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DIARRÉIA AGUDA

Dr. ALEXANDRO VAESKEN ALVES
DIARRÉIA AGUDA
• Mucosa intestinal é a interface entre o meio
externo e o interno. Apresenta uma grande
permeabilidade ativa e passiva para absorção de
nutrientes e água. Expõe o meio interno á
microorganismos e toxinas.
• Absorção de líquidos: Diariamente 10 litros
(ingestão hídrica, secreção gástrica, pancreática
e biliar) - 1 a 1,5 litro chega no cólon e são
eliminados aproximadamente 100 à 150 ml. Uma
redução de apenas 1 % já pode propiciar diarréia.
• Aumento da freqüência evacuatória e/ou do
conteúdo líquido das fezes (>200 g/d) até 2
semanas.
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• Diarréias osmóticas: moléculas são mal
absorvidas, ficam no lúmen e por osmose
retiram água e eletrólitos. Mucosa é em
geral normal.
• Fórmulas de emagrecimento, laxantes
com lactulose, manitol, sorbitol, frutose e
magnésio.
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Outros exemplos são a deficiência das
dissacaridases (lactase) e doença celíaca
(crônicas).
Podem ser exacerbados por cirurgias de
ressecção gástrica, entero-
enteroanastomoses ou piloroplastias.
Períodos pós-infecções (reconstituição
celular).
Melhoram com o jejum.
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• Diarréias secretórias: estímulo à secreção
exacerbada – ativa, induzida por sistemas
enzimáticos (indução adenil ciclase pelo cólera)
ou estimulação endócrina (Peptídeo Intestina
Vasoativo).
Defeitos congênitos, ressecção intestinal,
destruição de células do epitélio intestinal ou
alteração do AMP/GMP cíclico, cálcio e
proteinoquinases intracelulares - ↓ absorção de
sódio ou ↑ secreção de cloretos (infecções
agudas). As toxinas são absorvidas pelo
enterócito estimulando a secreção intestinal.
Não depende do conteúdo intestinal - não tem
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Diarréia do viajante: toxina de E.coli,
Salmonella Shigella, Vibrio,
Campylobacter, Giardia, Ameba. Anorexia,
cólicas abdominais, diarréia aquosa, até 1
semana.
Cólera pancreática: diarréia com
hipocalemia e acloridria. Secreção de
prostaglandinas ou hormônios
gastrointestinais (Peptídeo vasoativo
intestinal-VIP, serotonina, bombesina).
Tumores no TGI, pulmão, pâncreas e
supra-renal.
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Álcool: altera o transporte de sódio,
secreção ativa no intestino delgado.
Aumenta a velocidade do trânsito
intestinal.
Laxantes: cáscara sagrada (melanose
cólica) e fenolftaleína. Interfere a
absorção de sódio e água.
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• Diarréia exsudativa: ou inflamatórias, ocorrem
lesões da mucosa em grande extensões. Há
perda de proteínas, líquidos, muco e sangue na
luz do órgão. Disenterias (sangue). Processos
inflamatórios, infiltrativos ou úlceras.
Infecções bacterianas, protozoários, virais ou
helmínticas.
Colite pseudomembranosa (C. difficile) – ATB
prévio.
Colite neutropênica – diarréia, cólicas e febre, <100
neutrófilos (imunossuprimidos), bactérias
entéricas.
Diferenciar de DII, colite isquêmica, neoplasias de
reto e cólons.
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• Diarréia motora: alteração do tempo de
trânsito intestinal. Tanto diminuição
quanto aumento.
Diminuição - aumento do crescimento
bacteriano, desconjugação dos ácidos
biliares, conseqüentemente, má absorção.
Esclerodermia
Aumento – aumento da velocidade de
trânsito intestinal.
Hipertireoidismo e síndrome carcinóide.
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• Diarréia do viajante.
Aumento do consumo de água e alimentos
contaminados com bactérias, vírus e parasitas.
Ocorre em 40% - ficam acamados ( 1 – 2 dias) e
1% são hospitalizados.
Causada por agente bacteriano em 85% dos casos.
Etiologia: E. coli (enterotoxigênica,
enteropatogênica, enteroemorrágica,
enteroagregante e enteroinvasiva).
Países tropicais – helmintos (esquistossoma,
ameba, giárdia, etc...).
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• Anamnese (diagnóstico clínico):
Sintomas inespecíficos: náuseas, vômitos e dor
abdominal.
Fatores causais: viagens, alimentos, contatos com
enfermos, hospitalizações recentes, antibióticos,
outros medicamentos, perfil sexual, exposição
animais, doenças sistêmicas e imunidade.
Medicamentos: não ATB: efeitos adversos.
ATB: alteração funcional e
proliferação de patógenos (C. difficile).
Severidade: aparência (presença de sangue, muco,
pus ou resíduos alimentares), freqüência e
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Volume: doenças do intestino delgado tendem a
apresentar grande volume, aquosas e tendem á
desidratação. Doenças do cólon tem pequeno
volume associadas á tenesmo e urgência.
Duração: a maioria das diarréias agudas é auto-
limitada com duração de aproximadamente 5
dias. Persistência dos sintomas indica doença de
maior gravidade. Ingestão de toxinas
termoestáveis provocam diarréia entre 6 e 24
horas, enquanto quadros infecciosos iniciam em
48 horas.
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• Exame físico:
Aparência, SV, hipotensão postural,
turgor e mucosas.
Exame abdominal: dor abdominal,
peritonismo, toque retal.
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• Exames diagnósticos:
Na maioria das vezes é desnecessária a realização
de exames. A história e o exame físico devem
orientar a necessidade da solicitação de exames.
Geralmente é auto-limitada.
Causa é indeterminada em 20-40% dos episódios.
Exames devem ser restritos para quadros graves:
Diarréia com desidratação, enterorragia,
febre(>38,5°c), mais de 6 evacuações por dia por
mais de 48 horas, dor abdominal importante,
emagrecimento ou imunossupressão .
Merecem considerações especiais: idosos, diarréia
do viajante, ATB, imunossupressão, diarréia
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• EPF: a maioria das parasitoses tem apresentação
crônica. Pelo menos 3 amostras.
• Leucócitos fecais: pesquisa de diarréias de causa
inflamatória. Tem uma sensibilidade de
aproximadamente 60%.
• Coprocultura: identificar um agente patológico.
50% das causas infecciosas resolvem em 3 dias,
sem necessidade de ATB. $$$. Baixa
sensibilidade. Deve ser solicitado quando –
disenteria, febre, doença grave ou leucócitos
fecais positivos. De rotina: Shigella, Salmonella,
Campylobacter. Caso haja suspeita de outro
microorganismo (Yersinia, vibrio e E. coli
0157:H7) alertar laboratório.
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• Endoscopia: geralmente não é
realizada na diarréia aguda. RSC
pode ser realizado no paciente com
proctite (tenesmo, dor retal ou
incontinência fecal). Pacientes com
doença grave na suspeita de C.
difficile para visualização das
pseudomembranas, altamente
sugestivo. Pode sugerir outras
patologias que cursam com
enterorragia como DII ou colite
Protozoários Medicamentos
Entamoeba histolytica  Antiácidos (Mg)
Strongyloides stercoralis             Antibióticos
Dientamoeba fragilis Laxantes
Cryptosporidium parvum Outras drogas (colchicina, lactulose...)
Isospora belli Síndrome do Intestino Irritável
Cyclospora cayetanensis Intolerâncias (Lactase)
Giardia lamblia Isquemia mesentérica
Balantidium coli  Colite actínica
Enterocytozoon bienusi Doença inflamatória intestinal
Vírus Fístulas entéricas
Rotavirus Norwalk Entero-enteroanastomoses
Citomegalovirus Herpes Hipertireoidismo
Bactérias Síndrome carcinóide
Salmonella S aureos Hipoparatireoidismo
B cereus C perfrigens Suboclusão intestinal
Listéria Shigella Doenças do tecido conjuntivo
Campylobacter Yersínia Divertículos duodenais
Vibrio C difficile DM
Bacterioides fragilis
E. Coli enteroinvasiva e entero-hemorrágica (0157:H7)
FUNGO Candida albicans
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• Efeitos sobre o organismo
Perdas líquidas – desidratação.
Perda de eletrólitos – sódio, potássio,
bicarbonato.
Sempre avaliar a hidratação do
paciente. Em casos graves o
equilíbrio ácido-base.
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• Tratamento
PREVENÇÃO
A maioria dos casos é auto-limitada.
A diarréia é um sintoma.
Tratamento sintomático.
Tratar doença de base. Em geral são
causadas por infecções (viral, bacteriana,
fúngica ou parasitária).
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Importante - hidratação VO. Eventualmente EV em pacientes
graves, associado a N/V.
Não há restrição obrigatória de dieta. Alimentação precoce é
importante pois estimula o crescimento dos enterócitos.
Evitar leite (def. lactase temporária), verduras cruas, frutas,
xantinas, álcool.
Antidiarréicos – loperamida, codeína, tintura de ópio e outros
opiáceos. Contra-indicados em patógenos invasivos.
Disenterias, febre, sinais de septicemia ou
imunossupressão.
Anticolinérgicos – hioscina. Reduzem dores abdominais,
causam boca seca, visão borrada, retenção urinária,
palpitações, íleo paralítico e piora do glaucoma.
Adsorventes – carvão ativado, caolim, pectina, hidróxido de
alumínio. Adsorvem as toxinas de bactérias e diminuem
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Probióticos – organismos não patogênicos inibem o
crescimento dos patogênicos. Auxiliam na recuperação da
mucosa. Podem ser úteis em crianças e quadros associados
á ATB.
Anti-secretores – Racecadotril (inib da encefalinase), evita a
degradação das encefalinas (opiáceo endógeno) reduzindo
a secreção de água e eletrólitos.
ATB - idosos, crianças, imunossuprimidos, próteses vasculares
ou ortopédicas e doenças hemolíticas (anemia).
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• Antibióticos
Vibrio cholerae – tetraciclina 500 mg 6/6h por 3 dias.
Shiguella sp – Fluoroquinolona por 3 dias.
Salmonella – Fluoroquinolona 5 – 7 dias (apenas em pacientes
graves).
E. Coli – Fluoroquinolona 5 – 7 dias ou S – T 160/800 mg 2X/dia
por 3 dias (apenas em pacientes graves).
Campilobacter sp – Eritromicina 500 mg 2x/dia por 5 dias
apenas em pacientes graves.
Yersinia sp – S – T ou Fluoroquinolona (apenas em pacientes
graves).
C. difficile – Metronidazol 250/500 mg 4x/dias por 10 – 14 dias.
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Ciclospor Entamoeba histolytica
a Giardia
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Cryptosporidium
Isospora belli

Strongyloides stercoralis
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Doença de Crohn
Retocolite ulcerativa

Colite pseudomembranosa