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Da monarquia a república

momento decisivos

Introdução ao estudo da emancipação do Brasil

Emília Viotti da Costa


Emília Viotti da Costa (1928)
Emília Viotti da Costa é
uma historiadora e
professora brasileira.
Emília Viotti da Costa
finalizou em 1954 a
graduação em História na
USP, onde permaneceu até
o doutorado. Wikipédia.
Principais obras

Da Monarquia à República - momentos decisivos, Unesp


Da Senzala à Colônia, Unesp
A Abolição, Unesp
Coroas de glória, lágrimas de sangue, Companhia das Letras
1822

As elites que tomaram o poder em 1822 compunham-se


de fazendeiros, comerciantes e membros de sua clientela,
ligados à economia de importação e exportação e
interessados na manutenção das estruturas tradicionais de
produção cujas bases eram o sistema de trabalho escravo e
a grande propriedade.
Após a Independência...
Reafirmou-se a tradição agrária;
Forte oposição as tentativas em promover a
industrialização nacional;
Resistências as pressões inglesas visando abolir o tráfico
de escravos;
Expurgaram as feições mais radicais do pensamento
liberal, talhando uma ideologia conservadora e
antidemocrática;
A presença do herdeiro da Casa de Bragança no Brasil
ofereceu a oportunidade de alcançar a Independência sem
recorrer à mobilização das massas.
Após a Independência...
Organização de um sistema político fortemente centralizado
que colocavam os municípios na dependência do governo
central;
Subordinaram a Igreja ao Estado e mantiveram o catolicismos
como religião oficial;
Autorização para o culto doméstico de outras religiões;
Adotaram um sistema de eleição indireta (censitário),
excluindo a maior parte da população do processo eleitora;
Houve disputa por títulos e cargos;
Adoção da vitaliciedade para o Senado e Conselho de Estado.
Conquistada a Independência...
As elites competiram com o imperador pelo controle da
nação, cuja liderança assumiram em 1831, após a abdicação
de D. Pedro I;
Os grupos no poder sofreram oposição de liberais
radicais, que ressentiam-se da excessiva centralização e
pleiteavam um sistema federativo; outro propunham a
abolição gradual da escravidão, chegando a sugerir a
expropriação dos latifúndios improdutivos.
Sans-cullottes brasileiros –
artesão e pequenos
comerciantes.
Fortalecimento da oligarquia no
poder

Guarda Nacional – força policial que garantiria a


manutenção do poder local;
Exército – incumbido de reprimir os movimentos
dissidentes em escala nacional.
Maioridade e a tutela do jovem
imperador – D. Pedro II
Os dissidentes dos primeiro tempos desapareceram;
Os liberais, que durante o Primeiro Reinado tinham feito
do liberalismo uma arma de oposição ao imperador e um
instrumento de demolição das instituições coloniais
obsoletas, tornaram-se conservadores quando tomaram o
poder;
Constituição de um gabinete conciliador – liberais e
conservadores – consolidou a hegemonia de uma elite
basicamente conservadora;
Nos anos seguintes, liberais e conservadores reversaram-
se no poder.
Sistema de clientela e patronagem
Herança do período colonial;
Impediu a racionalização da administração pública;
Burocracia do Império foi um cabide de empregos;
As lutas políticas se definiam em termos de lutas de
família e suas clientelas;
O sistema de clientela mascarava as tensões de classe e os
antagonismos raciais;
O sistema capitalista encontrava obstáculos.
Novas classes médias urbanas, a ascensão
do bacharel, o conciliador
Atrelados às oligarquias;
Porta-voz dos grupos dominantes;
Expansão do mercado interno

Relativa independência em
relação as lealdades
tradicionais que o
aprisionavam
1870-1889... Movimentos
reformistas

Bacharel a serviço dos setores progressistas das


oligarquias;
Tal adesão ocorre no momento em que setores novos das
elites agrário-mercantil-exportadoras se lançam num
projeto de modernização realtiva do país e disputam o
poder às elites tradicionais.
Introdução ao estudo da emancipação
política do Brasil
Crise do sistema colonial;

Por que se tornou impossível manter o


tradicional sistema de relações entre
metrópole e colônia?

Compreensão da dinâmica do
sistema colonial
Descoberta e exploração das colônias europeias na
América

Formação do Estado Desenvolvimento da


Moderno, centralizado classe de mercadores
e absoluto e armadores

Associação com a Coroa nos


empreendimentos marítimos
e colonizadores
Política mercantilista: regime de monopólios e privilégios,
impedimento de comerciar livremente

Coroa – expansão dos Mas não contava com os


seus domínios e nos recursos materiais e
usufruto das rendas humanos
coloniais

Apoio da coroa para


assegurar o controle dos Recorreu aos mercadores e
mercados, condição par aos banqueiros
acumulação dos capitais
Crise do sistema colonial
Caráter restrito do mercado

Primeiros séculos da descoberta e os


ricos do comércio transatlântico

Criação de monopólios e privilégios que


limitasse a concorrência e assegurar os lucros
tanto dos mercadores quanto da coroa.
Domínios de além-mar foram impedidos de comerciar
livremente, obrigando-se a exportar seus produtos através
da metrópole.;

A fabricação era proibida nas colônias;

O sistema colonial atendia aos interesses da


metropolitanos, mas encontrava apoio nas colônias entre
os grupos ligados à economia de exportação e importação.
Crise do sistema capitalista
Expansão dos mercados;

Desenvolvimento crescente do capital industrial;

Crise do Estado Absolutista.

O extraordinário aumento da produção


proporcionado pela mecanização era pouco
compatível com a persistência de mercados
fechados e de áreas enclausuradas pelos monopólios
e privilégios
Introdução ao estudo da emancipação
política do Brasil
Os limites do liberalismo no Brasil. A escravidão
constituiria o limite do liberalismo no Brasil

Na Europa, o liberalismo era uma ideologia burguesa voltada


contra as instituições do Antigo Regime, os excessos do
poder real, os privilégios da nobreza... No Brasil, as ideias
liberais teriam um significado mais restrito,não foi uma luta
entre a burguesia e os privilégios da aristocracia e da
realeza. Não havia uma burguesia dinâmica e ativa, os seus
adeptos pertenciam às categorias rurais e sua clientela,
empenhadas em garantir a liberdade de comércio e
autonomia administrativa.
Introdução ao estudo da emancipação
política do Brasil
Os limites do liberalismo no Brasil.

•Apenas uma elite de revolucionários inspierava-se nas


obras de autores europeus;
•A maioria da população inculta e atrasada não
chegava a toma conhecimento da novas doutrinas;
•Os adeptos das ideias liberais eram categorias rurais e
sua clientela, não estava dispostas a renunciar o
latifúndio ou à propriedade escrava;
•A ideia de revolução esbarrava-se no receio de uma
revolta de escravos
O horror às multidões e o receio de um levante de negros
levariam essas elites a repelir as formas mais democráticas
de governo e a temer qualquer mobilização de massa,
encarando com simpatia a ideia de conquistar a
Independência com a ajuda do príncipe regente.
Introdução ao estudo da emancipação
política do Brasil
Natureza e limites do nacionalismo. “os branquinhos do
reino”. A independência para a população mestiça
configurava-se como uma luta contra os brancos e seus
privilégios.

O nacionalismo brasileiro manifestava-se


sobretudo sob a forma de um antiportuguesismo
generalizado
Introdução ao estudo da emancipação
política do Brasil
Natureza e limites do nacionalismo.

•Associado ao movimento da Europa;


•Não assume seu significado pleno: economia
exportadora, mercado interno limitado, vias de
comunicação escassa; movimentos revolucionários de
caráter local, faltava a integração nacional do território
A manutenção da unidade território seria mantida após
independência, menos em virtude de um forte ideal
nacionalista e mais pela necessidade de manter o território
íntegro, para assegurar a vitória e consolidação da
independência.
Introdução ao estudo da emancipação
política do Brasil
Bases sociais da revolução

Distintos grupos sociais associaram-se


aos movimentos em prol da
Independência

Camadas Proprietários e Alferes, escravos e


superiores da altos funcionários mulatos livres
sociedade
Elementos ligados à Loja
População urbana
Maçônica, pretos e pardos livres
Introdução ao estudo da emancipação
política do Brasil
As várias faces da revolução

Para negros e mestiços a revolução da


Independência configurava-se como luta contra os
brancos e seus privilégios. Para os despossuídos,
implicava na eliminação das barreiras de cor, na
subversão da ordem. Para as categorias superiores
da sociedade, fazendeiros e comerciantes, a
condição necessária da revolução era a manutenção
da ordem e a garantia de seus privilégios
Para quem e por quem tinham feito o Brasil
independente?

Para as elites que tiveram a iniciativa e controle do


movimento;
Liberalismo apenas significava a liquidação dos laços
coloniais;
Não pretendiam reformar as estrutura da produção nem a
estrutura da sociedade;
A escravidão será mantida, assim como a economia de
exportação.
Para quem e por quem tinham
feito o Brasil independente?
Movimento de independência

Menos
antimonárquico do
que anticolonial

Menos nacionalista do
que antimetropolitano