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Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? 1 Condições de Utilização do Manual Este manual

Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

Módulo: ???

  • 1 Condições de Utilização do Manual

Este manual tem como objectivo servir de apoio aos formandos… ..

  • 2 Objectivos específicos do Módulo

Descrever a constituição da máquina de corrente contínua.

Estabelecer a expressão da força electromotriz.

Classificar as máquinas c.c., quanto ao tipo de excitação.

Reconhecer as características dos diferentes tipos de máquina c.c..

Identificar a simbologia, a partir da placa de terminais.

Calcular potências, rendimento e perdas.

  • 1 Público-Alvo

Este manual dirige-se aos formandos do curso …. Activos ou desempregados…

Índice Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? 1 Condições de Utilização do Manual.........................................1 2

Índice

Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

Módulo: ???

  • 1 Condições de Utilização do Manual.........................................1

  • 2 Objectivos específicos do Módulo...........................................1

  • 3 Público-Alvo..........................................................................1

  • 4 Magnetismo..........................................................................3

    • 4.1 Ímanes......................................................................................3

    • 4.2 Campo Magnético......................................................................5

      • 4.2.1 Campo magnético de um íman...............................................................5

      • 4.2.2 Campo magnético terrestre....................................................................6

  • 4.3 Magnetização e Desmagnetização..............................................7

    • 4.3.1 Formação de Ímanes..............................................................................7

    • 4.3.2 Desmagnetização...................................................................................8

  • 4.4 Aplicações dos Ímanes...............................................................8

  • 4.5 Resumo.....................................................................................9

  • 5 Campos Magnéticos criados por correntes............................10

    • 5.1 Correntes em condutores.........................................................10

      • 5.1.1 Corrente num condutor retilíneo..........................................................10

      • 5.1.2 Corrente numa espira...........................................................................12

      • 5.1.3 Corrente num solenóide.......................................................................14

  • 5.2 Ímanes e Eletroímanes.............................................................15

    • 5.2.1 Ímanes e Histerese...............................................................................15

    • 5.2.2 Eletroímanes.........................................................................................16

  • 5.3 Aplicações de Eletroímanes......................................................17

    • 5.3.1 Campainha elétrica...............................................................................17

    • 5.3.2 Telégrafo e Telefone.............................................................................18

    • 5.3.3 Outras Aplicações.................................................................................19

    • 5.3.4 Contactor..............................................................................................19

    • 5.3.5 Contactor – Disjuntor............................................................................20

  • 6 Forças Eletromagnéticas......................................................22

    • 6.1 Força entre Campos Magnéticos e Correntes.............................22

    • 6.2 Forças entre Correntes.............................................................23

    • 6.3 Resumo...................................................................................25

  • 7 Indução Eletromagnética.....................................................25

    • 7.1 F.E.M. e Correntes Induzidas em Condutores.............................26

      • 7.1.1 Lei de Faraday......................................................................................26

  • Lei de Faraday

    2 Magnetismo Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? A palavra magnetismo deriva da Magnésia,

    2 Magnetismo

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

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    A palavra magnetismo deriva da Magnésia, cidade da Ásia Menor, onde foi encontrado, há cerca de 2800 anos, um mineral de ferro, a magnetite, com a propriedade de atrair ferro. Oersted, em 1820, verificou que o magnetismo resulta do movimento de cargas eléctricas.

    O eletromagnetismo proporcionou um grande progresso à humanidade.

    2.1 Ímanes

    Magneto ou íman é o corpo que possui a propriedade de atrair ferro, níquel ou cobalto ( 1 ).

    A magnetite, também chamada pedra-íman, é um íman natural, pois existe na natureza já com a propriedade de atrair corpos de ferro. A magnetite não tem qualidades de interesse prático, pois desagrega-se facilmente, a força de atração é pequena e não se pode dar-lhe uma forma conveniente.

    Assim, foram criados os ímanes artificiais, a partir de ligas como o aço duro, o alnico (aço com alumínio, níquel e cobalto), o ticonal (aço com titânio, cobalto, níquel e alumínio), a ferrite (ferromagnético cerâmico com boro, bário, molibdénio), etc ...

    2 Magnetismo Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? A palavra magnetismo deriva da Magnésia,

    Fig. 1 - Íman reto (pólos com limalha de ferro atraída)

    Com estes materiais, podem ser construídos ímanes com qualquer forma e com uma força de atração muito elevada. Os ímanes são de formas variadas. Para aplicações gerais são em barras se secção quadrada, rectangular, redonda; barras retas (fig.1), em forma de U, ou ferradura (fig.2), em forma de V, ou em losango (agulha magnética da fig. 3).

    Deitando limalha (pequenas aparas) de ferro sobre um íman, verifica-se que há uma maior atração junto das extremidades da barra magnética, como mostram as figs. 1 e 2.

    As zonas, junto das extremidades, onde se verificam, com maior intensidade, as propriedades magnéticas, são chamadas pólos magnéticos do íman, (figs. 1 e 2).

    1 As substâncias que são atraídas pelos ímanes (ferro, níquel, cobalto e algumas ligas compostas destes metais) são chamadas ferromagnéticas.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Em cada íman há sempre dois pólos magnéticos

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    Em cada íman há sempre dois pólos magnéticos que são designados por pólo norte e pólo sul, nomes estabelecidos para concordar com os pólos da Terra.

    Quando um íman se pode orientar livremente (fig. 3), o seu pólo, que aponta para o pólo norte terrestre, é designado por pólo norte do íman.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Em cada íman há sempre dois pólos magnéticos

    Fig. 2 - Íman em U ou em ferradura (pólos com limalha de ferro atraída)

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Em cada íman há sempre dois pólos magnéticos

    Fig. 3 - Agulha magnética. A agulha tem orientação próxima da do norte-sul terrestre.

    Quando se aproximam dois ímanes, verifica-se que há:

    Atração quando ficam frente a frente pólos opostos (norte de um íman e pólo sul do outro íman);

    Repulsão quando ficam frente a frente pólos iguais (norte de um íman e norte do outro íman; ou, então, o sul de um íman e sul do outro).

    Com uma agulha magnética, (fig. 4), assente numa ponta fina e podendo orientar-se livremente, verifica-se que uma mesma extremidade desta agulha é atraída por uma das extremidades de um íman e repelida pela outra.

    Portanto, os dois pólos de um íman são distintos e inseparáveis. De facto, bipartindo uma barra magnética ficam dois ímanes tendo, cada um, os pólos norte e sul.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 4 - Agulha magnética e íman em

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    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 4 - Agulha magnética e íman em

    Fig. 4 - Agulha magnética e íman em barra retangular

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 4 - Agulha magnética e íman em

    oximar um dos pólos de qualquer íman da ponta azulada da agulha magnética (norte). Se a ponta azulada é repelida

    1.1 Campo Magnético

    1.1.1Campo magnético de um íman

    Com uma pequena agulha magnética, apoiada sobre uma ponta ou suspensa por um fio sem torção, pode-se verificar a existência de um estado magnético à volta do íman. Chama-se campo magnético de um íman, ao espaço à volta do íman onde se faz sentir a sua influência. Pode-se caraterizar a ação do íman sobre qualquer ponto do espaço à sua volta pela influência magnética ou indução magnética nesse ponto.

    Colocando um íman sob uma placa fina, por exemplo de vidro, e peneirando, para essa placa, limalha de ferro, verifica-se que os grãos de limalha se orientam, pois cada grão fica magnetizado por estar submetido à influência do íman.

    A limalha forma um conjunto de linhas de força, (fig. 5), e toma o aspecto de uma figura designada por espectro magnético.

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    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 5 - Espectro magnético de um íman

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    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 5 - Espectro magnético de um íman

    Fig. 5 - Espectro magnético de um íman em barra reta, visualizado por limalha de ferro disposta sobre vidro

    O conjunto total das linhas que saem do pólo norte é chamado fluxo magnético. O fluxo magnético é representado por ϕ, (lê-se: fi), e a sua unidade SI é o weber (lê-se

    veber), com símbolo

    Wb. (anteriormente era usada a unidade

    maxwell Mx, sendo

    1Wb=10 8 Mx). A densidade do fluxo magnético, ou fluxo por unidade de área A, é chamada indução

    magnética, que se representa por B e tem a unidade weber por metro quadrado Wb/m 2 ,

    unidade SI que tem o nome de tesla T

    [1 T = 1 Wb/m 2 ].

    (a unidade de fluxo antiga, o gauss Gs, era: [1 Gs = 10 -4 T].

    [tesla = weber/m 2 ]

    B = ϕ/A
    B = ϕ/A

    Por exemplo, nos ímanes de alnico são atingidas induções magnéticas de 1,2T, enquanto que nos ímanes de aço se atinge 0,1T.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 5 - Espectro magnético de um íman

    imento de rotação de eletrões. As linhas de indução são curvas fechadas que, no interior do íman vão do pólo sul pa

    1.1.2

    Campo

    magnético terrestre

    Leitura

    Deixando orientar uma agulha magnética, ela toma uma posição próxima da direção norte-sul terrestre. A extremidade azulada fica aproximadamente orientada para norte e, por tal, tem o nome de pólo norte; à extremidade branca metálica, que aponta aproximadamente para sul, chamou-se pólo sul.

    Tudo se passa como se, no interior da Terra, existisse um íman natural gigantesco que fosse, portanto, a causa do campo magnético terrestre, cuja ação se faz sentir em toda a superfície da Terra e tem o seu pólo sul magnético próximo do pólo norte terrestre.

    A bússola (fig. 6) é uma agulha magnética, encerrada numa caixa, onde estão marcados os pontos cardiais. Para cada ponto da Terra, a direção norte-sul magnética faz um pequeno ângulo com a direção norte-sul terrestre que é chamado declinação magnética do lugar.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 5 - Espectro magnético de um íman
    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 5 - Espectro magnético de um íman

    Fig. - Bússola. Toma orientação próxima de norte-sul

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    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? 1.2 Magnetização e Desmagnetização 1.2.1Formação de Ímanes Dividindo

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    1.2 Magnetização e Desmagnetização

    1.2.1Formação de Ímanes

    Dividindo a meio um íman, verifica-se que cada uma das partes constitui-se como um

    íman, com um pólo norte e um pólo sul. Continuando a subdivisão, obteremos sempre

    ímanes, com dois pólos. Como limite da subdivisão, atingiríamos o átomo como sendo o

    mais pequeno íman.

    NOTA – Os campos magnéticos dos ímanes são criados pelo movimento dos eletrões dos respectivos átomos. O eletrão, ao girar em torno do núcleo, origina um campo magnético, fraco, equivalente ao de um de um pequeno dipolo (norte/sul). Ao girar sobre si próprio (spin), origina um campo magnético fraquíssimo. Dois eletrões com spins opostos, numa mesma orbital, criam campos magnéticos que se anulam. O ferro, por exemplo, possui orbitais com um único eletrão, e, por isso, com spins não compensados, o que faz dos seus átomos “pequenos ímanes”.

    Se um corpo não está magnetizado, os seus átomos têm todas as orientações possíveis,

    anulando-se mutuamente as suas ações magnéticas.

    A magnetização faz-se, submetendo um corpo à ação de um forte campo magnético. O

    campo magnético pode ser produzido pela presença de ímanes, como vimos, ou por

    correntes elétricas, como veremos mais tarde.

    As peças de ferro e de aço extra macio magnetizam-se com muita facilidade, quando

    submetidas à ação de um campo magnético, mas, logo que saem da ação desse campo,

    perdem quase todo o magnetismo. Isto acontece porque, suprimindo o campo excitador,

    os átomos de ferro voltam a orientar-se para que se somem as suas ações magnéticas,

    quase desaparecendo o magnetismo da peça.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? 1.2 Magnetização e Desmagnetização 1.2.1Formação de Ímanes Dividindo
    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? 1.2 Magnetização e Desmagnetização 1.2.1Formação de Ímanes Dividindo

    As barras de aço duro, alnico e ticonal, são de

    Fig. - Dois ímanes retos com duas armaduras

    Fig. - Íman em U com armadura

    magnetização difícil, mas, depois, não de desmagnetizam com facilidade, tornando-se

    ímanes permanentes.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? 1.2 Magnetização e Desmagnetização 1.2.1Formação de Ímanes Dividindo

    azer com que as linhas de fluxo se fechem sem passar pelo ar. Assim, arranjamos peças de ferro ou de aço macio (a

    1.2.2

    Desmagnetização

    Para desmagnetizar peças de aço que tenham adquirido um magnetismo que não se

    deseja, pode-se aquecer essa peça até uma temperatura (ponto de Curie), a partir da

    qual o material perde as propriedades magnéticas. O ponto do aço é de 775 0 C, para o

    níquel o ponto de Curie é de 360 0 C e para o cobalto é de 1100 0 C.

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    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? A desmagnetização de peças ou aparelhos delicados faz-se

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    A desmagnetização de peças ou aparelhos delicados faz-se metendo e retirando

    lentamente essa peça do interior de uma bobina onde passa uma corrente alternada.

    1.3 Aplicações dos Ímanes

    Os ímanes permanentes têm inúmeras aplicações principalmente depois do aparecimento

    de ligas especiais com o alnico e o ticonal.

    Citaremos, pelo interesse que apresentam para as oficinas de mecânica, as aplicações

    em bases magnéticas, (fig. 9), em pratos magnéticos, (fig. 10).

    A base magnética e o prato magnético são constituídos por ímanes de grande força

    atrativa, cilíndricos ou em barras retangulares, que podem tomar duas posições

    relativamente ao aparelho. Na posição de repouso as linhas de fluxo fecham-se pelo

    interior do aparelho e, por tal, não há força atrativa para as peças exteriores. Na posição

    de aderência, obrigamos as linhas do fluxo a fecharem-se pelas peças exteriores, pois

    nos aparelhos há a interposição de peças de latão.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? A desmagnetização de peças ou aparelhos delicados faz-se

    Fig. 9 - Base para comparador

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? A desmagnetização de peças ou aparelhos delicados faz-se

    Fig. 10 - Prato magnético, usado em máquinas das oficinas de mecânica

    O latão comporta-se como se fosse uma camada de ar.

    O deslocamento dos ímanes pode fazer-se por meio de um botão,

    (fig.

    9),

    que

    é

    impulsionado nos dois sentidos, ou por meio de uma alavanca, (fig. 10), que aciona um

    parafuso e faz correr os ímanes.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? 1.4 Resumo Os ímanes ou magnetos, peças de

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    1.4

    Resumo

    Os ímanes ou magnetos, peças de aço duro, ou de alnico, ou de ticonal, ou outros

    materiais, que podem ter várias formas, apresentam as propriedades:

    Magnetismo, propriedade de atrair corpos que contenham ferro, cobalto ou

    níquel;

    Os pólos, norte e sul, que se encontram junto das extremidades e correspondem

    às zonas ativas dos ímanes. A zona intermédia é neutra; bipartindo um íman,

    ficam um pólo sul e um pólo norte;

    Pólos do mesmo nome repelem-se e de nome contrário atraem-se.

    Os ímanes criam à sua volta um campo magnético, onde se fazem sentir as ações

    magnéticas;

    Deixando rodar livremente um íman, este orienta-se segundo uma direção muito

    próxima da direção norte-sul geográfica;

    As bússolas são constituídas por agulhas magnéticas contidas numa caixa onde estão

    marcados os pontos cardiais. Permitem determinar o norte geográfico.

    A magnetização consiste em fazer rodar os átomos de um corpo ferromagnético, dando-

    lhes uma orientação comum. A magnetização conserva-se nos aços duros, alnico e

    ticonal, e é perdida facilmente nos aços macios, extra macios e ferros.

    Os ímanes devem ser conservados com as linhas do fluxo fechadas por meio de materiais

     

    ferromagnéticos.

    1 Campos Magnéticos criados por correntes

    1.1

    Correntes em condutores

    A passagem da corrente elétrica num condutor provoca o desvio de uma agulha

    magnética que estava colocada paralelamente ao condutor, (fig. 1). Esta experiência,

    realizada pela primeira vez por Oersted, (cerca de 1820), mostra que uma corrente

    elétrica, ou seja, um movimento orientado de cargas elétricas (eletrões e iões

    cria um campo magnético.

    Como já foi tratado, a matéria é de natureza elétrica, constatando-se que as cargas

    elétricas estacionárias criam, à sua volta, um campo elétrico.

    Eletromagnetismo estuda a relação entre o campo elétrico e o campo magnético criado

    pelas cargas elétricas em movimento.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 11 - Experiência de Oersted (campo criado

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    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 11 - Experiência de Oersted (campo criado

    Fig. 11 - Experiência de Oersted (campo criado por condutor retilíneo)

    1.1.1Corrente num condutor retilíneo

    Considerando um qualquer plano perpendicular ao condutor retilíneo, as linhas de força

    situadas nesse plano são circunferências concêntricas e têm um sentido, (ver figs. 11 e

    12), que é dado pelas:

    Regra do saca-rolhas “o saca-rolhas caminha no sentido da corrente e roda no

    sentido das linhas de força”; ou

    Regra da mão direita “com o dedo polegar da mão direita apontando o sentido da

    corrente, os outros, os outros quatro dedos fechados acompanham o sentido do

    campo”.

    As linhas de força entram pelo pólo sul de um íman e saem pelo seu pólo norte, pelo que

    o desvio da agulha magnética, (figs. 11 e 12), é para uma posição que tende a ser

    perpendicular à do condutor.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 11 - Experiência de Oersted (campo criado

    Fig. 12 - Campo magnético criado por um condutor retilíneo

    A corrente elétrica, de intensidade I, cria à sua volta um campo magnético que, no ponto

    M, que dista r do condutor, tem a intensidade H: H=I2π r [A/m=A/m] que, num material

    com permeabilidade μ, corresponde à indução magnética, B, em tesla: B= μ.H.

    O vazio ou o ar têm permeabilidade: μ0=4π107 H/m; em qualquer material é: μ=μr*μ0

    [H/m] (henry por metro) (H henry é unidade SI a definir mais tarde).

    A indução magnético B, é no vazio:

    B0=μ0*H ou B0=μ0I2πr [em tesla]

    O fluxo magnético Φ, em weber, numa área A é:

    Φ=B0*A (Fluxo magnético=indução*área)

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? (Wb=T.m ) (weber=tesla*m ) Fig. 13 - Indução

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    (Wb=T.m 2 ) (weber=tesla*m 2 )

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? (Wb=T.m ) (weber=tesla*m ) Fig. 13 - Indução

    Fig. 13 - Indução magnética no ponto M

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? (Wb=T.m ) (weber=tesla*m ) Fig. 13 - Indução

    A indução magnética B no ponto M

    é dada pelo B: no ar é B0=μ0H sendo H=I2πr e μ0=4π107 H/m B0=μ0I2πr em te

    1.1.1Corrente numa espira

    Usando um condutor em espira circular, onde se faz passar uma corrente, verifica-se que

    se gera um campo magnético em que as linhas de força têm todas o mesmo sentido na

    zona interior da espira, (fig. 14).

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? (Wb=T.m ) (weber=tesla*m ) Fig. 13 - Indução

    Fig. 14 - Corrente circular (espira)

    Por aplicação da regra do saca-rolhas em vários pontos desse condutor, “rodando o saca-

    rolhas no sentido da corrente, ele desloca-se no sentido das linhas de força pelo interior

    da espira”, (figs. 14 e 15).

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    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 15 - Campo criado por uma corrente

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    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 15 - Campo criado por uma corrente

    Fig. 15 - Campo criado por uma corrente circular (espira)

    No centro da espira de raio r (ou diâmetro D) e com a corrente I, gera-se um campo

    magnético com a intensidade H=I2r ou H=ID [A/m=A/m] (unidade SI da intensidade do

    campo magnético [A/m]).

    A indução magnética B no centro de uma espira circular onde passa a corrente I é:

    B=μH B=μI2r sendo, μ a permeabilidade magnética do material.

    A permeabilidade do vazio é: μ0=4π*10-7 H/m, pelo que:

    B0=μ0I2r ou B0=4π*10-7*I2r

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 15 - Campo criado por uma corrente

    Fig. 16 - Solenóide de linhas de indução

    1.1.2Corrente num solenóide

    Solenóide é um conjunto de espiras iguais dispostas, umas na continuação das outras; é

    um fio condutor enrolado em hélice, (fig. 16).

    O campo magnético de intensidade H, criado pela corrente I, num solenóide de N

    espiras e comprimento L, é: H=NIL em unidades SI: [A/m=A/m]

    A indução B é:

    B=μ*H B=μ NIL [em tesla]

    Exercício: Num solenóide de núcleo de ar de 120 espiras e 18 cm de comprimento passa

    a corrente de 5A, há no seu interior uma indução de B=?

    O fluxo magnético Φ, através de uma superfície plana com área A (da secção média da

    bobina), é:

    Φ=B*A [Wb=T.m2 (weber=tesla*metro quadrado)]

    sendo B a indução (ou densidade de fluxo) num ponto médio do solenóide.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Quando passa uma corrente no solenóide, as linhas

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    Quando passa uma corrente no solenóide, as linhas de força, todas com o mesmo sentido

    no interior de cada espira, distribuem-se de forma a tomar o aspecto da fig. 6, e o

    solenóide comporta-se como um íman. Quando uma bobina tem no seu interior uma

    massa ferromagnética, (como mostra a fig. 17), obtemos o eletroíman, o que será

    tratado no capítulo seguinte.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Quando passa uma corrente no solenóide, as linhas

    Fig. 17 - Eletroíman e sua polaridade

    1.2 Ímanes e Eletroímanes

    1.2.1Ímanes e Histerese

    Numa bobina onde passa uma corrente I que vai aumentando, resulta ser criado, no seu

    interior, um campo magnético H que também vai aumentando (H=NI/L).

    Tendo a bobina um núcleo de material ferromagnético verifica-se que a densidade do

    fluxo, ou seja, a indução B aumenta rapidamente no inicio e vai-se tornando cada vez

    mais lenta, até atingir um valor em que há a saturação magnética do material, (fig. 18).

    Começando a diminuir a corrente na bobina, e portanto, a diminuir o campo magnético,

    verifica-se que, quando a corrente e o campo chegam a zero, ainda se mantém alguma

    indução remanescente B r ; há atraso de desmagnetização, dado que o material conserva

    magnetismo remanescente.

    Para anular a indução remanescente, é necessário usar uma corrente de sentido

    contrário e, portanto, criar um campo negativo H c que se designa campo coercivo.

    Aumentando, agora, o campo magnético em sentido contrario, o material vai sendo

    novamente magnetizado mas com polaridade oposta, como mostra a fig. 18, assim é

    estabelecido o ciclo de histerese.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Quando passa uma corrente no solenóide, as linhas

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    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 18 - Curvas de magnetização do núcleo

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    Módulo: ???

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 18 - Curvas de magnetização do núcleo

    Fig. 18 - Curvas de magnetização do núcleo ferromagnético numa bobina; ciclo de histerese

    Nota – Ao desaparecer o fluxo magnético que originou a magnetização do material, alguns átomos, agora já não sujeitos à força magnética, orientam-se segundo outra qualquer direção. No entanto, há átomos que mantêm a direção e sentido adquiridos durante a magnetização. Este “atraso” na desmagnetização do material é devido a um efeito de inércia para adquirir nova orientação. Ao inverter o sentido da corrente elétrica na bobina, comunica-se aos átomos do material a energia necessária para que rodem e mudem de sentido.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 18 - Curvas de magnetização do núcleo

    A permeabilidade μ dos materiais ferromagnéticos depende da indução magnética e o

    μ=μrμ0

    O cobalto atinge μr=150;

    O níquel atinge μr=300;

    O ferro atinge μr=5000

    valor é dado em relação ao v

    1.2.2Eletroímanes

    Usando, como núcleo de uma bobina, ferro puro, aço macio, ou ligar de ferro e silício,

    forma-se um eletroíman.

    Estes materiais ferromagnéticos têm pequeno magnetismo remanescente pelo que são

    facilmente magnetizados e facilmente desmagnetizados. Assim, as propriedades

    magnéticas só existem enquanto passa a corrente na bobina.

    Os eletroímanes adquirem muito melhores propriedades magnéticas do que as bobinas

    com núcleo de ar.

    As suas formas habituais são dadas nas figs. 19 a 21.

    Página 14 de 24

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? dos aparelhos de eletroímanes comando e Fig. Fig.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Módulo: ???

    dos aparelhos de
    dos
    aparelhos
    de

    eletroímanes

    comando

    e

    Fig.
    Fig.
    Fig. as proteção máquinas
    Fig.
    as
    proteção
    máquinas

    são:

    As aplicações mais Fig. elétricas,
    As
    aplicações
    mais
    Fig.
    elétricas,

    vulgares

    campainhas

    elétricas,

    instrumentos de medida e alguns

    tipos de mesas eletromagnéticas.

    1.3 Aplicações de Eletroímanes

    1.3.1Campainha elétrica

    A campainha elétrica é constituída como mostra na fig. 22. Quando se carrega no botão

    de pressão do interruptor, fecha-se o circuito, pelo que passa uma corrente na bobina e,

    portanto, é atraída a armadura, cujo movimento dá origem a um toque do martelo no

    timbre. Este movimento desfaz o contacto entre o parafuso de afinação P e a armadura,

    provocando a interrupção do circuito.

    Neste momento deixa de ser atraída a armadura que, por ação da mola M, volta à

    primeira posição, fazendo-se novo contacto com o parafuso, o que fecha o circuito. Volta

    a dar-se nova atração da armadura, o que produz novo toque e nova interrupção da

    corrente; e assim sucessivamente.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? dos aparelhos de eletroímanes comando e Fig. Fig.

    Fig. 22 – Campainha

    1.3.2Telégrafo e Telefone

    Com interesse histórico, por ter permitido o primeiro contacto à distância entre pessoas,

    e pela sua concepção, vamos tratar:

    O telegrafo de Morse (inventado em 1844) permite enviar sinais entre duas estações

    ligadas por um fio. Em cada estação, há um transmissor e um receptor. “O transmissor é

    uma espécie de alavanca, que tem uma posição de repouso que liga a linha ao receptor”.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O receptor é um eletroíman cuja armadura tem

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Módulo: ???

    O receptor é um eletroíman cuja armadura tem uma ponta que pode gravar numa fita de

    papel que se encontra em movimento.

    Quando se carrega no manipulo da estação 1, fazemos passar uma corrente no

    eletroíman da estação 2, pelo que a armadura grava no papel um traço ou um ponto. As

    letras e os números são representados por um certo número de traços e de pontos,

    constituindo o alfabeto Morse.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O receptor é um eletroíman cuja armadura tem
    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O receptor é um eletroíman cuja armadura tem

    Fig. - Telégrafo de Morse

    Um auscultador telefónico, (fig. 24), é constituído por um íman de alnico que tem,

    junto das extremidades, dois núcleos de ferro envolvidos por bobinas. A armadura é uma

    chapa fina circular, a que se dá o nome de diafragma.

    No microfone há pequenos grãos de carvão que fazem contacto mais ou menos perfeito

    conforme a pressão que sobre eles atua.

    Quando passa uma corrente, com variação produzida pelo microfone, a atração sobre o

    diafragma varia de acordo com a corrente modulada, o que produz o som.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O receptor é um eletroíman cuja armadura tem

    Fig. 25 - Auscultador

    1.3.3Outras Aplicações

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O receptor é um eletroíman cuja armadura tem

    Fig. - Circuito do microtelefone

    Os guindastes, em que na extremidade do cabo há um forte eletroíman que pode atingir

    grandes forças, (fig. 21), são usados para carregar e descarregar massas de algumas

    toneladas de objetos de materiais ferromagnéticos, quer em chapa, quer perfilados, etc ...

    Para produzir ímanes permanentes, usam-se fortes eletroímanes e fechamos o circuito

    magnético com a peça de aço duro, ou alnico, que se pretende magnetizar. Os

    eletroímanes são muito usados em aparelhos de medida e quase em todas as máquinas.

    1.3.4Contactor Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O contactor é um aparelho destinado a

    1.3.4Contactor

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Módulo: ???

    O contactor é um aparelho destinado a fechar ou abrir, um certo número de contactos,

    por ação da força atrativa de um eletroíman sobre a armadura enquanto se faz passar

    uma corrente na sua bobina (bobina de chamada), fig. 26.

    A ligação ou corte da corrente, na bobina de chamada, pode ser comandada no local ou à

    distância, por meio de:

    Interruptor (comando por contacto permanente)

    Botões de pressão (comando por impulso)

    A fig. 22 mostra um contactor com quatro contactos abertos e um contacto fechado;

    (note que estes contactos estão assinalados pela posição de repouso).

    A fig.27 mostra este contactor em esquema.

    1.3.4Contactor Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O contactor é um aparelho destinado a

    Fig. 26 - Contactor com bobina de chamada e os contactos

    1.3.4Contactor Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O contactor é um aparelho destinado a

    Fig. 27 - Esquema do contactor com bobina e contactos

    1.1.1Contactor – Disjuntor

    Para comando e proteção dos motores que acionam as máquinas-ferramentas, usamos,

    geralmente, um contactor-disjuntor em conjunto com corta-circuitos fusíveis (fig. 28).

    A proteção contra curto-circuitos é feita pelos corta-circuitos fusíveis, os quais foram já

    estudados.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 28 - Contactor-Disjuntor e relés térmicos Um

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Módulo: ???

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 28 - Contactor-Disjuntor e relés térmicos Um

    Fig. 28 - Contactor-Disjuntor e relés térmicos

    Um contactor-disjuntor, como mostra a fig. 28, é constituído por um contactor que,

    quando excitado por uma corrente, atrai uma armadura. Este movimento da armadura

    faz vários contactos, que estabelecem a ligação dos condutores que vêm da rede com os

    condutores que vão para o motor. A corrente que excita o eletroíman é tirada da rede e,

    ligada ou desligada, respetivamente, por meio dos botões de comando:

    I (verde)

    0(vermelho)

    O botão de comando (ligar) só estabelece a ligação quando é premido manualmente.

    Logo que deixamos de fazer pressão, volta a desfazer-se a ligação, que cortaria o circuito

    do eletroíman se o movimento da armadura não tivesse realizado o contacto A (em

    derivação com I).

    O botão do comando 0 (desligar) está, normalmente, fechado.

    Quando se faz pressão sobre ele, interrompe-se o circuito do eletroíman, que, assim

    deixa de ter ação sobre a armadura.

    Deste modo, a armadura separa-se, devido a uma mola, desfazendo-se os contactos, A,

    da ligação da rede ao motor, pelo que o motor para.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 28 - Contactor-Disjuntor e relés térmicos Um

    Fig. 29 - Esquema de contactor-disjuntor

    Vimos como se realiza o comando por botões e a proteção contra curto-circuitos das

    máquinas-ferramentas. Há ainda necessidade de proteger o motor contra sobrecargas,

    situações em que o motor absorve uma corrente superior à indicada na sua chapa de

    características. Assim, o aquecimento seria maior e correr-se-ia o risco de o motor

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? avariar. Para evitar que se mantenham correntes superiores

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Módulo: ???

    avariar. Para evitar que se mantenham correntes superiores às normais, usam-se

    disjuntores em baixa tensão.

    2 Forças Eletromagnéticas

    2.1 Força entre Campos Magnéticos e Correntes

    Verificamos já (experiência de Oersted) que uma corrente produz à sua volta um campo

    magnético. Portanto, quando estão em presença campos magnéticos e correntes,

    produzem-se forças de atração ou de repulsão.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? avariar. Para evitar que se mantenham correntes superiores

    Fig. 30 - Sentido do deslocamento devido à força magnética

    A fig. 30 mostra, a partir do vetor B, a direção e sentido das linhas de indução.

    Se fizermos passar uma corrente por um condutor, que pode deslocar-se e se encontra

    submetido à ação de um campo magnético, verificamos, então, que esse condutor fica

    sujeito a uma força que o desloca com um sentido que é dado pela “regra da mão

    esquerda”, (fig. 30). “Entrando o fluxo pela palma da mão e saindo a corrente pelas

    pontas dos dedos, o polegar indica o sentido do deslocamento do condutor”. (confronte

    com a regra da mão direita).

    A força que atua sobre um condutor retilíneo que se encontra no interior de um campo B,

    é diretamente proporcional à intensidade I, da corrente que o percorre, à indução, B,

    desse campo magnético e ao comprimento L, do respectivo condutor.

     

    F=B*I*L

    Força=indução*corrente*comprimento

         
     

    N=T.A.m

     
     

    Newton=tesla*ampere*metro

     

    São baseados neste

    fenómeno os motores de

    corrente contínua e também alguns instrumentos de medição.

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 31 - Campos magnéticos criados por um

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Módulo: ???

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 31 - Campos magnéticos criados por um

    Fig. 31 - Campos magnéticos criados por um íman e por uma corrente

    2.2 Forças entre Correntes

    Como as correntes elétricas produzem, à sua volta, campos magnéticos, estando

    próximos dois fios condutores percorridos por uma corrente elétrica, há uma ação mútua

    entre eles, como mostra a fig. 32.

    Verifica-se que, condutores com:

    Duas correntes do mesmo sentido, atraem-se (as linhas de força, entre os

    condutores, são de sentidos contrários);

    Duas correntes de sentido oposto, repelem-se (as linhas de força, entre os

    condutores, são do mesmo sentido);

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Fig. 31 - Campos magnéticos criados por um

    Fig. 32 - Força atrativa entre dois fios condutores com correntes do mesmo sentido; e repulsiva com correntes de sentidos opostos

    A força atrativa ou repulsiva entre dois condutores é proporcional ao produto das

    intensidades das correntes que os percorrem.

    Baseiam-se neste efeito, chamado eletrodinâmico, o funcionamento dos wattímetros e

    diversas máquinas.

    Definição da unidade SI de intensidade de corrente

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O ampère é definido a partir deste efeito

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Módulo: ???

    O ampère é definido a partir deste efeito entre correntes ou efeitos eletrodinâmicos:

    ampère é a intensidade de um corrente constante que, percorrendo dois condutores

    retilíneos, paralelos, de comprimento infinito, de secção circular desprezável e colocados

    no vazio à distância de 1 m, produz entre eles uma força magnética de 2107 N por cada

    metro do seu comprimento”. (fig. 33)

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O ampère é definido a partir deste efeito

    A = N / m

    ampère = newton / metro

    Fig. 33 - Definição da unidade SI de intensidade de corrente, "ampère". Se as correntes têm o mesmo sentido esta força é atrativa

    Leitura

    Consideremos duas correntes paralelas I 1 e I 2 . A corrente I 1 cria um campo magnético

    B, em qualquer ponto da corrente I 2 , dado por: B=k2*I1r, onde r corresponde à

    distância entre os fios condutores e k à constante magnética, cujo valor é, no vazio,

    1/10 7 .

    Como

    vimos

    em

    6.1,

    a

    força magnética

    que vai

    atuar sobre

    o condutor “2” será:

    F=B.I 2 .L

    Substituindo, nesta equação, o valor de B, chegamos ao valor da força de interação entre

    os condutores de comprimento L:

    F=k2I1I2rL para r=1 m;L=1 m; I1=I2=1

    Obtemos o valor de F=2107N F=0,2 μN

    ema Internacional de unidades

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? O ampère é definido a partir deste efeito

    ndeza que lhe está associada, recorde.se que uma massa de 1 Kg, à superfície da Terra, é atraída por uma força de 9,8N, isto significa que, um

    Página 21 de 24

    1.1 Resumo Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Um fio condutor retilíneo, percorrido por
    • 1.1 Resumo

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Módulo: ???

    Um fio condutor retilíneo, percorrido por uma corrente elétrica, desloca-se, por ação de

    um campo magnético, com um sentido dado pela regra da mão esquerda.

    A força que atua sobre o condutor que se encontra no interior do campo B, é diretamente

    proporcional à intensidade, I, da corrente que o percorre, à indução, B, desse campo

    magnético e ao comprimento, L, do respetivo condutor.

    Dois fios condutores paralelos, percorridos por correntes com o mesmo sentido, atraem-

    se; quando percorridos por correntes de sentidos contrários repelem-se.

    A força atrativa ou repulsiva entre os dois condutores é proporcional ao produto das

    intensidades das correntes que os percorrem.

    O ampère

    é definido

    a

    partir

    destes efeitos entre

    correntes,

    chamados efeitos

    eletrodinâmicos: “ampère é a intensidade de um corrente constante que, percorrendo

    dois condutores retilíneos, paralelos, de comprimento infinito, de secção circular

    desprezável e colocados no vazio à distância de 1 m, produz entre eles uma força

    magnética de 2107 N por cada metro do seu comprimento.”

    2 Indução Eletromagnética

    As correntes elétricas produzem campos de magnéticos e os campos magnéticos podem

    produzir correntes elétricas quando há movimento relativo do íman e da corrente. As

    correntes são induzidas em condutores (fios e enrolamentos das máquinas), nas massas

    magnéticas, etc ...

    • 2.1 F.E.M. e Correntes Induzidas em Condutores

    2.1.1Lei de Faraday

    A indução eletromagnética foi estudada por Faraday.

    d

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? Página 23 de 24

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    Módulo: ???

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua Módulo: ??? FICHA TÉCNICA Título: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Curso: Máquinas Elétricas de Corrente Contínua

    Módulo: ???

    FICHA TÉCNICA

     

    Título:

    Máquinas

    Elétricas

    de

    Corrente Contínua

    Autor: Nuno Barros

    Produção e Concepção: Gabigerh, Lda.

    Edição: 1ª - 2012

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