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FACULDADE PITÁGORAS UNIDADE TEIXEIRA DE FREITAS

GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

MORGANA TORRES DE MATOS RODRIGO BARBOSA AGUIAR

ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CENTRO CIRURGICO DIANTE DE QUADRO DE CHOQUE HIPOVOLÊMICO NAS INSTITUIÇÕES HOSPITALARES NO MUNICÍPIO DE TEIXEIRA DE FREITAS - BA

TEIXEIRA DE FREITAS

2009

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MORGANA TORRES DE MATOS RODRIGO BARBOSA AGUIAR

ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CENTRO CIRURGICO DIANTE DE QUADRO DE CHOQUE HIPOVOLÊMICO NAS INSTITUIÇÕES HOSPITALARES NO MUNICÍPIO DE TEIXEIRA DE FREITAS - BA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Colegiado de Enfermagem da Faculdade Pitágoras - Teixeira de Freitas, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Enfermagem.

Orientadora: Jackeline Sousa Pires.

TEIXEIRA DE FREITAS

2009

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Biblioteca Teixeira de Freitas, BA, Brasil)

M433a

Matos, Morgana Torres de, 1987- Atuação da equipe de enfermagem no centro cirúrgico diante de quadro de choque hipovolêmico nas instituições hospitalares no município de Teixeira de Freitas-BA / Morgana Torres de Matos, Rodrigo Barbosa Aguiar. 2009. 62 f.

Orientador: Jackeline Sousa Pires. Trabalho de conclusão de curso (graduação) - Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas, Curso de Enfermagem, 2009.

1. Choque hipovolêmico. 2. Enfermagem cirúrgica. 3. Centros cirúrgicos - Teixeira de Freitas-BA. I. Aguiar, Rodrigo Barbosa. II. Pires, Jackeline Sousa. III. Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas. Curso de Enfermagem. IV. Título.

CDD 610.7367

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MORGANA TORRES DE MATOS

RODRIGO BARBOSA AGUIAR

ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO CENTRO CIRURGICO DIANTE DE QUADRO DE CHOQUE HIPOVOLÊMICO NAS INSTITUIÇÕES HOSPITALARES NO MUNICÍPIO DE TEIXEIRA DE FREITAS - BA

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Enfermagem da

Faculdade Pitágoras Teixeira de Freitas, como requisito parcial para obtenção do

título de Bacharel em Enfermagem.

Aprovada em

de

de

COMISSÃO EXAMINADORA

Prof.ª Jackeline Pires Faculdade Pitágoras Teixeira de Freitas Orientadora

Prof. Faculdade Pitágoras Teixeira de Freitas

Prof. Faculdade Pitágoras Teixeira de Freitas

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Dedico este trabalho a minha família e a todos os amigos que de maneira direta foram meus alicerces para a conquista dessa pesquisa. Em especial a minha mãe que sempre esteve ao meu lado, por todo carinho a mim demonstrado, pela dedicação, principalmente por ter oferecido boa parte do seu tempo para me ajudar em tudo que foi necessário e que por muitas vezes abriu mão de suas vontades para me proporcionar o melhor.

Morgana Torres de Matos

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Dedico

família e amigos, e em especial ao meu

pai

incondicional.

minha

esse

pelo

trabalho

apoio

a

e

toda

dedicação

Rodrigo Barbosa Aguiar

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Agradeço a Deus por essa vitória alcançada, por ter estado ao meu lado nos momentos de cansaço e por ter-me concedido força no decorrer do curso;

Ninguém vence sozinha. Quero levar ao pódio todos aqueles que me fizeram vencedora;

Ao meu pai Istênio e a minha mãe Ernandia pelo apoio e esforço, e pelo amor incondicional;

A minha família pelo incentivo nos momentos difíceis;

Aos meus amigos, pela compreensão e pela paciência para que fosse atingido meu objetivo e por entenderem que não podia sair em vários momentos;

Agradeço em especial ao meu colega Rodrigo pelo companheirismo, paciência, incentivo e ajuda, e por ter me acompanhado nessa monografia;

Agradeço a turma de Enfermagem pela amizade e pelas alegrias que me foram proporcionadas durante os quatro anos de convivência;

Agradeço aqueles professores que quando deveriam ser simplesmente professores, foram mestres. Que além de mestres foram amigos, e que na amizade, me compreendeu e incentivou a seguir meu caminho;

Agradeço especialmente a Jackeline Sousa Pires pelos momentos de dedicação, compreensão, paciência e pelo incentivo que me foi dado nessa jornada;

A todos o meu muito obrigado.

Morgana Torres de Matos

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Agradeço a Deus, o que seria de mim sem a fé que eu tenho nele;

Aos meus pais Antônio e Iolanda, que, com muito carinho e apoio, não mediram esforços para que eu chegasse até esta etapa de minha vida;

A minha irmã Rayane que muito nos ajudou tendo paciência para nos emprestar seu notebook para elaboração deste trabalho e a quem me orgulho de ser irmão;

A minha namorada Larissa que sempre me deu muito carinho e atenção, sobretudo incentivo, me ajudando a buscar o melhor de mim;

Aos meus fiéis amigos. Sinceros colegas de turma que certamente deixarão saudades, em especial a minha parceira de monografia Morgana;

A toda minha família;

Aos meus grandes amigos e futuro colegas de profissão Guilherme, Thabata e Carol pelo seu apoio e companheirismo ao longo desses quatro anos de curso e sua amizade sincera;

A todos os meus professores e nossa querida coordenadora que foram tão importantes na minha vida acadêmica, em especial a minha professora Jackeline Sousa Pires pela paciência na orientação e incentivo que tornaram possível a conclusão desta monografia;

Enfim ao termino desse ciclo de quatro anos se torna difícil lembrar-se de todos. Agradecer então pode não ser tarefa fácil, nem justa. Para não correr o risco da injustiça, agradeço de antemão a todos que de alguma forma passaram pela minha vida e contribuíram para a construção de quem sou hoje.

Rodrigo Barbosa Aguiar

8

“Cada um de nós tem na vida um ponto distante: é com ele que sonhamos, é por ele que lutamos e é dele que devemos nos aproximar, dia a dia, hora a hora, até o final de nossa existência

Luiz Gama Filho

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RESUMO

O Choque Hipovolêmico é descrito como uma perda de sangue ou plasma que

saem da circulação para o exterior ou para os tecidos. O choque hipovolêmico

é uma condição de difícil tratamento, que pode ser revertido estando atento aos

sinais que o antecedem. O tratamento do choque vai depender da sua causa

visando à correção da causa auxiliar e os mecanismos de compensação

fisiológicos a restabelecerem nível adequado de perfusão tecidual. A equipe de

Enfermagem que atua no centro cirúrgico tem papel importante e fundamental,

atuando na intervenção precoce ao longo da condição de choque, é a chave

para melhorar o prognóstico do paciente. Procurouse então, realizar uma

pesquisa quali-quantitativa para demonstrar e avaliar as ações e o nível de

conhecimento da equipe de Enfermagem sobre o Choque Hipovolêmico no

Centro Cirúrgico na cidade de Teixeira de Freitas BA. Tem como objetivos

específicos caracterizar os fatores de risco para o Choque Hipovolêmico;

observar e descrever a conduta da Enfermagem diante do paciente em PO na

sala de RPA; e avaliar da eficácia das medidas de prevenção e intervenção

utilizadas. A tabulação e análise dos dados evidenciaram que embora o

Choque Hipovolêmico seja uma manifestação clinica comum em cirurgias, a

ocorrência de Choque Hipovolêmico no Centro Cirúrgico nas Instituições

Hospitalares pesquisadas é rara; entretanto há assistência e suporte

hemodinâmico para os casos ocorridos.

Palavras-chave: Choque hipovolêmico; Equipe de Enfermagem; Cirurgia; Recuperação;

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ABSTRACT

Hypovolemic shock is described as a loss of blood or plasma leaving the movement to the outside or to the tissues. Hypovolemic shock is a condition difficult to treat, which can be reversed paying attention to the signs which precede it. The shock treatment will depend on its cause in order to correct the cause and help the physiological compensatory mechanisms to restore adequate tissue perfusion. The nursing team who works in the operating room has an important and fundamental working in early intervention over the condition of shock, is the key to improving patient outcomes. It was then, make a qualitative and quantitative research to demonstrate and evaluate the actions and level of knowledge of the nursing team on hypovolemic shock in the Surgical Center in the city of Teixeira de Freitas - BA. Its specific objectives to characterize the risk factors for hypovolemic shock, observe and describe the conduct of nursing before the patient DB in the PAR room and to evaluate the effectiveness of prevention and intervention used. Tabulation and analysis of data showed that although hypovolemic shock is a common clinical manifestation in surgery, the occurrence of hypovolemic shock in the Surgical Center Hospital in the institutions surveyed is rare; however there is hemodynamic support and assistance where cases occurred.

Keywords: Hypovolemic shock; Nursing Team; Surgery; Recovery;

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 - Avaliação da existência de protocolo para tratamento de choque hipovolêmico

Gráfico 2 - Acompanhamento do paciente pelo cirurgião e o anestesista até o seu quadro fisiologicamente estável na sala de recuperação pós anestésica

Gráfico 3 - Média de permanência do paciente na sala de recuperação pós anestésica

Gráfico 4 - Execução da prescrição de enfermagem com exatidão, em tempo e técnica correta

Gráfico 5 - Busca de conhecimento científico teórico sobre o choque hipovolêmico

Gráfico 6 - O repasse de conhecimento teórico/científico sobre choque hipovolêmico do enfermeiro para a equipe de enfermagem

Gráfico 7 - O repasse de conhecimento teórico/científico sobre choque hipovolêmico do enfermeiro para a equipe de enfermagem (pelo enfermeiro)

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49

50

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LISTA DE SIGLAS

ABEn Associação Brasileira de Enfermagem

PO Pós Operatório

RPA Recuperação Pós Anestésica

SRPA Sala de Recuperação Pós Anestésica

URPA Unidade de Recuperação Pós Anestésica

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

14

2 O QUE ACONTECE NO CORPO HUMANO

17

2.1

ANATOMIA CARDIOVASCULAR

17

2.1.1 Coração

17

2.1.2 Artérias

20

2.1.3 Veias

20

2.1.4 Vasos linfáticos

21

2.2 FISIOLOGIA DO CHOQUE

22

2.3 CHOQUE HIPOVOLÊMICO

23

3

DINÂMICA DE FUNCIONAMENTO DO CENTRO CIRÚRGICO

28

3.1

CONHECENDO O CENTRO CIRÚRGICO

28

3.1.1 Equipe de enfermagem no centro cirúrgico

30

3.1.2 Atividades gerais da equipe de enfermagem

31

3.2

UNIDADE/ SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA

34

4

METODOLOGIA DA PESQUISA

38

4.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

38

4.2 TÉCNICA DE INVESTIGAÇÃO

38

4.3 PERÍODO DE COLETA DE DADOS

39

4.4 SUJEITO DE ESTUDO

39

4.5 DISCUSSÃO DOS DADOS

39

5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

41

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

52

7 REFERÊNCIAS

54

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1 INTRODUÇÃO

O trabalho da Enfermagem no Centro Cirúrgico nasceu para atender ás necessidades do trabalho médico ao organizar uma unidade onde fossem realizadas as cirurgias, isto é o preparo dos materiais e equipamentos indispensáveis ao procedimento cirúrgico. Segundo Correia (1978), o Enfermeiro assumiu a prática no Centro Cirúrgico, apenas para fiscalizar o serviço de Enfermagem, no sentido de verificar o cumprimento adequado das técnicas.

Atualmente as atividades do Enfermeiro em Centro Cirúrgico podem ser divididas em quatro papeis considerados importantes: administrativo (atividades referentes ao planejamento, organização, direção ou liderança e controle ou avaliação), assistencial (aplicado o processo científico na assistência peri operatória), ensino (considerado relevante como fator motivador para o aperfeiçoamento e atualização do profissional) e pesquisa (possui valor indiscutível para que a profissão se afirme cada vez mais como ciência).

A avaliação do paciente no período de recuperação anestésica foi discutida por Peniche (1998), que acredita ser necessária uma avaliação segura e eficaz, onde as alterações endócrinas e metabólicas decorrentes do trauma anestésico cirúrgico do paciente sejam consideradas, e sugere ainda, a criação de padrões e critérios de avaliação para a assistência prestada ao paciente neste período e a avaliação dos mesmos.

Este Trabalho de Conclusão de Curso tem por objetivo geral verificar e avaliar se a Enfermagem, ao lidar com o paciente em PO (pós operatório) está adotando medidas preventivas e eficazes visando detectar precocemente crises de choque hipovolêmico e interceptar seu curso antes que ocorram complicações graves. E como objetivos específicos caracterizar os fatores de risco para o choque hipovolêmico; observar e descrever a conduta da enfermagem diante do paciente em PO na sala de RPA; e avaliar da eficácia das medidas de prevenção e intervenção utilizadas.

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O desenvolvimento deste Trabalho de Conclusão de Curso justifica-se pela necessidade que se tem de estar conhecendo, discutindo e avaliando as ações da equipe de Enfermagem, diante do quadro de choque no centro cirúrgico, bem como as dificuldades e perspectivas em relação à situação. Ao mesmo tempo, representa para o profissional da Enfermagem, a oportunidade de conhecer a realidade da cidade de Teixeira de Freitas - BA, em relação a tal situação.

É antiga a tentativa de controlar o choque em pacientes que entram no centro cirúrgico, através de ações que tentam estabilizar o paciente para que não entrem em parada e morram. O passo inicial na abordagem do choque é reconhecer sua presença, seu diagnóstico é feito exclusivamente através do exame físico, que deve ser dirigido aos sinais vitais, ou seja, à frequência cardíaca, frequência respiratória, perfusão cutânea e pressão arterial; nenhum teste laboratorial identifica imediatamente o choque. O segundo passo na abordagem do choque é identificar sua provável etiologia, ou seja, identificar o tipo de choque; se é devido à perda de sangue apresentado componente de hipovolemia, chamado de choque hemorrágico, ou se é devido a causas não hemorrágicas como choque cardiogênico, neurogênico ou séptico. A verificação de sinais vitais é a maneira mais eficaz de se detectar um choque, realizado corretamente, faz com que a equipe consiga reverter o quadro de choque. A complexidade do quadro de choque acarreta problemas de grande dimensão, como por exemplo, parada cardiorespiratória, podendo evoluir para o óbito, colocando assim o choque como um desafio para o sistema de saúde.

Para a consecução dos propósitos da monografia, a metodologia utilizada será quali-quantitativa. Além do suporte teórico, a pesquisa será realizada nas Instituições Hospitalares públicas e particulares no município de Teixeira de Freitas que realizam cirurgias de médio grande porte, onde serão entrevistados profissionais da equipe de Enfermagem que atuam nos centros cirúrgicos. A coleta de dados será através de aplicação de questionário com questões objetivas e subjetivas. Os resultados serão apresentados em forma de estudo através de gráficos e tabelas a partir das análises dos dados obtidos.

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O capítulo 1 aborda aspectos objetivos sobre a anatomia do sistema cardiovascular e fisiologia do choque, dando ênfase ao choque hipovolêmico; descrevendo a sua definição, identificação e os danos causados pelo mesmo.

O capítulo 2 fala sobre a finalidade do centro cirúrgico, abordando aspectos importantes sobre o papel do enfermeiro dentro do mesmo, destacando a utilidade e a importância do Enfermeiro (a) na sala de recuperação pós- anestésica.

O capítulo 3 revela a apresentação dos resultados, que considerando o tema em questão, visou analisar a atuação da equipe de enfermagem diante do quadro de choque hipovolêmico no centro cirúrgico.

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2 O QUE ACONTECE NO CORPO HUMANO

O capítulo que ora se apresenta, objetiva, entre outros aspectos, descrever a

Anatomia e Fisiologia do choque em destaque para o choque hipovolêmico, enfatizando a sua definição, identificação e danos. Trata-se de um capítulo teórico que busca algumas definições imprescindíveis para a compreensão da

temática em estudo.

O capítulo aponta, teoricamente, alguns esclarecimentos que servirão de base

para a compreensão da pesquisa de campo (apresentada no 3º capitulo).

2.1 ANATOMIA CARDIOVASCULAR

O Sistema Cardiovascular ou Cardiocirculatório é uma vasta rede de tubos

(veias, artérias e capilares) de vários tipos e calibres, que põe em comunicação todas as partes do corpo; dentro desses circula o sangue, impulsionado pelas contrações cardíacas.

O Sistema Cardiovascular tem como função segundo Moore e Dalley (2001),

de carregar nutrientes, oxigênio e substâncias residuais das células e para elas. Para Dangelo e Fattini (2007) o Sistema Circulatório é um sistema fechado, sem comunicação com o exterior, constituído por vasos sanguíneos, pelo coração, dentre outros, que tem como função impulsionar o sangue por toda a rede vascular. Os principais componentes do sistema circulatório são:

coração, vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares), vasos linfáticos e linfa.

2.1.1 Coração

O coração é o órgão central do Sistema Cardiovascular que funciona como

uma bomba. Apresenta quatro cavidades: átrio direito e esquerdo que se localizam na região superior do coração; e ventrículo direito e esquerdo localizados inferiormente. Os átrios são separados pelo septo interatrial e os ventrículos são separados por outro septo chamado interventricular. De acordo

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com Souza (2001) os átrios funcionam como reservatórios de sangue e os ventrículos como bombas que propulsam o sangue em direção às artérias.

A partir do ventrículo direito sai o tronco pulmonar que se bifurca em artérias pulmonares direita e esquerda, que são as artérias responsáveis por levar o sangue que será oxigenado nos pulmões; do ventrículo esquerdo sai à artéria aorta que formará o arco aórtico, que é responsável por levar o sangue para todo o corpo. No átrio direito desembocam as veias cava superior e inferior; e no átrio esquerdo desembocam as veias pulmonares. A veia cava superior e inferior são responsáveis pelo retorno do sangue venoso do corpo para o átrio direito; as veias pulmonares (duas esquerdas e duas direitas) são responsáveis pelo retorno do sangue do pulmão para o átrio esquerdo.

A circulação sanguínea é a passagem do sangue através do coração e dos vasos. Podem ser dividias em circulação pulmonar, circulação sistêmica, circulação colateral e circulação portal, sendo que para este estudo a circulação de maior importância é a circulação pulmonar e a circulação sistêmica.

a circulação pulmonar ou pequena circulação tem início no

ventrículo direito do coração para os pulmões e de volta ao átrio

] a circulação sistêmica ou grande circulação

tem início no ventrículo esquerdo do coração para todo o organismo e

retorna pelas veias ao átrio direito [

2007,p.136)

esquerdo do coração; [

] [

]

DANGELO; FATTINI,

Através da circulação pulmonar o átrio direito recebe o sangue venoso da veia cava superior (traz sangue da cabeça, tórax e membros superiores); veia cava inferior (traz sangue do tronco, órgãos abdominais e membros inferiores) e do seio coronário que drena o miocárdio que logo segue para o ventrículo direito, onde é impulsionado para o tronco pulmonar e artérias pulmonares direto para os capilares pulmonares, onde ocorre a hematose.

Na circulação sistêmica o sangue oxigenado dos pulmões retorna ao átrio esquerdo através das veias pulmonares de onde segue para o ventrículo esquerdo, onde é impulsionado para a aorta e desta para todo o corpo.

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As câmaras cardíacas contraem-se e dilatam-se alternadamente 70 vezes por

minuto, em média, Spence (1991). O processo de contração do coração é denominado sístole e o relaxamento chamado de diástole. A sístole cardíaca ocorre quando os ventrículos (direito e esquerdo) se contraem e impulsionam o sangue através das artérias pulmonar e aorta. A diástole cardíaca ocorre quando o sangue retorna ao coração através das veias cavas (superior e inferior) e veias pulmonares e chega aos átrios (direito e esquerdo).

O sistema condutor do coração coordena os batimentos cardíacos através do

bombeamento do sangue de forma eficiente; é constituído por fibras musculares cuja finalidade é de iniciar e conduzir os impulsos responsáveis pela contração dos átrios e dos ventrículos. Essas fibras musculares são denominadas de complexo estimulante do coração que compreende o nó sinoatrial, o nó atrioventricular e o fascículo atrioventricular, Souza (2001).

O Nó Sinoatrial, também denominado como o marcapasso do coração, é

localizado na junção da veia cava superior com o átrio direito, onde segundo Dangelo e Fattini (2007) o controle da atividade cardíaca é feito através do

vago e do simpático, ora inibindo ora estimulando, com isso o impulso se espalha ao miocárdio, ou seja o estímulo chega aos átrios e vai em direção aos ventrículos, cujo resultado é a contração.

O impulso do nó sinoatrial chega ao Nó Atrioventricular que se localiza na

porção inferior do septo interatrial, onde logo passará para o fascículo atrioventricular, também denominado Feixe de Hiss, que segue em direção a Rede de Purkinje, fazendo assim com que haja a contração ventricular.

É sabido que as veias e as artérias são plexos que percorrem todo o corpo

humano, mas para este trabalho será atentado para as que compõem o coração e o pulmão, pela sua importância para o quadro de choque hipovolêmico.

20

2.1.2 Artérias

As artérias são vasos sanguíneos que transportam o sangue do coração para o corpo com finalidade de nutrir os órgãos, com exceção das artérias pulmonares direita e esquerda (que são ramos do tronco pulmonar), cuja finalidade é levar o sangue para ser oxigenado nos pulmões.

A artéria aorta é uma das principais artérias do corpo sendo também a ma is

calibrosa de todas, ela sai do ventrículo esquerdo e sua ramificação distribui o

sangue por todos os órgãos. Para melhor compreensão é possível dividir a aorta em três partes: aorta ascendente, arco da aorta e aorta descendente (com uma parte torácica e outra abdominal).

A aorta ascendente ramifica-se em artérias coronárias direita e esquerda cuja

finalidade é irrigar a musculatura cardíaca. O arco da aorta se divide em três ramos: o tronco braquicefálico (que por sua vez originam a subclávia direita e a carótida comum esquerda); a carótida comum esquerda e a subclávia esquerda. De acordo com Spence (1991) essas artérias fornecem todo o sangue necessário à cabeça, ao pescoço e aos membros superiores.

A aorta descendente divide-se de uma parte torácica que ramificam em artérias

intercostais posteriores e anteriores, bronquiais, esofágicas, subcostal e frênicas; e uma parte abdominal que se ramificam em artérias lombares, ilíacas comuns direita e esquerda e sacral mediana, dentre outras.

2.1.3 Veias

As veias são vasos sanguíneos que transportam o sangue que já realizou a troca de nutrientes com os órgãos para o coração, e geralmente as principais seguem as artérias. A veia cava superior da origem a dois troncos braquiocefálicos (veia braquiocefálica direita e esquerda); cada veia braquiocefálica é constituída pela junção da veia subclávia (que recebe sangue

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do membro superior) com a veia jugular interna (que recebe sangue da cabeça e pescoço).

A veia cava Inferior é conhecida como a maior veia do corpo e é formada pelas duas veias ilíacas comuns que recolhem sangue da região pélvica e dos membros inferiores.

O seio coronário é um amplo canal de veias que recebe quase todo o sangue

venoso do miocárdio; ele recebe a veia cardíaca magma, a veia cardíaca média e a veia cardíaca parva.

É através das veias jugulares internas e externas e da veia vertebral que

grande parte do sangue venoso retorna ao coração da cabeça e do pescoço. O sangue venoso da porção torácica desemboca na veia cava superior e o sangue venoso da porção abdominal e da região pélvica retorna ao coração através da veia cava inferior.

2.1.4 Vasos Linfáticos

O sistema linfático é um meio acessório da circulação sanguínea, permitindo

que os líquidos dos espaços intersticiais possam fluir para o sangue sob a forma de linfa (normalmente é um líquido claro, com os mesmos componentes do plasma sanguíneo). Segundo Williams et al (1995) os vasos linfáticos podem transportar proteínas e mesmo partículas grandes que não poderiam ser removidas dos espaços teciduais pelos capilares sanguíneos. Os vasos linfáticos transportam a linfa para todo o corpo através do ducto torácico e do ducto linfático direito.

22

2.2 FISIOLOGIA DO CHOQUE

O choque é considerado uma insuficiência cardiovascular grave que pode ocorrer de diversas formas

por: (1) depleção do volume vascular, (2) compressão do coração

ou grandes veias, (3) insuficiência intrínseca do próprio coração, (4) perda do controle autonômico da vasculatura, (5) infecção grave não tratada e (6) infecção grave mas parcialmente compensada (WAY; DOHERTY, 2004, p. 166).

] [

Todas essas formas de insuficiência cardiovascular grave, para Ganong (1989) podem ser descritas frequentemente e divididas em três tipos gerais de choque: o choque hipovolêmico, no qual há uma perda de sangue ou plasma e saem da circulação para o exterior ou para os tecidos; o choque cardiogênico no qual a função de bombeamento de sangue do coração torna se inadequada; o choque por queda da resistência periférica ou também denominado choque neurogênico ocorre devido à vasodilatação, mantendo se normal o débito cardíaco e a volemia, Ganong cita ainda o choque anafilático como reação alérgica grave de uma rápida evolução, que ocasionalmente ocorre quando o individuo exposto ao antígeno pelo qual tenha sido previamente sensibilizado. Existe ainda o choque circulatório, que segundo Guyton (2006, p. 265) é uma condição que resulta na redução extrema do débito cardíaco, quando os tecidos do corpo deixam de receber suprimento adequado de sangue.

Para que o coração trabalhe de forma efetiva, deve haver um volume adequado de sangue na veia cava e nas veias pulmonares, para encher os ventrículos. A lei de Starling exprime um conceito importante que explica como funciona essa relação quanto mais os ventrículos se enchem, maior a força de contração do coração. Essa pressão (pré- carga) que enche o coração distende as fibras do músculo cardíaco fazendo com que o enchimento ventricular seja adequado. A hemorragia significativa e a hipovolemia relativa diminuem a pré-carga cardíaca, de modo que chega menos sangue ao coração e as fibras não têm uma distenção efetiva, o que leva a diminuição do volume sistólico. Se a pressão de enchimento do coração for exageradamente elevada, as fibras do músculo cardíaco distendem-se demais e não conseguem manter um volume sistólico satisfatório (PHTLS, 2007, p.

166).

23

Considerando suas manifestações clinicas segundo Brunner e Suddarth (2005) apesar de uma pressão arterial normal, o paciente mostra inúmeros sinais clínicos que indicam a perfusão orgânica inadequada. Esse resultado da perfusão inadequada é o metabolismo anaeróbico e o acumulo de ácido láctico, produzindo uma acidose metabólica. A freqüência respiratória aumenta em resposta a acidose metabólica. Esta freqüência respiratória rápida facilita a remoção do excesso de dióxido de carbono, mas eleva o pH sanguíneo e, com freqüência, causa uma alcalose respiratória compensatória. O estado alcalótico provoca alterações do estado mental, com a confusão ou combatividade, bem como a dilatação arteriolar. Se o tratamento do choque começa nesse estágio, o prognóstico para o paciente é bom.

O choque é uma condição de difícil tratamento, por isso deve sempre se estar atendo aos sinais que antecedem o quadro de choque, levando se em conta que o tratamento do choque vai depender da sua causa, de uma forma geral para Ganong (1989, p. 550) o tratamento do choque deve visar a correção da causa e auxiliar os mecanismos de compensação fisiológicos a restabelecerem nível adequado de perfusão tecidual. A enfermagem tem papel importante e fundamental, segundo Brunner e Suddarth (2005) a intervenção precoce ao longo da condição de choque é a chave para melhorar o prognóstico do paciente.

Embora os tratamentos sejam prescritos e iniciados pelo médico, geralmente a enfermeira os implementa, opera e soluciona os problemas do equipamento usado no tratamento, monitora o estado do paciente durante o tratamento e avalia os efeitos imediatos do tratamento. Além disso, a enfermeira avalia a resposta do paciente e da família à crise e ao tratamento (BRUNNER; SUDDARTH, 2005, p. 319, grifo nosso).

2.3 CHOQUE HIPOVOLÊMICO

É de relevância assim essa condição que representa grave risco de vida. Uma dessas é citada por Way e Doherty (2004), a depleção do volume vascular é representada pelo choque hipovolêmico. A hipovolemia quer dizer redução do

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volume sanguíneo, tendo assim na hemorragia a causa mais comum do choque hipovolêmico.

A hemorragia diminui a pressão de enchimento da circulação e, como

conseqüência, o débito cardíaco cai abaixo do normal, e começa o choque. Todos os níveis do choque podem ser conseqüência de hemorragia, desde a diminuição mais branda do débito cardíaco até a quase cessação completa do débito dependendo da quantidade do sangue perdido (GUYTON; HALL, 2002, p. 241).

De acordo com Guyton e Hall (2002, p. 241) a hemorragia além do nível crítico faz com que o choque torna se progressivo. Isto é, o próprio choque produz ainda mais choque, o que significa um circulo vicioso que termina por levar a deterioração do sistema circulatório e a morte.

Em se tratando de choque hipovolêmico é importante ressaltar também aquele causado por trauma que, conforme Guyton e Hall (2002), frequentemente resulta da hemorragia causada pelo trauma, porém, é possível que o mesmo possa ocorrer mesmo sem hemorragia, porque a contusão do corpo pode lesar os capilares suficientemente, permitindo perda excessiva de plasma, para os tecidos. Isso produz grande redução do volume do plasma, resultando em choque hipovolêmico. Várias tentativas também já foram feitas para implicar fatores tóxicos liberados pelos tecidos traumatizados como uma das causas do choque após o trauma. Em suma, o choque traumático parece ser conseqüência principalmente, da hipovolemia” (GUYTON; HALL, 2002, p. 246).

No que se refere aos fatores de risco, há que se enfatizar os fatores externos para as perdas de líquidos, tais como o trauma, cirurgia, vômitos, diarréia, diurese e diabetes insípida. Por outro lado, é possível identificar os fatores internos quando ocorre perda de líquidos, como a hemorragia, as queimaduras, a ascite, a peritonite e a desidratação.

A sequência de eventos no choque hipovolêmico [considerado o tipo de

choque mais comum] começa com uma diminuição no volume intravascular. Isso resulta em um menor retorno venoso do sangue para o coração e no subseqüente enchimento ventricular diminuído. O enchimento ventricular diminuído resulta em redução do volume sistólico (a quantidade de sangue ejetada a partir do coração) e débito cardíaco diminuído. Quando o débito cardíaco cai, a pressão arterial

25

cai e os tecidos não podem ser adequadamente perfundidos (BRUNNER; SUDDARTH, 2005, p. 323)

Os sinais físicos do choque dependem do estágio do mesmo e da gravidade da disfunção, inicialmente os sintomas de choque são agitação e inquietação, que, posteriormente, progridem para letargia, confusão e coma (BULLOCK; BOYLE; WANG, 1999).

Para Way e Doherty, 2004. A hipovolemia pode ser leve, moderada ou grave. Na hipovolemia leve ocorre um déficit < 20% do volume sanguíneo resultando em uma menor perfusão de órgãos que suportam bem a isquemia (pele, tecido adiposo, músculos esqueléticos e ossos) e tem manifestações como quando o paciente queixa se de sentir frio, apresenta alterações posturais na pressão arterial e pulso, pele pálida, fria e úmida, veias cervicais achatadas e urina concentrada. Hipovolemia moderada quando ocorre um déficit = 20 40% do volume sanguíneo resultando em uma menor perfusão de órgãos que suportam mal a isquemia (pâncreas, baço e rins). Podendo se manifestar quando o paciente queixar se de estar com sede, ocasionalmente, baixa pressão arterial e pulso rápido, em posição de decúbito dorsal e oligúria. E por fim na hipovolemia grave ocorre um déficit > 40% do volume sanguíneo, resultando em uma menor perfusão do cérebro e coração, apresentando manifestações como o paciente ficar inquieto, agitado, confuso, obnubilado ou “bêbado”, baixa pressão arterial e, por vezes, pulso rápido, fraco e irregular, apresenta também respirações profundas a uma frequência rápida, podendo levar a uma parada cardíaca.

Entretanto em nível de comparação segundo PHTLS (2007) o choque hipovolêmico decorrente da perda de sangue pode ser dividido em quatro classes, e não em três como cita os autores acima, essas classes dependem da gravidade da hemorragia;

1 A hemorragia classe I representa uma perda de 15% do volume sanguíneo no adulto (até 750 mL). É um estágio com ouças manifestações clinicas. Apresenta taquicardia mínima e não ocorrem alterações mensuráveis da

26

pressão arterial, da pressão do pulso ou freqüência ventilatória. A maioria dos pacientes sadios que apresenta essa perda de sangue apenas requer reanimação intravenosa com fluídos, contanto que não ocorre mais perda sanguínea. Os mecanismos de compensação do organismo restauram o volume intravascular.

2 A hemorragia classe II representa uma perda de 15% a 35% do volume

sanguíneo (750 a 1.500 mL). A maior parte dos adultos consegue compensar essa perda de sangue ativando o sistema nervoso simpático e mantendo a pressão arterial. Os sinais clínicos incluem aumento da freqüência ventilatória,

taquicardia e aumento da pressão do pulso. Frequentemente o paciente pode demonstrar ansiedade ou medo. O débito urinário apresenta uma discreta queda, ficando, no adulto, entre 20 a 30 mL/hora. Possivelmente, esses pacientes podem precisar de transfusão de sangue, mas a maioria responde bem à reposição com cristalóides.

3 A hemorragia classe III representa uma perda um pouco maior de 30% a 40% do volume sanguíneo (1.500 a 2.000 mL). Quando a perda de sangue atinge este nível, a maioria dos pacientes não consegue compensar a perda de volume e ocorre hipotensão. Nesse estagio fica mais evidente os sinais clássicos de choque, que incluem taquicardia (freqüência cardíaca > 120 batimentos/minuto), taquipnéia (freqüência ventilatória de 30 a 40 ventilações/minuto) apresenta ainda ansiedade ou confusão acentuadas. O débito urinário cai para 5 a 15 mL/hora. Boa parte desse pacientes necessita de transfusão de sangue e intervenção cirúrgica para reanimação.

4 A hemorragia classe IV representa uma perda de mais de 40% do volume

sanguíneo (mais de 2.000 mL). Este estágio de choque grave é caracterizado por taquicardia acentuada (freqüência cardíaca > 140 batimentos/minuto), taquipnéia (freqüência ventilatória > 35 ventilações/minuto), confusão grave ou letargia e queda acentuada da pressão arterial sistólica, em geral na faixa de

60 mmHg. A sobrevivência depende do controle imediato da hemorragia (cirurgia se a hemorragia for interna) e de reanimação agressiva, incluindo

27

transfusão de sangue, levando em conta que na realidade esses pacientes tem apenas poucos minutos de vida.

O choque hipovolêmico pode ainda ser subdividido em choque séptico que ocorre quando infecções da corrente sanguínea ou toxinas bacterianas, liberadas no local infectado, causam hipotensão ou também SEPSES Gram negativas aumentam a permeabilidade da microvasculatura, facilitando o movimento de líquido para os tecidos e intensificando a hipotensão. Pode ser ainda por desidratação, que refere a perda de líquido pelo trato gastrintestinal, pelos rins ou através da pele desidratando o corpo e consequentemente assim reduzindo o volume sanguíneo da circulação (BULLOCK; BOYLE; WANG,

1999).

28

3 DINÂMICA DE FUNCIONAMENTO DO CENTRO CIRÚRGICO

O capítulo que inicia irá abordar aspectos importantes na unidade do Centro

Cirúrgico, entre esses aspectos descreverá também o papel do enfermeiro dentro do mesmo, destacando a utilidade da sala de recuperação pós- anestésica (SRPA) e o papel do enfermeiro na sala de recuperação pós- anestésica, na prevenção de complicações pós-operatórias imediatas, dando ênfase para o quadro de choque hipovolêmico.

3.1 CONHECENDO O CENTRO CIRÚRGICO

Possari (2007) refere que o centro cirúrgico pode ser considerado uma das unidades mais complexas do hospital, pelo fato de sua especificidade,

presença de estresse contínuo e a possibilidade de riscos à saúde constantes

a que os pacientes estão suscetíveis ao serem submetidos a alguma

intervenção cirúrgica. Nele, na maioria das vezes são desenvolvidos procedimentos cirúrgicos complexos, sendo então necessária a presença de

profissionais capacitados para o ato cirúrgico.

O Centro Cirúrgico é uma área do hospital destinada à prática da cirurgia, ou

seja, ao ato cirúrgico. De acordo com Ribeiro e Souza (1997), o Centro Cirúrgico é um setor do hospital onde se realizam intervenções cirúrgicas, visando atender a resolução de intercorrências cirúrgicas, por meio da ação de uma equipe integrada. Nele devem ser realizadas técnicas estéreis a fim de assegurar o controle de infecção, diminuindo assim o risco de contaminação ao

paciente.

Segundo Gatto (1996), o Centro Cirúrgico é um dos setores hospitalares que sofreu grandes transformações em função da evolução das técnicas cirúrgicas, anestésicas e dos recursos materiais e de equipamentos utilizados nos procedimentos cirúrgicos.

29

Todas as atividades realizadas no Centro Cirúrgico exigem estado permanente de alerta, pois há intervenções/procedimentos que podem colocar em risco a vida do paciente, principalmente nas cirurgias de urgência/emergência. De acordo com Possari (2007) as principais finalidades do Centro Cirúrgico são:

realizar intervenções cirúrgicas e devolver o paciente à sua unidade de origem na melhor condição possível de integridade;(2007) as principais finalidades do Centro Cirúrgico são: servir de campo de estágio para o aperfeiçoamento

servir de campo de estágio para o aperfeiçoamento de recursos humanos;de origem na melhor condição possível de integridade; servir de local de pesquisa e aprimoramento de

servir de local de pesquisa e aprimoramento de novas técnicas cirúrgicas e assépticas.de estágio para o aperfeiçoamento de recursos humanos; O Centro Cirúrgico pode ser considerado uma das

O Centro Cirúrgico pode ser considerado uma das áreas de mais importância de um hospital pelo fato de

ser o local onde o paciente deposita toda a esperança de cura; necessitar de tecnologia de ponta para prestar assistência à clientela; ser praticamente o local mais caro do hospital; ao grande número de profissionais que ali trabalham (Cirurgião; Anestesiologista; Enfermeiro; Técnico e Auxiliar de Enfermagem, Instrumentador Cirúrgico; Técnico de Rx; Farmacêutico); ao grande número de alunos que ali estagiam; aspectos específicos, principalmente em sua construção, relacionadas ao controle de infecção; aos desperdícios de materiais que podem ocorrer durante os procedimentos cirúrgicos, a necessidade de controle de assepsia - risco de infecção - técnica cirúrgica. (POSSARI, 2007, p.

32)

[

]

Portanto, o Centro cirúrgico é o setor do hospital que mais atrai a atenção pela evidência dos resultados, dramaticidade das operações, importância demonstrativa e didática e, principalmente, pela decisiva ação curativa da cirurgia.

Para o melhor funcionamento do setor, o Centro Cirúrgico deve ser composto das seguintes dependências: vestiários, área de recepção dos pacientes, lavabo, ante salas, sala administrativa, sala de espera, copa, sala de pré anestesia, sala de cirurgia, sala de descanso do pessoal, sala de expurgo, sala

30

para depósito de gases medicinais, sala de armazenamento de material esterilizado, sala de material de limpeza e sala de recuperação pós anestésica (RPA), Possari (2007).

Para a importância deste trabalho, daremos ênfase a sala de recuperação pós anestésica (SRPA). A ela é exclusivamente destinado os pacientes no pós operatório imediato, para a recuperação da anestesia. O paciente fica o tempo necessário até se restabelecer da anestesia; esse tempo pode variar de 1 a 6 horas, podendo exceder ou não. O ideal é que seja localizado o mais próximo possível da sala de operações, para que se tenha um melhor fluxo de profissionais da equipe de enfermagem e anestesia.

3.1.1 Equipe de Enfermagem no centro cirúrgico

ALCANTRA (1963) refere que os novos estabelecimentos hospitalares passaram a constituir maior mercado para as enfermeiras diplomadas, relegando a planos secundários os serviços de saúde publica.

É sabido que o trabalho do enfermeiro do Centro Cirúrgico nasceu para atender às necessidades da equipe cirúrgica, isto é, se fez necessário suprir o trabalho médico ao organizar o local onde seriam realizadas as cirurgias, bem como o preparo de material e equipamentos indispensáveis ao procedimento cirúrgico. Segundo CORREIA (1978), no final dos anos 60, a enfermeira assumiu a prática no Centro cirúrgico, apenas para fiscalizar o serviço de enfermagem, no sentido de verificar o cumprimento adequado das técnicas.

Atualmente os hospitais procuram trabalhar com alto nível de qualidade e eficácia de pessoal tento de enfermagem quanto médico, cujo objetivo principal no Centro Cirúrgico é de buscar a recuperação ou a melhora do paciente através da cirurgia.

A qualificação profissional principalmente da equipe de enfermagem que atua no Centro Cirúrgico é de suma importância, pois um mínimo erro pode ser uma

31

ameaça em potencial para o paciente, como por exemplo, podemos citar as infecções hospitalares.

De acordo com Lopez (2000) a equipe de enfermagem deverá possuir uma formação complementar para o desenvolvimento de seu trabalho no Centro Cirúrgico a respeito das seguintes áreas:

prevenção de infecções, no ambiente cirúrgico; métodos de

desinfecção, esterilização [

equipamentos e meios de o CC dispõe, bem como o manuseio e cuidados de conservação, por se tratar de equipamentos especiais e de alto custo; conhecimento das medidas de segurança estabelecidas para o meio hospitalar e de forma mais efetiva no CC (LOPEZ; CRUZ,

2000, p. 12).

] [

conhecimento dos materiais,

];

3.1.2 Atividades gerais da equipe de enfermagem

As atividades de enfermagem em um centro cirúrgico podem variar dependendo da necessidade,

] [

responsabilidade, habilidade técnica, estabilidade emocional, aliados ao conhecimento de relações humanas, favorecendo a administração de conflitos, que são freqüentes, em especial, pela diversidade dos profissionais ali atuantes (STUMM, MAÇALAI, & KIRCHNER, 2006, p.

465).

o papel do enfermeiro exige, além de conhecimento científico,

Para Lopez e Cruz (2000) a equipe de enfermagem desempenha sua atividade na área cirúrgica em numerosos campos.

Para Possari (2007) A equipe de enfermagem desempenha um trabalho de grande expressão no Centro Cirúrgico, pois é ela que:

recepciona o paciente quando este chega ao bloco cirúrgico, coleta as informações necessárias sobre o mesmo;de grande expressão no Centro Cirúrgico, pois é ela que: mantém a ordem e a limpeza

mantém a ordem e a limpeza no Centro Cirúrgico;coleta as informações necessárias sobre o mesmo; zela pelas condições de segurança do paciente e da

zela pelas condições de segurança do paciente e da equipe multiprofissional;necessárias sobre o mesmo; mantém a ordem e a limpeza no Centro Cirúrgico; zela pelo correto

zela pelo correto manuseio de equipamentos;a ordem e a limpeza no Centro Cirúrgico; zela pelas condições de segurança do paciente e

32

estão cientes das cirurgias marcadas para a sala de sua responsabilidade;32 prioriza os procedimentos de maior complexidade, conforme orientação do enfermeiro; prover a sala de cirurgia

prioriza os procedimentos de maior complexidade, conforme orientação do enfermeiro;das cirurgias marcadas para a sala de sua responsabilidade; prover a sala de cirurgia com material

prover a sala de cirurgia com material e equipamentos adequados, de acordo com cada tipo de cirurgia e as necessidades individuais do paciente, descritas no planejamento de assistência realizado pelo enfermeiro do Centro Cirúrgico;de maior complexidade, conforme orientação do enfermeiro; remover sujidades dos equipamentos expostos e das

remover sujidades dos equipamentos expostos e das superfícies, levando em consideração as orientações do setor de controle de infecção da instituição;assistência realizado pelo enfermeiro do Centro Cirúrgico; verificar a limpeza de paredes e do piso da

verificar a limpeza de paredes e do piso da sala de cirurgia;do setor de controle de infecção da instituição; verificar o funcionamento dos gases e equipamentos;

verificar o funcionamento dos gases e equipamentos;a limpeza de paredes e do piso da sala de cirurgia; verificar o funcionamento da iluminação

verificar o funcionamento da iluminação da sala de cirurgia;verificar o funcionamento dos gases e equipamentos; providenciar a manutenção da temperatura adequada da sala;

providenciar a manutenção da temperatura adequada da sala;o funcionamento da iluminação da sala de cirurgia; promover a transferência do paciente da maca para

promover a transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica, certificando-se do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos;providenciar a manutenção da temperatura adequada da sala; auxiliar no correto posicionamento para o ato cirúrgico;

auxiliar no correto posicionamento para o ato cirúrgico;do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos; notificar ao enfermeiro responsável sobre possíveis

notificar ao enfermeiro responsável sobre possíveis intercorrências; utilizar corretamente equipamentos, materiais permanentes, descartáveis e roupas;auxiliar no correto posicionamento para o ato cirúrgico; auxiliar o anestesiologista na indução/reversão do

auxiliar o anestesiologista na indução/reversão do procedimento anestésico; preencher corretamente todos os impressos pertinentes ao prontuário do paciente e a instituição;equipamentos, materiais permanentes, descartáveis e roupas; comunicar ao enfermeiro defeitos em equipamentos e

comunicar ao enfermeiro defeitos em equipamentos e materiais; controlar materiais, compressas e gases como fator de segurança para o paciente;pertinentes ao prontuário do paciente e a instituição; auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica; abrir os

auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica;compressas e gases como fator de segurança para o paciente; abrir os materiais estéreis dentro de

abrir os materiais estéreis dentro de técnicas assépticas;o paciente; auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica; solicitar a presença do enfermeiro sempre que necessário;

solicitar a presença do enfermeiro sempre que necessário;os materiais estéreis dentro de técnicas assépticas; encaminhar peças para exames e outros pedidos realizados no

encaminhar peças para exames e outros pedidos realizados no transcorrer da cirurgia;abrir os materiais estéreis dentro de técnicas assépticas; solicitar a presença do enfermeiro sempre que necessário;

33

auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para a maca, certificando-se do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos;33 realizar a desmontagem da sala de cirurgia. São atribuições do enfermeiro do Centro Cirúrgico segundo

realizar a desmontagem da sala de cirurgia.do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos; São atribuições do enfermeiro do Centro Cirúrgico

São atribuições do enfermeiro do Centro Cirúrgico segundo Possari (2007)

realizar plano de cuidados de enfermagem e supervisionar a continuidade da assistência prestada aos pacientes cirúrgicos;do enfermeiro do Centro Cirúrgico segundo Possari (2007) prever e prover o Centro Cirúrgico de recursos

prever e prover o Centro Cirúrgico de recursos humanos e materiais necessários ao atendimento nas salas de cirurgias;da assistência prestada aos pacientes cirúrgicos; supervisionar as ações dos profissionais da equipe de

supervisionar as ações dos profissionais da equipe de enfermagem; checar a programação cirúrgica previamente;necessários ao atendimento nas salas de cirurgias; realizar escala diária de atividades dos funcionários;

realizar escala diária de atividades dos funcionários;enfermagem; checar a programação cirúrgica previamente; conferir o material permanente e psicotrópicos do setor;

conferir o material permanente e psicotrópicos do setor;realizar escala diária de atividades dos funcionários; orientar a desmontagem da sala cirúrgica e o encaminhamento

orientar a desmontagem da sala cirúrgica e o encaminhamento de materiais especiais;conferir o material permanente e psicotrópicos do setor; priorizar o atendimento aos pacientes dependendo do grau

priorizar o atendimento aos pacientes dependendo do grau de complexidade clínico e cirúrgico;sala cirúrgica e o encaminhamento de materiais especiais; checar materiais e equipamentos necessários ao ato

checar materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico;dependendo do grau de complexidade clínico e cirúrgico; manter ambiente cirúrgico seguro tanto para o paciente

manter ambiente cirúrgico seguro tanto para o paciente quanto para a equipe multiprofissional;materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico; recepcionar o paciente no Centro Cirúrgico, certificando-se

recepcionar o paciente no Centro Cirúrgico, certificando-se do correto preenchimento dos impressos, prontuário e exames pertinentes ao ato cirúrgico;para o paciente quanto para a equipe multiprofissional; acompanhar o paciente à sala de cirurgia; auxiliar

acompanhar o paciente à sala de cirurgia;prontuário e exames pertinentes ao ato cirúrgico; auxiliar na transferência do paciente da maca para a

auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica, certificando-se do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos;ato cirúrgico; acompanhar o paciente à sala de cirurgia; realizar inspeção física no paciente na entrada

realizar inspeção física no paciente na entrada da sala de operações;do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos; avaliar o correto posicionamento do paciente para o

avaliar o correto posicionamento do paciente para o ato anestésico- cirúrgico;física no paciente na entrada da sala de operações; colaborar no ato anestésico caso haja necessidade;

colaborar no ato anestésico caso haja necessidade; realizar sondagem vesical, caso haja necessidade;na entrada da sala de operações; avaliar o correto posicionamento do paciente para o ato anestésico-

34

checar resultados de exames laboratoriais realizados no transoperatório;34 auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para maca realizando breve inspeção física para

auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para maca realizando breve inspeção física para detectar possíveis eventos adversos e certificando-se do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos;de exames laboratoriais realizados no transoperatório; atuar junto ao chefe de equipe de anestesia e cirurgia

atuar junto ao chefe de equipe de anestesia e cirurgia na liberação das salas;do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos; providenciar a arrecadação dos pertences dos pacientes e

providenciar a arrecadação dos pertences dos pacientes e anotar em livro próprio;de equipe de anestesia e cirurgia na liberação das salas; supervisionar o serviço de limpeza; providenciar

supervisionar o serviço de limpeza;dos pertences dos pacientes e anotar em livro próprio; providenciar a manutenção de equipamentos junto aos

providenciar a manutenção de equipamentos junto aos setores competentes;em livro próprio; supervisionar o serviço de limpeza; realizar relato em livro de ordens e ocorrências.

realizar relato em livro de ordens e ocorrências.manutenção de equipamentos junto aos setores competentes; 3.2 SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA A sala de

3.2 SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA

A sala de recuperação pós-anestésica destina-se exclusivamente ao paciente no pós-operatório imediato por isso deve ser um local silencioso e seguir os mesmos parâmetros das salas de cirurgia (SANTOS, 2008).

Na também chamada de unidade de recuperação pós-anestésica (URPA), os pacientes ainda sob anestesia ou ainda recuperando-se da anestesia são colocados nessa unidade para o fácil acesso a enfermeiros, anestesiologistas ou anestesistas, cirurgiões, monitoração e suporte pulmonar e hemodinâmico avançados, equipamento especial e medicamentos (LITWACK; MEEKER; ROTHROCK, apud, BRUNNER; SUDDARTH, 2005).

Segundo Santos (2008) o enfermeiro responsável pela sala de recuperação pós-anestésica, ao receber o paciente pós-cirúrgico deve acompanhar e observar o estado geral do paciente, verificar nível de consciência, sinais vitais, local de incisão cirúrgica, tipo de curativo e aspecto, locais de dreno e condições dele, acesso venoso e tipo de medicamento infundido, verificar o

35

anestésico utilizado, bem como a quantidade e o tempo, verificar se durante o ato cirúrgico houve algum tipo de intercorrência, como hemorragia, hipotensão e outros, anotar eventuais intercorrências e seguir a prescrição e orientação do anestesista.

O paciente permanece na Sala de recuperação pós-anestésica

(S.R.P.A.) até que tenha passado o efeito anestésico, ou parte dele, de

acordo com a evolução de seu quadro e avaliação do anestesista; é importante a enfermagem saber que além do efeito anestésico, a pressão deve estar estável, a respiração deve ter se normalizado sem o uso de oxigênio, e o nível de consciência deve estar parcialmente recuperado (SANTOS, 2008, p. 53).

Para Brunner e Suddarth (2005) o enfermeiro deve ainda estar atento para monitorar a estabilidade cardiovascular, avaliar o estado mental do paciente; sinais vitais; ritmo cardíaco; temperatura, cor, e umidade da pele; e o débito urinário. São monitorados a pressão venosa central, pressão da artéria pulmonar e linhas arteriais, caso a condição do paciente exija tal avaliação.

As principais complicações cardiovasculares observadas na URPA

[Unidade de Recuperação Pós-Anestésica ou também chamada no

decorrer do capítulo de Sala de Recuperação Pós-Anestésica] incluem

a hipotensão e choque, hemorragia, hipertensão e disritmias (BRUNNER; SUDDARTH, 2005, p. 466, grifo nosso).

Para Brunner e Suddarth (2005) a hipotensão pode vir a acontecer devido a perda sanguínea, hipoventilação, represamento do sangue nos membros, ou efeitos colaterais de medicamentos e anestésicos; a causa mais comum é a perda do volume circulante através da perda sanguínea e do plasma. Sendo que o choque como uma das complicações pós-operatórias mais graves pode resultar da hipovolemia.

A grande importância em estar frequentemente monitorando a pressão arterial no pós-operatório na sala de recuperação pós-anestésica é porque o choque hipovolêmico caracteriza-se pó uma queda na pressão venosa, uma elevação na resistência periférica e taquicardia. Alguns sinais de choque são clássicos tais como:

36

Palidez36 Pele fria e úmida Taquipnéia Cianose dos lábios, gengivas e língua Pulso rápido, fraco e

Pele fria e úmida36 Palidez Taquipnéia Cianose dos lábios, gengivas e língua Pulso rápido, fraco e filiforme Pressão de

Taquipnéia36 Palidez Pele fria e úmida Cianose dos lábios, gengivas e língua Pulso rápido, fraco e

Cianose dos lábios, gengivas e língua36 Palidez Pele fria e úmida Taquipnéia Pulso rápido, fraco e filiforme Pressão de pulso decrescente

Pulso rápido, fraco e filiformee úmida Taquipnéia Cianose dos lábios, gengivas e língua Pressão de pulso decrescente Pressão arterial baixa

Pressão de pulso decrescentelábios, gengivas e língua Pulso rápido, fraco e filiforme Pressão arterial baixa e urina concentrada É

Pressão arterial baixa e urina concentradarápido, fraco e filiforme Pressão de pulso decrescente É de extrema importância a equipe de enfermagem

É de extrema importância a equipe de enfermagem estar atenta a tais sinais, pois quanto mais cedo perceber uma alteração, maior a chance de reverter o quadro que acomete o paciente.

O choque hipovolêmico pode ser evitado, em grande parte, através da

administração oportuna de líquidos IV, sangue, produtos sanguíneos e

medicamentos que elevam a pressão arterial (BRUNNER; SUDDARTH, 2005, p. 468)

A reposição volumétrica é a principal intervenção para o choque. Os

medicamentos cardiotônicos, vasodilatadores e corticosteróides podem ser

prescritos para melhorar a função cardíaca e reduzir a resistência vascular periférica, auxiliando assim para o quadro de melhora do choque hipovolêmico, Brunner e Suddarth, (2005).

Na sala de RPA o paciente deve ficar em observação constante pela equipe de

enfermagem

São monitorados as freqüências respiratória e de pulso, pressão arterial, concentração sanguínea de oxigênio, debito urinário, nível de consciência, pressão venosa central, pressão arterial pulmonar, pressão de cunha capilar pulmonar e débito cardíaco para fornecer informações sobre os estados respiratório e cardiovascular do paciente. Os sinais vitais são monitorados de maneira contínua até que a condição do paciente tenha se estabilizado (BRUNNER; SUDDARTH, 2005, p. 468)

.

37

Ao fim da cirurgia os cuidados com o paciente devem continuar na sala de recuperação pós anestésica, pois no pós operatório imediato ainda pode ocorrer um risco eminente de morte devido a complicações pós cirúrgicas, o quadro de choque hipovolêmico é comum acontecer e muitas vezes muito difícil de reverter, não se pode fazer um diagnóstico prévio desse quadro de choque, mas ele dá pequenos sinais que devem sem encarados com bastante atenção e a equipe de enfermagem tem que estar atenta e em monitoração constante, para rápidas ações de controle a fim de minimizar o risco de morte do paciente.

38

4 METODOLOGIA DA PESQUISA

Segundo Minayo:

Entendemos por metodologia o caminho e o instrumental próprios de abordagem da realidade. Neste sentido, a metodologia ocupa o lugar

central no interior das teorias sociais, pois ela faz parte intrínseca da

visão social de mundo veiculada na teoria. [

Lênin nos ensina que o

método não é a forma exterior, é a própria arma do conteúdo porque ele faz a relação entre o pensamento e a existência e vice versa

(MINAYO, p. 148)

]

4.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

Esta presente pesquisa é caracterizada por ser qualiquantitativa.

] [

objetivo trazer à luz, dados indicadores e tendências observáveis. A investigação qualitativa, ao contrário, trabalha com valores, crenças, representações, hábitos, atitudes e opiniões (MINAYO; SANCHES,

1993, p. 2390)

a investigação quantitativa atua em níveis de realidade e tem como

Na nossa abordagem qualiquantitativa utilizamos como fundamentação a revisão bibliográfica e o levantamento de informações obtidas através de livros, artigos, internet.

4.2 TÉCNICA DE INVESTIGAÇÃO

O instrumento utilizado foi coleta de dados feita através de aplicação de questionário semi-estruturado com questões objetivas e subjetivas com a proposta de avaliar a atuação da equipe de enfermagem diante do quadro de choque hipovolêmico; mediante autorização da direção clinica das Instituições Hospitalares e o consentimento livre e esclarecido dos entrevistados. (APÊNDICE C)

39

4.3 PERÍODO DA COLETA DE DADOS

O período coleta foi compreendido entre 24/10/2009 à 07/11/2009.

4.4 SUJEITO DE ESTUDO

A pesquisa foi realizada com 13 pessoas da equipe de Enfermagem, dentre

eles auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e Enfermeiros (as) atuantes no Centro Cirúrgico de quatro Instituições Hospitalares do município

de Teixeira de Freitas, denominadas como Instituições A, B, C e D.

É imprescindível observar que a participação dos entrevistados foi de maneira

livre e consentida, com garantia de sigilo e anonimato, segundo indica a

Resolução do Conselho Nacional de Saúde Lei nº 196/96,

II. 11 Consentimento livre e esclarecido anuência do sujeito da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação, após explicação completa e pormenorizada sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar, formulada em um termo de consentimento, autorizando sua participação voluntária na pesquisa.

Todos os entrevistados foram orientados quanto ao objetivo da pesquisa e assinarem o Termo Livre e Esclarecido. (APÊNDICE B)

Para preservar a identidade e o anonimato, os entrevistados foram denominados nesta pesquisa como números.

4.5 DISCUSSÃO DOS DADOS

A partir das respostas obtidas dos entrevistados, foram realizadas análises

estatísticas, visando obter informações sobre o objetivo que a pesquisa se

propôs. Os dados coletados na abordagem quantitativa foram tabulados em

40

gráficos

correlações.

e

discutidos

para

possibilitar

comparações

interferências

e

41

5 RESULTADOS E DISCUSSÕES

41 5 RESULTADOS E DISCUSSÕES Gráfico 1: Avaliação da existência de protocolo para tratamento de choque

Gráfico 1: Avaliação da existência de protocolo para tratamento de choque hipovolêmico.

Visando avaliar nas instituições pesquisadas a existência de protocolo para o

tratamento de choque hipovolêmico nos deparamos com os seguintes

resultados expressados acima no gráfico 1.

O gráfico mostra a divergência das respostas pela equipe de enfermagem nas

Instituições A, B, C sobre a existência do protocolo para o tratamento do

choque hipovolêmico, podendo ser atribuída ao desconhecimento da existência

do mesmo pela equipe ou deficiência na divulgação do protocolo caso exista de

fato. Em contrapartida, temos a Instituição D, onde os entrevistados afirmam

100% a não existência do protocolo para o tratamento do choque hipovolêmico.

Os protocolos no atendimento são importantes para nortear e conduzir a

equipe na prestação do serviço ao paciente. Além de enfatizar os princípios de

um bom atendimento o protocolo ajuda a tomar decisões adequadas no

atendimento do paciente, PHTLS (2007).

42

Ao questionarmos a equipe de enfermagem no que se refere ao conhecimento dos sinais e sintomas do choque hipovolêmico, 100% dos entrevistados informaram conhecer e saber identificar tais sintomas. Porém quando questionado sobre quais seriam estes sinais e sintomas, na Instituição A encontramos como resposta do Entrevistado 1 “são livros, revistas e os médicos com quem trabalho”, e na Instituição C, o Entrevistado 8 deixou em branco.

De acordo com PHTLS (2007) para aumentar a sobrevida do paciente após o choque é essencial uma compreensão exata de sua definição, fisiopatologia e características clínicas. A detecção em tempo hábil significa para o paciente a vida e as possíveis seqüelas que poderá acometê-la.

A mesma literatura afirma também que os sinais de choque hipovolêmico podem variar em quatro classes diferentes dependendo da sua gravidade, sendo alguns dos sinais mais comuns a essas classes a perda de volume sanguíneo que pode variar de 15% a 40%, o aumento da freqüência ventilatória, taquicardia e aumento da pressão do pulso, taquipnéia, diminuição no débito urinário; podendo apresentar ainda ansiedade ou confusão acentuada.

Analisando este ponto sobre as respostas dos Entrevistados 1 e 8 pode-se notar uma total desatenção ou confusão ao interpretar o enunciado e ainda um despreparo sobre o assunto abordado.

43

Tabela 1: Média mensal de cirurgias realizadas e freqüência do quadro de

choques/mês

Instituição

Cirurgias/mês

Choque/mês

A

35

Raro

B

118

Raro

C

27

Raro

D

70

2.1%

Temos na tabela 1 a média de cirurgias por mês relatado pelos profissionais da

equipe de enfermagem que atuam no centro cirúrgico de cada instituição,

sendo que as instituições A, B e C relataram que raramente acontecem casos

de choque hipovolêmico e na instituição D 2.1% das cirurgias ocorridas

evoluem para o choque hipovolêmico.

Quando questionados sobre o número de quadros de choque hipovolêmico

revertidos e qual seria a conduta adotada para isto, obtivemos as seguintes

respostas:

Na Instituição A, o Entrevistado 1 diz “nunca presenciei em 04 anos de

trabalho”, já o Entrevistado 2 diz “todos são revertidos, e a conduta adotada é

hidratação rápida + transfusão sanguínea + medicação venosa”.

Na instituição B, o Entrevistado 5 diz que “a conduta utilizada foi elevar os

MMII, aumentar o gotejamento do soro e comunicar ao cirurgião”.

Na instituição D, o Entrevistado 13 relata “infusão de volume, medicamentos

beta adrenérgicos, estabilização hemodinâmica”.

Para Brunner e Suddarth (2005) o principal tratamento do choque hipovolêmico

é restaurar o volume intravascular para inverter a sequência dos eventos que

conduzem à perfusão tissular inadequada, redistribuir o volume de líquido e

corrigir a causa subjacente da perda de líquidos o mais rápido possível, e

podemos citar também a utilização da terapia farmacológica quando houver

necessidade.

44

Tais respostas confirmam a necessidade de um protocolo no atendimento, pois

numa mesma instituição foi possível identificar práticas diferentes no

atendimento prestado.

identificar práticas diferentes no atendimento prestado. Gráfico 2: Acompanhamento do paciente pelo cirurgião e o

Gráfico 2: Acompanhamento do paciente pelo cirurgião e o anestesista até o seu quadro fisiologicamente estável na sala de recuperação pós anestésica.

Para Pitrez e Pioner (2003) tanto o cirurgião quanto o anestesista devem

acompanhar o deslocamento do paciente e permanecer junto dele até se

certificarem de que já está fisiologicamente estável em seu leito; a partir daí

ficará sob os cuidados permanentes da equipe de enfermagem.

O gráfico 2 apresenta que 75% dos entrevistados respondem que esse

acompanhamento acontece de fato, apenas na Instituição B há uma

divergência sobre esse atendimento específico prestado pelo médico e o

anestesista.

Porém 23% dos entrevistados relataram que as instituições não possuem sala

de recuperação pós anestésica, relatando assim que esse acompanhamento

45

acontece na sala de cirurgia ou segundo o Entrevistado 7 a recuperação

ocorre no setor de internação” na Instituição B.

ocorre no setor de internação ” na Instituição B. Gráfico 3: Média de permanência do paciente

Gráfico 3: Média de permanência do paciente na sala de recuperação pós anestésica.

Neste gráfico embora se questione sobre o tempo médio de permanecia na

sala de RPA, as respostas mostram em comparação com a discussão do

gráfico dois que estes dados foram respondidos, mas não mostrando a

permanência na sala de RPA e sim nas salas de cirurgia e nas internações, o

gráfico mostra ainda que 15% dos entrevistados não responderam.

Observa-se que mesmo na ausência de sala de RPA, ainda sim há uma

preocupação da equipe de enfermagem no controle hemodinâmico e na

estabilização clínica do paciente.

46

46 Gráfico 4: Execução da prescrição de enfermagem com exatidão, em tempo e técnica correta. Quando

Gráfico 4: Execução da prescrição de enfermagem com exatidão, em tempo e técnica correta.

Quando abordado sobre a prescrição de enfermagem observou-se que só há

prescrição de Enfermagem nas Instituições A e D, sendo que nesta última 33%

informam não executá-la com exatidão, tempo e técnica correta.

Na Instituição C há respostas nas três alternativas. Já na Instituição B 25%

afirma executar a prescrição de enfermagem, em contrapartida, nesta mesma

instituição 75% informam não existir. Estes fatos podem estar relacionados ao

desconhecimento da rotina dos serviços prestados pelo setor da instituição ou

também o não interesse da realização da prescrição de enfermagem caso ela

exista de fato.

Para Motta (2003) a prescrição de enfermagem é a determinação das condutas

a serem tomadas diante do diagnóstico do cliente para o direcionamento dos

cuidados de enfermagem a serem prestados.

47

O profissional de enfermagem deve executar as atividades que envolvem o

cuidado ao paciente de acordo com a prescrição da enfermagem, que por meio

da determinação do grau de dependência definirá o papel do profissional de

enfermagem no cuidado, ou seja, se irá fazer o cuidado, ajudar no cuidado,

orientar o autocuidado, supervisionar ou encaminhar.

orientar o autocuidado, supervisionar ou encaminhar. Gráfico 5: Busca de conhecimento científico teórico sobre

Gráfico 5: Busca de conhecimento científico teórico sobre o choque hipovolêmico.

O gráfico 5 mostra que apesar das instituições não possuírem sala de RPA e

de que a freqüência dos casos de choque hipovolêmico ser rara, a equipe de

enfermagem relatou que busca o conhecimento a cerca do assunto.

Dentre as fontes mais comuns citadas pelos entrevistados para busca desse

conhecimento foi pesquisa em livros, internet, consulta com outros profissionais

da área e cursos.

A grande surpresa foi na Instituição C, pois 66% relatarem que não buscam

conhecimento sobre o assunto e os 34% dos entrevistados restantes que

48

responderam buscar conhecimento sobre o choque hipovolêmico não souberam dizer quais as fontes utilizadas, deixando assim a questão em branco. Manter-se atualizado é primordial para qualificação profissional e prestação do serviço de forma correta. Segundo Bezerra (2003) o conhecimento tem aumentado em ritmo acelerado e isso contribui para aumentar a necessidade de atualização ou busca de novos conhecimentos.

Atualmente, a busca pelo conhecimento e atualização dos profissionais de enfermagem tem sido vista como fundamental para a qualidade da assistência á saúde, é um fenômeno vital, uma qualificação de vida de uma população, aos que prestam assistência como aos que são assistidos. Para a enfermagem, representa um esteio que assegura a boa qualidade da assistência.

A Associação Brasileira de Enfermagem ABEn (1980) citado por Bezerra (2003), no I Seminário de Educação Continuada em Enfermagem, considera que a educação continuada em enfermagem significa a aquisição progressiva de competências e que ela apenas será reconhecida pela qualidade do cuidado que se revela na prática da assistência de enfermagem.

49

49 Gráfico 6: O repasse de conhecimento teórico/científico sobre choque hipovolêmico do enfermeiro para a equipe

Gráfico 6: O repasse de conhecimento teórico/científico sobre choque hipovolêmico do enfermeiro para a equipe de enfermagem.

O gráfico 6 retrata apenas e exclusivamente as respostas dos técnicos e

auxiliares de enfermagem em relação ao repasse de conhecimento do

enfermeiro sobre o choque hipovolêmico para sua equipe de enfermagem.

Na Instituição B o gráfico mostra uma divisão nas respostas, em que 50% dos

entrevistados relatam que o enfermeiro repassa o conhecimento sobre o

choque hipovolêmico, enquanto os outros 50% dizem não receber esse

repasse de informações pelo enfermeiro.

Na Instituição A 34% dos entrevistados não responderam a questão. Por

conseguinte as Instituições C e D apresentam unanimidade nas respostas dos

entrevistados, na Instituição C 100% confirmam o repasse de conhecimento

pelo enfermeiro, enquanto 100% dos entrevistados na Instituição D afirmam

não receber esse repasse de conhecimento pelo enfermeiro.

Os Entrevistados 4 e 8 pelas Instituições B e C respectivamente, afirmam

receber essas informações do enfermeiro, porém quando questionado como é

feito esse repasse de informações acabaram por deixar a questão em branco.

50

De acordo com as respostas é comum encontrar como forma de repasse de

conhecimento, palestras, orientações e dúvidas da equipe ao qual o enfermeiro

tenta repassar esse conhecimento a fim de sanar a dúvida.

Entretanto o Enfermeiro enquanto líder da equipe de enfermagem detém um

conhecimento teórico/ científico mais abrangente, logo o repasse desse

conhecimento para a sua equipe seria benéfico, pois ele teria profissionais

mais capacitados atuantes na área.

ele teria profissionais mais capacitados atuantes na área. Gráfico 7: O repasse de conhecimento teórico/científico

Gráfico 7: O repasse de conhecimento teórico/científico sobre choque hipovolêmico do enfermeiro para a equipe de enfermagem (pelo enfermeiro).

O gráfico 7 mostra as respostas exclusivamente dos enfermeiros, na Instituição

A não foi possível a aplicação do questionário ao enfermeiro pois não estava

presente na aplicação do mesmo.

Nas Instituições C e D 100% dos enfermeiros afirmam repassar o

conhecimento sobre o choque hipovolêmico para sua equipe, dentre as formas

51

mais comum de como é feito este repasse estão: conversas, educação continuada e também por meio de dúvidas quando lhes são questionados. Na Instituição B que tem 50% dos entrevistados dizendo que sim e os outros 50% dizendo que não, temos algumas justificativas como a do Entrevistado 5 que diz que o faz esse repasse de conhecimento quando pode “por meio de reunião pré-plantão quando promove educação continuada” porém deixa a dúvida sobre a freqüência do repasse dessas informações quando diz: “para mim não é uma rotina ainda.”

O Entrevistado 7 da Instituição B, relata em sua resposta que não faz esse repasse dizendo que “trabalha há 1 mês na Instituição e neste período não foi realizado treinamento técnico” porém o Entrevistado 7 diz que “já foi realizado treinamento aos profissionais do centro cirúrgico.”

52

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Durante a realização do Trabalho de Conclusão de Curso, assumimos o desafio de buscar o envolvimento dos profissionais da equipe da Enfermagem

e descrever a atuação dos mesmos no Centro Cirúrgico diante do quadro de Choque Hipovolêmico.

Consideramos, sem dúvida que o grande "facilitador" durante todo o transcurso do trabalho foi a nossa fala objetiva e delimitada do tema e seus diversos pontos a serem abordados.

O estudo mostra especificamente objetos para a compreensão e interpretação

do mesmo, tais como a anatomia do sistema cardiovascular, a fisiologia do choque, dando ênfase ao Choque Hipovolêmico; mostra as características técnicas do funcionamento do Centro Cirúrgico e Sala de Recuperação Pós Anestésica e ainda a atuação dos profissionais de Enfermagem na mesma

diante do quadro de Choque Hipovolêmico.

Vimos que a atuação dos profissionais da equipe de Enfermagem no Centro Cirúrgico diante do quadro de Choque Hipovolêmico é de grande importância quando bem estruturada e tendo um protocolo definido para tal atendimento.

Neste sentindo a investigação teve por objetivo analisar e discutir a atuação desses profissionais nessa área bastante especifica e delimitada do estudo, para isso buscouse um respaldo teórico acerca do assunto possibilitando assim, uma discussão fundamentada e reveladora, comparando assim com a realidade das Instituições Hospitalares pesquisadas no município de Teixeira de Freitas.

Portanto, mostra com base no questionário aplicado nas Instituições Hospitalares, a avaliação da existência de protocolo para o tratamento de Choque Hipovolêmico e o questionamento sobre o conhecimento dos entrevistados em relação à identificação dos sinais e sintomas, uma vez que não adianta ter em uma Instituição Hospitalar um protocolo para esse

53

atendimento

manifestações clínicas.

sem

o

conhecimento

de

toda

a

equipe

das

principais

Buscouse saber também sobre a procura do conhecimento teórico científico acerca do Choque Hipovolêmico, tanto dos técnicos/auxiliares de Enfermagem como dos Enfermeiros (as) enquanto responsável pela equipe de Enfermagem, e se há de alguma forma o repasse desse conhecimento afim de melhorar e atualizar a execução e os cuidados da assistência de Enfermagem. Percebemos que mesmo sendo raro a ocorrência de Choque Hipovolêmico, a equipe de Enfermagem busca saber sobre o mesmo como forma de se manter sempre atualizado, buscando novos saberes de maneira de transformar a prática do dia-a-dia mais eficiente baseado na teoria e conhecimento adquirido.

Ainda dentro dessa análise vimos também à média mensal de cirurgias realizadas com algumas Instituições Hospitalares relatando a raridade da ocorrência do quadro de Choque Hipovolêmico.

Finalmente podemos considerar na execução deste trabalho os objetivos que se propôs a realizar, tais como o conhecimento, avaliação e ações da equipe de Enfermagem diante do quadro de Choque Hipovolêmico no Centro Cirúrgico, ressaltando ainda as dificuldades encontradas e a busca de melhoria em relação à situação, representou ainda não só para o profissional de Enfermagem, mas para qualquer leitor a oportunidade de conhecer a realidade encontrada em Teixeira de Freitas quando se trata do quadro de Choque Hipovolêmico no Centro Cirúrgico.

Sugerimos levar este presente trabalho à Instituição Hospitalar que não nos permitiu aplicar a pesquisa no local, com intuito de mostrar que apesar de ser rara a ocorrência de Choque Hipovolêmico, ele acontece. E mostrar a importância da monitorização constante do paciente em pós operatório para detectar precocemente crises de Choque Hipovolêmico, bem como a importância da sala de RPA quando bem estruturada para a monitorização.

54

7 REFERÊNCIAS

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55

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WAY, Lawrence W.; DOHERTY, Gerard M. Cirurgia diagnóstico e tratamento. 11ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

57

APÊNDICE

58

APÊNDICE A Carta de Solicitação

58 APÊNDICE A – Carta de Solicitação Ilmo Sr. CARTA DE SOLICITAÇÃO Teixeira de Freitas, de

Ilmo Sr.

CARTA DE SOLICITAÇÃO

Teixeira de Freitas,

de

outubro de 2009.

Os acadêmicos do 8° período do curso de Enfermagem da Faculdade

Pitágoras, Rodrigo Barbosa Aguiar e Morgana Torres de Matos solicitam, por

meio desta, a autorização para realização de pesquisa de campo, com os

enfermeiros desta Instituição Hospitalar abordando o tema: Atuação da

enfermagem no centro cirúrgico diante do quadro de choque hipovolêmico, sob

a supervisão da Prof. Enf. Jackeline Pires.

Tal pesquisa contará com a coleta de dados a ser realizada mediante

aplicação de questionários estruturados, contendo questões que abordarão o

conhecimento do (os) enfermeiro (os) do centro cirúrgico, mais especificamente

a atuação na sala de recuperação pós-anestésica.

A avaliação dessa pesquisa constitui uma postura reflexiva que

possibilita a construção de conhecimento através da investigação da prática, a

fim de analisar a prática do enfermeiro frente às possíveis complicações no pós

operatório imediato.

A disseminação dos resultados obtidos durante a realização da pesquisa

será apresentada sob forma de TCC/artigo científico, pré-requisito para

conclusão da Graduação em Enfermagem e obtenção do título de Bacharel em

Enfermagem da Faculdade Pitágoras, Unidade Teixeira de Freitas-BA.

Esclarecemos que Será mantido o anonimato do entrevistado e da

instituição, e garantido o sigilo que assegure a privacidade quanto aos dados

colhidos, segundo preconizado pela Resolução 169/96.

Atenciosamente,

Coordenação de Enfermagem Faculdade Pitágoras

59

APÊNDICE B Termo de consentimento livre e esclarecido

Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

Eu,

qualificado, DECLARO para fins de participação em pesquisa, na condição de (sujeito objeto da pesquisa/representante legal do sujeito objeto da pesquisa), que fui devidamente esclarecido do Projeto de Pesquisa intitulado: ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO CENTRO CIRURGICO DIANTE DE QUADRO DE CHOQUE HIPOVOLÊMICO

,abaixo

,RG

A Orientadora do projeto será a profª. Enf.ª Jackeline Sousa Pires do Curso de Enfermagem da Faculdade Pitágoras.

O estudo usará coleta de dados a ser realizada mediante aplicação de

questionários estruturados, contendo questões que abordarão o conhecimento

do (os) enfermeiro (os) do centro cirúrgico, mais especificamente a atuação na

sala de recuperação pós-anestésica.

A avaliação dessa pesquisa constitui uma postura reflexiva que possibilita a construção de conhecimento através da investigação da prática, a fim de analisar a prática do enfermeiro frente às possíveis complicações no pós operatório imediato.

O senhor (ª) tem a liberdade de se recusar a participar ou retirar seu

consentimento, em qualquer fase da pesquisa, sem penalização alguma e sem prejuízo ao seu cuidado. Garantimos total sigilo quanto aos dados confidenciais envolvidos na pesquisa, assegurando-lhe absoluta privacidade.

DECLARO, outrossim, que após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me (nos) foi explicado, consinto voluntariamente (em participar/que meu dependente legal participe) desta pesquisa.

Teixeira de Freitas,

de

de 2009

60

APÊNDICE C Questionário objetivo e subjetivo relacionado a atuação da equipe de enfermagem no centro cirúrgico diante do quadro de choque hipovolêmico.

1- Existe protocolo para tratar o quadro de choque hipovolêmico no centro cirúrgico?

( ) Sim

(

) Não

2- Você, profissional da equipe de enfermagem, sabe identificar os sinais que caracterizam o choque hipovolêmico?

( ) Sim

(

) Não

Se sim, quais são estes sinais?

3- Qual a média mensal de cirurgias realizadas?

4- Qual é a freqüência de quadros de choque hipovolêmico que acontecem em média mensalmente?

5- Baseada na questão anterior, qual o número de quadros revertidos? E qual a conduta adotada?

61

6- Diante da sua prática/vivência o cirurgião e o anestesista acompanham o deslocamento do paciente e permanecem junto dele até se certificarem que ele já está fisiologicamente estável na sala de recuperação pós anestésica?

( ) Sim

(

) Não

Se não, qual é a conduta/rotina usada?

7- Qual é a permanência em média do paciente na sala de recuperação pós anestésica?

(

) menos de 01h30min

(

) de 1h30min a 3h00min

(

) de 3h00min a 4h30min

(

) de 4h30min a 6h00min

(

) mais de 6h00min

8- A prescrição de enfermagem é executada com exatidão, em tempo e técnica correta?

( ) Sim

9- Você

busca

hipovolêmico?

( ) Sim

(

) Não

conhecimento

( ) Não há prescrição de enfermagem

teórico/científico

relacionado

ao

choque

(

) Não

Se sim, em quais fontes busca esse conhecimento?

62

10-O enfermeiro repassa o conhecimento teórico/científico sobre o choque hipovolêmico para a equipe de enfermagem?

( ) Sim

Se sim, como?

(

) Não

11-Ao enfermeiro (a):

Você repassa o conhecimento teórico/científico sobre o choque hipovolêmico para a equipe de enfermagem?

( ) Sim

Se sim, como?

(

) Não