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   O conselho Federal e os Conselhos Regionais de
Medicina são os órgãos supervisores da ética profissional
em toda a República e, ao mesmo tempo, julgadores e
disciplinadores da classe médica, cabendo-lhes zelar e
trabalhar por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito
desempenho ético da medicina e pelo prestígio e bom
conceito da profissão e dos que a exerçam legalmente.
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Conduta profissional inadequada que supõe


uma inobservância técnica, capaz de produzir
dano à vida ou agravo à saúde de outrem,
mediante imperícia, imprudência ou
negligência.
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‰ o mau resultado ou resultado adverso


decorrente da ação ou da omissão do médico,
por inobservância de conduta técnica, estando
o profissional no pleno exercício de suas
faculdades mentais. Excluem-se as limitações
impostas pela própria natureza da doença, bem
como as lesões produzidas deliberadamente
pelo médico para tratar um mal maior.
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Responsabilidade Médica

6 h justiça brasileira considera como um


contrato de meios e não de fins, onde o
primeiro se obriga a tratar e não curar o
segundo, utilizando todo o seu conhecimento
técnico-científico para a sua recuperação.
 ‰

6 Os médicos estão sujeitos à três ordens de


responsabilidades no exercício de sua
profissão. São elas:
± a ético-profissional;
± a civil;
± a penal.
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Compromisso com a vida


Segredo profissional
Relacionamento médico-paciente
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6 ‰ a inabilidade, a inexperiência, a falta de


conhecimento específico ou técnico da
profissão.

6 Imperícia decorre:
± da falta de observação das normas técnicas;
± por despreparo prático;
± ou por insuficiência de conhecimentos.
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± Consiste no agir precipitado, sem cautela, sem


preocupação, sem comedimento, sem ponderação.
6 *uando o médico assume riscos para o paciente sem
respaldo científico para seu procedimento.

± ‰ quando ocorre o descuido, a prática de ação


irrefletida ou precipitada.
6 Exemplo: o cirurgião que opera sem o diagnóstico correto e
sem o preparo adequado do paciente.
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6 ‰ o descuido, a incúria, a desatenção, a passividade.

6 hssenta no descaso, na demora em atender, no


abandono do paciente, a omissão de tratamento, a
letra do médico, prescrição por telefone.

6 ‰ um ato, de regra, omissivo.


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± hrt. 159 - hquele que por ação ou omissão


voluntária, negligência ou imprudência violar direito
ou causar prejuízo a outrem, fica obrigado a reparar
o dano.
   +%

± hrt. 1.521 - São também responsáveis pela


reparação civil:
...
6 III - O patrão, amo ou comitente por seus empregados,
serviçais e propostos no exercício do trabalho que lhes
competir ou por ocasião dele.

Neste artigo estão implicadas as demandas dos hospitais,


que sejam eles dos governos ou privados.
...
   +%

± hrt. 1.545 - Os médicos, cirurgiões, farmacêuticos,


parteiros e dentistas são obrigados a satisfazer o
dano sempre que da imprudência, negligência, ou
imperícia, em atos profissionais, resultar morte,
inabilitação de servir, ou ferimentos.
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6 hrt. 15 - Diz-se o crime:


± I - doloso, quando o agente quis resultado ou
assumiu o risco de produzí-lo;
± II- culposo, quando o agente deu causa ao
resultado por imprudência, negligência ou imperícia.

6 hrt. 129 - Ofender a integridade corporal ou a saúde


de outrem.
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6 Do ponto de vista jurídico o erro médico é o mau


resultado involuntário do trabalho médico, sem a
intenção de produzí-lo. Havendo tal intenção
qualifica-se como infração prevista no Código Penal
Brasileiro no seu hrt. 129.
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Conhecimento técnico científico


Prudência
Consentimento do paciente
Beneficência
Respeito ao paciente e familiares
Zelo
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6 O prontuário médico é um conjunto de documentos


médicos referentes a um paciente, através do qual é
vislumbrada a situação clínica do mesmo.
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6 ‰ elaborado pelo médico, atendendo ao artigo 69 do Código de


‰tica Médica, e diz respeito ao paciente, pertencendo, portanto,
a ambos: ao médico, porque o elabora, coletando dados de
história clínica, exames laboratoriais e radiológicos, o raciocínio
médico, sua conclusão diagnóstica e conduta terapêutica; e ao
paciente, porque esses dados lhe dizem respeito, e revelam
sua intimidade física, emocional, mental, além de outras
particularidades. Pertence, portanto, a ambos solidariamente,
ficando sob a guarda do médico/hospital.
 $  "-- &".-%

*    & :  


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6 Conforme dispõe a Resolução CFM 1.331/89, o prontuário deve


ser guardado por um tempo de 10 anos, a fluir da data do último
registro de atendimento do paciente, e após decorrido esse
prazo o prontuário pode ser substituído por métodos de registro
capazes de assegurar a restauração plena das informações
nele contidas.
 $  "-- &".-%

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       & 9

6 ‰ de nosso entendimento que o artigo 70 do Código de ‰tica


Médica garante ao paciente o manuseio e cópia de toda a
documentação que integra o prontuário, a menos que isto ponha
em risco a saúde do mesmo. Caso isso ocorra, as partes que
possam causar-lhe prejuízos devem ser suprimidas ou mesmo
todo prontuário, devendo ser-lhe entregue um laudo que
contenha, genericamente, informações sobre sua saúde e as
providências que estão sendo tomadas.
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      & 9

6 Caso o pedido seja feito pelos familiares do paciente é


necessário que este autorize o acesso pretendido ao prontuário.
Na hipótese de que o paciente não tenha condições para isso ou
tenha ido à óbito, as informações devem ser dadas sob forma de
laudo ou até mesmo cópias. No caso de óbito, o laudo deverá
revelar o diagnóstico, o procedimento do médico e a ³causa
mortis´. *uando a solicitação for do responsável legal pelo
paciente, sendo este menor ou incapaz, o acesso ao prontuário
deve ser-lhe permitido e, se solicitado, fornecer as cópias
solicitadas ou elaborar um laudo que contenha o resumo das
informações lá contidas.
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6 Salvo haja autorização expressa do paciente, é vedado ao


médico fornecer tais informações, nos termos do artigo 102 do
Código de ‰tica Médica, que reza:

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6 Com relação ao pedido de cópia do prontuário pelas


hutoridades Policiais e/ou Judiciárias, vale tecer alguns
esclarecimentos sobre segredo médico.
O segredo médico é uma espécie de segredo profissional, ou
seja, resulta das confidências que são feitas ao médico pelos
seus pacientes, em virtude da prestação de serviço que lhes é
destinada.
O segredo médico compreende, então, confidências relatadas
ao profissional, bem como as percebidas no decorrer do
tratamento e, ainda, aquelas descobertas e que o paciente não
tem intenção de informar.
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6 Desta forma, o segredo médico é, penal (artigo 154 do Código


Penal) e eticamente, protegido (artigo 102 e seguintes do
Código de ‰tica Médica), na medida em que a intimidade do
paciente deve ser preservada.
hssim, há que se ressaltar que o segredo médico também não
deve ser revelado para autoridade policial ou judiciária, pois não
há disposição legal que respalde ordens desta natureza.
Entretanto, ocorrendo as hipóteses de ³justa causa´
(circunstâncias que afastam a ilicitude do ato), ³dever legal
(dever previsto em lei, decreto, etc) ou autorização expressa do
paciente, o profissional estará liberado do segredo médico.
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6 šejamos o que se entende por ³justa causa´ e ³dever legal´


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|ogo, com as exceções feitas acima, aquele que revelar as
confidências recebidas em razão de seu exercício profissional
deverá ser punido.
 -+ $-- /

6 h solução para que as autoridades obtenham informações


necessárias é que elas nomeiem um   & , a fim de
que o mesmo manuseie os documentos e elabore laudo
conclusivo sobre o assunto.

6 Ou então, solicitar ao paciente a   para fornecer o


laudo médico referente a seu estado.
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9

6 O Código de ‰tica Médica, através de seus artigos 39 e 44,


veda ao médico receitar de forma secreta ou ilegível, ou
infringir legislação pertinente (|ei 5.991/73 e Decreto
20.931/32), ensejando sua inobservância a instauração de
processo disciplinar.
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3 * $            & 


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 9

6 O arquivo de médico particular falecido sem herdeiro


profissional deve ser incinerado por pessoa de convivência
diária direta, familiares ou secretária particular (Processo
Consulta CFM 3120/94).
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6 Inexiste exigência no Código de ‰tica Médica de manter


arquivo escrito, e o que importa, efetivamente, é o sigilo das
informações e a sua recuperabilidade. hssim sendo, nada
obsta que o médico utilize computadores no desempenho de
suas atividades (Processo Consulta CFM 1345/93 e Processo
Consulta CFM 806/97).