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Funções da

Linguagem I e II
AULA 3 e 6
(Gramática)
Objetivos dessas aulas:
• Compreender a variedade de funções
da linguagem como condição para
adequar-se às diferentes situações de
comunicação;

• Conhecer as marcas típicas das


funções de linguagem e usar esse
conhecimento tanto para interpretar
quanto para produzir textos.
Quando nos comunicamos com alguém,
transmitimos ao nosso interlocutor uma
determinada mensagem ("ideia"), que,
sob a forma código (por exemplo:
língua portuguesa), é levada até ele
por um canal ou veículo de
comunicação.
• Quem escreve?
• Quem lê?
• Mensagem?
• Código?
• Canal
Um ato de comunicação se realiza, portanto, pela articulação de seis elementos
básicos. Veja o quadro.

Elemento no Papel no ato de


ato de comunicação
comunicação

EMISSOR Quem fala (ou escreve, desenha, faz os gestos etc.).

RECEPTOR Quem ouve (ou lê, interpreta os gestos etc.).

MENSAGEM O conteúdo daquilo que o emissor comunica.

CÓDIGO Sistema utilizado pelo emissor para compor a


mensagem (p. ex.: língua oral/escrita, língua de
sinais, pintura, placas de trânsito).

CANAL Meio ou veículo através do qual a mensagem é


transmitida (p. ex.: ar, papel, telefone, TV, internet).

CONTEXTO Conjunto de referentes que dará sentido à mensagem.


Em nossas relações na sociedade, utilizamos
a linguagem para as mais diferentes
finalidades.
Nós a usamos, por exemplo, para
transmitir/receber informações, construir
representações mentais do mundo,
convencer outras pessoas, expressar nossos
sentimentos, estabelecer/manter relações
sociais etc. Dizemos, por isso, que a
linguagem tem diferentes funções.
As funções da linguagem subdividem-
se em seis tipos, dependendo do elemento de
comunicação no qual a mensagem está
predominantemente centrada.
1. Função Referencial

Guernica (1937), do pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973)

A guerra civil espanhola (1936-1939) dividiu de forma brutal o povo


espanhol: de um lado, os republicanos; de outro, os fascistas do general Franco, que
mais tarde seria ditador do país. Durante a guerra, Franco ordenou o bombardeio
aéreo de uma pequena cidade espanhola. O ataque, que matou mais de 1600
pessoas, inspirou o pintor espanhol Pablo Picasso a criar, empregando técnicas do
estilo cubista, uma das pinturas mais significativas da arte mundial e a dar a ela o
nome da cidadezinha destruída: Guernica. O quadro, um imenso painel de 3,5 m por
7,8 m, passou a simbolizar uma das mais expressivas denúncias contra os horrores e
a estupidez daquela guerra e, por extensão, de todas as guerras.
1. Função Referencial

Nesse caso, a linguagem foi empregada para


fazer referência a elementos do mundo e
transmitir uma informação, uma mensagem
direta, objetiva, que só pode ser entendida pelo
leitor em um sentido específico, único.
Dizemos, por isso, que a linguagem foi
empregada em sua função referencial ou
informativa
A função referencial, por ter como foco o
próprio conteúdo da mensagem, é a função
que predomina nos noticiários (de TV, rádio e
internet), nos jornais impressos, nas revistas de
informação, nos textos técnicos, contratos,
relatórios etc.
2. Função Metalinguística

Leia o texto a seguir, que explica a origem do termo


"gíria".

[...] A maioria dos dicionários de língua registra o


surgimento do termo argot (em português, “gíria”)
em 1628 com uma acepção primeira de “corporação,
confraria dos indigentes, dos mendigos. Dessa
origem resulta o fato de que o termo foi
frequentemente associado a grupos sociais mais
menos marginais: gíria dos malandros, gíria dos
presidiários. O termo conheceu uma ampliação em
sua acepção e, desde então, fala-se de “gíria dos
jovens” ou “gíria das profissões”.

CHARAUDEAU, Patrick; MAINGUENEAU, Dominique.


Dicionário de análise do discurso. São Paulo: Contexto, 2004.
p. 25’’
2. Função Metalinguística

Nesse texto, a linguagem foi empregada


para explicar a origem, o significado
original e a mudança de significado de uma
palavra.
Nesse caso, portanto, a linguagem tem
seu foco no próprio código linguísitico,
isto é, na própria linguagem.
Quando, em um texto, predomina essa
finalidade da língua, dizemos que ela está
empregada em sua função
metalinguística.
Nos dois trechos abaixo também predomina a função
metalinguística, uma vez que os poetas falam própria
linguagem e do ato de escrever.
Poesia
Tantas palavras
(...) Gastei uma hora pensando um
verso que a pena não quer
Tantas palavras escrever.
Que eu conhecia No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
E já não falo mais, jamais Ele está cá dentro
Quantas palavras e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
Que ela adorava inunda a minha vida inteira.
Saíram de cartaz
ANDRADE, Carlos Drummond de. In:
Alguma poesia. São Paulo: Companhia das
Letras.
Nós aprendemos © Grana Drummond - www.
carlosdrummond .com.br.
Palavras duras
Como dizer perdi, perdi.
(...)
BUARQUE, Chico. Tantas palavras. São
Paulo: Companhia das Letras, 2006. p.
348. Poesia
3. A função Emotiva (ou expressiva)

Meu mundo é hoje


Eu sou assim,
Quem quiser gostar de mim,
Eu sou assim.
[...]
Meu mundo é hoje,
Não existe amanhã pra mim.
Eu sou assim,
Assim morrerei um dia.
Não levarei arrependimentos
Nem o peso da hipocrisia.
[...]

BATISTA, Wilson. Meu mundo é hoje. Intérprete: Paulinho da Vi In:


VIOLA, Paulinho da. A dança da solidão. [S.l.]: EMI, 1972. 1 disco
sonoro. Lado A, faixa 2
3. Função Emotiva (ou expressiva)

Quando se trata de identificar em um texto, uma


determinada função da linguagem, dizemos que ela
predomina naquele texto (ou em determinada
parte dele). Isso porque dificilmente uma função
ocorre isoladamente; o mais comum é que em
um texto se combinem duas ou mais funções da
linguagem.
Nesses versos, o aspecto mais relevante da
mensagem é o próprio emissor. Por meio de pronome
(eu, mim) e de verbos na primeira pessoa (sou,
morrerei, levarei), ele expõe seu mundo interior, sua
subjetividade, seu modo de pensar e de ver a vida.
Quando uma mensagem é centrada no próprio
emissor, com a finalidade de evidenciar seus
sentimentos e emoções, dizemos que nela predomina
a função emotiva (ou expressiva) da linguagem.
3. Função Emotiva (ou expressiva)

Veja mais um exemplo da função


expressiva da linguagem:

A criança que fui chora na estrada.


Deixei-a ali quando vim ser quem sou;
[...]
PESSOA, Fernando. Mensagem: poemas esotéricos.
Madri: Allca XX, 1996. p. 170.
4. Função Conativa (ou apelativa)
3. Função Conativa (ou apelativa)

O cartum anterior combina


linguagem visual (a imagem do
bombom) com linguagem verbal (a
frase no alto e abaixo).
A mensagem desse texto procura
"falar" diretamente com o leitor, ou
seja, ela centrada no
receptor/destinatário da
mensagem e busca influenciar o
comportamento dele, com o objetivo
convencê-lo de que comer o bombom
pode trazer sensação de bem-estar.
4. Função Conativa (ou apelativa)

Touro
Uma parceria
ou sociedade
poderá abrir
seus
horizontes
profissionais.
Evite
comentar sua
rotina
conjugal com
gente de fora.
Se você
paquera um
amigo, o
lance tende a
se firmar.
4. Função Conativa (ou apelativa)
4. Função Conativa (ou apelativa)

Essa função da linguagem, por


falar diretamente ao destinatário,
caracteriza-se pela presença das
formas tu, você, vocês (explícitas
ou subentendidas no texto por
vocativos (chamamentos) e por
formas verbais no imperativo, isto é,
formas que expressam pedido
recomendação, aviso, ordem etc.
A função conativa/apelativa
é muito usual em anúncios
publicitários, placa de aviso, textos
de horóscopo etc.
5. Função Poética

Mar azul
Mar azul marco azul
Mar azul marco azul barco azul
Mar azul marco azul barco azul arco azul
Mar azul marco azul barco azul arco azul ar azul
GULLAR, Ferreira. Os melhores poemas de Ferreira Gullar.
Seleção de Alfredo Bosi. São Paulo: Global, 1983. v. 2. p. 47.

Quem cabritos vende e cabra não tem


De algum lugar lhes vêm.
(Ditado popular)
4. Função Poética

Nos dois textos, a linguagem foi


trabalhada para produzir
determinados efeitos expressivos e,
assim, despertar maior interesse do
leitor.
Perceba que houve preocupação
em combinar as palavras de maneira
pouco comum, organizando a
sonoridade, o ritmo das frases, as
rimas para que a mensagem
ganhasse mais destaque, mais
ênfase. Essa função da linguagem, é
centrada na mensagem.
4. Função Poética
5. Função Poética

A função poética evidencia-se


mais comumente na poesia, nos
slogans publicitários e também em
cantos de origem popular (ditados,
cantigas, trava-línguas etc.).
6. Função Fática

Leia esta "conversa" telefônica entre


duas pessoas:
- Alô!
- Alô... Pois não... Quem fala?
- Desculpa... A ligação tá ruim...
- Alô! Alô... Tá cortando...
- Melhorou? Tá me ouvindo agora? Alô...
- Com quem você quer falar?
- Por favor, aqui é o Cadu. Quero falar...
- Quem?... Desculpa... Não consigo te
ouvir...
- Caiu! (Oh, por-ca-ri-a de celular!)
6. Função Fática
Nessa "animadíssima conversa", a linguagem foi
empregada pelos dois falantes apenas para tentar
estabelecer e manter o contato entre eles; não houve
efetivamente nenhuma comunicação. Eles usaram a
linguagem para verificar se a via de comunicação entre
ambos estava estabelecida.
A função fática é, portanto, centrada no canal
(meio de contato entre os falantes) e evidencia-se
quando a linguagem serve para iniciar, manter, retomar
ou concluir o ato de comunicação.
Palavras e expressões como "alô!", "oi!", "tudo
bem?", "certo?", "claro!", "né?", "tá ligado?", "e aí?" "fui!",
"tchau" e "a mais" caracterizam essa função da
linguagem.