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Candidato com nome sujo pode tomar posse?

Saiba qual o perfil exigido por lei para que um candidado aprovado assuma o cargo público

Pendências de crédito não prejudicam concurseiro

Brasília -Uma dúvida frequente dos concurseiros é em relação às dívidas contraídas e, também, aos registros nos cadastros de crédito, como SPC e SERASA. Estar com pendências de créditoimpede o futuro servidor de tomar posse e entrar em exercício?

Em relação, aos concursos públicos, a Lei 8112/90, que rege os servidores públicos civis da União, estabelece os requisitos básicos para a investidura no cargo público, quais sejam:

· A nacionalidade brasileira;

· O gozo dos direitos políticos;

· A quitação com as obrigações militares e eleitorais;

· O nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo;

· A idade mínima de 18 anos;

· Aptidão física e mental.

As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei, como por exemplo, carteira de motorista.

A lei nada fala em relação às dívidas e às pendências de crédito. Portanto, podemos concluir que tais débitos não são impedimentos para a investidura no cargo público, visto que de acordo com o princípio da legalidade, somente a lei pode estabelecer requisitos e a administração só pode agir de acordo com essas determinações.

Caso o consumidor seja prejudicado na seleção do concurso público por estar com restrições de crédito poderá ingressar com ação judicial para assegurar a vaga e sua participação em todas as etapas do certame.

Estar com restrição de crédito nestes bancos de dados não significa que o candidato seja uma pessoa incompatível para o exercício de um cargo público. O Poder Judiciário tem decidido a favor das pessoas prejudicadas em concursos públicos por este motivo já que o afastamento do candidato, por tal razão, fere a Constituição Federal.

Em julgamento recente, o TJDFT, concedeu mandato de segurança a candidato

prejudicado em virtude de inscrição do nome no SPC. Entendeu a Corte, que tal ato fere os princípios constitucionais e é, portanto, ato abusivo.

Com esse entendimento, conclui-se que não há impedimento de investidura em cargo público em razão de o candidato contrair dívida. A lógica é exatamente oposta, pois, subtende-se que ao assumir um emprego, como servidor, no caso, poderá honrar seus compromissos e sair da condição de devedor.

Ivan Lucas é pós-graduando em Direito de Estado pela Universidade Católica de Brasília, leciona Lei 8.112/90, Direito Administrativo e Direito do Trabalho no GRAN CURSOS. Ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça, atualmente é analista do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, exercendo a função de assistente de juiz.

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prejudicado em virtude de inscrição do nome no SPC. Entendeu a Corte, que tal ato fereconcursos CONCURSO PÚBLICO X NOME "SUJO" NO SPC/SERASA: O QUE FAZER? 09:43 Concurseiro Solitario , Posted in Dúvidas de concurseiros , Sobre estudar para concursos públicos , 7 Comments Estou com meu nome no cadastro de inadimplentes (SPC/SERASA) e pior! Não tenho como pagar. E agora? Será que posso prestar concurso, assumir um cargo público, caso seja aprovado? É muito comum hoje em dia esse tipo de questionamento de muitos candidatos a cargos públicos que estão com o “nome sujo” nos vários cadastros de inadimplentes. A crise econômica gerando o desemprego em massa e os apelos cada vez maiores do consumismo desenfreado, insitam o consumidor a cada vez mais contrair enormes e impagáveis dividas. O uso descontrolado de cartões de créditos, financiamentos de veículos com taxas de juros astronômicas, lideram a enorme onda de endividados em todo " id="pdf-obj-1-16" src="pdf-obj-1-16.jpg">

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prejudicado em virtude de inscrição do nome no SPC. Entendeu a Corte, que tal ato fereconcursos CONCURSO PÚBLICO X NOME "SUJO" NO SPC/SERASA: O QUE FAZER? 09:43 Concurseiro Solitario , Posted in Dúvidas de concurseiros , Sobre estudar para concursos públicos , 7 Comments Estou com meu nome no cadastro de inadimplentes (SPC/SERASA) e pior! Não tenho como pagar. E agora? Será que posso prestar concurso, assumir um cargo público, caso seja aprovado? É muito comum hoje em dia esse tipo de questionamento de muitos candidatos a cargos públicos que estão com o “nome sujo” nos vários cadastros de inadimplentes. A crise econômica gerando o desemprego em massa e os apelos cada vez maiores do consumismo desenfreado, insitam o consumidor a cada vez mais contrair enormes e impagáveis dividas. O uso descontrolado de cartões de créditos, financiamentos de veículos com taxas de juros astronômicas, lideram a enorme onda de endividados em todo " id="pdf-obj-1-20" src="pdf-obj-1-20.jpg">

Concurseiro Solitario , Posted in Dúvidas de concurseiros,Sobre estudar para concursos

prejudicado em virtude de inscrição do nome no SPC. Entendeu a Corte, que tal ato fereconcursos CONCURSO PÚBLICO X NOME "SUJO" NO SPC/SERASA: O QUE FAZER? 09:43 Concurseiro Solitario , Posted in Dúvidas de concurseiros , Sobre estudar para concursos públicos , 7 Comments Estou com meu nome no cadastro de inadimplentes (SPC/SERASA) e pior! Não tenho como pagar. E agora? Será que posso prestar concurso, assumir um cargo público, caso seja aprovado? É muito comum hoje em dia esse tipo de questionamento de muitos candidatos a cargos públicos que estão com o “nome sujo” nos vários cadastros de inadimplentes. A crise econômica gerando o desemprego em massa e os apelos cada vez maiores do consumismo desenfreado, insitam o consumidor a cada vez mais contrair enormes e impagáveis dividas. O uso descontrolado de cartões de créditos, financiamentos de veículos com taxas de juros astronômicas, lideram a enorme onda de endividados em todo " id="pdf-obj-1-31" src="pdf-obj-1-31.jpg">
prejudicado em virtude de inscrição do nome no SPC. Entendeu a Corte, que tal ato fereconcursos CONCURSO PÚBLICO X NOME "SUJO" NO SPC/SERASA: O QUE FAZER? 09:43 Concurseiro Solitario , Posted in Dúvidas de concurseiros , Sobre estudar para concursos públicos , 7 Comments Estou com meu nome no cadastro de inadimplentes (SPC/SERASA) e pior! Não tenho como pagar. E agora? Será que posso prestar concurso, assumir um cargo público, caso seja aprovado? É muito comum hoje em dia esse tipo de questionamento de muitos candidatos a cargos públicos que estão com o “nome sujo” nos vários cadastros de inadimplentes. A crise econômica gerando o desemprego em massa e os apelos cada vez maiores do consumismo desenfreado, insitam o consumidor a cada vez mais contrair enormes e impagáveis dividas. O uso descontrolado de cartões de créditos, financiamentos de veículos com taxas de juros astronômicas, lideram a enorme onda de endividados em todo " id="pdf-obj-1-33" src="pdf-obj-1-33.jpg">

Estou

com

meu

nome

no

cadastro

de

inadimplentes

(SPC/SERASA) e pior! Não tenho como pagar. E agora? Será que posso prestar concurso,

assumir um cargo público, caso seja aprovado? É muito comum hoje em dia esse tipo de

questionamento de muitos candidatos a cargos públicos que estão com o “nome sujo” nos

vários

cadastros

de

inadimplentes.

A crise econômica gerando o desemprego em massa e os apelos cada vez maiores do consumismo desenfreado, insitam o consumidor a cada vez mais contrair enormes e impagáveis dividas. O uso descontrolado de cartões de créditos, financiamentos de veículos com taxas de juros astronômicas, lideram a enorme onda de endividados em todo

o país. São muitas as razões que podem levar uma pessoa a ter seu nome inserido num desses cadastros, desde a dificuldade econômica e financeira ocasionada em virtude de desemprego, doenças, uso do nome como avalista, fiador e a sua inclusão indevida, sem o devido amparo legal, gerando até mesmo, na maioria dos casos, indenização por dano moral.

Estar com restrição de crédito (SPC, SERASA, CADIN) ou em outros bancos de dados

não significa necessariamente que o candidato a um cargo público tenha agido de má-fé ao assumir espontaneamente uma dívida ao qual, por diversos motivos, entre eles, sua própria condição de desemprego, não tenha tido condições de honrar com o compromisso financeiro assumido. Resumindo, a simples inclusão de uma pessoa em um cadastro de

inadimplentes não implica dizer que o mesmo é um estelionatário (o famoso “171”), uma

pessoa incompatível para o exercício de um cargo publico ou mesmo privado, já que sua a sua situação financeira é meramente momentânea, passageira e não seja o mesmo um devedor contumaz, ou seja, aquele que já tem a prática costumeira de agir de forma criminosa, de má-fé. O simples fato de o candidato estar na luta por uma vaga, um emprego, já sinaliza sua pretensão de honrar com as dividas pendentes.

O afastamento ou impedimento de um candidato a o acesso cargo público, por motivo do mesmo ter seu nome inscrito em um cadastro restritivo de crédito, é uma medida abusiva e

que pode ser combatida por meio de ações judiciais, como a ação de conhecimento e o mandado de segurança (remédio constitucional), para assegurar a vaga e sua participação

em todas as etapas

do certame. Para ingressar com

qualquer uma dessas ações o

candidato deve procurar a orientação de um advogado ou um defensor público (caso não

tenha

condição

financeira).

Além de extremamente abusiva, o afastamento de um candidato a cargo público mesmo, por tal regra, fere a Constituição Federal no que dispõe no seu art. 37, incisos I e II, sobre a obediência que a administração publica (direta ou indireta) deve ter aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, aos direitos aos cargos, empregos e funções públicas que todos os brasileiros devem ter desde que preencham os requisitos estabelecidos em lei, que no caso concreto, tais requisitos são disciplinados pela lei nº. 8112/90 e dispostos no seu art. 5º, e incisos que dispõem o seguinte:

Art.

5

º

São

requisitos

básicos

para

investidura

em

cargo

público:

I

a

nacionalidade

 

brasileira;

II

o

gozo

dos

direitos

 

políticos;

III

a

quitação

com

as

obrigações

militares

e

eleitorais

(no

caso

do

homem);

IV

o

nível

de

escolaridade

exigido

para

o

exercício

do

cargo;

V

a

idade

mínima

de

dezoito

anos;

VI

aptidão

física

e

mental.

Essas exigências acima, são as mesmas que verificamos na maioria dos editais de

concursos públicos publicados e neles percebemos claramente que não consta nada em relação à questão de dívidas. O grande problema reside no § 1º do artigo citado acima, o

qual prevê que “As atribuições do cargo podem justificar a exigência de outros requisitos estabelecidos em lei”, como é o caso dos concursos para cargos da área policial (PM, PC, PRF e PF), cargos área fiscal (AFRFB, AFT, AFR FISCAL DO ICMS) e principalmente cargos para área bancária (BACEN, BB, CEF), que na fase de pesquisa social, faz uma investigação sobre a vida pregressa do candidato, a fim de descobrir se o futuro servidor possui alguma restrição que impossibilite seu ingresso no funcionalismo público. Entre essas ações de investigação, sem dúvida nenhuma está a consulta aos órgãos restritivos de crédito (SPC/SERASA). Cabe então ao administrador responsável por essa seleção, analisar individualmente todos os casos que se apresentem, a fim de evitar cometer injustiças, sabendo separar aquelas pessoas de comportamento errôneo, daquelas de comportamento idôneo (o joio do trigo). Caso o mesmo não respeite o direito liquido e certo conquistado pelo candidato para sua nomeação (ato vinculado da administração), cabe ao mesmo preitear junto à justiça esse direito constitucional.

O Poder Judiciário tem decidido

em

diversas ações judiciais a favor das pessoas

prejudicadas em concursos públicos pelo motivo em questão. Entre essas ações as mais

conhecidas

e

mais

divulgadas

estão:

Apelações Cíveis n° 70002436368 e 70001495092 do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. As mesmas estão disponíveis no site:

Vejam um trecho do voto do Desembargador Otavio Augusto Stern, na Apelação Cível n°

70002436368, que demonstra com exatidão a injustiça deste tipo de restrição: “Aceitar tal

argumentação implicaria em deixar ao desamparo total aqueles que mais necessitam,

jogando-os em uma petição de princípio: porque está desempregado e precisa sobreviver, contrai dívidas; se possui dívidas não pode assumir um emprego (no caso, público),

permanecendo desempregado e contraindo dívidas…”.

Outra dica valiosa para quem está nessa situação junto aos órgãos de restrição de crédito e está precisando de orientação, é o site Endividado, que além de dicas, ainda auxilia os inadimplentes com assessoria jurídica, prestadas por grandes profissionais, operadores do direito. O endereço do site é:

Vale relembrar daquele caso de um ex-morador de rua que passou no concurso do Banco do Brasil e estava impossibilitado de ser nomeado pelo motivo de ter uma dívida financeira

no valor de R$ 8.000,00 (oito mil reais). Depois de negociar e parcelar a referida dívida, o mesmo foi nomeado e empossado no cargo de escriturário do Banco do Brasil na cidade de Recife-Pe. Vejam a reportagem:

O conselho dos vários especialistas no assunto e que eu particularmente acho muito prudente é que não existem “artimanhas”, “formulas mágicas”, capazes de retirar o nome de alguém das listas de inadimplentes, como prometem aqueles kits de procedências

duvidosas que vendem na internet e das pessoas que de forma criminosa se passam por advogados, tentando vender essa ilusão. Basicamente, a melhor alternativa é enfrentar o

problema de acordo com

o

que

podem

melhorar

se

pode fazer no momento. Veja algumas dicas que

bastante

a

situação:

Pagando ou negociando a dívida Essa sem dúvida é a melhor alternativa para quem foi aprovado recentemente em um concurso. O Código de Defesa do Consumidor obriga

que após o pagamento ou negociação da dívida, o nome do devedor seja excluído do

cadastro de inadimplentes

no

prazo

máximo

de

05

(dias);

Prescrição do direito de cobrança da dívida A perda do direito de cobrar as dívidas na

justiça, assim como o prazo máximo de cadastro em órgãos de restrição ao crédito, como SPC e SERASA é de 05 (anos), a contar da data em que a dívida venceu (data em que deveria ter sido paga), e não da data em que foi feito o cadastro. Nesse caso a dívida

“caduca”, ou seja, a justiça pode determinar e exclusão do nome do devedor, do banco de

dados

dos

órgãos

restritivos

de

crédito.

Prescrição do título que originou o cadastro Alguns títulos de créditos, protestados em cartórios, tais como cheques, notas promissórias, duplicatas possuem prazos de prescrição, e que após seus vencimentos não podem ser mais cobradas, segundo o

Código

Civil

ou

a

Lei

do

Cheque.

Discussão judicial da dívida que originou o cadastramento A cobrança abusiva de

juros e taxas é uma prática muito usada pelos bancos, operadoras de cartões de crédito, empresas de telefonia celular e internet banda larga, quando houver alguma discussão judicial sobre essas cobranças abusivas, a justiça pode determinar a suspensão do

cadastro

enquanto

o

processo

estiver

em andamento.

Resumo da ópera - “Devo não nego, pago quando puder”, com essa afirmação quem tem alguma pendência financeira, pode dormir e estudar tranquilo, sabendo que quando conseguir seu tão sonhado cargo vai poder quitar suas dívidas e recuperar seu valioso crédito. Por fim, fica a última dica, mesmo para quem não tem o nome inscrito num cadastro de inadimplentes, planeje sempre seu orçamento, analise todas as alternativas antes de assumir compromissos financeiros em longo prazo, como ser avalista ou fiador de alguém, por exemplo, extrapolar o limite do cartão de crédito ou do cheque especial comprando aqueles objetos que nunca vai usar. Seja prudente e lembre-se de um ditado

antigo

que

diz:

“dor

de

barriga

não

uma

vez”.

Fontenele é um concurseiro que está se reeducando financeiramente.

IMPORTANTE - Os textos publicados nesse blog são de inteira responsabilidade dos seus autores em termos de opiniões expressadas. Além disso, como não contamos com um revisor(a) de textos, também a correção gramatical e ortográfica é de inteira responsabilidade dos mesmos.

08/2008 - 10h07

Concurso

Veja o que impede o aprovado em concurso assumir vaga

Estar com o 'nome sujo' ou ter passagem pela polícia não impedem posse do cargo

Do GP1

Não basta apenas escolher o cargo e estudar para conseguir uma vaga no serviço público. Mesmo atendendo a exigências como idade, nível de escolaridade e experiência na área, a legislação brasileira permite que alguns fatores externos ao processo seletivo impeçam o candidato de tomar posse em um emprego público.

Exigências como estar com o nome limpo na praça e não ter passagem pela polícia são inconstitucionais, a não ser em casos específicos (como concurso para juiz, por exemplo). Já não estar em dia com as obrigações eleitorais e ter a partir de 70 anos são impeditivos para entrar no serviço público.

Legislação

De acordo com Sillas Vicalvi, professor de direito administrativo e constitucional da Central de Concursos, em São Paulo, os requisitos que devem estar em todos os concursos públicos federais, regidos pela lei 8.112/90, são nacionalidade brasileira, gozo dos direitos políticos, quitação com as obrigações militares e eleitorais, nível de escolaridade exigido para o exercício do cargo, a idade mínima de 18 anos e aptidão física e mental.

Os municípios e estados têm autonomia para legislar sobre o assunto, mas eles devem seguir a Constituição, dos artigos 37 ao 41, que discorrem sobre administração pública e servidores públicos e serve como base para as exigências.

Mas, segundo Vicalvi, alguns editais fogem à legislação e os candidatos que se sentirem prejudicados podem entrar com liminar na Justiça para garantir a posse.

„Nome sujo‟

O Banco do Brasil, por exemplo, estipula que o candidato não pode ter o nome inscrito nos cadastros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Serasa ou Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), por exemplo, para assumir o cargo.

O BB alega que a decisão de restringir a posse de candidatos com nome sujo é devido à instituição financeira seguir a política de combate à lavagem de dinheiro do Banco Central e porque se trata de uma norma de conduta ética firmada entre a empresa e o empregado.

Mas, segundo o banco, o departamento jurídico analisa a situação do convocado e dá um prazo para ele regularizar sua situação. Assim que o nome dele é retirado do cadastro restritivo, o que pode ocorrer com o pagamento de algumas parcelas da dívida, a instituição o contrata.

Mas Vicalvi alerta que se trata de uma prática inconstitucional porque fere o princípio

da isonomia. “O candidato deve entrar com liminar alegando abuso de poder para poder assumir o cargo. Depois a Justiça julga o mérito da ação para ver se a restrição é

pertinente”, diz. No entanto, segundo o professor, para cargos de juiz, promotor e de

polícias há legislação específica que impede a posse de candidato inadimplente.

“Ninguém pode ser punido por causa de dívida. A única punição é a prisão,

especificamente para os casos de falta de pagamento de pensão alimentícia e depositário infiel (quando a pessoa se desfaz indevidamente dos bens que estão sob sua guarda

antes da decisão da Justiça)”, explica. Segundo ele, não é impeditivo o candidato tomar

posse no serviço público, mesmo se ele for condenado em um desses dois casos, porque se trata de ação civil, e não penal.

Ação penal

Ter respondido por ação penal ou ter passagem pela polícia também não são impeditivos para assumir o cargo, mas o candidato tem que provar que não foi condenado. A exceção é para cargos de juiz, promotor e das polícias.

Exoneração e demissão

A exoneração, que é quando o servidor sai do cargo por iniciativa própria, não o impede de tomar posse em outro cargo público, mas ele tem de ficar afastado por até dez anos, dependendo do caso.

Da mesma forma, o servidor que for demitido por ato de improbidade administrativa ou por cometimento de crime contra a administração pública também deverá esperar até uma década para retornar ao cargo ou prestar outro concurso.

Parentes

Ter familiares no serviço público não é impeditivo para a posse, segundo a legislação federal. No entanto, se o candidato foi aprovado para um local em que um parente de até segundo grau trabalha, ele terá de ser lotado em outro lugar. Viscalvi ressalta que alguns estados, como o de São Paulo, têm leis específicas que impedem a posse de parentes para combater o nepotismo.

Obrigações eleitorais

Segundo Vicalvi, não pode assumir o cargo o candidato que não está em dia com as

obrigações eleitorais ou que perdeu os direitos políticos. “Se o aprovado não votou ou

não justificou o voto na última eleição, por exemplo, não poderá entrar no serviço

público”, diz.

O gozo dos direitos políticos, segundo o professor, quer dizer que o candidato está em condições de votar. Ele é impedido de tomar posse caso perca esse direito, o que pode ocorrer em caso de condenação por improbidade administrativa, condenação penal e incapacidade civil absoluta (estado de loucura, por exemplo). No entanto, condenação civil - como por não-pagamento de pensão alimentícia, por exemplo - não acarreta em perda de direitos políticos. Idade

O candidato que tem a partir de 70 anos não pode entrar na carreira pública. Segundo o professor de direito administrativo, nessa idade ocorre a aposentadoria compulsória. Mas ele pode entrar até os 70 anos incompletos. Aí o servidor terá direito a

aposentadoria proporcional ao tempo de contribuição. “O valor recebido não pode ser menor que um salário mínimo”, informa.

Aposentadoria

O candidato que se aposentou em outro cargo público não pode tomar posse novamente como servidor, exceto nos seguintes casos: dois cargos públicos de profissionais de saúde; dois cargos públicos de professor; um cargo de professor e outro cargo técnico ou científico na área de pesquisa; ou cargos de juiz e promotor e outro de professor. Mas ser aposentado na iniciativa privada não é impedimento para entrar no serviço público.

Fonte: G1