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Aula 9

LEFF, Enrique. Racionalidade Ambiental: a

reapropriação social da natureza. Rio de Janeiro:

Civilizações Brasileira, 2006. p.221-266

Apresentação/introdução

Para Leff, o tratamento do tema está longe de ser uma
catástrofe ecológica, mas é visto, sim, como uma ‘crise
de civilização, da cultura ocidental, da racionalidade
da modernidade, da economia do mundo globalizado’.

É, sobretudo, a crise desse pensamento que se impôs
ao mundo negando o outro, a começar pela negação
desse outro absoluto – a natureza, o ambiente.

Apresentação/introdução Hoje sabemos que nos maiores problemas com que se defronta a humanidade em todos eles a racionalidade moderno-colonial se mostra parte: o efeito estufa. porque a quer subordinar. inclusive do capital. a vaca louca e outras doenças como a febre asiática e a gripe do frango trazem dentro de si essa matriz de pensamento e sua tecno-lógica que. não dialoga com a natureza. . subordina à lógica econômica.

afro-descendentes. índios. com os mundos da vida. mulheres. negros. o pensamento dialoga com o mundo. judeus. ciganos e tantos e tantos outro/as negados/as juntamente com a natureza. camponeses. Assim. selvagens. Apresentação/introdução É no diálogo come esses outros bárbaros. que Leff vê a emergência de uma Racionalidade Ambiental. .

Apresentação/introdução No mesmo movimento de pensamento Enrique Leff nos convida a alargar a compreensão da racionalidade para além de sua matriz eurocêntrica com sua pretensão universalista – pensamento que se pensa de lugar nenhum – e aposta nas múltiplas matrizes de racionalidade enquanto potencial criativo da humanidade. Esse percurso do pensamento de Leff se faz num in- tenso diálogo de desconstrução epistemológica. . inclusive de seu próprio pensamento.

. é a perda do sentido da existência que gera o pensamento racional em sua negação da outridade (alteridade). Apresentação/introdução A problemática ambiental emerge como uma crise de civilização: da cultura ocidental. da racionalidade da modernidade. É a própria desarticulação do mundo ao qual conduz a coisificação do ser e a superexploração da natureza. da economia do mundo globalizado. Não é uma catástrofe ecológica nem um simples desequilíbrio da economia.

do transbordamento da racionalidade coisificadora da modernidade. . Apresentação/introdução A racionalidade ambiental emerge assim do questionamento da hipereconomização do mundo. dos excessos do pensamento objetivo e utilitarista.

degradado o ambiente. P. Apresentação/introdução O conhecimento tem desestruturado os ecossistemas. até fazer explodir a energia do átomo. . chegou a esquadrinhar os números mais íntimos da natureza. descobrir os buracos negros dos cosmos e penetrar no código genético. desnaturalizado a natureza.17 Ver que o projeto científico da modernidade.

Apresentação/introdução A epistemologia ambiental já não se apresenta apenas como o problema de conhecer o mundo complexo. mas sim como o reconhecimento gera a complexidade do mundo. . A desconstrução da razão que as forças ecodestrutivas de um mundo insustentável desencadearam e a construção de uma racionalidade ambiental não são apenas um empreendimento filosófico e teórico. Estão arraigados em práticas sociais e em novos atores políticos.

a racionalidade ambiental é um pensamento que se enraíza na vida.. nos sentidos e na razão. Apresentação/introdução A construção da sustentabilidade é o desenho de novos modos de vida. (. nos sentimentos. 19 . P. através de uma política do ser e da diferença.) Se o Iluminismo gerou um pensamento totalitário que terminou aninhando a pulsão da morte no corpo..

em um diálogo de saberes e uma política da diferença que vão além de toda ontologia e de toda epistemologia que pretendem conhecer e englobar o mundo. controlar a natureza e sujeitar aos mundos de vida . A racionalidade ambiental se forja em uma ética da outridade. Apresentação/introdução A racionalidade ambiental constrói novos mundos de vida na rearticulação entre cultura e a natureza.

A crise ambiental foi o grande desmancha- prazeres na comemoração do triunfo do desenvolvimentismo.Cap 5 – A construção da racionalidade ambiental A globalização econômica e a morte da natureza. . expressando uma das falhas mais profundas do modelo civilizatório da modernidade.

a viabilidade do desenvolvimento sustentável converteu-se em um dos maiores desafios históricos e políticos do nosso tempo. Ver diante disse. e nesse perspectiva se inscreve as tentativas da economia neoclássica para internalizar as externalidades ambientais com os critérios da racionalidade econômica. . como exemplo. ou os da economia ecológica para fundar um novo paradigma . a tecnologia e a moral.Cap 5 – A construção da racionalidade ambiental Nesse sentido. veio o imperativo de ecologizar a economia.

] ignorando as condições ecológicas que impõem limites e potencias à produção.. . a reintegração da natureza e da economia enfrenta o problema de traduzir os custos de conservação e restauração em uma medida homogênea de valor.Cap 5 – A construção da racionalidade ambiental No entanto.. A racionalidade científica do Iluminismo construiu um projeto ideológico que pretendia emancipar o homem das leis-limite da natureza. [.

e a convicção.Cap 5 – A construção da racionalidade ambiental Na beira do precipício. de que o desenvolvimento das forças produtivas abriria as portas para uma sociedade de pós-escassez e à liberação do homem do reino da necessidade. . soou o alarme ecológico anunciando uma catástrofe inesperada como impensável na autoplascência do progresso científico-ecológico. tanto no campo capitalista como no socialista.

das controvérsias em torno dos sentidos da sustentabilidade e do enfrentamento de interesses para ecologizar a economia e dissolver as “contradições” da racionalidade econômica-tecnológica – formal-instrumental – dominante. . seja mediante instrumentos econômicos (subsídios. várias questões estão no centro dessa polêmica. impostos e incentivos. como. por exemplo. contas verdes e indicadores de sustentabilidade) ou de normas ecológicas que estabeleçam as condições externas que deve assumir a economia de mercado. a eficácia das políticas ambientais para incorporar os valores da natureza.Cap 5 – A construção da racionalidade ambiental Além dos obstáculos epistemológicos.

assim como o lugar dos valores e a moral dos indivíduos para corrigir os desvios do sistema econômico através de uma ética conservacionista e da “soberania dos consumidores” .Cap 5 – A construção da racionalidade ambiental Nesse espectro de reformas da racionalidade econômica se situa o debate das possíveis soluções tecnológicas (tecnologias mais limpas. desmaterialização da produção).

nem uma solução tecnológica são capazes de reverter à degradação entrópica. então é necessário apresentar a possibilidade de outra racionalidade.Cap 5 – A construção da racionalidade ambiental Se uma argumentação fundamentada e coerente. mostram que nem a eficácia do mercado. a concentração de poder e a desigualdade social geradas pela racionalidade econômica. assim como a realidade evidente. nem a norma ecológica. nem uma moral conservacionista. .

capaz de integrar os valores diversidade cultural a equidade e a os potenciais da democracia natureza como valores .Outra racionalidade.

a nova ordem sustentável não poderá se construir pela globalização do mercado.Cap 5 – A construção da racionalidade ambiental Em um cenário de diversidade cultural. mas sim através de processos socioculturais nos quais se definem estratégias de apropriação. uso e transformação da natureza e em que a economia global haverá de reconstituir-se como a articulação de economias locais sustentáveis. . soberania nacional e autonomias locais.

Obrigado e boa noite.221-242 Compreender os elementos centrais que sustentam a argumentação teórica de LEFF ao propor a racionalidade ambiental.Cap 5 – A construção da racionalidade ambiental Do capítulo para prova – p. .