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Editor-co or dena dor Cláudio Bandeira

SA LVADOR DOMI NGO 10/4/2011

dena dor Cláudio Bandeira SA LVADOR DOMI NGO 10/4/2011 REGIÃO ME TROP OLITANA SA LVA D

REGIÃO ME TROP OLITANA

SA LVA D O R

COME NTE O que vo cê acha de pais que colo ca m os filhos cont ra o e x-c ônj uge?

pais que colo ca m os filhos co nt ra o e x-c ô nj uge?

www. atar de. com . b r

salva dor@grup oatarde.com.br

FAMÍ LIA Lei defende direito à convivência com genitor(a) e prevê sanções específicas a quem pratica a alienação parental

Duelo de pais interfere na formação de filhos

DA NI LE RE BO U ÇAS

Há dois anos, ele n ã o conse- gue exercer o pape l d e pai como qu eria. Cont a qu e se- parou da mu lh er e, su a fil ha, hoje com 8 anos, lh e fo i af as- tada aos po ucos. Há sete me- ses, a m ã e da cr iança obteve a guarda unilate ral. “Eu lite ral- mente passei de pai a v isi- t a nte , lamenta o professor unive rsitário, de 40 anos. Ele prefere n ã o ser iden- tificado. Re corre da de ci s ã o na Ju st iça, alegando fa lsa de- nú nc ia. E luta junto com ou-

tros pais, at ravé s d e a ssoc ia- ç õ es e or ga nizaç õ es, cont ra a alienaç ã o parental – i n f lu ê n -

ci a negat iva de um fa miliar

sobre a cr iança para qu e re - pu die o (a) genitor (a) ou para prejudicar esse v í nculo. A si-

tuaç ã oét ã o comu meg rave em casos de pais separados qu e uma lei espe c í fica (n º 12.318) fo i sanc ionada em agosto de 2010 para definir conceito s e pu niç õ es. No dia 25, Dia Inte rnac ional de Consc ientizaç ã o sobre a

Alienaç ã o Pa re nt al, o te ma se- rá debatido no te atro da Li- vraria Cu ltura ( Salva dor Shopp ing), 19h. “A lei é algo novo e import ante . Mu it as ve - ze s identificamos situ aç õ es desse tipo em outros proces- sos de fa m í lia , afirma o pro- motor Cr istiano Fa rias, autor do livro Direito das Famí li as , lançado este ano. Confor me dados da asso-

ci aç ã o americana de advo ga -

dos e estu dante s d e d ireito

American Bar Assoc iation ,

80% dos fil hos de pais divor-

ci ados já sofreram algum tipo

de alienaç ã o parental. Em Sal- va dor, segundo o I nstituto

Brasileiro de Ge ografia e Es- tat í stica (I BG E), as mu lh eres detêm, na maior ia das ve ze s (85,92%), a guarda do fil ho em caso de separaç ã o.

A c riança se torna a p rin-

cipal v ítima. É usada para

at

ingir o alvo, qu e é o parceiro,

e

fica exp osta a conse qu ên-

ci

as

qu e pod em inte rf erir na

Julgamento do processo de alienação pode ser demorado

Pa is qu e enfrentam situ aç õ es de alienaç ã o parental re cla- mam da moro sidade da Ju s- tiça no julga mento dos pro- cessos. O Ju dic iário, por sua vez, alega qu e o te mp o para o desfe cho dos casos é mu ito

re

lativo por se trat ar de qu es-

tõ

es

qu e envolvem jur í dico e

re

laç

õ es soc iais.

“O te mp o para julga mento da alienaç ã o d ep ende da

qu antidade e c omplexidade dos processos. A c omprova- ç ã o é dif í ci l. À s ve ze s prec isa de vá rios laudos e te stemu- nhas. Ta mb ém é importante escutar a cr iança , re ssalta o juiz Pa blo Stol ze , professor de direito civil da Uf ba. O j uiz destaca ainda a ne cessidade de te r esforço para uma con-

ci liaç ã o. No caso do adminis-

trador Th ales Le ite, 52, a Ju s-

tiça tem sido a ú nica sa í da para tentar re encont ra r a s três fil has, qu e ele n ã o vê des- de março de 2008. Elas est ã o nos EUA com a m ã e. “Falo com elas por te lefon e quando a

m ã e d eixa. Te nto 1 5 ve ze s e

consigo uma, lamenta.

MP -BA atende ca so s de ali ena ç ã o parental. É

pre ciso fazer

a

pe

Pa is tamb é m

po de m re co rrer à Defen so ria

P ú bl ic a

de nú nc ia ss oalmente .

su a formaçã o, confor me ex-

plica a psicóloga Ka ll ila Bar-

bosa, representante da Asso-

ci aç ã o Baiana e da Brasileira

de Psicologia Ju r í dica.

S í n d r om e

O p rofessor unive rsitário re-

lata qu e su a f il ha te m vômi-

tos, febres repe nt inas, cr ise de tosse, dor de bariga e com- port amento agitado qu ando está com ele e te m qu e volt ar para casa. Ele cont a ainda qu e

a m ã e já escondeu a fil ha para

qu e ele n ã o pu desse vê -la e

simulou agress õ es. Confor me Ka ll ila, a Sí ndro-

me da Alienaç ã o Pa re nt al

(SAP) acontec e qu ando a cr iança manifesta sintomas ao te r qu e i r à casa do

pai/mã e, e pod e s er desde uma simples dor d e b arriga até comp or tamento s agressi-

vo s. “Pod e re su lt ar em difi-

culdade de re lac ionamento na escola, comp rometer re - su lt ado escolar. No futu ro també m pod e g erar dificul- dade com comp anheiros . O trat amento baseia-se em ate ndimento s psicoterap êu-

ticos qu e pod em envolver to - da a fa m í lia. O ideal, confor - me Ka ll ila, é qu e os pais sejam consc ientizados da situ açã o para qu e s e po ssa romp er

com o c omport amento alie- nador. Caso a a lienaç ã o c on -

tinue, Ka ll ila frisa qu e o tra- bal ho é direc ionado ao for- tale ci mento da cr iança para qu e ela consiga construir su as próp rias impress õ es. “A

cr iança deve conv iver com pai

m ã e, ainda qu e sejam se-

e

p a ra d o s, re forç a.

O prom otor Cr istiano Fa -

rias re ssalta qu e a p rinc ip al causa da alienaç ã o é o dese-

qu il í brio f amiliar e a s c on -

qu ênc ias jur í dicas s ã o mú l-

se

tiplas. Em mu itos casos, há

mo dificaç ã o do re gime de

guarda de visita. “A lei tam-

bé m d á a p re rrogat iva de o

juiz estu dar cada caso e con- ce der outra puniç ã o. As san-

ç õ es tê m natu re za protetiva , qu e s ã o m ais significativa s nesses casos do qu e as pu -

n it ivas , esclarec e.

Pa ra pais e m ã es alienado-

re s, a pu niç ã o, segundo a lei,

va i de simples adve rtênc ia à

su sp ens ã o da condiç ã o de pai

ou m ã e, com c ontato pe rmi- tido só com visita assistida. Ta mb ém há po ssibilidade de mu lt a e inve rs ã o da guarda. “A de ci s ã o de impe dir a visita deve ser mu ito cautelosa por- qu e fil hos tê m direito de con- vive r be m c om os pais , co-

menta o prom otor.

vive r be m c om os pais ” , co- menta o pr om otor.

Wa lter de Car va lh o / Ag. A TA RDE

menta o pr om otor. Wa lter de Car va lh o / Ag. A TA

Thales vive longe da s 3 filhas e lu ta para que o direito à conv ivênc ia se ja re sp eitado

TJ-BA reve la n ã o

te r da do s de

pro ce ss os so bre ali ena ç ã o, po rque a le i

é re cente

12

cr ian ç as v ítimas de aliena ç ã o parental s ã o atendid as por se mana no Se rviç o de Ap oio e Orienta ç ã o Fa miliar do Tribunal de Ju st iç a da Bahia-BA

A co mp rova ç ã o é dif í ci l. À s ve ze s, pre cisa de vá ri os laudos e te stemunhas

PA BLO STO LZE, juiz de direito

laudos e te stemunhas ” PA BLO STO LZE, juiz de direito EN TREVIS TA Cl

EN TREVISTA Cl áudio Melo, psicólo go, es pe ci alist a em saú de mental cole tiva

A RESOLUÇÃO DE CONFLITOS É A MELHOR SAÍ DA PARA PAIS E FI LHOS

A

fenômeno sóc io -f amiliar qu e inclui os vá rios elemento s da

fa

Espaço Holos, Cláudio M elo. Em funç ã o d isso,oesp ec ialista aler ta para a ne cessidade de conc iliaç ã o como a mel hor forma

m í lia (m ã es, pais e fil hos), confor me destaca o psicólogo do

Sí ndrom e d a Alienaç ã o Pa re nt al está re lac ionada a um

para re solver esse tipo de conflito, qu e te m a cr iança no centro da disputa. Cláudio ressalta qu eaf ra gilidade das re laç õ es

fa miliares chega à cl í nica at ravé s de dive rsos sintomas.

A a lien aç ã o parental inte r-

fere no de senvolv imento da c riança?

Si m, como qu alquer outro

tipo de situ açã o qu e inte r-

fira nos v ínculos parentais, pod e te r efeito s n o desen- volv imento ps í qu ico e afe- tivo da cr iança.

Quais as conse qu ênc ias para

o i ndiv í du o qu e v ive s itu a-

ç ã o de alien aç ã o parental?

A alienaç ã o parental n ã o é

uma doença port anto ela

n ã o implica sintomas. Mas,

a longo prazo, as conse-

qu ênc ias pod em ser dive r-

sas na formaç ã o da pe rso- nalidade do su jeito e nos laços afetivo s fa miliares.

bu scar acord os entre as par te s, ev it ando transcen- der para o s fil hos os con-

flito s irresoluto s do fim do cas am e nto.

A de ci s ã o jur í dica é su fic ien- te para resolver esse tipo de

caso?

À s ve ze s sim. Há casos em

qu e a cr iança já vinha sen-

do afetada pe las cr ises con-

jugais ante s do final do ca-

samento e isso pode pro- vo car alte ra ç õ es afetiva s

no menor, demandando

inte rf erênc ia de profissio-

nais espe ci alizados.

S ã o mu itos os casos cl í nicos de cr ianças com alien aç ã o

 

Luta

se re sp eite o direito da con-

su

mir qu e era o pai. Ho je, ele

gens, mas diz estar or gul hoso

p

a r ent a l ?

Th ales diz já te r ga sto R$ 180

vivê nc ia com os pais .

n

ã o fa la com a m ã e de ne-

por te r conquistado seu di-

Com oop ai ou a m ã e deve

A a lienaç ã o parental, den-

mil com a dvogados e ter se

O engenheiro Marcelo

nhuma das cr ianças, mas te m

re ito. “Meu pe nsamento é qu e

agir com o f ilh o nesses ca-

 

tre outros sinais de fragi-

deparado com juiz qu e nega a

Sampaio també m encarou a

o

d ireito re gulamentado de

a Ju st iça tarda mas n ã o fa lh a.

sos?

lidade das re laç õ es fa mi-

existê nc ia da guarda comp ar-

Ju

st iça para conv iver com a s

estar com du as delas com fre-

Quem passa por i sso deve

O

fenômeno da alienaç ã o

liares na pó s-mo dernida-

til

hada e trat a com frieza. Mas

três fil has, fruto de re laç õ es

qu

ênc ia, a de 14 e a de 10 anos,

procurar or ientaç ã o e n ã o de-

parental é resultado, na

 

de, te m se mu lt ip licado e

isso n ã o o desanima. “Pe rc e -

diferente s e sem planejamen-

e

obteve há um ano a guarda

ve desistir, diz. Th ales e Mar-

maior ia das ve ze s, dos con-

isso te m chegado à cl í nica

bo qu e a Ju st iça brasileira é

to. Ele passou por dive rsas si-

da te rc eira, de 7 anos.

celo fa ze m par te da Assoc ia-

flito s e nt re ex-cônjuges. A

de dive rsas formas: depres-

lenta e desprov ida de afeto, mas n ã o desisto. Sou at iv ista

tu

a te r uma fil ha re gistrada sem

õ es de alienaç ã o. Chegou

Marcelo avalia ga stos de R$

300 mil com pe ns ã o, hono-

ã o de Pa is Separados (Apase), on de trocam ideias e orien-

ç

re

éam el hor sa í da. Mas, se

solu ç ã o desses conflito s

ã o inf antil, baixo re ndi- mento escolar, isolamento

s

em prol de cr ianças para qu e

o

seu nome, mesmo ap ós as-

rios de advo ga dos e v ia-

tam a qu em prec isa.

isso n ã o é po ss íve l, deve -se

soc ial, entre outros.