a uma questão colocada inicialmente.
Formula-se assim, adiantadamente/previamente uma resposta á questão. Para ser pertinente, a hipótese
deve ser suficientemente precisa, pois se ela for formulada de maneira generalista, servirá raramente à
validação ou refutação (contestação).
O prosseguimento do trabalho consiste em testar as hipóteses, confrontando-as aos dados recolhidos. A
hipótese fornece o critério de seleção dos dados ditos pertinentes, ou seja, aqueles que têm utilidade para
testa-la dentre a infinidade de dados que o pesquisador pode recolher sobre um assunto. Sobre formas e
procedimento variados, as pesquisas se apresentam como um vai-e-vem entre as reflexões teóricas e o
trabalho empírico. As hipóteses orientam este movimento.

3) A observação e suas técnicas. A elaboração da hipótese vai conduzir a uma observação ou


experimentação. Não existe um procedimento único de coleta de dados. Numerosas técnicas são disponíveis
e elas variam conforme o objeto do estudo, os meios do pesquisador, a questão colocada. Algumas técnicas
mais conhecidas são: sondagens, pesquisas, recursos documentários, biografias, analise de conteúdo,
recursos bibliográficos, questionários, enquetes, etc. Nas Ciências Humanas e da Saúde ,são
freqüentemente usados os métodos qualitativos dentre os quais se destaca o Método do Caso
4) Tratamento e interpretação dos dados. As informações recolhidas correspondem às hipóteses iniciais? É na
diferença entre os resultados e os efeitos esperados que se encontra a informação essencial. Os fatos não
falam jamais deles mesmos. É necessário interpreta-los. A passagem dos fatos às interpretações não é direta.
Assim, a verificação da hipótese é geralmente parcial. A pesquisa deve trazer novos conhecimentos graças
aos elementos de confirmação ou não das hipóteses. Ela gera, na maioria dos casos, novas interrogações.
III- RESUMO ESQUEMÁTICO
1ª ETAPA: DEFINIR OBJETO E COLOCAR UMA QUESTÃO
Não Esquecer: - Exploração preliminar;
- Ler literatura sobre a questão;
- Definir precisamente o objeto e a interrogação.

2ª ETAPA: PROBLEMÁTICA E HIPÓTESE


- Problemática = quadro teórico de referência;
- Hipótese = resposta antecipada a uma questão.

3ª ETAPA: A OBSERVAÇÃO E SUAS TÉCNICAS


- Vários modos de exploração: experimentação; Análise comparativa, estudos de caso;
- Técnicas: enquetes, sondagens, pesquisas, análise de conteúdo.
4ª ETAPA: TRATAMENTO E INTERPRETAÇÃODOS DADOS
- A lógica da presunção substitui seguidamente a lógica da prova. Ela valida ou não a hipótese, raramente uma
teoria global;
- A interpretação abre em direção de novas pesquisas.
É interessante lembrar que o resumo esquematizado não constitui o plano de redação da tese ou da
dissertação e sim um instrumento de planejamento da pesquisa.Assim, o texto acima não trata da elaboração
de uma proposta de dissertação ou tese, mas sim do trabalho de pesquisa em si pesquisa.
Na proposta de pesquisa os seguintes itens são importantes:
Problemática especifica: mostrar que existe algo que deve ser pesquisado, pois há perguntas especificas
que ainda não foram respondidas. Este é algo naturalmente importante.
Objetivos: Os objetivos decorrem da problemática: são poucos e bem delimitados (lembre-se que no final da
dissertação deve-se mostrar que os objetivos foram atingidos).
Dados a observar: Mostra que é possível obter dados (veja texto) que trarão evidências em reação aos
objetivos. Exemplos: serão feitas observações em sala de aula e elas serão estruturadas a partir de um
questionário ou será feito um estudo de caso junto à empresa x.
Começo, meio e fim: Todo artigo ou proposta de trabalho tem um começo (introdução), meio
(desenvolvimento) e fim (conclusão).
IV -CONCEPÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA PESQUISA
Este capitulo aborda uma série de itens relacionados com a concepção e organização da pesquisa. Trata-se
de apresentar um roteiro que naturalmente não é o único. . Sabemos que para dar início a uma pesquisa
devemos ter um roteiro em mente
Veremos portanto ,o modo de organizar uma pesquisa-. E iremos começar abordando uma série de temas
necessários para elaborar uma pesquisa. É um roteiro, mas não significa que seja o único possível. É
apenas um ponto de partida
. Há sempre um vai e vem entre várias preocupações a serem adaptadas em função das circunstâncias e da
dinâmica interna do grupo de pesquisadores no seu relacionamento com a situação investigada.
O roteiro proposto ,passa pelas seguintes etapas :

1 A fase exploratória
2 O tema da pesquisa
3 A colocação dos problemas
4 O lugar da teoria
5 Hipóteses

4.1. A FASE EXPLORATÓRIA:


A fase exploratória consiste em descobrir o campo de pesquisa os interesses e suas expectativas e
estabelecer um primeiro levantamento da situação, dos problemas prioritários de eventuais ações.
Um dos pontos de partida da fase exploratória consiste na disponibilidade de pesquisadores e na sua efetiva
capacidade de trabalhar de acordo como o espírito da pesquisa ação. Ao iniciar a pesquisa, os pesquisadores
procuram identificar os aspectos que fazem parte do que é tradicionalmente chamado diagnóstico. Após esta
etapa, a equipe define suas estratégias metodológicas e divide as tarefas, que nunca é definitiva.
4.2. O TEMA DA PESQUISA:
Depois da fase exploratória, os pesquisadores vão pensar em um tema para a sua pesquisa no qual vão
abordar. O tema deve ser definido de modo simples. Na pesquisa ação a concretização do tema deve ser
realizado a partir de um processo de discussão com os participantes.
O tema é usado como chave de identificação para a pesquisa. Muitos autores consideram que são apenas as
populações que determinam o tema. Outros dizem que há sempre uma adequação a ser estabelecida entre
as expectativas da população e as da equipe de pesquisadores.
Ao ver do escritor, deve haver entendimento. Um tema que não interessar à população não poderá ser tratado
de modo participativo. Um tema que não interessar à população não poderá ser tratado de modo participativo.
Um tema que não interessar aos pesquisadores não será levado a sério e eles não desempenharão um papel
eficiente.
O acordo entre os participantes e entre os pesquisadores deve ser procurado. O tema deve ser definido de
modo bastante prático e claro aos olhos de todos os participantes, porque a pesquisa será organizada em
torno da busca de soluções. Quando os pesquisadores têm os objetivos de pesquisa bem definidos, podem
progredir no conhecimento teórico sem deixar de lado a resolução dos problemas práticos sem a qual a
pesquisa ação não faria sentido e não haveria participação.
4.3. A COLOCAÇÃO DOS PROBLEMAS:
Junto com a definição dos temas e objetivos temos que dar atenção a colocação dos principais problemas a
partir dos quais a investigação será desencadeada. Trata-se de definir uma problemática na qual o tema
escolhido adquira sentido.
Na pesquisa científica, o problema ideal pode remeter a contratação de um fato que não seja adequada,
explicada, pelo conhecimento disponível. O problema diz respeito à relação entre um elemento real e um
elemento explicativo inadequado ou à relação entre dois elementos explicativos concorrentes do mesmo fato.
Se houvesse apenas um elemento não seria um problema, mas apenas um tema. Em pesquisa social
aplicada, os problemas colocados são inicialmente de ordem prática. Um problema dessa natureza é
colocado da seguinte forma: 1. análise e delimitação da situação inicial 2. delineamento da situação final, em
função de critérios de desejabilidade e de factibilidade; 3. identificação de todos os problemas a serem
resolvidos para permitir a passagem de (a ) e (b). 4.
Planejamento das ações correspondentes: 5. Execução e avaliação das ações. Este tipo de colocação de
problemas práticos em contexto social é também encontrado em contextos técnicos. Certos autores chegam a
caracterizá-los como tipo de modo de raciocínio tecnológico.
4.4. A COLOCAÇÃO DA TEORIA:
A pesquisa ação é freqüentemente vista como uma concepção empirista da pesquisa social na qual não
haveria muitas implicações teóricas. Bastaria o "bom senso" dos pesquisadores e a sabedoria popular dos
participantes de identificação de problemas concretos e na busca de soluções.
A preocupação teórica ocupa um espaço mais importante entre as diferentes preocupações dos
pesquisadores. Podemos considerar que o projeto de pesquisa ação precisa ser articulado dentro de uma
problemática com um quadro de referência teórica adaptado aos diferentes setores:
educação, organização, moradia , saúde, trabalho, vida política e sindical, lazer etc.
O papel da teoria consiste em gerar idéias, hipóteses ou diretrizes para orientar a pesquisa e as
interpretações. Os pesquisadores devem ficar atentos para que a discussão teórica não dessistimule e não
afete os participantes que não dispõe de uma formação teórica. Certos elementos teóricos deverão ser
adaptados e traduzidos em linguagem comum para permitir um certo nível de compreensão.
4.5. AS HIPÓTESES:
O uso de um procedimento hipotético não está excluído, só que maneira suavizada. Uma hipótese é
simplesmente definida como suposição formulada pelo pesquisador a respeito de possíveis soluções a um
problema colocado na pesquisa, principalmente ao nível observacional.
Também existem hipóteses teóricas, mas o autor aborda a questão sobretudo em matéria de observação e de
ação. A hipótese desempenha um importante papel na organização da pesquisa: a partir da sua formulação, o
pesquisador identifica as informações necessárias, evita a dispersão, focaliza determinados segmentos do
campo de observação, seleciona os dados, etc.
A hipótese, ou diretriz, deve ser formulada em termos claros sem ambigüidade gramatical e designar os
objetos em questão a respeito dos quais seja possível fornecer provas concretas ou argumentos
convincentes, favoráveis ou não. Para fins descritivos, a hipótese qualitativa é utilizada para organizar a
pesquisa. A hipótese, sob forma de diretriz, é igualmente utilizada no plano normativo no que toca à
orientação da ação, com aspectos estratégicos e táticos.
Tanto no plano descritivo como no normativo, as hipóteses ou diretrizes são sempre modificáveis ou
substituíveis em função das informações coletadas ou dos argumentos discutidos entre os pesquisadores e
participantes.
No planejamento de uma pesquisa não se encontra apenas uma hipótese e sim uma série de hipóteses
articuladas entre rede na qual diversas sub-hipóteses contribuem para sustentar uma hipótese principal.
Na pesquisa ação, recorresse as técnicas de coleta de grupo e aos mais diversos procedimentos, inclusive
questionários e entrevistas, que freqüentemente são vistos como alguma suspeita por serem os instrumentos
prediletos da pesquisa convencional. Os dados levantados são computados de modo a mostrar a hipótese
que tem maiores sustentações empírica. Os resultados da pesquisa são amplamente divulgados no seio da
população.
V - ESTRATÉGIAS DE EXPERIMENTAÇÃO
Conceitos - Os conceitos apreendem os caracteres significativos e distintos dos fatos e os organizam em
uma concepção inteligível da realidade.

A tradução de conceitos em dados observáveis é operacionalizada nos indicadores, (Indicadores dados


reveladores, acusadores) que permitem constatar a presença ou a ausência de um atributo.

A combinação de diferentes indicadores qualificáveis sobre um conceito forma um índice de dados que
permitem constatar a teoria.
Medidas de atitudes - A medida de atitude é uma técnica, oriunda da psicologia social, que estabelece uma
escala de predisposições dos indivíduos diante de um objeto social, sendo que por meio dessa escala
procura-se medir o grau de aceitação ou rejeição a respeito de uma determinada matéria. Nesse processo
foram construídas diferentes escalas para medir atitudes que se diferencia pelo modo como foram elaboradas
e pelo modo de se validarem. Thussrstone em 1929 usou um conjunto de itens em escala aparentemente
igual, que foram validadas por juízes exteriores, já Likert em 1932 adotou a validade por meio de estatística e
Guttmann, em 1944 criou a escala a partir de proposições hierarquizadas para validar a demonstração lógica.
Sondagem: A sondagem é um tipo de pesquisa que visa obter dados mensuráveis de uma amostra finita de
indivíduos a partir de uma população predefinida. A sondagem é utilizada, sobretudo, para se estabelecer
relações explanatórias entre variáveis que devem ser investigadas, identificar interesses e opiniões atuais de
parcelas de uma (recorte) população. A sondagem é uma forma da pesquisa quantitativa porque delimita
claramente os objetivos da investigação. A pesquisa através da sondagem alcançou elevado nível fidedigno
pela técnica aprimorada da coleta de dados e uso sistemático de cálculos probabilísticos. As sondagens de
opinião são muito usadas em pesquisa de mercado, processos eleitorais e intenções do público.
ANÁLISE DOS DADOS QUANTITATIVOS
A análise dos dados em pesquisa experimental supõe a quantificação dos eventos para submete-los à
classificação, mensuração e análise. Para esta análise são utilizadas analises estatísticas ou sistêmicas.

A análise estatística usa-se para mostrar a relação entre variáveis por gráficos, classificados por categorias e
medidas por cálculos de parâmetros característicos, ou para mostrar a relação entre variáveis.

A analise sistêmica pressupõe a interdependência das partes em relação ao todo e visa construir um modelo
ou um quadro teórico aplicável a analise do sistema sócio-cultural a partir de semelhanças e diferenças entre
tipos de sistemas diferentes.

Sistema é utilizado na acepção dada por diferentes tendências. A tendência natural de todo o sistema é o
equilíbrio
VI - A PESQUISA QUALITATIVA
Nas ciências humanas e sociais, a hegemonia das pesquisas positivas, que privilegiavam a busca da
estabilidade constantes dos fenômenos humanos, a estrutura física das relações e a ordem permanente dos
vínculos sociais, foi questionados pelas pesquisas que se empenharam em mostrar a complexidade e as
contradições de fenômenos aparentemente simples de fatos singulares, essas novas pesquisas valorizaram
aspectos qualitativos dos fenômenos, expuseram a complexidade da vida humana e evidenciaram
significados ignorados da vida social.

Os pesquisadores que adotaram essa orientação se subtraíram á verificação das regularidade para se
dedicarem à analise dos significados que os indivíduos dão as suas ações, o meio em que se constrói sua
vida e suas ações, a compreensão no sentido dos atos e das decisões dos atores sociais, vínculos
indissociáveis das ações particulares com o contexto social em que estas se dão.
6.1 PRESSUPOSTAS DA PESQUISA QUALITATIVA.
A pesquisa qualitativa é uma designação que abriga corrente de pesquisa muito diferentes. Em síntese, essas
correntes se fundamentam e alguns pressupostos contrários ao modelo experimental e adotam métodos e
técnicas de pesquisa diferentes dos estudos experimentais.

Os cientistas que partilham da abordagem qualitativa em pesquisa se opõem, em geral ao pressuposto


experimental que defende um padrão único de pesquisa para todos as ciências humanas e sociais devam se
conduzir pelo paradigma das ciências da natureza e devam legitimar seus conhecimentos por pessoas
quantificáveis que venham se transformarem em explicações gerais.

Afirmam, em oposição aos experimentalistas, que as ciências humanas tem sua especialidade - o estudo do
comportamento humano e social, que faz delas ciências, especificas com metodologia própria.

Consideram, ainda , que a adoção de madelas estritamente experimentais conduz a generalizações errôneas
em ciências humanas, pois baseiam-se num simplicismo conceitual. Um segundo marco que separa a
pesquisa qualitativa dos estudos experimentais esta na forma como aprende a legitima os conhecimentos.

A abordagem qualitativa parte do fundamento de que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito,
uma independência viva entre o sujeito e o objeto, um vinculo indissociável entre o mundo objetivo e a
subjetividade do sujeito.
6.2 ORIENTAÇOES FILOSOFICAS E PEQUISA QUALITATIVA
A orientações filosóficas que afirmam essa relação sempre presente no conhecimento são, principalmente, a
fenomenologia e a didática.

A fenomenologia considera que a imersão no cotidiano e a familiaridade com as coisas tangíveis velam os
fenômenos. E necessários ir além (dos fenômenos) das manifestações imediatas para capta-los e desvelar o
sentido oculto das impressões imediatas. O sujeito precisa ultrapassar suas aparências para alcançar a
essência dos fenômenos.

A pesquisa não pode ser o produto de um observador postado fora das significações que os indivíduos
atribuem aos seus atos; deve pelo contrario, ser o desvelamento do sentido social que os indivíduos
constróem em suas interações cotidianas. Os métodos quantitativos acabam distanciando o pesquisador do
verdadeiro objetivo da investigação e se tornam ineficazes para compreender as ações praticas dos sujeitos,
em sua vida pratica .

A dialética também insiste na relação dinâmica entre o sujeito e o objeto, no processo do conhecimento.
O pesquisador e uma ativo descabidor do significado das ações a da relações que se ocultam nas estruturas
sociais.
6.3 ASPECTOS DA PESQUISA QUALITATIVA
Tem alguns aspectos característicos tais como: A delimitação e formulação do problema. O problema na
pesquisa qualitativa, não é uma definição aprioristica, fruto de um distanciamento que o pesquisador se impõe
para extrair as leis constantes que o explicam e cuja freqüência e regularidade pode-se comprovar pela
observação direta e pela verificação experimental. A delimitação do problema não resulta de uma afirmação
previa e individual, formulada pelo pesquisador e para a qual recolhe dados comprobatórios.

O problema a segura-se como um obstáculo, percebidos pelos sujeitos de modo parcial e fragmentado,
analisado assistemáticomente. A identificação do problema e feita, pois , em campo onde a questão inicial é
explicitado, revista a reorientada a partir do contexto e das informações das pessoas ou grupos envolvidos na
pesquisa.
6.3.1 O PESQUISADOR
O pesquisador é parte fundamental da pesquisa qualitativa, ele deve preliminarmente, despojar-se de
preconceitos, predisposições para assumir uma atitude aberta a todas as manifestações que observam, sem
conduzi-los pelas aparências imediatas, a fim de alcançar uma compreensão global dos fenômenos.

Supõe que o conhecimento na pesquisa podem identificar criticamente seus problemas e suas necessidades,
encontrar alternativas e propor não se transforma em mero relator possivo: Sua imersão no cotidiano, a
familiaridade com os acontecimentos diários que embasam praticas e costumes supõe que os sujeitos da
pesquisa tem representações parciais e incompletas, mas construídas com relações à sua visão e à
experiência.

O pesquisador deve manter uma conduta de participante: Na medida em que são identificados os problemas
e as necessidades ou resolvidos os obstáculos que interferiam na ação dos sujeitos.
6.3.2 OS PESQUISADOS
Na pesquisa qualitativa, todas as pessoas que participam da pesquisa são reconhecidas coma sujeitos que
elaboram conhecimentos e produzem praticas adequadas para intervir nos problemas que identificam. As
ações de intervenção na realidade não são, necessariamente, consensuais, devem sempre ser "negociados"
para se adequar às possibilidades concretas do contexto, das pessoas e das concretas do contextos, das
pessoas e das condições objetivos em que devem ser postos.

Cria-se uma relação dinâmica entre o pesquisador e o pesquisado que não será desfeita em nenhuma etapa
da pesquisa até seus resultados finais. O resultado final da pesquisa não será fruto de um trabalho
meramente individual, mas uma tarefa coletiva, gestada em muitas micro-decisões, que a transformam em
uma obra coletiva.
6.3.3 OS DADOS
Os dados não são coisas isoladas, os acontecimentos fixos, captados em instantes de observação. Eles se
dão em um contexto fluente de relações: são fenômenos que não se restringem `s percepções sensíveis e
aparentes, é preciso ultrapassar sua aparência imediata para descobrir sua essência. É necessário encontrar
o significado manifesto e o que permanece oculto.
6.3.4 AS TÉCNICAS.
A pesquisa qualitativa privilegia algumas técnicas que coadjuvam a descoberta de fenômenos latentes, tais
como a observação participante, historia ou relatos de vida. A pesquisa qualitativa pressupõe que a utilização
dessas técnicas não deve construir um modelo único, exclusivo e estandardizado.
O pesquisador deverá, porém, expor e colidir os meros e técnicos adotados demonstrando a cientificidade dos
dados colhidos e dos conhecimentos produzidos.Este trabalho aborda uma série de itens relacionados a
concepção e organização da pesquisa. Trata-se de apresentar um roteiro que naturalmente não é o único
visto dentro da pesquisa ação. Sabemos que para dar início a uma pesquisa devemos Ter um roteiro em
mente. Por exemplo: como começar textos para fundamentar o tema que é a chave da identificação da
pesquisa, etc.

VII -COLETA DE DADOS QUALITATIVOS


7.1. Introdução
A coleta de dados não é um processo acumulativo e linear. Os dados são colhidos, iterativamente, num
processo de idas e voltas, nas diversas etapas da pesquisa e na interação com seus sujeitos.

No desenvolvimento da pesquisa os dados são constantemente avaliados e analisados.


Os instrumentos de coleta de dados são: a observação participante, a entrevista individual e coletiva, o "teatro
da espontaneidade", o jogo dos papeis, a história de vida autobiografia ou etnobiográfica as projeções de
situações de vida análise de conteúdo ou qualquer outro que capte as

representações subjetivas dos participantes, favoreça a intervenção dos agentes em sua realidade ou
organize a ação coletiva para transformar as condições problemáticas. Os dados qualitativos deverão ser
validados segundo alguns critérios: fiabilidade, credibilidade, constância interna e transfebilidade.
7.2. Observação participante
A observação direta é obtida por meio do contato direto do pesquisador com o fenômeno observado, para
recolher as ações dos atores em seu contexto natural, a partir de sua perspectiva e seus pontos de vista.

A descrição e a compreensão podem estar compostas em uma observação compreensiva dos participantes
descrevendo suas ações no contexto natural dos atores.

Os resumos descritivos das observações feitas descrevem as formas de participação do pesquisador, as


circunstancias da participação e os diversos instrumentos que deverão ser reduzidos aos registros das
observações.

A observação participante exige cuidados e um registro adequado para garantir a fiabilidade e pertinência dos
dados e para eliminar impressões meramente emotivas, deformações subjetivas e interpretações fluidas, sem
dados comprobatórios.
7.3. Entrevista não diretiva
A entrevista não-diretiva, ou a abordagem clínica é uma forma de colher informações baseadas no discurso
livre do entrevistado. Pressupões que o informante é competente para exprimir-se com clareza sobre
questões da sua experiência e comunicar representações e análises suas, prestar informações fidedignas,
manifestar em seus atos o significado que têm no contexto em que eles se realizam, revelando tanto a
singularidade quanto à historicidade dos atos, concepções e idéias.
7.4. História de vida
A história de vida é um instrumento de pesquisa que privilegia a coleta de informações contidas na vida
pessoal de um ou vários informantes. Pode ter forma autobiográfica pode ser um discurso livre de percepções
subjetivas ou recorrer a fontes documentais, ou em forma de relatos de visa é a psicobiografia.

No contexto da pesquisa, tende a romper com a ideologia da biografia modelar de outras vidas para trabalhar
os trajetos pessoais no contexto das relações pessoais e definirem-se como relatos práticos das relações
sociais.
7.5. Análise de conteúdo
A análise do conteúdo é um método de tratamento e análise de informações, colhidas por meio de técnicas de
coleta de dados, consubstancias em um documento.

O objetivo da análise de conteúdo é compreender criticamente o sentido das comunicações, seu conteúdo
manifesto ou latente, as significações explicitas ou ocultas.
7.6. Pesquisa-ação e pesquisa-intervenção
A pesquisa-ação se propõe a uma ação deliberada visando uma mudança no mundo real, comprometida com
um campo restrito englobado em um projeto mais geral e submetendo-se a uma disciplina para alcançar os
efeitos do conhecimento.
7.7. Estudos de caso
O estudo de caso é uma caracterização abrangente para designar uma diversidade de pesquisa que coletam
e registram dados de um caso particular ou de vários casos a fim de organizar um relatório ordenado e crítico
de uma experiência, ou avalia-la analiticamente, objetivando tomar decisões a seu respeito ou propor uma
ação transformadora. O desenvolvimento do estudo de caso supõe três fases:
A) A seleção de delimitação do caso
B) O trabalho de campo
C) A organização e redação do relatório

- VIII -O PROJETO
Neste capitulo vamos analisar cada elemento que constitue o Projeto propriamente dito

1. A INTRODUÇÃO
1.1. Contextualização
Inicie seu trabalho, contextualizando, de forma sucinta, o tema de sua pesquisa. Contextualizar significa
abordar o tema de forma a identificar a situação ou o contexto no qual o problema a seguir será identificado.
É uma introdução do leitor ao tema, onde se encontra o problema, de forma a permitir-lhe uma visualização
situacional do problema.
1.2. Problema
A seguir afunile a visão macro do tema, para o problema a ser pesquisado. Concentre-se somente no seu
problema e identifique-o claramente.
Delimite que aspectos ou elementos do problema você irá tratar. Seja claro e preciso nesta parte. Lembre-se,
a identificação e delimitação clara do problema é o primeiro passo para aprovação do projeto e êxito na sua
execução.

1.3. Problematização (hipóteses / perguntas de pesquisa / pressupostos)


Depois de definido o seu problema de pesquisa este poderá ser desmembrado em hipóteses, perguntas de
pesquisa, pressupostos ou em indicadores. Estes irão determinar as relações entre as variáveis que deram
origem ao problema de pesquisa.
2. OBJETIVOS
Aqui você indica, clara e exatamente, o que você quer fazer, que metas você quer alcançar com a sua
pesquisa, desdobrando em:
2.1. Objetivo geral:
Indique de forma genérica qual objetivo deve ser alcançado.
2.2. Objetivos específicos:
Arrole o(s) objetivo(s) específico(s) que deverão ser alcançados pela execução da proposta de pesquisa.
3. RELEVÂNCIA OU JUSTIFICATIVA
Apresente neste parágrafo, a relevância técnica. Em outras palavras, justifique técnica, científica e
socialmente sua proposta. Arrole e explicite argumentos que indiquem que sua pesquisa é significativa,
importante ou relevante.
4. GLOSSÁRIO / TERMOS CONSIDERADOS RELEVANTES (opcional)
Por fim, se você usou algum termo com sentido diferente do usual, ou alguma expressão com sentido
específico, não logicamente dedutível destas, arrole um glossário daqueles termos e/ou expressões.
5. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
A revisão bibliográfica deve permitir saber o que já tem sido feito na área de sua pesquisa. Isto permitir-lhe-á
consubstanciar cientificamente sua proposta. A revisão bibliográfica, assim, constitui-se na análise
comentada dos trabalhos realizados na matéria de enfoque de sua pesquisa.
6. METODOLOGIA
Aqui você desenha sua pesquisa. Em outras palavras, indique como pretende executá-la. Isto é, se for uma
pesquisa qualitativa, de que maneira você pretende coletar e analisar os dados qualitativos
(observação/entrevistas,etc). Se for uma pesquisa quantitativa, de que maneira pretende coletar dados.
Apresente em linhas gerais o método a ser utilizado para a execução da pesquisa. Conforme área de
atuação, utilizar os seguintes:

 População e amostragem: você deve identificar a população da qual você está retirando a
sua amostra bem como o método de amostragem que escolheu. Tenha sempre em mente
que se sua escolha foi adotar a amostragem deverá seguir as regras de amostragem
probabilística ou não probabilistica

 Coleta de dados: neste item você indica como irá operacionalizar a coleta dos dados
(enviando questionários por Correio, ou e-mail, ou pela site, ou pessoalmente; anotando os
resultados da reação em tempos pré-determinados, etc).

 Análise e Interpretação dos Resultados: descreva neste item como você vai analisar os
resultados da pesquisa (se a pesquisa for qualitativa, as respostas podem ser interpretadas
global ou individualmente, se a pesquisa for quantitativa, você provavelmente irá utilizar a
estatística descritiva ( média, mediana, moda, desvio padrão, tendência central) ou
estatística inferencial (regressão linear bivariada, multivariada, etc).

7. CRONOGRAMA FÍSICO
Neste item você identifica cada parte ou fase de sua pesquisa e relaciona com o tempo necessário para
executá-la. Procure ser o mais realista possível na construção do cronograma o que significa levar em
conta situações imprevistas fora de seu controle
8. ORÇAMENTO (Opcional )
Este item só será necessário se você for depender de recursos financeiros para realizar seu projeto. Sendo
este o seu caso .então será importante que você inclua o orçamento obedeceno ao modelo que se segue
. O orçamento projeta nível de grandeza em R$ (reais) do projeto. Uma idéia interessante pode tornar-se de
súbito totalmente desinteressante ou inviável, quando associada ao custo de execução, se você não tiver de
onde buscar os recursos. Geralmente as Agencias que financiam pesquisas não remuneram o pequisador
mas podem remunerar terceiros, e você deverá então incluir apenas material de consumo e material
permanente ( equipamentos )
Em Material de Consumo, arrole todo o material necessário que irá ser consumido na
execução. Por exemplo, material de escritório ou laboratório (papel, lápis, reagentes químicos, etc..).
§ Em Material Permanente, arrole equipamentos e/ou infra-estrutura física necessária para executar o
projeto.
§ E, finalmente, em Outros Serviços e Encargos, discrimine fotocópias, transportes, alimentação,
hospedagem e quaisquer outros serviços necessários para o projeto a serem prestados por pessoas jurídicas.

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Todas as citações feitas no texto deverão ser arroladas no final da proposta (após o item Orçamento). Utilize a
Norma ABNT-UFPr - Referências Bibliográficas - para padronizar sua lista de Referências Bibliográficas.
OBS.: na digitação da Proposta de Pesquisa, deverá ser utilizada: fonte (letra) TIMES NEW ROMAN,
tamanho 12, espaçamento entre linhas 1,5, SOFTWARE WORD FOR WINDOWS 6.0 ou superior. As
margens deverão ser: superior 3,0 cm, inferior 2,0 cm, direita 2,0 cm e esquerda 3,0 cm.