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Introdução

Resumo de um texto de André Lapierre ,em seu livro “Da psicomotricidade


Relaconal à Análise Corporal da Relação”,organizado em uma apostila, para estudos
do grupo de pós-graduação em Psicomotricidade Relacional.

Gênese de uma terapia


Viemos de uma cultura dualista. O dualismo teológico, corpo e alma,
vivenciam um corpo culpado, obsceno, cujos desejos devem ser contidos, para não
subverter a alma com sua essência divina. No dualismo cartesiano, corpo e espírito a
inteligência e a razão, fazem do corpo, um simples instrumento a serviço da mente.
Filosofias como o Iluminismo e o Positivismo, libertam o homem de um Deus
castrador, propondo-lhe um corpo livre e redimido estimulando-o a usar a inteligência,
a razão, aceitando os seus desejos. Busca-se um novo corpo, parte integrante do
psiquismo, uma unidade indissociável; sentimentos, pulsões, fantasias fluem através
dele,por ele são vivenciados e nele se manifestam. Surge aí o termo
“Psicomotricidade”
Como profissional de educação física, André Lapierre, teve como referencial,
em seus estudos , o corpo e a atividade motora , sobre todos os seus aspectos Vivenciou
todas as dimensões deste corpo, e deparou-se com um conteúdo presente em todas as
suas práticas : o conteúdo psíquico . Através destes experimentos, André cria o método
de “Análise Corporal da Relação”.
Por discordar com o modo mecânico e estereotipado, dos exercícios físicos da
época, voltou-se ao estudo da anatomia e fisiologia do movimento, de forma
autodidata, Estes estudos, lhe oportunizaram lecionar, no recém criado curso de
Cinesioterapia, onde através de pesquisa e criação, reúne material para a publicação de
um conjunto de documentos, sob o título de “Reeducação Física”.
È negado a André, pelo Ministério da Saúde, o título de cinesioterapeuta,por
não ter freqüentado regularmente o curso em que era professor. Foi diretor de um
“Centro de Reeducação”,espaço criado para atender crianças sequeladas pela fome,
durante a guerra e ocupação nazista, indicadas pelo serviço de medicina escolar,
mantendo em paralelo, um consultório de cinesioterapia, onde se dedicava a
manipulações vertebrais. Tinha presente, porém, que o ser humano não era apenas uma
bio mecânica a ser consertada, mas que a dor traduz a dor. Aprendeu a “escutar o que
não é dito”,onde apenas o corpo é o meio de expressão. Percebeu que sua relação com
o cliente, por vezes, era mais importante que o tratamento cinesioterápico.
Os Centros de Reeducação evoluem, da saúde física para a saúde psicológica.
Surgem estudos situando o corpo e a atividade motora como base primária e
fundamental do desenvolvimento da inteligência conceitual. Começa então, nestes
centros, a prática da psicomotricidade. Em dezembro de 1996,é criada a Sociedade
Francesa de Educação e Reeducação Psicomotora (SFERPM), tendo Lapierre por
presidente. O ensino em crise, faz surgir, em 1968, a “Renovação
Pedagógica”,movimento que durou pouco tempo, pelas dificuldades institucionais em
implantá-lo. Sobre o tema da integração da psicomotricidade no ensino, Lapierre e
Aucouturier, publicam o livro, “A Educação Vivida”, em três volumes.
Na prática,as concepções teóricas, apresentavam sua eficácia e seus
limites,assinalando que os problemas escolares eram sintomas de problemas como
relacionais. Os estudos de Ajuriaguerra,Wallon,Schultz,Jacobson e Guerra
Alexander,sobre eutonia, auxiliaram na medida da descoberta de que nada pode
integrar-se ao ser,sem antes passar pela sua organização tônico-emocional. Era preciso
mergulhar na sombra de cada criança, ver o que era negado, culpabilizado, seus
conflitos, seus medos, tudo o que condicionaria o desenvolvimento de sua
personalidade.
Com o crescimento da SFERPM, apsicomotricidade difundiu-se dentro e fora
da França, levando André e Aucouturier, a organizarem um curso, onde o adulto
experimentava em si, as técnicas que usaria nas crianças, possibilitando assim, a
observação do comportamento de ambos os grupos, pelos organizadores Os futuros
psicomotricistas, passavam por uma “formação pessoal”, onde aprendiam a se envolver
com a criança como parceiros, acompanhando e facilitando a vivência dos jogos
simbólicos. Esses adultos, nas sessões, reagiam como as crianças, iam tão
profundamente às vivências emocionais, criando a dúvida de ser ou não ético, mexer
assim na personalidade dos alunos. Essa discussão, levou Lapierre e Aucouturier,
tomarem caminhos diferentes.
André Lapierre passou a trabalhar, no que chamou de psicomotricidade
relacional, e com a ajuda de Anne Lapierre,sua filha, preparou um curso de formação,
com estágios intensivos de 5 ou 6 dias, espaçados por 3 ou 4 meses,assim organizado
, para atender as dificuldades de deslocamento e as despesas decorrentes, uma vez que
estes cursos eram ministrados na Espanha, Itália e América Latina, onde esse
conhecimento, não era estruturado,já que, na França, a psicomotricidade, como
formação, tomou rumos diferentes dos idealizados por Lapierre.
Durante quinze anos, a pesquisa aliada à prática, orientou os passos dessa nova
terapia, que buscava decodificar emoções e sentimentos, vivenciados de forma
atemporal,através dos jogos simbólicos, penetrando cada vez mais na imensidão do
inconsciente, para chegar-se à origem, ao nascedouro de todos os conflitos. Era preciso
tornar os formadores capazes de atuar com as crianças, e também, de difundir a nova
técnica, de dar continuidade ao trabalho.
Com a evolução da prática,surgiu a necessidade de dividir as atividades em
duas partes:Psicomotricidade Relacional, como formação profissional, com duração de
3 anos, e Análise Corporal da Relação, com ótica psicanalítica freudiana, e sem
objetivo de formação profissional. A experimentação desta nova técnica, mostrou a
necessidade de dois referenciais(pai e mãe),entre os animadores que em pares, homem
e mulher,se revezavam no atendimento aos grupos.
Em seu trabalho com as crianças, Lapierre percebeu, que todos os problemas,
iniciavam na primeira infância, voltando-se então para as creches, onde atuou com
crianças de 18 meses à 3 anos, de cuja vivência editou o livro “O Adulto Diante da
Criança de 0 à 3 anos”. Concluiu ser possível acessar o inconsciente, sem
necessariamente passar pela interpretação verbal, visto os resultados obtidos com
crianças na primeira infância ou autistas.
André Lapierre ,aposenta-se como professor de educação física, aos 60, e
dedica-se por mais 5 anos,à prática de sua terapia, afastando-se ao sentir-se
fisiologicamente frágil para assumir a rotina que as vivências exigiam. Dedica-se
então, a atividades intelectuais, como conferências, supervisões e congressos, buscando
sempre reconhecimento profissional, em seu país, pois apesar de sua obra e seu
trabalho serem aceitos e difundidos mundialmente,lhe foi negada a titulação na
França.
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