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Por que os regimes socialistas do leste europeu caíram ?

4 anos atrás

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Melhor resposta - Escolhida por votação

em linhas gerais, as causas foram:

-não havia liberdades: nem de expressão, nem de imprensa, nem de religião proibido: passeatas, protestos, greves, etc.

...

tudo era

-tudo era controlado, vigiado, manipulado. -a maior parte dos orçamentos dos países eram em sua maioria destinados para gastos

militares (tropas, aviões, submarinos, navios, mísseis, tanques, etc)

o que sobrava era

... pouco para investir no crescimento do país e na melhoria de vida da população

...

chegou o

momento em que faltava alimentos nos mercados

...

as

filas eram enormes

-A economia era planificada e os investimentos em bens de consumo sempre foram

preteridos pelos de bens de produção

...

por isso, as opções de consumo eram poucas.

-mas o que talvez tenha sido a causa principal foi o acirramento da guerra fria na década de 80, provocado por Reagan e que acabou levando esses regimes a "morderem a

isca"

investindo

o que não podiam em gastos militares e levando o povo ao quase

4 anos atrás

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A crise do socialismo no leste europeu: As crises políticas no leste Por Patricia Braick

A inserção dos países da Europa Oriental no bloco soviético, a partir do final da 2S Guerra, caracterizou-se por dois traços essenciais:

  • - o regime de partido único;

  • - o alinhamento internacional ao Pacto de Varsóvia (aliança militar).

O regime de partido único permitia o controle dos Partidos Comunistas locais sobre todas as instituições políticas e organizações sociais. Esses partidos, por sua vez, recebiam orientação direta de Moscou. O alinhamento internacional nos quadros do Pacto de Varsóvia garantia o controle da URSS sobre a política externa e diplomacia dos países satélites. Todas as vezes em que um desses traços essenciais foi posto em questão, instalaram-se crises políticas de dimensões internacionais. Citaremos aqui três exemplos: as crises na Hungria, em 1956, na Tchecoslováquia, em 1968, e na Polônia, a partir de 1980.

A insurreição húngara de 1956 - O movimento húngaro teve início com uma liberalização tímida conduzida pela cúpula do partido oficial, sob a liderança de Inre Nagy. Essa liberalização se traduziu numa relativa liberdade de imprensa e na ampliação de alguns direitos civis. A resposta da sociedade foi intensa, traduzindo- se na formação de vários grupos de intelectuais, estudantes e, logo depois, operários, que reivindicavam ampliação das reformas, até a instalação do pluralismo político e do não-alinhamento externo.

Em fins de outubro de 56, Inre Nagy anunciava a formação de um governo autenticamente nacional, retirando o país do Pacto de Varsóvia. Visava com isso impedir que o Partido Comunista fosse ultrapassado pelo movimento popular; mas esse ato foi além dos limites da tolerância de Moscou.

A 4 de novembro de 1956, o Exército Vermelho bombardeou Budapeste, durante a resistência de dez dias, com um saldo de vinte mil húngaros mortos.

Dois anos depois, Inre Nagy e Paul Maleter, seu ministro da Defesa, também foram executados.

A Primavera de Praga (1968) - Na primavera de 1968, uma nova liderança subiu ao poder na Tchecoslováquia, encabeçada pelo primeiro-secretário do PC, Alexander Dubcek e pelo presidente Ludvik Svoboda, substituindo a antiga cúpula de origem stalinista. Em abril, Dubcek anunciou a restauração dos direitos civis e liberdades políticas. Simultaneamente, deixou claro que a Tchecoslováquia não pretendia retirar-se do Pacto de Varsóvia (para não atrair a repressão soviética). A sociedade, entretanto, aproveitando-se das reformas sociais, passou a pressionar por mudanças mais amplas - pluralismo partidário e afastamento completo das lideranças pró- soviéticas - através do "Manifesto das Duas Mil Palavras." Internacionalmente, os governos da Romênia e da Iugoslávia manifestaram seu apoio às reformas de Dubcek, conhecida como "Primavera de Praga". Esses fatos foram suficientes para que, a 20 de agosto, as tropas do Pacto (exceto as romenas) cruzassem a fronteira e ocupassem Praga. Os soviéticos, apoiados pelas forças de ocupação, "negociaram" com os dirigentes tchecos o encerramento das reformas, o alinhamento à URSS e o

afastamento dos líderes reformistas, que não chegaram, entretanto, a ser executados.

O Movimento Solidariedade na Polônia - O movimento polonês apresentou duas diferenças importantes em relação aos anteriores:

  • - iniciou-se de "baixo para cima", ou seja, da base da classe operária, e não de cúpulas partidárias mais independentes.

  • - a repressão sofrida em 1981 não conseguiu acabar com o movimento.

Tchecoslováquia: Depois de crescentes pressões populares contra o governo comunista, o primeiro ministro Ladislav Adamac renunciou. Em dezembro de 1990, o movimento pró-democracia do Fórum Cívico formou um novo governo pluripartidário de minoria comunista. Foram eleitos para presidir o parlamento e a nação, respectivamente, Alexander Dubceck e Vaclav Havei. Em janeiro de 1991, tiveram início as primeiras privatizações e em outubro começou a entrada de capitais estrangeiros.

Romênia: Governada pelo chefe comunista Nicolae Ceausescu por 25 anos, a Romênia enfrentou grandes agitações políticas em 1989, devido às exigências populares de democratização. O governo reprimiu com violência os protestos populares. Como conseqüência, explodiu uma revolta na qual civis e soldados rebeldes lutaram durante três semanas com as forças leais ao ditador. Ceausescu e sua mulher foram fuzilados no Natal de 1989.

Iugoslávia: Após 1945, sob o governo de Joseph Broz Tito, a Iugoslávia viveu a socialização da economia e a busca de harmonia entre as diversas etnias do país (mais de vinte). Com a morte de Tito em 1980, avolumaram-se as greves e os atentados. Em 1990, nas eleições gerais, os comunistas foram derrotados em quatro das seis repúblicas iugoslavas, mas vencedores em duas outras, Sérvia e Montenegro. Isso lhes permitiu controlar o governo do país, já que nelas vive a maior parte da população iugoslava. Cresceram as lutas nas outras repúblicas, sendo que inicialmente duas delas declararam unilateralmente a independência - a Croácia e a Eslovênia, mais tarde seguidas pela Bósnia-Herzegovina. A Sérvia vem se opondo a essa atitude, numa das mais sangrentas guerras civis dos últimos tempos.

Bulgária: O governador Todor Zhivkov foi destituído sob graves acusações de corrupção.

Albânia: A Albânia foi governada desde 1944 pelo stalinista Enver Hoxha. Só a partir de 1985, seu sucessor Ramiz Alia introduziu quase imperceptíveis reformas. No final de 1990, também os albaneses começaram a pressionar o governo por mudanças. O resultado foi a introdução do pluripartidarismo, a liberdade religiosa, a permissão para sair do pais e a libertação dos presos políticos. Apesar disso, no início de 1991, milhares de pessoas emigraram para a Itália em busca de emprego. Em março de 1991, realizaram-se eleições diretas (as primeiras desde 1924) para a escolha dos deputados da Assembléia do povo.

Como conclusões sobre o processo de derrocada dos regimes socialistas do leste europeu, podemos destacar as seguintes:

  • 1. Esses movimentos ocorreram com uma ausência quase total de violência (exceto

na Romênia), tanto da parte dos que queriam derrubar os regimes socialistas como dos governos. Por que foi tão pequena a resistência dos PCs? Primeiro pela falta de apoio das tropas soviéticas e segundo pela necessidade de respeitabilidade desses governos junto à comunidade financeira do Ocidente, de quem dependiam para obter créditos em moeda forte.

  • 2. A queda dos regimes socialistas foi fruto da conjugação do descontentamento

econômico (principalmente na Polônia e na Romênia) e da ânsia por liberdades

políticas e direitos civis, por tanto tempo inexistentes nesses países.

  • 3. O conjunto dos movimentos que descrevemos dificilmente poderia ser

identificado como uma revolução. Foi na verdade uma mistura de reforma e revolução (o jornalista inglês Timothy Garton Ash chamou-os de "refoluções"). Houve um elemento forte para a mudança "de cima" vindo de minorias esclarecidas dos Partidos Comunistas ainda no poder e grande pressão popular vinda "de baixo", ocorrendo então a interação dos dois elementos.

  • 4. Foram movimentos principalmente organizados por intelectuais. É verdade que,

principalmente na Polônia, as manifestações operárias é que levaram os comunistas

à negociação, assim como as grandes manifestações populares na Alemanha e Hungria.

Mas a "política da transição" foi feita por intelectuais: dramaturgos (como Vaciav Havei) professores, editores, pintores, poetas, "para quem a matéria prima do seu trabalho era a liberdade que o socialismo real não foi capaz de lhes dar".