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Aquecimento Global

Trabalho Elaborado por Margarida Salvador

Disciplina STC

Formadora Marta Silva


Introdução

Após a exibição do filme “Verdade Inconveniente” de


All Gore é impossível não acordar para a realidade
nele apresentada.
Para mim, foi uma tomada de consciência por isso,
dei esse nome ao meu trabalho, no mínimo
assustadora pois, como os demais habitantes deste
planeta pensam, e como o próprio filme demonstra,
dizemos sempre…
“Isso não é bem assim, também não é tão grave,
estão a exagerar….”
A verdade é que, não estamos a exagerar e, temos
que pensar muito bem, o que queremos para o
futuro da Humanidade.
Sozinho, será impossível, em conjunto, será possível
no mínimo, não estragar mais o que já está e, tentar
conservar o que ainda se pode salvar, pois…

“Somos Nós que fazemos


parte deste Planeta e não o
Planeta parte de Nós”
Tomada de consciência….

Pode parecer incrível que, eu, aos 49 anos, tenha


tido uma tomada de consciência, no mínimo
assustadora, no que o nosso belo Planeta azul, se
pode vir a tornar, daqui a alguns anos, e, não serão
tantos quanto isso.
Dizer que não sabia que, o nosso planeta corre
vários riscos ambientais, será talvez exagerado.
Claro que sim, pois, devido à minha idade, já me foi
permitido viver em duas realidades bem diferentes.
Nasci numa região do Alentejo onde, os dias e as
estações do ano corriam normalmente. Os alimentos
na sua maioria, vinham da horta, o peixe do rio e a
carne dos animais criados em casa. Tudo era
saudável, sem grande necessidade de adubos ou
pesticidas.
As alterações climatéricas descontroladas, não se
faziam sentir como agora.
Os Invernos eram frios, chuvosos, os Verões quentes
e secos, a Primavera existia e conseguia-se
perceber quando chegava, pois as andorinhas não
faltavam à sua chegada a 21 de Março, o Outono
também, tudo isto na devida altura e de acordo com
a nossa localização geográfica.
As pessoas viviam de forma calma, sem o stress dos
dias de hoje, não havendo tantos automóveis, as
indústrias eram mais rudimentares, mas também
menos poluentes. Existiam em menor número, não
se sentia a necessidade de acelerar os processos de
transformação.
Os temas como a poluição ambiental, reciclagem,
gases tóxicos, camada de ozono, dióxido de
carbono, degelo, tornados ou furacões, era algo que
não se falava, nem tão pouco aconteciam
frequentemente como hoje em dia. Certo é que
talvez já existissem alguns problemas, mas não com
a dimensão que se faz sentir actualmente.
Como é que, a humanidade chegou alguns anos
depois, ao ponto assustador e dramático em que o
nosso planeta se encontra?
Onde é que errámos? Enquanto sociedade, mas
mais importante e grave, enquanto países, a que
todos nós pertencemos, neste mundo que teimamos
em destruir, e tão poucos tentam salvar.
A industrialização, o crescimento populacional, a
tecnologia, a ciência, as experiencia no campo
ambiental, os interesses económicos, todos têm
contribuído para as alterações drásticas que o nosso
sistema estrutural tem sofrido.
A situação agrava-se com a revolução industrial e a
explosão demográfica.
Surgiu uma grande quantidade de indústrias, o seu
desenvolvimento, levou a uma maior concentração
populacional de forma desorganizada e pouco
recomendável contribuindo assim para uma maior
poluição por parte destas, nas imediações das
mesmas, por necessidade das populações
manterem o seu meio de sobrevivência (emprego).
O não respeito pelas normas de segurança, na
eliminação de gases como o dióxido de carbono, o
dióxido de enxofre, o óxido de azoto e
principalmente os CFC (Clorofluorocarbonetos), que
está cientificamente provado, que a sua emissão
para a atmosfera, é causada pelo ser humano e tem
aumentado ao longo do tempo, fez com que todo o
planeta se debruçasse sobre este fenómeno que,
nos está a custar o aumento de temperaturas e
consequente efeito de estufa.
Para tal, os países reuniram-se e elaboraram, o
tratado de Quioto, no qual, todos eles se
comprometeram, a controlar a emissão de gases
para a atmosfera.
Os Estados Unidos, país talvez mais poluente e a
Austrália, não assinaram o tratado.
Um contra censo, pois os mais variadíssimos
estudos partiram dos Estados Unidos, todas as
analises feitas, em que se demonstra que o Planeta,
corre vários riscos de não conseguir recuperar,
foram feitos aí, e são precisamente, os seus
governantes que contestam, as conclusões que os
seus cientistas comprovam, achando que, estão a
exagerar em relação aos dados e gráficos
apresentados.
A realidade não é nada reconfortante, para quem só
tem este planeta para viver.
O que acontece, é que a emissão de gases nocivos
para a atmosfera, aumenta a temperatura à face da
Terra, uma vez que, eles retêm o calor provocando o
efeito de estufa e o aquecimento global, pois se
analisarmos os gráficos, do dióxido de carbono e da
temperatura, podemos ver que, eles encaixam na
perfeição, ou seja, o aumento do dióxido de carbono
leva a um aumento da temperatura e a diminuição
do dióxido de carbono, a uma diminuição da
temperatura.
O efeito de estufa, não é só causado pela emissão de
gases, como também, pelas partículas finas que
retêm o calor. Ora a existência da camada
atmosférica no nosso planeta é essencial e, apesar
de ela ter que ser fina, para puder deixar passar o
calor necessário e eliminar o excedente, nos últimos
tempos a sua espessura tem vindo a aumentar.
O calor, é-nos fornecido pelos raios solares que,
incidem na Terra e são reflectidos através de raios
infravermelhos, havendo uma maior espessura na
camada da atmosfera, esses raios, ficam retidos,
provocando uma subida da temperatura.
Por estas razoes, há um aquecimento global que,
tem variadíssimas consequências para o Planeta
Terra.
O degelo dos calotes polares leva-nos a uma
diminuição de água doce acabando com os tempos
por desaparecer, pondo em causa toda a vida
existente no Planeta.

A subida do nível das águas do mar, provocando


inundações e submergindo parte da costa.
O aumento da temperatura origina fortes
tempestades, furacões, tornados (ex: E.U.A., Japão
etc.) havendo destruição, mortes, refugiados.
Quando a temperatura da água aumenta, aumenta
também a velocidade do vento, havendo maior
evaporação. A diminuição da espessura dos
glaciares, que sem eles o urso polar não poderá
sobreviver pois são necessários para se refugiar não
conseguindo nadar por tempo indeterminado à
procura de um sítio para descansar.

Os ecossistemas desequilibrados, e as condições de


vida do Planeta afectadas.
A falta de alimentos, as alterações dos ciclos
reprodutivos, a extinção das espécies, as novas
doenças, os insectos, os parasitas, enfim, tudo o
que poderia ser evitado, caso as sociedades
respeitassem mais o planeta onde habitam.
O nosso planeta está a caminhar para a destruição.
Daqui a uns anos, poderemos deixar de respirar ar
puro, logo os problemas respiratórios que já se vão
sentido agravar-se-ão, e com eles novas doenças
que a humanidade terá que enfrentar
desconhecendo-se se terão a capacidade de se
adaptar a uma nova realidade ou se acabará por se
extinguir.
É certo, que cada vez mais, as populações vão
tomando consciência, corrigindo alguns maus
hábitos, levantando também, cada vez mais, por
todo o Mundo, as suas vozes de protesto, perante a
destruição passiva, a qual, vamos assistindo como
principais intervenientes, mas pensando ser, apenas
meros espectadores.
Os países, também estão a adoptar novas medidas,
para a redução da emissão de gases, tentando evitar
certas situações previstas, contudo, todos sabemos
que, cada país tem a sua política, e cada política,
tem a sua maneira de pensar, encarar e resolver os
problemas ambientais.
Só com o esforço de todos, se poderia talvez
minimizar os danos.
Criar mais espaços verdes, plantar mais árvores,
fazer mais campanhas de sensibilização, não destruir
os espaços verdes para neles construir, aumentar os
transportes públicos e utiliza-los mais, investir em
energias renováveis cumprindo com os valores de
emissão de gases estipulados, embora estes se
continuarmos voltados de costas para o problema
tenham que vir a ser revisto e como consequência
diminuídos, são alguns dos pequenos gestos que
podemos fazer, em favor da natureza e deste modo
evitar alguns problemas futuros.
A minha “revolta” é igual `minha pergunta assim
como ao meu espanto…
O porquê dos Estados Unidos da América não ter
assinado o tratado, sendo este, a maior potência
mundial e uma das mais poluentes, mas mais
incrédulo é, também esta, ser uma das mais
afectadas, por todas as alterações climatéricas, é
assolado várias vezes ao ano, por tornados,
furacões, inundações, levando a que as suas
populações sofram a cada catástrofe.

Não teriam que ser eles os primeiros a assinar?

Na minha opinião acho que sim.


Conclusão

Todos nós assistimos à destruição do nosso planeta


e temos consciência da sua gravidade.
A pergunta que fica é…
O que é que teremos que fazer, para além do
que está a ser feito, para evitar tal
acontecimento?
Muito pouco tem se feito e a um ritmo muito lento e
de acordo com interesses políticos, económicos dos
grandes lóbis existentes, são eles os principais
responsáveis por tudo aquilo que estamos a viver,
são eles que detêm o poder de alterar o rumo que
estamos a traçar para o planeta.
Possivelmente, nada do que façamos agora, nos
poderá salvar dos anos que levámos a maltratar, e a
contribuir para o ponto do não retorno em que nos
encontramos.
Agora, cabe-nos salvar o pouco que resta, pois tudo
o que para trás foi destruído não terá forma de
recuperação.
A Greenpeace, há anos que alerta para a destruição
do planeta, para a extinção das espécies, para a
destruição dos oceanos, e nunca foi ouvida, levou a
cabo situações estremas e nunca teve nenhum
governo que lhe desse ouvidos.
Porquê?
Porque não interessava, porque os países, as
sociedades, as pessoas têm necessidades de
consumo, cada vez mais urgentes, cada vez mais
modernas. O progresso, o satisfazer das
necessidades, do conforto, não pode esperar, estes
têm sido suportados à custa do planeta onde
vivemos.
Mesmo agora, o que fazemos, as medidas que
tomamos são poucas para o estado de destruição
em que se encontra o Planeta.
Não basta definir medidas, estratégias, fazer
conferências, mostrar gráficos, há que agir, e estar
dispostos a alguns sacrifícios.
Pensarmos no progresso, bem-estar, conforto,
evolução, mantendo presente que tudo isto só tem
razão de existir se tivermos Planeta para viver,
assim sendo, teremos que ter em conta os impactos
ambientais e evitar deste modo o fim de um Planeta
que poderá vir a existir sem nós mas nós nunca
poderemos viver sem ele.
De todas as espécies que o habitam o ser humano
foi aquele que mais interferiu na sua alteração
estrutural, em nome da sua evolução.
Porque precisamos de melhores condições de vida,
destroem-se florestas para construir casas, porque
precisamos de conforto constroem-se barragens
para produzir electricidade, porque necessitamos de
nos deslocar cada vez mais longe, inventamos
meios de transporte cada vez mais rápidos e
poluentes e porque queremos evoluir criamos
indústrias.
Só agora, passados alguns anos, damos conta que,
com todas essas necessidades evolutivas,
destruímos sem ponto de retorno, o Planeta onde
vivemos.

Margarida Salvador