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CONTEC Comissão de Normas Técnicas SC - 28 Explosivos e Detonadores N-1217 REV. H AGO

CONTEC

Comissão de Normas Técnicas

SC - 28

Explosivos e

Detonadores

N-1217

REV. H

N-1217 REV. H AGO / 97

AGO / 97

- 28 Explosivos e Detonadores N-1217 REV. H AGO / 97 ESPOLETA ELÉTRICA SISMOGRÁFICA Especificação Esta

ESPOLETA ELÉTRICA SISMOGRÁFICA

Especificação

Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior.

n Indicação de item, tabela ou figura de conteúdo alterado em relação à revisão anterior.

Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o responsável pela adoção e aplicação dos itens da mesma.

Requisito Mandatório: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de não seguí-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve ter fundamentos técnico- gerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo.

Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada nas condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática Recomendada]. Cópias dos registros das "não-conformidades" com esta Norma, que possam contribuir para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomissão Autora.

As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC - Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma.

“A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente, através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade industrial.”

termos do direito intelectual e propriedade industrial.” Apresentação As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas

Apresentação

As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho – GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia, Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras – SCs (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N-1. Para informações completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

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PÁGINA EM BRANCO

N-1217 REV. H AGO / 97 1 OBJETIVO Esta Norma fixa as características exigíveis e

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REV. H

N-1217 REV. H AGO / 97

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1 OBJETIVO

Esta Norma fixa as características exigíveis e recomendáveis para a qualificação e aceitação de Espoleta Elétrica Sismográfica N o 8, com Fio de Cobre, capaz de detonar sob as condições normalmente encontradas na prospecção sísmica.

nn 2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Os documentos relacionados a seguir são citados no texto e contêm prescrições válidas para a

presente Norma.

Ministério do Exército R-l05 - Regulamento para o Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados pelo Ministério do Exército (SFPC); ABNT NBR-5111 - Fios de Cobre Nu de Seção Circular para Fins Elétricos.

3

DEFINIÇÕES

3.1

Classes e Tipos

A

espoleta elétrica, objeto desta Norma, pode se apresentar dentre outras nas seguintes

variedades:

3.1.1 C1asses

Classe I

- Espoleta elétrica sismográfica n o 8 com resistência elétrica de ponte compreendida entre 0,40 ohm e 0,50 ohm. - Espoleta elétrica sismográfica n o 8 com resistência elétrica de ponte compreendida entre 0,20 ohm e 0,40 ohm.

Classe II

3.1.2 Tipos

São identificados pela letra E seguida do número que expressa o comprimento do fio singelo duplo, em metros. Ex.: Tipo E 3,5 - espoleta elétrica com comprimento de fio singelo duplo de 3,5 metros.

3.2 Partes Componentes

Conforme descrito no ANEXO A.

nn 3.3
nn
3.3
nn 3.3 Brisância N-1217 REV. H AGO / 97 É o trabalho realizado pelo explosivo. 4

Brisância

N-1217

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N-1217 REV. H AGO / 97

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É o trabalho realizado pelo explosivo.

4 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

4.1 Estojo

O estojo deve ser feito com metal compatível com o explosivo utilizado. O estojo deve ter

forma cilíndrica e recomenda-se possuir as seguintes dimensões sujeitas a eventua1 aprovação prévia da PETROBRAS.

Diâmetro Externo:

Comprimento:

mínimo

máximo

mínimo

máximo

7,0 mm;

7,5 mm.

58 mm;

62 mm.

Nota: As espoletas devem conter, em seu estojo, a identificação de material explosivo para maior segurança.

4.2 Resistência da Ponte Elétrica

A resistência da ponte elétrica deve ser uniforme para todos os tipos de espoleta e seu valor

depende da Classe referida no item 3.1.1.

4.3 Fio Condutor

nn 4.3.1 Fio de Cobre

É o que conduz a corrente elétrica à ponte elétrica. Os condutores devem ser sempre singelos.

Devem ser constituídos de fios de cobre recozido, de acordo com a norma ABNT NBR-5111, e ter isolamento de plástico flexível capaz de suportar a tensão mínima de 1000 V.

nn 4.3.2 Isolamento

No isolamento utilizar cores diferentes para cada classe evitando usar as cores: preto, marrom, verde e branco.

N-1217 REV. H AGO / 97 4.3.3 Comprimento dos Fios de Cobre Os comprimentos dos

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4.3.3 Comprimento dos Fios de Cobre

Os comprimentos dos fios de cobre são definidos conforme item 3.1.2, tendo tolerância mínima de 5% e máxima de 10%.

4.3.4 Bitola dos Fios de Cobre e suas Resistências Lineares

A bitola mínima dos condutores elétricos utilizados na espoleta é de 0,20 mm 2 (24 AWG). As

resistências lineares dos condutores elétricos (duplo) de cobre a 20ºC devem obedecer à TABELA 1.

4.3.5 Resistência à Tração dos Fios

O fio condutor singelo da espoleta elétrica deve resistir ao esforço de tração mínimo de 4N

sem ruptura.

nn 4.4 Resistência Elétrica Total

Os valores constantes da TABELA 1 definem os limites das resistências elétricas total e as resistências dos componentes elétricos das espoletas, recomendados pela PETROBRAS.

4.5 Tempo de Atraso

Mediante a aplicação de corrente elétrica contínua, é recomendado que as espoletas detonem com o tempo de atraso fixado na TABELA 2. (ver ANEXO C - Item C-5.1).

TABELA 1 - RESISTÊNCIA ELÉTRICA TOTAL E DOS

COMPONENTES ELÉTRICOS DAS ESPOLETAS

 

Comp.

Resistência Máxima Condutor Duplo

Resistência da

Resistência Total Máxima (ohm)

Classe

Ponte

(m)

(ohm)

(ohm)

 

2,5

0,49

 

0,99

3,0

0,59

1,09

I 3,5

0,69

0,40 a 0,50

1,19

4,0

0,78

1,28

6,5

1,27

1,77

7,0

1,37

1,87

 

2,5

0,49

 

0,89

3,0

0,59

0,99

II 3,5

0,69

0,20 a 0,40

1,09

4,0

0,78

1,18

6,5

1,27

1,67

7,0

1,37

1,77

  N-1217   REV. H   AGO / 97
  N-1217   REV. H   AGO / 97
  N-1217   REV. H   AGO / 97
  N-1217   REV. H   AGO / 97
  N-1217   REV. H   AGO / 97
  N-1217   REV. H   AGO / 97
 

N-1217

 

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Nota: Podem

ser autorizados pela PETROBRAS.

utilizados

outros

valores

de

resistência

da

ponte

elétrica

desde

que

TABELA 2 - TEMPO DE ATRASO

Corrente

(Ampère)

Tempo Máximo de Atraso milisegundo (ms)

Classe

1

I 4

1,2

II 5

TABELA 3 - DETONAÇÃO DA ESPOLETA

Classe

Intensidade Mínima de Corrente para Detonação (Ampère)

Intensidade Máxima de Corrente para “Não Detonação” (Ampère)

I

1,00

0,60

II

1,50

0,80

Nota: Observar o prescrito nos itens 4.6 e 4.7

4.6 Intensidade Mínima de Detonação

As espoletas elétricas isoladas devem detonar em 100% dos casos, quando submetidas a uma corrente mínima de detonação especificada pelo fabricante e aceita pela PETROBRAS. Os valores devem ser próximos aos indicados na TABELA 3. (ver ANEXO C, Item C-4.1).

4.7 Intensidade Máxima de Não Detonação

As espoletas elétricas não devem detonar quando submetidas a uma corrente elétrica de intensidade constante, especificada pelo fabricante, aplicada durante 1 minuto e aceita pela PETROBRAS. Os valores devem ser próximos aos indicados na TABELA 3 (ver ANEXO C, Item C-4.1).

n 4.8 Brisância

As espoletas elétricas de qualquer classe e tipo, devem apresentar quando submetidas ao teste de Trauzl, uma diferença de volume mínima de 38 cm 3 . O teste mais simplificado é o ensaio de Esopo, onde a média dos diâmetros dos orifícios produzidos em 5 placas distintas deve ser de, no mínimo, 8,5 mm.

N-1217 REV. H AGO / 97 4.9 Estabilidade Química A substância detonante deve ser constituída

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4.9 Estabilidade Química

A substância detonante deve ser constituída de materiais explosivos estáveis que não exerçam ação química entre si, nem sobre os metais presentes no estojo.

4.10 Resistência a Água

Quando submetidas ao ensaio de resistência à água, as espoletas elétricas para uso sismográfico devem preferencialmente resistir a uma pressão de 10 atmosferas, durante 1 hora consecutiva, sem sofrer qualquer alteração. O cumprimento desse requisito é verificado realizando-se os ensaios assinalados nos itens 4.5, 4.6, 4.7 e 4.8 com amostras de espoletas que tenham sido submetidas à pressão hidrostática, nas condições acima fixadas.

4.11 Comportamento na Armazenagem

Na sua embalagem original, as espoletas elétricas devem suportar, sem sofrer qualquer alteração, nas circunstâncias de armazenamento estabelecidas no Regulamento R-105 do Ministério do Exército, as condições de temperatura e umidade existentes em qualquer ponto do território nacional, durante prazo não inferior a 2 anos.

4.12 Disparo em Série

Ligadas dez espoletas em série, todas devem detonar com a aplicação de corrente elétrica de intensidade constante e igual a 5A.

5 INSPEÇÃO E AMOSTRAGEM

Conforme descrito no ANEXO B.

6 ENSAIOS

Conforme descrito no ANEXO C.

7 INFORMAÇÕES GERAIS

Conforme descrito no ANEXO D.

/ANEXO A

N-1217 REV. H AGO / 97 PÁGINA EM BRANCO 8

N-1217

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PÁGINA EM BRANCO

N-1217 REV. H AGO / 97 ANEXO A - PARTES COMPONENTES (VER FIGURA) A espoleta

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REV. H

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ANEXO A - PARTES COMPONENTES (VER FIGURA)

A espoleta elétrica sismográfica é um acessório de detonação, por meio de corrente elétrica, de

cargas explosivas usadas na prospecção sísmica. Ela se compõe de estojo, ponte elétrica, guarnição de vedação, carretel ou meada, fio duplo singelo ou paralelo, derivador antiestático, “shunt” de proteção, carga primária e carga de base. As partes componentes estão mostradas na FIGURA do ANEXO A.

A-1 ESTOJO

É o invólucro metálico onde se localizam as cargas primária e de base e uma ponte elétrica.

A-2 CARGA PRIMÁRIA

É a carga de alta sensibilidade que detona pela incandescência da ponte elétrica.

n

A-3 CARGA DE BASE

É

a carga de alta potência que detona por efeito da carga primária. A carga de base deve ter,

no mínimo, 750 mg de Nitropenta.

A-4 PONTE ELÉTRICA

É

o dispositivo de iniciação semelhante a um filamento, que à passagem da corrente elétrica,

torna-se incandescente.

A-5 GUARNIÇÃO DE VEDAÇÃO

É

um tampão de material sintético, na boca do invólucro, para vedação e fixação dos

elementos elétricos.

n

A-6 CARRETEL OU MEADA

Carretel é um dispositivo de madeira , celulose ou plástico destinado a enrolar o fio duplo.quando superior a 10m. Se o comprimento do fio for menor que 10m este deve ser enrolado sobre si mesmo em forma de meada.

A-7 DERIVADOR ANTIESTÁTICO

Destina-se a proteger a ponte elétrica e desviar para o corpo do estojo a centelha proveniente da descarga estática. Trata-se de um corpo cilíndrico plástico projetado para esse fim.

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N-1217 REV. H AGO / 97 /ANEXO B 10

/ANEXO B

N-1217 REV. H AGO / 97 ANEXO B - INSPEÇÃO E AMOSTRAGEM B-l O lote

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ANEXO B - INSPEÇÃO E AMOSTRAGEM

B-l O lote deve ser constituído de espoletas fabricadas sob condições idênticas e apresentadas para inspeção ao mesmo tempo.

B-2 O lote é definido em função do recebimento, de acordo com a TABELA B-1.

B-3 De cada lote integrante da partida, devem ser armazenadas na fábrica, como testemunho, no mínimo 25 espoletas, durante um ano, a contar da data de entrega do material. A inutilização do testemunho antes deste prazo só deve ser permitida mediante acordo por escrito entre o fabricante e o comprador.

B-4 Nas caixas de onde forem retiradas as amostras devem ser repostas espoletas sismográficas iguais às demais nelas contidas. O recomplemento deve ser assistido pelo inspetor credenciado pelo comprador.

TABELA B-1- FORMAÇÃO DE LOTES EM FUNÇÃO DO RECEBIMENTO

Total de Unidades do Recebimento

Número de Lotes

até 10000 de 10001 até 30000 de 30001 até 60000 de 60001 até 140000 de 140001 até 300000 de 300001 até 360000

1

2

3

4

5

6

B-5 O fornecedor (fabricante) é responsável pelo cumprimento de todos os requisitos exigidos por esta Norma. A menos que seja estabelecido de outra maneira, todos os ensaios devem ser realizados na fábrica do fornecedor, que deve facilitar por todos os meios a seu alcance a ação do inspetor credenciado pelo comprador.

B-6 O critério de amostragem das espoletas é o indicado na TABELA B-2. Na inspeção deve- se ter constatada a perfeição de suas embalagens.

B-7 A inspeção deve aprovar o lote quando todos os requisitos forem satisfatórios. Qualquer ensaio que apresentar resultado discordante deve ser repetido com o dobro da quantidade de espoletas indicada para o ensaio. Uma falha na repetição implica na rejeição do lote.

N-1217 REV. H AGO / 97 TABELA B-2 - AMOSTRAGEM E NÚMERO DE ACEITAÇÃO E

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TABELA B-2 - AMOSTRAGEM E NÚMERO DE ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO

PARA INSPEÇÃO DE EMBALAGENS

Tamanho do

Tipo de

Amostra

Tamanho

Número de

Número de

Lote

Amostra

da Amostra

Aceitação

Rejeição

até 25

-

-

100%

-

-

26 a 50

Simples

única

5

0

1

51 a 150

Dupla

13

0

2

13

1

2

151

a 280

Dupla

20

0

3

 

20

3

4

281

a 500

Dupla

32

1

4

 

32

4

5

   

50

2

5

501 a 1200

Dupla

50

6

7

1201 a 3200

Dupla

80

3

7

80

8

9

3201 a 10000

Dupla

125

5

9

125

12

13

10001 a 35000

Dupla

200

7

11

200

18

19

Notas: 1) Na coluna “Tamanho da Amostra” os números referem-se aos tamanhos individuais da 1 a e da 2 a amostra. A amostra total corresponde à soma dos dois valores. 2) Na coluna “Número de Aceitação” e “Número de Rejeição” os valores para a 2 a amostra correspondem à soma de defeituosos da primeira com os da segunda amostra.

/ANEXO C

N-1217 REV. H AGO / 97 ANEXO C - ENSAIOS C-1 CARACTERÍSTICAS DAS PARTES COMPONENTES

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REV. H

N-1217 REV. H AGO / 97

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ANEXO C - ENSAIOS

C-1 CARACTERÍSTICAS DAS PARTES COMPONENTES

C-l.1 Objetivo

Verificar nas amostras selecionadas as características das partes componentes mencionadas a seguir:

a) Estojo b) Fio Duplo

C-1.2 Aparelhagem

- Material de que é constituído, forma e dimensões; - Material de que são constituídos os fios condutores e o isolamento; - Poder dielétrico do isolamento.

Instrumentos de medida e meios usuais de laboratório.

C-1.3 Procedimento

A identificação e a qualificação dos materiais que constituem o estojo, o fio duplo e o carretel podem ser verifIcados através de certificados fornecidos pelos fabricantes. Na falta dos aludidos certificados, impõe-se a análise química pelos métodos usuais.

C-2 RESISTÊNCIA ELÉTRICA

C-2.1 Objetivo

Verificar a resistência elétrica das espoletas elétricas.

C-2.2 Aparelhagem

Ohmímetro de precisão, possibilitando uma leitura de 0,05 ohm cuja intensidade máxima de corrente no circuito da espoleta seja inferior a 0,05A.

C-2.3 Procedimento

a) Tomar dez espoletas que venham a ser utilizadas em ensaios destrutivos e identificá-las. Verificar as condições de limpeza das extremidades dos fios condutores. Medir a resistência elétrica total com o auxílio do ohmímetro, tendo o cuidado de estabelecer um bom contato prévio entre os bornes do ohmímetro e os condutores da espoleta. O inspetor deve se abrigar durante a execução do ensaio;

N-1217 REV. H AGO / 97 b) Após a realização dos ensaios destrutivos, medir com

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REV. H

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b) Após a realização dos ensaios destrutivos, medir com o auxílio do ohmímetro a resistência do fio duplo, em cada uma das espoletas referidas na alínea a) tendo o cuidado de estabelecer um bom contato prévio entre os bornes do ohmímetro e as extremidades do fio duplo;

c) A resistência elétrica da ponte deve ser calculada, para cada espoleta, subtraindo- se do valor da sua resistência elétrica total o valor da resistência do fio duplo.

C-3 BRISÂNCIA

n C-3.1 Objetivo

Verificar se a brisância da espoleta em ensaio é igual ou superior à da espoleta padrão n o 8.

C-3.2 Teste de Traulz

C-3.2.1 Aparelhagem

Cilindro de chumbo de 10 cm de altura e 10 cm de diâmetro.

C-3.2.2 Procedimento do Teste

a) Fazer um furo axial no centro do cilindro, que comporte uma espoleta justa;

b) Medir o volume de água que preenche o furo (V1);

c) Detonar a espoleta no furo já seco;

d) Medir o volume de água que preenche o furo já detonado (V2);

e) Subtrair V2-V1. O resultado deve ser maior ou igual a 38 cm 3 .

C-3.3 Teste de ESOPO

C-3.3.1 Aparelhagem

a) Aparelho de ESOPO constando de uma base cilíndrica de aço tendo no centro uma perfuração de 3 cm de diâmetro por 3 cm de altura e alça superior com orifício para passagens e apoio da espoleta;

b) Placa de Chumbo de base quadrangular com as seguintes dimensões:

Espessura

0,3 cm;

Lado

4,0 cm.

Nota: O chumbo a ser usado na confecção das placas do ensaio em questão deve obedecer as exigências das especificações.

c) Paquímetro graduado em mm.

N-1217 REV. H AGO / 97 n C-3.3.2 Procedimento Colocar a placa de chumbo sobre

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REV. H

N-1217 REV. H AGO / 97

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n

C-3.3.2 Procedimento

Colocar a placa de chumbo sobre a perfuração central do aparelho, coincidindo exatamente com as ranhuras existentes no mesmo. Colocar a espoleta em posição vertical com o auxílio do orifício da alça superior. Proceder à detonação, tomando-se as devidas precauções. Após a detonação, recolher a placa de chumbo e medir o diâmetro do orifício produzido. O resultado é dado pela média dos diâmetros dos orifícios produzidos em 5 placas. Este ensaio deve ser realizado simultaneamente com os ensaios de condição de não detonação e intensidade mínima de detonação (Item C-4).

n

C-3.4 Interpretação dos Resultados

Quanto maior o diâmetro do furo central e mais numerosos e profundos forem os sulcos deixados na superfície da placa melhor é a espoleta; estilhaços de espoleta encravados na placa de chumbo denotam pouca brisância da mesma.

Nota: O teste de ESOPO deve ser feito normalmente. Em caso de dúvida o teste de Traulz é o mais confiável.

C-4 INTENSIDADE

MÁXIMA

DE

CORRENTE

ELÉTRICA

DE

NÃO

DETONAÇÃO E INTENSIDADE MÍNIMA DE DETONAÇÃO

C-4.1 Objetivo

Verificar o valor de intensidade mínima de detonação e máxima de não detonação que satisfaça as condições da TABELA 3. A “Intensidade Mínima de Detonação” de uma espoleta sismográfica, é o menor valor de intensidade de corrente elétrica que é capaz de detonar uma espoleta isolada. Como característica complementar indispensável à condição expressa acima, define-se a “condição de não detonação” como sendo o maior valor da intensidade de corrente elétrica com a qual uma espoleta não deve detonar quando submetida à mesma durante um determinado intervalo de tempo.

C-4.2 Aparelhagem

C-4.2.1 Fonte de energia elétrica de corrente contínua com diferença de potencial de 36 V.

C-4.2.2 Amperímetro com precisão de 0,05 A.

C-4.2.3 Resistência variável de precisão, com cursor móvel, com resistência total de 40 ohms.

N-1217 REV. H AGO / 97 C-4.2.4 Cúpula de proteção, de aço ou ferro fundido,

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N-1217 REV. H AGO / 97

AGO / 97

C-4.2.4 Cúpula de proteção, de aço ou ferro fundido, em forma de sino ou calota esférica, com 25 cm de diâmetro de base e 35 cm de altura, com orifício no topo para introdução da espoleta.

C-4.2.5 Quadro elétrico com resistência interna controlada.

C-4.3 Procedimento

nn C-4.3.1 Itensidade Máxima de Corrente para Não-Detonação

Tomar a espoleta da amostra, desenrolar os fios e introduzi-la no sino de detonação. Após verificação do sistema de segurança, ligar as extremidades dos fios da espoleta nos terminais e aplicar corrente elétrica de acordo com a TABELA 3 durante 1 (um) minuto. Realizar o ensaio 5 (cinco) vezes com 5 (cinco) espoletas diferentes. Esse ensaio deve ser realizado simultaneamente com os ensaios de intensidade mínima de detonação e brisância (respectivamente Itens C-4 e C-3).

C-5 TEMPO DE ATRASO

C-5.1 Objetivo

Verificar os tempos de atraso de detonação para diversas intensidades da corrente de ignição conforme TABELA 2. Por “Tempo de Atraso de Detonação” entende-se o intervalo de tempo entre a aplicação da corrente e a denotação da espoleta.

C-5.2 Aparelhagem

C-5.2.l Fonte de energia elétrica de corrente contínua com diferença de potencial de 36 V.

C-5.2.2 Amperímetro de precisão de 0,05 A.

C-5.2.3 Resistência variável de precisão, com cursor móvel, com resistência total de 40 ohms.

C-5.2.4 Cúpula de proteção, de aço ou ferro fundido, em forma de sino ou calota esférica, com 25 cm de diâmetro de base e 35 cm de altura, com orifício no topo para introdução da espoleta.

C-5.2.5 Quadro elétrico com resistência interna controlada.

N-1217 REV. H AGO / 97 C-5.2.6 Cronógrafo eletrônico com precisão de 1 x 10

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REV. H

N-1217 REV. H AGO / 97

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C-5.2.6 Cronógrafo eletrônico com precisão de 1 x 10 -6 segundos.

C-5.3 Procedimento

Tomar a espoleta da amostra já devidamente preparada para o ensaio, desenrolar os fios e introduzi-la no sino de detonação. Verificar o sistema de segurança e ligar as extremidades dos fios nos terminais da fonte e do cronógrafo. Aplicar corrente e observar os tempos obtidos que devem estar de acordo com a TABELA 2.

C-6 RESISTÊNCIA À ÁGUA

C-6.1 Objetivo

Verificar a estanqueidade do fechamento da espoleta sismográfica, quando submetida a elevadas pressões hidrostáticas por um período de tempo determinado.

C-6.2 Aparelhagem

Vaso de pressão, de aço, com dimensões suficientes para acomodar a amostragem. Deve conter uma entrada com válvula, com uma derivação para o acoplamento do manômetro registrador. Deve também conter uma válvula de alívio para eliminar o risco de acidentes na operação de retirada das amostras. O gás usado deve ser o Nitrogênio ou qualquer gás inerte. O manômetro deve ter precisão de 1/2 atm no mínimo.

C-6.3 Procedimento

Dispor as amostras a ensaiar, devidamente identificadas, no interior do vaso de pressão e encher o mesmo até a borda com água límpida. Fechar o vaso de pressão, abrir a válvula e a garrafa de gás e aplicar 10 atm. Fechar a válvula, esperar tempo suficiente para verificar através do manômetro algum vazamento, e começar a contar o tempo. Após 1 (uma) hora abrir a válvula de alívio para despressurização, retirar as amostras e submetê-las aos ensaios da norma.

C-7 ENSAIO DE RESISTÊNCIA À TRACÃO

O ensaio pode ser feito adaptando-se um peso a uma ponta do fio duplo com 2 m de comprimento e suspendendo-o suavemente pela outra. Deve ser atendido o requisito estabelecido no item 4.3.5.

N-1217 REV. H AGO / 97 C-8 ENSAIO DE DISPARO EM SÉRIE Tomar dez espoletas

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C-8 ENSAIO DE DISPARO EM SÉRIE

Tomar dez espoletas da amostra. Verificar as condições de limpeza das extremidades de seus fios condutores. Ligá-las em série, tendo o cuidado de estabelecer um bom contato entre os condutores. Aplicar corrente elétrica com intensidade constante e igual a 5 A. Deve ser atendido o requisito estabelecido no item 4.12.

/ANEXO D

N-1217 REV. H AGO / 97 ANEXO D - INFORMAÇÕES GERAIS n D-1 EMBALAGEM As

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ANEXO D - INFORMAÇÕES GERAIS

n D-1 EMBALAGEM

As espoletas elétricas objeto desta Norma devem ser preferencialmente acondicionadas em caixas pequenas de papelão contendo 50 ou 100 (cem) espoletas, e, então, acondicionadas em caixa maior também de papelão, totalizando 500 ou 1000 espoletas.

D-2 SHUNT DE SEGURANÇA

As extremidades dos fios devem ser desencapadas num comprimento de 5 cm e postas em contato por meio de um tubo plástico removível sem o auxílio de ferramentas. Após a colocação do tubo plástico, as extremidades devem ser dobradas.

D-3 MARCAÇÃO

Em cada embalagem devem estar contidas as seguintes indicações:

- Espoleta Elétrica Sismográfica Nº 8 (com fio de cobre);

- Classe (I ou II);

- Tipo E (indicar o comprimento do fio em metros);

- PETROBRAS N-1217;

- Nome do fabricante;

- Número do lote;

- Data de fabricação;

- Data de validade;

- Quantidade de espoletas;

- Número da Autorização de Fornecimento de Material (AFM);

- Número do Pedido de Compra de Material (PCM);

- Peso bruto da caixa completa.

Nota: Outras indicações de interesse do fabricante ou exigências da legislação específica podem constar também da marcação. As letras da indicação da embalagem devem ter dimensões que permitam perfeita nitidez e identificação do produto.

D-4 TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO

O transporte e o armazenamento de espoletas elétricas devem ser feitos de acordo com a

segurança que o material explosivo exige, observando rigorosamente o Regulamento R-105,

do Ministério do Exército e as Normas Específicas do Ministério dos Transportes.