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Comunicação entre profissionais de

uma UBS com pacientes surdos:


Um problema?
PUCSP, Faculdade de ciências humanas e de saúde de São Paulo, 2014.

http://www.stncaption.com.br/artigo/deficiencia-auditiva-atinge-9-7-milhoes-de-brasileiros http://2maosquefalam.blogspot.com.br/2015/08/planejamento-libras.html

Nome: Aline Dias, Amanda Kirmse, Camila Fontana, Higor Scardini, Isabela
Dominicini, Jaqueline Barcelos, Mileni Rodrigues e Pâmella Fernandes.
Introdução

 Deficiência Auditiva: http://www.stncaption.com.br/artigo/deficiencia-auditiva-atinge-9-7-milhoes-de-brasileiros

Perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de compreender


a fala através do ouvido.
 Surdez leve ou moderada - perda de até 70 decibéis - se expressa
oralmente e consegue perceber a voz humana, com ou sem o uso
aparelhos auditivos

 Surdez severa ou profunda - perda auditiva acima de 70 decibéis


não percebe a voz humana, tem dificuldades em adquirir, o código
da linguagem oral.
Introdução

 Dificuldades apresentadas por pessoas surdas ou com perda


auditiva:
 Questões relativas a aspectos linguísticos http://maesamigas.com.br/implante-coclear-infantil/

 Perda do conteúdo preciso do “mundo ouvinte”


 Perda da confidencialidade
 Desrespeito à inteligência do surdo
 Falta de propagação de informações sobre surdez

http://blog.isocial.com.br/nove-milhoes-de-brasileiros-possuem-deficiencia-auditiva-
afirma-ibge/
Introdução

 A dificuldade de comunicação entre surdos e profissionais da saúde pode


ser um obstáculo para os surdos ao procurar estes serviços, comprometendo
a qualidade de vida e saúde dessas pessoas, gerando:
 Complicações na relação médico-paciente
 Confiança no profissional de saúde
 Aderência ao tratamento

Quando o profissional fala e o paciente não entende ou quando o paciente


fala e o profissional não o entende, o risco do processo não evoluir de forma
adequada é muito elevado
Introdução - Leis

 A inclusão social do surdo alcançou respaldo institucional pela Lei Federal nº 10.436
 “Art. 1º- É reconhecida como meio legal de comunicação a expressão a
Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recurso de expressão a ela
associados”
 “Art 3º- As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos
de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado
aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em
vigor”.

 Decreto Nº 5.626: regulamenta o atendimento ao surdo nas UBS que tratam da


garantia do direito à Saúde das Pessoas surdas.
Esse estabelece que pelo menos 5% dos funcionários, destas unidades do serviço
público devem ser capacitados para uso e interpretação da Libras.
Introdução

Apesar de leis, decretos e do movimento cada vez maior em prol da inclusão


social, este problema de serviços da área de saúde ao atendimento do surdo
ainda é uma realidade.

 Os médicos não estão preparados para cuidar do paciente surdo


 Falta de conhecimento das necessidades dos surdos durante o
atendimento e dificuldade da troca de informações .
 Acarretando em diagnósticos incorretos, ineficiência na interação entre o
paciente e o profissional levando ao não seguimento da orientação dada

Uma comunicação eficaz é indispensável para um


atendimento seguro, eficiente e pontual do paciente
Objetivo

 Com base nos estudos atuais, no Brasil, que


apresentam-se na maior parte em periódicos de
enfermagem e poucos priorizam a região Norte;

 O objetivo deste estudo é investigar a comunicação


dos funcionários com o paciente surdo, em uma
unidade de saúde, e consequente cumprimento do
decreto N°. 5.626.
Método
 Método de pesquisa: transversal e exploratória;

• Dados sócio-
demográficos;
 Questionário • Múltipla escolha
(perguntas fechadas);
• Perguntas do tipo aberta.

 Amostra: 40 funcionários;
 Local: Unidade de Referência Especializada em Saúde  órteses e próteses;
 Período: diurno  programa de concessão de aparelhos auditivos.
Método

 Questionário:

 Q1: sexo, idade, cargo e tempo de função  perfil sócio-demográfico;


 Perguntas de múltiplas escolha:
 Q2: atende pessoas surdas?
 Q3: há preparo para essa atividade?
 Q4: se sabe se comunicar com essa pessoa?
 Q6: se sabe se comunicar em libras?
Método

 Q7: meio de comunicação utilizado no atendimento:

Fala; Escrita + Gestos; Gestos + Libras;


Escrita; Fala+ Escrita; Não atende;
Gestos; Fala + Escrita +Gestos;

 Q8: sente necessidade de se comunicar por meio de Libras?


 Q10: se a instituição proporcionou algum curso de Libras ? Complemento;
 Q11: procurou algum curso de Libras por iniciativa própria?
 Q12: gostaria que a instituição proporcionasse um curso de libras ?
Justificativa.
 Q13: caso a unidade proporcionasse, você participaria?
Método

 Perguntas abertas:
 Q5: definir o que vem a ser Libras;
 Q9: como se sente ao atender uma pessoa surda?

 Aos participantes  orientação quanto ao termo de consentimento e


objetivo do estudo e ao final foi oferecido o questionário;

 Respostas fechadas  ocorrência numérica e percentual (%);


 Respostas abertas  composta pela análise da comunicação mais ou
menos parcial das produções dos textos, formando núcleos de sentido
relacionados ao objeto do estudo.
Resultado
 40 participantes Masculino: 13 (32,5%)  44,3 anos
Feminino: 27 (67,5)  43,4 anos

 Cargos: nível
técnico e graduação
Resultado

* Troca de turno, férias, licença de funcionários, aposentadoria, entre outros.


Resultado

19

21
Resultado

 Na Q11: 15 participantes justificaram;


 Mais frequentes:
 Falta de tempo (3 participantes);
 Falta de informações sobre o curso (dois participantes);
 Problema financeiro (dois participantes);
 Não sentem necessidade (quatro participantes).

4 entrevistados  dificuldade no atendimento;


 Buscaram
1 entrevistado  desistiu, devido dificuldade no apresndizado
Resultado

 Perguntas Abertas:
 Q5: definir o que vem a ser Libras;
 Q9: como se sente ao atender uma pessoa surda?
 Q5:
 3 entrevistados não responderam;
 1 relatou não saber o significado;
 36 responderam:
• Língua e Linguagem de sinais;
• Reconhecem ser forma direcionada à comunicação;
• Apenas 4 definiram como “língua brasileira de sinais”;
• 19 entrevistados: linguagem de sinais ou meio específico de comunicação.
Resultado

 Outras definições:

“método que se utiliza para melhor comunicação com os deficientes


auditivos”, “pelo tato (letras, numerais, etc.)”, “aprendizado por gestos” e
“forma de comunicação por sinais e pelo tato utilizado pelos deficientes”.

 Q9: sentimento presente no atendimento


“impotente”, “muito difícil”, “não preparado para realizar o atendimento”,
“tenho muita dificuldade, às vezes não consigo atender”, “sou incapaz”,
“despreparado para atendê-lo”, “desconfortável”, “ansiosa, às vezes
inoperante por não entender o que o paciente deseja, triste, aniquilada”,
“impaciente”, “perdida”, “mal”, “desconfortável” e “sinto-me angustiada por
não poder me comunicar”.
Discussão

 Podemos afirmar que a deficiência auditiva dificulta a


comunicação do indivíduo com os profissionais da área da
saúde devido ao canal de comunicação diferente.

 Enfatizar a importância da preparação dos funcionários e


profissionais que trabalham em locais de atendimento é um
importante do processo de inclusão para atender esse
público.
Discussão

 Observou-se que cerca de 97,5% dos profissionais


participantes, constataram não estar preparados para
atender o paciente surdo de forma adequada, não
suprindo, assim, as demandas desse grupo de pacientes.
Discussão

 A Libras é a forma de manifestação da cultura surda segundo


decreto Nº 5.626.
 Em paralelo verificou-se que 92,5% dos participantes não sabem se
comunicar por Libras, sendo que, 77,5% estão cientes da
necessidade de se comunicarem com o surdo utilizando a Língua
Brasileira de Sinais.

 Esses dados mostram que a recomendação do decreto Nº 5.626


não está sendo cumprida, pois a mesma estabelece que pelo
menos 5% dos funcionários de uma unidade de saúde pública
tenham domínio da Libras.
Discussão

 Foi demonstrado que o atendimento à pessoa surda é um desafio, tanto


para os profissionais da saúde, quanto para o próprio surdo. As diferentes
formas de comunicação com o surdo (seja ele oralizado ou não), dentre
elas a Libras, mostra que os profissionais da saúde necessitam conhecer as
estratégias de comunicação com essa população.
Discussão

A pergunta que vem logo após a pesquisa ora apresentada, tem a ver com a
forma como o usuário surdo vê a recepção e atendimento pelos funcionários das
unidades de saúde.
 Como será que ele se sente?
 Qual o impacto que essa qualidade de atendimento tem sobre sua qualidade
de vida e sobre a sua sensação de estar realmente incluído na sociedade?

 Assim como nos demais estudos publicados, enfatiza-se a necessidade da


inclusão da Libras como disciplina curricular nos cursos de graduação dos
profissionais, nos cursos de capacitação dos funcionários das redes de serviços
do SUS e das empresas que fornecem suporte a esses atendimentos.
Discussão

 No artigo os autores sugerem mais pesquisas relacionadas ao tema com o


enfoque não apenas em médicos e enfermeiros (como em grande parte das
referências citadas), mas com todos os profissionais que atuam no
atendimento direto do paciente surdo.

 Considerando que o atendimento se inicia no momento em que o paciente


entra na unidade de saúde, para ter informações sobre, por exemplo:
 a sala a que deve ir...
 como obter o cartão do transporte gratuito ou o beneficiário...

 É importante que todas as comunicações aconteçam de forma eficiente!


Conclusão

 O despreparo dos profissionais só acarreta em danos para ambos,


principalmente para o deficiente auditivo.
 Decreto Nº 5.626 embora aprovado, não está sendo cumprido.
 Reciclagem de funcionários, voltado para humanização e
aprendizagem de LIBRAS.