Anda di halaman 1dari 13

4

A REGÊNCIA

1831-1840

o período posterior à abdicação de Dom Pedro I é chamado de Regência

porque nele o país foi regido por figuras políticas em nome do imperador até

a maioridade antecipada deste, em 1840. A princípio os regentes eram três,

passando a ser apenas um, a partir de 1834.

7-~ifici,a~~~gé~2ifQ~i '1J1!llZdQ~jsi;.;'~git;jl6_Sslàhi~t«~~~lhiJ~td~lJ.:als

Jrni~:~~~~~ifu~~~~6~~~;e'7k;,~~j6iqJ1;~~ii~[~~â~:;e~~Jl

tóriat' do.Brasil, éLosentro do debate pdlítiGO fOI dominadó' pelos temas

  • ~._~,:::::~;"~~:st!·-""-=:~.~'-;- :~::«.~,_ .

~. ,--': ~:;:"'''''~_~'~,;~:.,.""/:;,.~-

.>-:,\~'-~r/::,-::<-,..:

<~.

::~-:J,..':~,"_'V~

_, i;·'~:'<;:·t'V~~,

.,:;~!lJ[~~~3'-f~~,óu=-d~~S~!}!~~lj.z~s:J~".2.9ME9~~r.,-'~~~gr~}{e, 1 a lJt9 n Qmia das

np~incüí,s.;~ da;.org\ãnização ,d'as

~~".-~~x~~~~~~"'~s:=~:-~_-~;>",

....Forçs

m~Úlas.

~.:-~~\ r-~~f~~"'- ~4 ;~~,", . ,_~.~-~~~

~.> '~ç:'::~-'>~~-~-.-.;~~,~v~v!'-;-·-- ~.~~,:~'::-_"~"""-~

\\i.1~s/Íiefonrias,1rea:lizfdàs ,p;e1o.s jc o,, s :rãcYúnYllou1,~?H,{mJ!j"lo_Çias.'aifiGul-
,,,_<,":;>;.>":~.')~."'7"-"r·~,,:"0.~-

-::,:..(;-'''6'''.::.;~-'

"'-::..;","

,~:_~~';,~

";~-~__'.~'<;._-'~~'

..

'-"".

_._.

"~"

.",..

;:••;

'
'

"~~':>'~>'~, .•:;-_"'"

:(ª,~2!~J(Etse~~sl(9~tar(ypj1)J~l~t. (ç}t,l~~~,~gf2llj,~jJ !i~éf(ll.1éÍf~~&~,~l~hs~~ismo)

NaSQ'6ndj~'õ~s,'í~Lªstjeil;ít~d,i,~J10c~;:ITlliitatmec}tâa'$(q,e~tlpaq!~s'i!i dqr aLguma

'-~>~".-.:,_,,,__,,",,-'-!;.

_,',"

, /,,- ,

._.

__'~~,-~'

<_ .

"")'~"

~,,,,,-,, ~.~~-,;;,-:.#~,,,*~~~/~""'~_'"?"" .Ó>- ,:--:'0' ;'i~."'~-"'O;:~;,:~:">;".:, ,;

.

...,.~"<~.<-

;~"~:\

!l~~i~M~:~~"~.{~S?;s;,f~l~rI1a(tGí;l.~~tic(a"e"'gªr.~nt.t~)a,~.J~~r'ªee,s~)I,1clj~}duá}s(acá-

...

bár~~!r(E~sultal~d9(~Il1,ylole,pJ:.os\f!10:q\J.eLentre f as .elit~si e no predGmYnioodo'.

n{é<f):~~s§):\~.lgro..s.ip9j{)~~V.S__

.

.". ..

..'.".

".~_'

.. ...

."

o~~~U~ft~)~,~~~í§i~](1~j)~l~(r6tiqsi~~éníg~~~ii~i~~f:t2l'p~ir'ã

  • 'p:~~.~Ii9t:~.111@J-JezAl-llo.g- e~:cIj~eLqm("s6~pj)i YQlt<l, deel~?5o;a~M:~Ju~~~üa

'oéil~i:ali.zada:se .onsolidoll,Squafl.[Q_a~~.últirhaS.rebeliÕesprovinciais ce~saram.

/62

HlST6R/A DO BRASIL

Um ponto importante a ser ressaltado para a compreensão das difi-

culdades desse peodo é o de

'

-

- .

que, -:'"rli ,;s cla~s<fse.os(gru os domínan es

..~

~

......,r-

- ~ _"'"

.~- ..~-.

GÍÍã§t.h~Yia~onsenso sobre -lqüako a6--l!i~),Ei tioiÓ a1~s_ nv.~~i~I).tepara

'"

§~\!l,Sinteresses. Mais ainda, não havia clareza sobre o papel do Estado como

,

organizador dos interesses gerais dominantes, tendo para isso de sacrificar

em certas circunstâncias interesses específicos de um determinado setor social.

'

,.' , It" ;.en Ia P-º.,l tl a., e ç.s;~ a

,

~~ '/,

y

,1~'

'~Z~

~;:r-;;~d

jl'P..g?~.o.,.\.(-"

~

b" f';!\'/'-dXl'''b'' - \

1

0.J._lLJ

-

,o.Sit .eFalis.J:!)u,-

~~~~;i.~~r~;'~,otga~~~i~~j&j&C2~~~~~~/t Ji~~:,'?~.;~~:S~~~~d~

(~ f~~~~il~.~~~~rd~??~j~Q~~~n~ ~~~~~~lfí~I~S

~~~a<l~ª)

I r ,~~Çll:~5!9p<~?,~~tlc!dQ,S~1,y.lll!âS~§~O:,I?ª,EII6t~~_d6''e.EIal pe r9' IBª.X~~~:n?:m

-=./ K~~\'j,I'

~~-!-p'(~~eQ.ç,~;slg2:1i~~,~:t~':'.~,_~esa ~_~'ls_grlldua'rio.s).po 'Uoimwll,,i~~l!llt.OSJ

~.

,

.

.

,

'f,'

d

d

/ ·-~lr.(,

/d 'éI/.~

rem ~mpri~tári.6s.d{Í:ara;(e_ck'ê C] ,Y,9s Foram nomes de destaque entre os

liberais moderados: Bernardo Pereira dé Vasconcelos, magistrado mineiro

educado em Coimbra; o Padre Diogo Feijó, nascido em São Paulo e futuro

regente; e Evaristo da Veiga, responsável pela edição no Rio de Janeiro da

Aurora Fluminense, o mais importante jornal liberal de seu tempo.

."-~

~p6~ifã <:Cfi'~~m(dt(~ "cÍi, i.ostexáit d"'ç./é" cÍ~rPi{r~;-os: a-

9"--,,,,",

"'- --"

..

-t.:::',..-

...."-.--

""--

-

../

_.-

.--~~------

.•.

',stâS)Os exaltados defendiam a federação, ou seja, a efetiva autonomia das

~'-'-""'-'

províncias, e as liberdades individuais; alguns, como Cipriano Barata e Borges

da Fonseca, eram adeptos da República. Os absolutistas chamados de "cara-

murus", muitos deles portugueses, com postos na burocracia, no Exército e

no aJt9,ÇqJ]}~Lcio,Jutavam pela volta ao trono de Dom Pedro L (jf7s'{":'MsJS-

~ke_~i~',~llm

,i :ft~[~i .n{;R~dio[inQ[~et(enÜ?br:li '~\e_lJlB~.

Não faltavam apelidos depreciativos para os portugueses, variando ape-

nas de acordo com a época e a região:

"marinheiros", "pés-de-chumbo",

"marotos", "caramurus". Em represália, eles chamavam os brasileiros de

"cabras" .

4.1. AS REFORMAS INSTITUCIONAIS

163

igor o Códig<Lde P ocesso Criminal, que fixou

normas para a ajJ.licação do CódigoCriminakde-l

..:-

~-

ê ô ü . O Códizo- e Processo

déi.Vmaiores podere ao juízes de paz, eleitos nas localidades já

no reinado

de Dom Pedro 1, mas que agora podiam, por exemplo, prender e julgar pessoas

acusadas de cometer pequenas infrões. Ao mesmo tempo, seguindo o mode-

lo americano e inglês, o Código de Processo (1J.1S-·~(iX.2~ii, para julgar a

grande maioria dos crimes(; ~ hq!:~as(cQ!ius,a ser conced.ido a pessoas Jresas

ilegalmente, ou cujaIiberdade fosse ameaçada.~~~-:::a'a

u~st~~'t._e~sravA.tura

e 00 pocj(~~cal',. veremos é...omo~~ssAll.i_didás.e~m

l2.rJlíQi.0 'ésttiv~~, .acaQ.!n0.ta vezes por resultar ná,impu·nidade de

/tfà'ficántes e assassinos.

~/

/'

:

..

-" ;.-:--.

\

-,

Uma lei de agosto decê}, ''4í) chamada det.t\.j:o~A:.dLcj/on·a,v,porqufeze adi-

ç~_ese alterações na Constituição de 1824"d t\;!:!1(irt0~'tu~0(~9çlér M6déi:a'dor

não fPod,e~'iase' r exercido durante a Regência, Suprimiu tamb~ér1]º.' Conselho

d~--'Estado. Os -presidentes {de ~rQ'Víncia conti.ri~Hl'l·ama .serrdesignedos pelo

((o~el'nó ~~ntral, mas criaram-se AssembléiasPuoyinciais

Ci:..Qm

maiores po-

d~res,;em substituição aos antigos 80nselhoi' Gé~a:is.

Além disso,

dis é§1e' sobr~ a repartição de rendas entre 0' governo

(,cWtra1, as províncias eros muhieípios. Atribuiu-se às Assembléias Provinciais

y

competência para fixar as despesas municipais e das províncias e para lançar

os impostos necessários ao atendimento dessas despesas, contanto que não

prejudicassem as rendas a serem arrecadadas pelo governo central. Es'sa-?T,

m).lla.v~g~de...rep·artlção

de impostos permitiu, às

Plovinciaê..

a0btknç'ão de

ré~'tl(s$s-j; op:fio .! a CL1st~.cIoenfrá'q\lecimerÚo po g6verno entral(:~

il i

(~êI

'6, s I a's .~ Irt r~~

t;rlF ]./~

'Rl'C

D

éla /à 1Xs;e ~~ci

~"/d

'Ii

±~,.(.~.~0!Je.aJ;

c x.t. ; "I'

~~~~9~QSl":(')

~HU, 1O~ '.' e ~e ~1~LO{i:.C9~~ª"V-~~?-~a0s--ubs-f).QJJ,-

,

.'

\h ~ii.~gibJ)Yai f) H a~~~~s' gnIJ)é:ativ.a,~tánt ! par o te(JLQ1Q!3-(,eJ:iLtr.ocll~de

fa Vio.r~;.co~0" pil(a \P...~J'segtUr.inimigos.

Quando comou o período regencial, o Exército era uma instituição mal

organizada, vista pelo governo com muita suspeita. Mesmo após a abdicação

de Dom Pedro, o número de oficiais portugueses continuou a ser significativo.

A maior preocupação vinha, porém, da base do Exército, formada por gente

mal p~aua,insatisfeita e propensa a aliar-se ao povo nas rebeliões urbanas.

'a

.

di

--

. O]J:.Q

. 8.3JCe.rLdQ!;LG~ da Na:CJJ] a l~

,

'(~~~

:--- ~-:---.....

..:.

.

1 f S1\til ~.@...a:s

';/'~

=>-''<......•-..í.ci<

•..

tS{ Ela era cópia de uma lei francesa do mesmo ano. A idéia

  • 164 HISTÓRIA DO BRASIL

4.2. AS REVOLTAS PROVINCIAIS

4.2.1. As REVOLTAS NO NORTE E NO NORDESTE

~o~~féi~(

~8~6v~lt~iÓ~1t~~~r20s é~b~~m· Pernárn-

oQc"ç),·r Jr:e i83BÚ813~,Jú~m movimento es~~IiciªLmen!i_ rural <quesedife-

/65

rI óJa~nl(ias

-

~~

._0

-,/

..a.n

,.,--

~

::>-< __

~;;--

__

zicres insurrei õe . e ambucanas pQr ~t

Os cabano reuniam pequeno proprietário ,trabalhadore

do campo, índios,

escravos e, no início alguns senhores de engenho. Sob alguns aspectos,

constituíram uma antecipação do que seria a revolta sertaneja de Canudos, no

início da República. Lutaram em nome da religião, pelo retorno do imperador

contra os chamados "carbonários jacobinos", em uma referência feita por seus

líderes aos revolucionários franceses e às sociedades secretas liberais euro-

péias do século XIX. Dessa-0rma",,"

"1?ss~

'.a;:qp;t~a:m .~

. o re

_,' " Jà,.ç3.',

~. Ç]kIeJl''':-

J,J,'I:}.~:iaJ(~61h..dj'

ra(;~

..Qte"s,

="-=~~.tí~. Os cabanos contaram com o apoio de comerciantes portugueses

do Recife e de políticos restauracionistas na capital do Império.

Depois de uma guerra de guerrilhas, os rebeldes foram afinal derrotados,

ironicamente, por Manuel Carvalho Pais de Andrade, a mesma pessoa que

proclamara em 1824 a Confederação do Equador e era agora presidente da

  • 166 HISTÓRIA DO BRASIL

habitantes. Por aí escoava a modesta

produção de tabaco, cacau, borracha e

arroz. Uma contenda entre grupos da elite local, sobre a nomeação do pre-

sidente da província, abriu caminho para a rebelião popular. Foi proclamada a

independência do Pará. Uma tropa cuja base se compunha de negros, mestiços

e índios atacou Belém e conquistou a cidade, após vários dias de dura luta. A

partir daí, a revolta se estendeu ao interior da província.

Em meio à luta, destacou-se na liderança dos rebeldes Eduardo Angelim,

um cearense de apenas 21 anos que migrara para o Pará após uma grande seca

ocorrida no Ceará, em 1827. Angelim tentou organizar um governo, colocando

como seu secretário um padre, uma das poucas pessoas capazes de escrever

fluentemente.

Os cabanos não chegaram a oferecer uma organização

alternativa ao

Pará, concentrando-se no ataque aos estrangeiros, aos maçons,

e na defesa da

religião católica,

curioso observar

dos brasileiros, de Dom Pedro Il, do Pará e da liberdade. É

que, embora entre os cabanos existissem muitos escravos, a

escravidão não foi abolida. Uma insurreição de escravos foi mesmo reprimida

por Angelim. Como se vê, aparecem na Cabanagem paraense alguns traços já

encontrados

na Guerra dos Cabanos de Pernambuco, embora entre os dois

movimentos tenha havido apenas uma relação de nome.

A rebelião foi vencida pelas tropas legalistas, depois do bloqueio da

entrada do Rio Amazonas e uma série de longos e cruéis confrontos. Belém

acabou sendo praticamente destruída e a economia, devastada. Calcula-se que

30 mil

pessoas morreram, entre rebeldes e legalistas, ou seja, cerca de 20%

da população estimada da província.

A Sabinada deriva a designação de seu principal líder, Sabino Barroso,

jornalista e professor da Escola de Medicina de Salvador. A Bahia vinha sendo

cenário de várias revoltas urbanas desde a Independência,

entre as quais

rebeliões de escravos ou com sua participação. A Sabinada reuniu uma base

ampla de apoio, incluindo pessoas da classe média e do comércio de Salvador,

em torno de idéias federalistas e republicanas. O movimento buscou um

compromisso com relação aos escravos, dividindo-os entre nacionais - nas-

cidos no Brasil - e estrangeiros - nascidos na África. Seriam libertad~s os

cativos nacionais que houvessem pegado em armas pela revolução; os demais

continuariam escravizados.

/67

Os "sabino ,- não co eguiram penetrar no Recõncavo, onde o senhores

de engenho apoiaram o governo. Apó o cerco de Salvador por terra e mar, as

forças gov ernam ntais r uperaram a cidade através de uma luta corpo a corpo

que resultou em cerca de 1 800 mortos.

A Balaiada maranhense começou a partir de uma série de disputas entre

grupos da elite local. As rivalidades acabaram resultando em uma revolta

popular. Ela se concentrou no sul do Maranhão, junto à fronteira do Piauí,

uma área de pequenos produtores de algodão e criadores de gado. À frente do

movimento estavam o cafuzo Raimundo Gomes, envolvido na política local,

e Francisco dos Anjos Ferreira, de cujo ofício - fazer e vender balaios -

derivou o nome da revolta. Ferreira aderiu à rebelião para vingar a honra de

uma filha, violentada, por um capitão de polícia. Paralelamente; surgiu um

líder negro conhecido como Cosme - sem sobrenome pelo menos nos relatos

históricos - à frente de 3 mil escravos fugidos.

Os balaios chegaram a ocupar Caxias, segunda cidade

da proncia. De

suas raras proclamações por escrito constam vivas à religião católica, à Cons-

tituição, a Dom Pedro Il, à "santa causa da liberdade". Temas de natureza

social ou econômica não são evocados, mas é difícil imaginar que Cosme e

seus homens não estivessem lutando por sua causa pessoal de liberdade, fosse

ela santa ou não.

As rias tendências existentes entre os balaios resultaram em desen-

tendimentos. Por sua vez, a ação das tropas do governo central f