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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL

DIREITO INTERNACIONAL

PROFESSORA ANA PAULA MARTINS AMARAL

Anapaulamaral_ufms@yahoo.com.br
DIREITO INTERNACIONAL PUBLICO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

NOÇÕES PRELIMINARES

FONTES DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL

DOMÍNIO PÚBLICO INTERNACIONAL

NACIONALIDADE NO DIREITO BRASILEIRO

JURISDIÇÃO DO ESTADO

IMUNIDADE À JURISDIÇÃO ESTATAL

SOLUÇÃO PACIFICA DE CONTROVÉRSIAS

DIREITO HUMANITÁRIO E DIREITO DOS CONFLITOS ARMADOS


DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

NOÇÕES BÁSICAS DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO

CONDIÇÃO JURIDICA DO ESTRANGEIRO

ESTRUTURA DA NORMA DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO.

LIMITES À APLICAÇÃO DA LEI ESTRANGEIRA

DIREITO PROCESSUAL CIVIL INTERNACIONAL

DIREITO DO COMÉRCIO INTERNACIONAL

COMÉRCIO INTERNACIONAL
DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO
BIBLIOGRAFIA

ACCIOLY, Hildebrando.Manual de Direito Internacional Público.


12ª ed. São Paulo: Saraiva, 2008.
BREGALDA, Gustavo. Direito Internacional Público e Direito
Internacional Privado. São Paulo: Atlas, 2007.
REZEK, J. FRANCISCO. Direito Internacional Público. 11 ed. rev e
atual. São Paulo: Saraiva, 2008.
SEITENFUS, Ricardo. VENTURA, Deisy. Introdução ao Direito
Internacional Público. Porto Alegre: Livraria do Advogado,
1999.
MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Curso de Direito Internacional
Público. 3ª ed. São Paulo:RT, 2008.
MELLO, Celso de Albuquerque. Curso de Direito Internacional
Público. 14ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2004. 2 v.
SOARES, Guido Fernando Silva. Curso de direito internacional
público. v. 1. São Paulo: Atlas, 2002
VARELLA, Marcelo D. Direito Internacional Público. São
Paulo:Saraiva,2009.
Guia de Estudos do Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, versão
2005
Recomendações Bibliográficas
Noções de Direito e Direito Internacional Público

ACCIOLY, Hildebrando e Geraldo Eulálio do Nascimento e Silva. Manual de direito


internacional público. 17ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
BONAVIDES, Paulo. Curso de direito constitucional. 12ª ed. São Paulo: Malheiros,
2002.
BORCHARDT, Klaus-Dieter. O ABC do direito comunitário. Bruxelas: Comissão
Européia, 2000. (Nota PRA: Muito material pode ser obtido no site da UE).
MELLO, Celso de Albuquerque. Curso de direito internacional público. 14ª ed. Rio de
Janeiro: Renovar, 2004.
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de direito administrativo. 14ª ed. São
Paulo: Malheiros, 2002.
QUOC DINH, Nguyen, Patrick Dailler e Alain Pellet. Direito internacional público.
Lisboa: Calouste Gulbenkian, 1999.
REZEK, José Francisco. Direito internacional público: curso elementar. 9ª ed. São
Paulo: Saraiva, 2002.
SEITENFUS, Ricardo. Manual das organizações internacionais. 3ª ed. Porto Alegre:
Livraria do Advogado, 2003.
SOARES, Guido Fernando Silva. Curso de direito internacional público. v. 1. São
Paulo: Atlas, 2002.
THORSTENSEN, Vera. OMC: Organização Mundial do Comércio: as regras do
comércio internacional e a nova rodada de negociações multilaterais. 2ª ed.
São Paulo: Aduaneiras, 2001.
TRINDADE, Antônio Augusto Cançado. Tratado de direito internacional dos direitos
humanos. Vol.- III. Porto Alegre: Fabris, 2003.
________. Direito das organizações internacionais. 3ª ed. Belo Horizonte: Del Rey,
2003.
DIREITO INTERNACIONAL PUBLICO

EVOLUÇÃO HISTÓRICA

“O direito internacional é tão antigo quanto


a civilização em geral; ele é uma
conseqüência necessária e inevitável de toda
civilização”.

Barão Korff
Conceito DIP

Conjunto de regras jurídicas consuetudinárias e


convencionais que determinam os direitos e
deveres, na órbita internacional, dos Estados ,
dos indivíduos e das instituições que obtiveram
personalidade de acordo entre Estados
Diferença entre direito
Internacional e direito interno
Direito interno

A ordem interna vigora em um Estado regulado


pelo direito positivo, pela vontade de um poder
soberano.

Subordinação dos cidadãos à ordem jurídica.

Sociedade centralizada / Hierarquia de Normas


Direito Internacional

Ordem provêm do entendimento ( Estados


soberanos consentem e se subordinam às
normas que reconhecem)

Coordenação da vontade de Estados soberanos

Sociedade descentralizada / Não há hierarquia


de normas
Princípios do Direito Internacional Público
Contemporâneo

“Declaração relativa aos Princípios de Direito


Internacional regendo as relações amistosas e
cooperação entre os Estados conforme a carta da
ONU.” – 1970

1. Princípio da proibição do uso da força


2. Solução pacífica das controvérsias: Deve se buscar a
arbitragem, os meios jurisdicionais e não a força.
3. Não intervenção nos assuntos internos dos Estados
4. Dever de cooperação internacional: Busca o pleno
desenvolvimento da humanidade
5. Igualdade de direitos e autodeterminação dos povos
6. Igualdade soberana dos Estados
7. Boa-fé no cumprimento das obrigações internacionais
Princípios do Direito Internacional Público
Contemporâneo

Princípios amparados pelo Brasil: Art. 4.º


CF/88

Art. 4.º, III – Igualdade de direitos e auto determinação dos


Povos;

Art. 4.º, IV – Não intervenção nos assuntos internos dos


Estados;

Art. 4.º, V – Igualdade soberana dos Estados;

Art. 4.º, VII – Solução pacífica das controvérsias


NATUREZA DO DIREITO
INTERNACIONAL PÚBLICO

Relação entre o DIP e o Direito Interno

Escola Monista

- Prevalência do Direito Internacional


- Prevalência do Direito Interno

Escola Dualista
Ordem jurídica numa sociedade
descentralizada

O direito das gentes caracteriza-se prescipuamente


por se estabelecer em meio a uma sociedade
descentralizada, inexistindo uma autoridade superior
ou ente garantidor da vigência da ordem jurídica. Os
Estados , dotados de soberania, se organizam de
forma horizontal, somente se subordinando a
normas jurídicas às quais consentirem, eles são os
legisladores e os destinatários, somente se
submetendo às leis e a jurisdição que
reconhecerem
FONTES DO DIREITO INTERNACIONAL
PÚBLICO

“Meios de expressão do Direito


Internacional”
ESTATUTO DA CORTE INTERNACIONAL DE
JUSTIÇA

Dispõe o art. 38, que, na solução de


controvérsias que lhes forem submetidas a Corte
aplicará as convenções internacionais, o
costume internacional e os princípios gerais de
direito, acrescidos como meios auxiliares de
direito das decisões judiciárias e da doutrina,
sendo, enfim, facultada à corte decidir a questão
utilizando-se do princípio da equidade, se as
partes com isso concordarem.
Classificação

Fontes principais: Tratados


Costume
Princípios Gerais

Fontes secundárias ou acessórias: Doutrina


Jurisprudência

Fonte Complementar: Equidade


Classificação moderna:

Convencionais : conjunto de vontades manifestadas


formalmente pelos sujeitos de DIP : Tratados Internacionais

Não convencionais: Costume, Princípios Gerais e Atos


Unilaterais, Decisões das Organizações Internacionais

Instrumentos de Interpretação:
Jurisprudência
Doutrina
Analogia
Equidade

.
Tratados Internacionais

Definição:

“Tratado é todo acordo formal concluído


entre sujeitos de Direito Internacional
Público, destinado a produzir efeitos
jurídicos”.

(Rezek)
TRATADOS INTERNACIONAIS

Textos Importantes:

Convenção de Viena sobre Direito dos


Tratados de 1969

Convenção de Viena sobre Direito dos


Tratados de 1986
TRATADOS INTERNACIONAIS
Classificação:

a) Origem:

- Assinatura por parte de sujeitos de Direito Internacional


Público reunidos especialmente para essa finalidade;
- Assinatura do texto por instância de Organizações
Internacionais;

b) Números de contraentes:

- Bilaterais
- Plurilaterais

c) Abertura:

- Tratado aberto à adesão


- Tratado fechado
- Tratado semi-aberto
TRATADOS INTERNACIONAIS
Classificação:

d) Natureza:

- Tratado - contrato (estabelece uma relação jurídica entre


as partes que compõe esse contrato);
-Tratado – Lei (regras uniforme de conduta

e) Caráter Bélico:

- Tratados militares;
- Tratados não militares
TRATADOS INTERNACIONAIS

Terminologia: “Convenção”, “Protocolo”, “Carta” ,


“Ato”, “Ata”, “Declaração”, “Tratado”, “Estatuto”,
“Pacto”, “Regulamento”, “Constituição”, “Acordo”,
Compromisso”, Memorando”, etc. São todas
expressões do mesma fonte de direito

Exceção: Concordata
TRATADOS INTERNACIONAIS

“Gentlemen´s agreements” ou “Memorandum of


Understanting” (MOU) acordo de cavalheiros que vinculam
os Estadistas e não os Estados – programa de ação politica

Acordos de forma simplificada ou acordos executivos


(executive agreements): são aqueles que não são
submetidos ao poder legislativo para aprovação, sendo
realizados pelo poder executivo através de troca de notas.

Motivos de sua utilização: caráter técnico, rapidez na execução


do acordo, ajustes complementares de acordos realizados
anteriormente
Processo de elaboração do Tratado
se realiza em 4 fases

a) Assinatura

b) Autorização para Ratificação

c) Ratificação

d) Promulgação
Assinatura

Assinatura : Ato que finaliza a negociação


fixando e autenticando o texto do
compromisso
Autorização para ratificação

Autorização para Ratificação O texto é enviado pelo poder


executivo através de mensagem própria ao Congresso Nacional
para que este o examine e, se considerar conveniente, autorize
a ratificação.
Ratificação

Ratificação . Ato unilateral pelo qual o signatário


confirma sua intenção de realizar o acordo.

Características da Ratificação:

a) Competência – Presidente da República


b) Discricionariedade – O Estado assina, mais não
ratifica
c) Irretratabilidade – uma vez ratificado não pode
renunciar, semente denunciar
Promulgação

Promulgação: Efetuada a ratificação o Presidente da


República, por via de decreto, promulga o tratado internacional
, assinalando sua vigência no Brasil.
Procedimento para elaboração dos Tratados no
Brasil

Autorização para representar o país

Assinatura do Tratado

Encaminhamento ao Congresso via mensagem presidencial

Aprovação nas duas casas ( Câmara e Senado)

Promulgação pelo presidente do Senado como Decreto


Legislativo

Presidente deposita a ratificação

Decreto de Promulgação emitido pelo Presidente (Publicação).


Vigência

Internacionalmente : Estabelecido em cada


Tratado

Internamente:

Estar em vigor internacionalmente

Ter obedecido o processo de internalização.


Condições de validade:

a) Capacidade dos contratante: Estados, Organizações


Internacionais, Santa Sé

b) Qualidade e competência do representante do Estado


negociante:O representante do Estado que irá negociar e
celebrar o tratado deverá ter “plenos poderes” para fazê-lo,
e possuir competência para tanto.

c) Consentimento mútuo:O consentimento deve ser categórico,


inequívoco e isento de vícios.

e) Materialidade do objeto do tratado: O objeto do tratado


deve ser possível
Efeitos dos Tratados Internacionais:

a) Em relação às partes: Todo tratado obriga as


partes e deve ser executado de boa fé.

b) Em relação a terceiros: O tratado somente cria


direitos nem obrigações às partes que dele
participem.

Revisão dos Tratados Internacionais


É admissível se houver acordo entre as partes.
Pode ser total ou parcial.
Término dos Tratados Internacionais:

Com a concordância das partes

1- Conforme disposição expressa no Tratado;

2- A qualquer momento em virtude do


consentimento sobre seu término, após
consulta a todos os contratantes;

3- Se todas as partes concluírem um Tratado


posterior sobre a mesma matéria;
Sem a concordância entre as partes:

1- Denuncia: Ato unilateral pelo qual o Estado manifesta


sua vontade de deixar de ser parte no acordo internacional

2- Violação substancial do acordo: Transgressão de


disposição essencial para a realização do tratado.

3- Mudança fundamental das circunstâncias Refere-se à


impossibilidade do cumprimento do tratado ou a
alteração fundamental das circunstancias

4- Redução das partes aquém do número necessário para


sua entrada em vigor.

5- Aparecimento de uma norma imperativa de direito


internacional geral (jus congens)
Efeitos da extinção do Tratado:

a) Libera as partes de qualquer obrigação de


continuar a cumprir o tratado;

b) Não prejudica qualquer direito, obrigação ou


situação criados pela execução do tratado antes
do término do mesmo.
ASSINATURA: Firma que põe termo a uma
negociação fixando e autenticando o texto do
compromisso, exteriorizando em definitivo o
consentimento das partes.

RATIFICAÇÃO: Ato unilateral com que o sujeito


de direito internacional, signatário de um tratado,
exprime definitivamente, no plano internacional,
sua vontade de obrigar-se.

ADESÃO: Ato pelo qual o Estado, que não


participou da elaboração ou assinatura do tratado,
estabelece, no plano internacional, seu
consentimento em obrigar-se por este acordo.
DEPOSITÁRIO:

Estado ou Organização Internacional que recebe


os instrumentos de ratificação ficando responsável
por informar os demais participantes do Tratado
da ratificação daquela parte. O depositário
receberá também os instrumentos de adesão e
eventualmente as notificações de denúncia,
dentre outras atribuições.

RESERVA:

Ato unilateral do Estado visando excluir ou


modificar o efeito jurídico de certas disposições do
tratado em relação a esse Estado.
DIREITO INTERNACIONAL
TEMAS PARA SEMINÁRIOS

Organização Mundial do Comércio


Proteção Internacional dos Direitos Humanos
Pacto de San José da Costa Rica

Proteção Internacional do meio ambiente


Estrutura Jurídica do Mercosul
União Européia
Assembléia Geral da ONU
Organização dos Estados Americanos