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A importância da

prevenção do Câncer do
Colo de útero
Drª Vivian Pinho Gama
 Controle do câncer

 Para um efetivo controle do câncer são


necessárias ações para garantir uma atenção
integral ao paciente em todos os níveis, desde
a prevenção, diagnóstico, tratamento até os
cuidados paliativos.
 Em relação ao câncer do colo do útero e da
mama, o tratamento é mais efetivo quando a
doença é diagnosticada em fases iniciais,
justificando a importância das ações para a
detecção precoce.
Controle do câncer

 A Atenção Básica tem, entre suas atribuições, o


papel de coordenadora do cuidado e ordenadora
das redes de atenção à saúde.
 Ela acompanha os usuários mesmo quando ele
demanda de um serviço especializado ou de
uma internação, e é responsável pela
coordenação das ações dos diversos serviços
sobre os profissionais.
Controle do câncer

 Ações educativas devem estar presentes no


processo de trabalho das equipes, em momentos
coletivos ou em momentos individuais de consulta.
 Após o recebimento de um exame "positivo", cabe
a AB realizar o acompanhamento dessa usuária,
encaminhar ao serviço de referência para
confirmação diagnóstica e realização do
tratamento.
Controle do câncer

 É fundamental avaliar a compreensão que a


usuária tem sobre sua doença e estimular a
adesão ao tratamento.
 Muitas vezes, mesmo após a alta, a usuária
demanda cuidados especiais, principalmente
na periodicidade de acompanhamento.
Metas Nacionais

 • Ampliar a cobertura de exame citopatológico


em mulheres de 25 a 64 anos.
 • Tratar 100% das mulheres com diagnóstico de
lesões precursoras de câncer.
 • Aperfeiçoamento do rastreamento dos cânceres
do colo do útero e da mama (INCA, 2011a).
 • Universalização desses exames - garantia de
100% de acesso ao tratamento de lesões
precursoras de câncer.
Cobertura

 Atingir alta cobertura da população alvo é o


componente mais importante no âmbito da atenção
primária.
 Países com cobertura superior a 50% do exame
citopatológico realizado a cada três a cinco anos
apresentam taxas inferiores a três mortes por 100 mil
mulheres por ano e, para aqueles com cobertura
superior a 70%, essa taxa é igual ou menor que duas
mortes por 100 mil mulheres por ano (ANTTILA et al,
2009; ARByN et al, 2009a).
Atribuições dos profissionais da
Atenção Básica
 Atribuições comuns a todos
 Conhecer as ações de controle dos cânceres do colo
do útero
 Planejar e programar as ações de controle com
priorização das ações segundo critérios de risco,
vulnerabilidade e desigualdade
 Realizar ações de controle: promoção, prevenção,
rastreamento, detecção precoce, diagnóstico,
tratamento, reabilitação e cuidados paliativos;
Atribuições comuns a todos

 Alimentar e analisar dados dos Sistemas de


Informação em Saúde (Sistema de Informação
da Atenção Básica - SIAB, Siscolo e outros),
para planejar, programar e avaliar as ações de
controle dos cânceres
 Conhecer os hábitos de vida, valores
culturais, éticos e religiosos das famílias
assistidas e da comunidade
 Acolher as usuárias de forma humanizada;
Atribuições comuns a todos

 Trabalhar em equipe integrando áreas


de conhecimento e profissionais de
diferentes formações;
 Prestar atenção integral e contínua às
necessidades de saúde da mulher,
articulada com os demais níveis de
atenção.
Atribuições comuns a todos

  Identificar usuárias que necessitem de


assistência ou internação domiciliar
 Realizar e participar das atividades de
educação permanente relativas à saúde
da mulher, controle dos cânceres do
colo do útero e da mama, DST, entre
outras
 Desenvolver atividades educativas,
individuais ou coletivas;
Fatores de risco • Infecção pelo
Papiloma Vírus Humano – HPV;
  Início precoce da atividade sexual;
 • Multiplicidade de parceiros sexuais;
 • Tabagismo, diretamente relacionado à
quantidade de cigarros fumados;
 • Baixa condição socioeconômica;
 • Imunossupressão;
 • Uso prolongado de contraceptivos orais;
 • Higiene íntima inadequada
Exame citopatológico
 Principal estratégia utilizada para
detecção precoce/rastreamento do
câncer do colo do útero.
 As taxas de incidência e mortalidade se
mantêm inalteradas ao longo dos anos.
 A manutenção das taxas podem estar
associadas ao aumento e a melhoria do
diagnóstico que melhora a qualidade da
informação e dos atestados de óbitos.
Exame citopatológico O
diagnóstico tardio pode estar
relacionado com:
  A
dificuldade de acesso da população
feminina aos serviços de saúde;
 A baixa capacitação de recursos
humanos envolvidos na atenção
oncológica, principalmente em
municípios de pequeno e médio porte;
Exame citopatológico

 A capacidade do sistema público em


absorver a demanda que chega as
unidades de saúde;
Periodicidade

 O início da coleta deve ser aos 25 anos de idade


para as mulheres que já iniciaram a atividade
sexual.
 O exame deve ser realizado anualmente e após
dois exames anuais consecutivos negativos a
cada 3 anos (INCA, 1988)Os exames devem
seguir até os 64 anos e serem interrompidos
quando, após essa idade, as mulheres tiverem
pelo menos dois exames negativos consecutivos
nos últimos cinco anos.
Periodicidade

 Para mulheres com mais de 64 anos que nunca


realizaram o exame citopatológico, deve-se realizar
dois exames com intervalo de um a três anos. Se
ambos forem negativos, essas mulheres podem ser
dispensadas de exames adicionaisEssas
recomendações não se aplicam a mulheres com
história prévia de lesões precursoras do câncer do
colo uterino
 A história natural do câncer do colo do útero permite a
detecção precoce de lesões pré-malignas e o seu
tratamento oportuno, graças à lenta progressão que
apresenta para doença mais grave.
População Alvo

 Há vários estudos indicando que o rastreamento


em mulheres com menos de 25 anos não tem
impacto na redução da incidência e/ou
mortalidade por câncer do colo do útero.O
tratamento de lesões precursoras do câncer do
colo em adolescentes e mulheres jovens está
associado ao aumento da morbidade obstétrica e
neonatal, como parto prematuro (KyRGIOU et al,
2006).Portanto, reduzir as intervenções no colo do
útero em mulheres jovens se justifica, tendo em
vista que a maioria delas não tem prole definida.
 Situações Especiais

 Mulheres virgens: Considerando os


conhecimentos atuais em relação ao papel do
HPV na carcinogênese do câncer do colo
uterino e que a infecção viral ocorre por
transmissão sexual, o risco de uma mulher
que não tenha iniciado atividade sexual
desenvolver essa neoplasia é desprezível.
Recomendação: não há indicação para
rastreamento do câncer do colo do útero e
seus precursores nesse grupo de mulheres.
 Situações Especiais

 Mulher grávida: Gestantes têm o mesmo risco de


apresentarem câncer do colo do útero ou seus
precursores. Qualquer período da gestação,
preferencialmente até o 7º mês. A coleta deve ser
feita com a espátula de Ayres e não usar escova
de coleta endocervical. Apesar de a junção
escamocolunar no ciclo gravídico puerperal
encontrar-se exteriorizada na ectocérvice, a
coleta de espécime endocervical não parece
aumentar o risco sobre a gestação quando
utilizada uma técnica adequada (HUNTER; MONK;
 Situações Especiais

 Mulheres submetidas à histerectomia total por


lesões benignas, sem história prévia de
diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais
de alto grau, podem ser excluídas do
rastreamento, desde que apresentem exames
anteriores normais. Em casos de histerectomia
por lesão precursora ou câncer do colo do
útero, a mulher deverá ser acompanhada de
acordo com a lesão tratada Histerectomia
subtotal: rotina normal
 Situações Especiais

 Pós menopausa: Mulheres sem história de


diagnóstico ou tratamento de lesões
precursoras do câncer do colo uterino,
apresentam baixo risco para desenvolvimento
de câncer (SASIENI; CASTAÑON; CUZICK,
2006, 2010). O rastreamento citológico na
menopausa pode levar a resultados falso-
positivos causados pela atrofia secundária ao
hipoestrogenismo, gerando ansiedade na
paciente e procedimentos diagnósticos
desnecessários.
 Situações Especiais

 Climatério: Mulheres no climatério devem ser


rastreadas de acordo com as orientações para as
demais mulheres e, em casos de amostras com
atrofia deve-se proceder à estrogenização local
ou sistêmica.
 O diagnóstico de casos novos de câncer do colo
uterino está associado, em todas as faixas
etárias, com a ausência ou irregularidade do
rastreamento (SASLOw et al, 2002). O seguimento
de mulheres na pós-menopausa deve levar em
conta seu histórico de exames.
 Situações Especiais

 Imunossuprimidas O exame citopatológico


deve ser realizado neste grupo após o início
da atividade sexual com intervalos semestrais
no primeiro ano e, se normais, manter
seguimento anual enquanto se mantiver o
fator de imunossupressão. Mulheres HIV
positivas com CD4 abaixo de 200 células/mm³
devem ter priorizada a correção dos níveis de
CD4 e, enquanto isso, devem ter o
rastreamento citológico a cada seis meses.
 Situações Especiais

 Mulheres com DST: submetidas à citopatologia


mais freqüentemente pelo maior risco de
serem portadoras do câncer do colo do útero
ou de seus precursores. É necessário ressaltar
que a presença de colpites, corrimentos ou
colpocervicites pode comprometer a
interpretação da citopatologia. Nesses casos,
a mulher deve ser tratada e retornar para
coleta do exame preventivo do câncer do colo
do útero
 Situações Especiais

 Mulheres com DST: Se improvável seu retorno, a


oportunidade da coleta não deve ser desperdiçada.
Nesse caso, há duas situações: 1. Quando é possível a
investigação para DST, por meio do diagnóstico
bacteriológico, por exemplo bacterioscopia, essa deve
ser feita inicialmente. A coleta para exame
citopatológico deve ser feita por último. 2. Nas
situações em que não for possível a investigação, o
excesso de secreção deve ser retirado com algodão ou
gaze, embebidos em soro fisiológico e só então deve
ser procedida a coleta para o exame citopatológico.
 Recomendações prévias para a realização da
coleta do exame preventivo do colo de útero

 Não utilizar duchas, medicamentos vaginais ou


exames intravaginais 48 horas antes da coleta;Evitar
relações sexuais 48 horas antes da
coleta;Anticoncepcionais locais, espermicidas, nas 48
horas anteriores ao exame.O exame não deve ser
feito no período menstrual, pois a presença de sangue
pode prejudicar o diagnóstico citológico.Aguardar o
5°dia após o término da menstruação. Em algumas
situações particulares, como em um sangramento
anormal, a coleta pode ser realizada.
 Recomendações prévias para a realização da
coleta do exame preventivo do colo de útero

 Em decorrência do déficit estrogênico, a visibilização


da junção escamo-colunar e da endocérvix pode
encontrar-se prejudicada. Uma opção seria o uso de
cremes de estrogênio intravaginal, de preferência o
estriol, devido à baixa ocorrência de efeitos colaterais
- 07 dias antes do exame, aguardando 3 a 7 dias
entre a suspensão do creme e a realização do
preventivo.
 A estrogenização pode ser por meio da administração
oral de estrogênios conjugados por 07 a 14 dias - 0,3
mg /dia -, a depender da idade, inexistência de
contra-indicações e grau de atrofia da mucosa.
 Coleta do exame preventivo do colo
de útero
 Além da preocupação inicial com o acolhimento,
é fundamental a capacitação da equipe de
saúde para a realização da coleta e no
fornecimento das informações pertinentes às
ações do controle do câncer do colo do útero.
 Consultório equipado para a realização do
exame ginecológico.
 Material necessário para coleta:
 Coleta do exame preventivo do
colo de útero
 A coleta do material deve ser realizada na ectocérvice
e na endocérvice. Coleta dupla em lâmina única. A
amostra de fundo de saco vaginal não é
recomendada, pois o material coletado é de baixa
qualidade para o diagnóstico oncótico.
Problemas com a amostra
coletada
 Excesso de sangue, piócitos, contaminantes externos
(vaselina e pomadas) intensa superposição celular,
escassez de células na amostra.Má fixação: erro no
procedimento após a coleta geralmente por demora
na fixação, excesso ou escassez de fixador.Problemas
na coloração: corantes de má qualidade, mal
preparados. A fixação inadequada também prejudica
a coloração, dificultando a observação microscópica.
Seguimento de mulheres
submetidas ao rastreamento
 Ação fundamental para avaliação da efetividade das
ações de controle do câncer do colo do útero.A
vigilância deve incluir processos de rastreamento
permitindo a identificação das mulheres que se
tornam casos positivos.O importante é que a equipe
de saúde seja capaz de fazer o seguimento, identificar
as faltosas e ter acesso facilitado às informações que
permitam avaliação das ações.
Até quando seguir??

 O seguimento sistemático requer procedimentos que


conduzam a um diagnóstico completo, tratamento
adequado e permita a observação dos diversos tipos
de desfechos: favoráveis, esperados e desejados
como o tratamento e a cura – ou desfavoráveis, como
a recidiva, a progressão ou o óbito.
 Seguir é também acompanhar os indivíduos livres da
doença, para observar a possibilidade de surgimento.