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• Há 15 anos, não havia tanto consumo de drogas no Brasil

• Criou-se uma rede de distribuição eficiente


• Não houve política de contenção desta distribuição
• No início do século XX, os mexicanos começaram a fumar maconha nos
EUA. Em 1914, o município americano de El Paso criou uma lei proibindo a
posse de maconha.
• Napoleão Bonaparte quem criou a primeira lei proibindo a cannabis. Isso
aconteceu quando o general francês conquistou o Egito em 1798.
Napoleão alegava que, ao consumir o produto, os egípcios ficavam mais
violentos. Três décadas depois, em 1830, o Brasil também se tornaria
pioneiro no assunto, quando a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por
meio do Código de Posturas Municipais, criou restrições ao comércio e ao
consumo do “pito do pango” (O Grande Livro da Cannabis, Rowan
Robinson)
• Primeira tributação da maconha em 1937. Harry Aslinger não proibiu, mas
fez com que a maconha não fosse vendida sem um selo fiscal
(Só para uso medicinal)
• Se a população é tão veementemente contra, porque estamos falando tanto
sobre isso? O que está fazendo esta pauta repudianda e tão secundária se
tornar assunto de primeiro plano?
• Lobby da maconha (onde está o lobby da saúde?)
• ONGs financiadas com dinheiro externo
• George Soros: 250milhões de dólares, iniciando com a ideia da “maconha
medicinal”. Comprou metade do território da Bolívia.
• “Guerra às drogas fracassou”
Derrotismo. E porque funcionou na Suécia, no Japão, etc? Que guerra às drogas foi
feita no Brasil? Qual a política pública de prevenção nas escolas nos últimos 15
anos? Qual a guerra contra os vizinhos produtores? O controle de fronteiras?
SENAD (Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas) é um fracasso a 15 anos.
Maconha não é 100% legalizada em lugar nenhum.

• “Legalização vai acabar com o tráfico, os traficantes tem o monopólio”


1) 31% do mercado do tabaco é comércio ilegal 2) na Holanda: “O preço no
mercado negro é definitivamente menor do que em lojas regulares”, segundo
Michael Elliott, diretor executivo do Marijuana Industry Group. Em virtude do preço
alto do mercado legal, aumentou muito o registro para uso medicinal no colorado
alegando “dor aguda”: 106mil (2012) para 115mil (2014) (fonte: Mercado Popular).
3) Estatal da maconha no Uruguai é uma piada (comparar preço de maconha
estatal com maconha via tráfico). 4) Apenas 20% da receita do tráfico vem da
maconha. 5) não há monopólio no crime, ele também tem concorrência. 6) porque
as FARC querem tanto legalizar algo que iria em tese “prejudicá-los”?
• “tenho direito de fazer o que quiser com meu corpo”
Quem paga pela doença vai ser o pagador de impostos. Droga não afeta só o
indivíduo, afeta a família, a produção. A legalização do tabaco gerou cerca de
25 bilhões em receitas fiscais por ano, e os custos em sistema de saúde
cresceram para mais de 250 bilhões de dólares
• “não podemos criminalizar o usuário”
No Brasil já não acontece. Lei despenalizou o usuário em 2006. Cracolândia é
um exemplo de não-criminalização do usuário. Flexibilizou a lei, e o consumo
só aumentou. Vamos flexibilizar mais pra diminuir?

• “A Lei Seca foi um fracasso nos EUA”


Em 1830, os americanos consumiam uma média de 1,7 garrafa de bebidas
destiladas por semana, três vezes mais do que a quantidade consumida
em 2010 (Daniel Okrent - Last Call: The Rise and Fall of Prohibition). Na
Guerra do Ópio (1839), 25% da população chinesa consumia ópio.
• “Vai aumentar a arrecadação do estado”
(???) O Canabidiol é pra ser isento de impostos.
• “Com o tempo o aumento da oferta vai baratear os preços, e aí sim
acabar com o tráfico”
(1) Aumento de oferta pressupõe aumento de demanda, e estimular
demanda por drogas causa prejuízo ao sistema de saúde e à
organização social do país (indústria = mentalidade de expansão).
Diminuir o preço é inevitavelmente estimular o consumo (2)O tráfico
de tabaco nunca acabou em lugar nenhum do mundo. Relatório do
Sinditabaco em 2000: 30% do mercado nacional era comércio ilegal.
Relatório anual de 2014 da Souza Cruz, 31% é comércio ilegal.
• “Maconha tem efeito medicinal”
Mentira. É o canabidiol. O THC pode causa psicose (10% a dos
adolescentes usuários terão um surto psicótico. Aumento de 12% dos
surtos na Inglaterra devido ao uso de maconha). Skank tem mais THC e
menos canabidiol. Maconha fumada tem 400 substâncias muitas
tóxicas, o que existem são evidências sobre prejuízos graves à saúde. A
ideia do discurso medicinal é “diminuir a percepção de risco”. Quanto
menor a percepção de risco, maior o consumo (inversamente
proporcional). Nos EUA, em 1906, já tinha sido regulada a produção
de medicamentos patenteados baseado na maconha.
• “legalizar vai diminuir a violência”
O mercado ilegal não acaba, e portanto a violência dele decorrente
também não. De novo: apenas 20% da receita do tráfico vem da
maconha.

• “Apenas a proibição e a repressão não funciona”


Concordo. Por isso temos que desestimular o uso com campanhas
massivas e aumentar a percepção de risco.
• “O uso das drogas permanece entranhado no nosso modo de vida”
O uso da maconha fumada para efeitos psicotrópicos só está na cultura
ocidental desde o início do século XX. O uso do álcool para o mesmo efeito

• “Drogas ilegais não podem ter sua qualidade e toxicidade facilmente


testadas.”
Não há “qualidade” em droga, do ponto de vista da saúde. Se “qualidade”
está ligada ao quanto ela “chapa”, tanto pior fará para a saúde (a quantidade
de THC no Skank ou Haxixe, por exemplo, potencializa efeitos psicóticos.
Maconha com maior “qualidade”).
• “O crack não teria sido criado se a cocaína fosse legalizada”
(Friedman)

Barateamento de matéria-prima não tem relação essencial com


proibição ou legalização. Tem a ver com expansão de mercado, com
atingir camadas mais pobres, com massificação. Ex: Kitch, Art Noveau,
etc
Revisão da Universidade de Oxford:
• Maconha: Nenhum benefício comprovado
• Malefícios comprovados:
- Dependência, esquizofrenia, bronquite crônica, insuficiência
respiratória, aumento do risco de sistema cardiovascular, câncer no
sistema respiratório, ansiedade, SPC, episódios psicóticos,
comprometimento do desenvolvimento intelectual.
Diferenciar as drogas que causam comportamento antissocial.
Cigarro é 1 real, se fosse legalizado ia ser mais barato que chá
Leis mais rígidas anti-drogas no ocidente:

• Japão
• Suécia – consenso de fazer todo esfoço necessário para que as
pessoas não consumam nenhuma droga. Intolerância em relação ao
comportamento de consumo (não em relação ao usuário). Impossível
haver uma cracolância na Suécia. Pessoas monitoradas, se persistir
recebe multa, sanções civis, se traficar vai presa
A tendência do consumo é aumentar, pois:

• Extinção da punição aumenta oferta


• Melhoria socioeconômica da população
• Baixa percepção de risco
Mercado dos EUA está diminuindo, houve uma intervenção na colômbia.
No Brasil está aumentando. Bolívia é o grande fornecedor no Brasil, e faz fronteira
com os únicos 3 países que produzem cocaína na Am. Do Sul: colômbia, Bolívia e Peru
Proibição e behaviorismo (conceito de “reforço”)
PERGUNTA: “Drogadição” é um comportamento desejável do ponto de vista da saúde
nacional e da organização da sociedade? Consideremos que a resposta seja NÃO. Então o
objetivo primordial é: utilizar de “reforço” que coíba a utilização massiva de drogas.

- Comportamento desejado: diminuir uso de drogas da população

- Como aumentar a probabilidade deste comportamento?

1) Não se drogou, reforça:


• O reforço negativo pela retirada de um estímulo desagradável após o comportamento
(deixa de ter insônia, conflitos familiares, retira restrições da internação, por exemplo)
• O reforço positivo pela presença de um estímulo agradável após o comportamento
(recompensa: boa saúde, reconhecimento social etc)
2) Se drogou, pune:
• Punição positiva:
• Se legalizar, vai anistiar todos os crimes de narcotraficantes
• Se não anistiar, começa uma guerra contra o tráfico legal. Tráfico
ilegal ficará ainda mais intenso
• Se legalizar e anistiar os traficantes, eles terão nas mãos toda a rede
de distribuição, pontos de venda, tecnologia etc etc. Irá premiar a
casta de bandidos mais perigosa e mais assassina que já existe.
• Quem disse que existindo comércio legal acaba o comércio ilegal???
• Revolução: do dia para a noite, cria-se uma nova classe dominante, da
pior estipe moral que poderia existir.
• Se Legalizar o Narcotráfico:
• Legitima as FARC – de organização criminosa, se torna uma entidade
legítima, respeitável. E como eles querem, transformar em partido
político.
• Pacto de aliança
• O problema é que Amsterdã, com seus cafés, atrai ‘turistas da
droga’ dispostos a consumir de tudo, não apenas maconha. Isso fez
proliferar o narcotráfico nas ruas do bairro boêmio. O preço da
cocaína, da heroína e do ecstasy na capital holandesa está entre os
mais baixos da Europa”, afirma a matéria de Veja.
• O criminologista holandês Dirk Korf, da Universidade de Amsterdã,
afirma: “Hoje, a população está descontente com essas medidas
liberais, pois elas criaram uma expectativa ingênua de que a
legalização manteria os grupos criminosos longe dessas
atividades”. Pesquisas revelam que 67% da população holandesa é,
agora, a favor de medidas mais rígidas.
• Veja o caso da Suíça. Conta Favaro: “A experiência holandesa não é a única
na Europa. Zurique, na Suíça, também precisou dar marcha a ré na
tolerância com as drogas e a prostituição. O bairro de Langstrasse, onde as
autoridades toleravam bordéis e o uso aberto de drogas, tornara-se
território sob controle do crime organizado. A prefeitura coibiu o uso
público de drogas, impôs regras mais rígidas à prostituição e comprou os
prédios dos prostíbulos, transformando-os em imóveis residenciais para
estudantes. A reforma atraiu cinemas e bares da moda para o bairro”.
• E a Dinamarca? “Em Copenhague, as autoridades fecharam o cerco ao
Christiania, o bairro ocupado por uma comunidade alternativa desde 1971.
A venda de maconha era feita em feiras ao ar livre e tolerada pelos
moradores e autoridades, até que, em 2003, a polícia passou a reprimir o
tráfico de drogas no bairro. Em todas essas cidades, a tolerância em
relação às drogas e ao crime organizado perdeu a aura de modernidade”.
• RAÚL REYES – Comandante das FARC, morto em 2008 (salvo engano). Hugo Chaves rendeu
tributos ao “grande revolucionário assassinado covardemente”
• Em entrevista à Folha de S. Paulo de 27 de agosto de 2003, Raúl Reyes dera, entre outras, as
seguintes declarações:
• “Folha — O sr. conheceu Lula?
• Reyes — Sim, não me recordo exatamente em que ano, foi em San Salvador, em um dos Foros de
São Paulo.
• Folha — Houve uma conversa?
• Reyes — Sim, ficamos encarregados de presidir o encontro. Desde então, nos encontramos em
locais diferentes e mantivemos contato até recentemente. Quando ele se tornou presidente, não
pudemos mais falar com ele.
• Folha — Qual foi a última vez que o sr. falou com ele?
• Reyes — Não me lembro exatamente. Faz uns três anos.
• Folha — Fora do governo, quais são os contatos das Farc no Brasil?
• Reyes — As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos,
partidos e movimentos sociais…
• Folha — O senhor pode nomear as mais importantes?
• Reyes — Bem, o PT, e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-
teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas…
• Folha — Quais intelectuais?
• Reyes — [O sociólogo] Emir Sader, frei Betto [assessor especial de Lula] e muitos outros.”
- General Jan Sejna, desertor do Estado-Maior checo, em depoimento ao pesquisador
Joseph D. Douglass - Red Cocaine (Londres, 2000). Enquanto esse livro não for publicado e
lido no Brasil, todas as nossas discussões sobre narcotráfico serão apenas exercícios de
retórica ou de desinformação comunista. Trata-se de luta por controle do fluxo de
informações, e assim guiar as decisões estratégicas do inimigo.

• Desde a década de 50, os serviços secretos da URSS e da China se empenharam em


infiltrar-se no narcotráfico, usando-o para fins estratégicos
• Fazer guerra psicológica e criar de uma rede local de financiamento que aliviasse o custo
do bloco comunista com movimentos revolucionários no mundo subdesenvolvido.
• As drogas foram um poderoso estimulante do movimento “pacifista” da juventude nos
anos 60-70. Os movimentos revolucionários da América Latina, que após a queda da
URSS deveriam secar por falta de recursos, não apenas sobreviveram ao trauma mas até
cresceram formidavelmente na década de 90, alimentados pelo negócio das drogas.
• A estrutura de exploração montada quase meio século atrás permite que as Farc e o
governo cubano sejam hoje os maiores beneficiários do narcotráfico e, ao mesmo
tempo, possam alegar com verossimilhança que “não são traficantes”.
• De onde vem a droga consumida no Brasil:

• Bolívia (60%), Peru (30%) e Colômbia (10%) - Secretaria Nacional anti


Drogas, Polícia Federal
• Não é legalizada nem descriminalizada na Jamaica.
• Na Holanda, é ilegal portar e plantar. Só pode fumar nos cafés, e
vender até 5 gramas
• “Aquele que puder recorrer a um veneno para pensar, em breve não
poderá mais pensar sem o veneno. É possível imaginar o terrível
destino de um homem cuja imaginação paralisada não soubesse mais
funcionar sem o recurso do haxixe ou do ópio?” (Baudelaire. Paraísos
Artificiais, p. 50)
• Edgar Allan Poe também usou Ópio. Tentou se matar algumas vezes.
• Aldous Huxley – As Portas da percepção
• Carlos Castanheda