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Samuel de Sousa Silva

Tema II: Teorias linguísticas e suas relações


com o ensino e aprendizagem de língua
portuguesa.

Título: Refletindo sobre variação, norma
linguística e preconceito linguístico a partir das
perspectivas da Sociolinguística e da
Ecolinguística e as práticas do ensino-
aprendizagem de língua portuguesa.

Língua – Sociedade - Cultura



Ao retomarmos essa construção histórica da figura do
caipira/jeca, temos como marco histórico decisivo o artigo de
Monteiro Lobato em 1914 no jornal o estado de São Paulo,
intitulado velha praga. Na qual o autor, fazendeiro interiorano
de São Paulo, da cidade de Taubaté, atribui ao caboclo a culpa
pelo atraso do Brasil e a não entrada do país na era moderna,
caracterizando o trabalhador do campo como um sujeito
preguiçoso e vagabundo e que, portanto, era o principal
responsável pela pouca produtividade do Brasil (Park, 1998, p.
144).
objetivo era de escancarar a diferença entre o “burguês desodorizado” e o
“povo infecto”, a fim de exaltar o burguês desodorizado como o ideal do
homem brasileiro cujo fim da educação brasileira seria reproduzi-lo (1998, p.
145). Para isso;


“Seria necessário tirar o cheiro da terra e dos excrementos que
acompanha o habitante do campo, limpando e arejando suas
residências, organizando os espaços, regularizando relações,
abrindo caminho da casa do camponês até a casa do futuro
operário” (1998, p. 145).
Nesse “processo civilizatório”, o homem do campo (caipira/jeca), assim como
sua linguagem, passa a fazer parte da historia de formação do povo brasileiro
como aquele a ser aniquilado, um resíduo de tempos vergonhosos da
historia do Brasil que deve ser apagado. Sendo assim, as marcas desse
homem do campo na língua brasileira também deverão ser apagadas, e,
portanto, essa linguagem caipira será estigmatizada como sinônimo de
ignorância e atraso.
INTRODUÇÃO:

Esse projeto se refere às atividades da turma de
Estágio Curricular Supervisionado em Língua e em
Literaturas de Língua Portuguesa I da Universidade
Estadual de Mato Grosso do Sul em Jardim/MS,
referentes aos meses de fevereiro a abril de 2019. As
atividades se dividirão em quatro etapas:

1º etapa = Aulas teóricas e discussões sobre os
conceitos de variação linguística, norma linguística
e preconceito linguístico, assim como uma
introdução dos alunos as discussões mais atuais
dos campos da Sociolinguística e da Ecolinguística;
campo mais recente da linguística, que, portanto,
deverá se investir um pouco mais na apreensão dos
postulados teóricos dessa área.
2º etapa = Oficinas práticas de como se trabalhar
variação linguística e preconceito linguístico em
sala de aula a partir da análise de textos

multimodais. Simulações dos eventos - aulas.

3º etapa = Atividades docentes desenvolvidas em
salas de Ensino Médio e EJA na Escola Estadual
Antônio Pinto Pereira (Ensino Medio),
localizada na r. Fabio Martins Barboza, 110 -
vila Camisão, Jardim/MS, e na Escola Estadual
Cel Juvêncio (EJA) , localizada na av. Duque de
Caxias, 160 – Centro, Jardim/MS.

4º etapa = Produção de um artigo científico
como relatório das atividades desenvolvidas na
disciplina de Estágio Curricular Supervisionado
em Língua e em Literaturas de Língua
Portuguesa I e seu envio a ser publicado nos
anais do IV EBE, Encontro Brasileiro de
Ecolinguística, a ser realizado entre os dias 26 e
29 de Junho de 2019 na Universidade Federal
de Goiás (UFG) em Goiânia – GO
- Projeto de extensão
Objetivos Gerais e
Específicos

Geral:
Levar o aluno da graduação de Letras –
português – inglês a refletir sobre o caráter
crítico-social de algumas teorias linguísticas e
desenvolver sua prática docente em sala de
aula a partir das contribuições da linguística.
Específico:
- Introduzir os alunos as discussões mais recentes
da Ecolinguística;


- Capacitar os alunos na apropriação de conceitos
importantes da Sociolinguística e sua aplicação;
- Refletir criticamente sobre a relação entre as
reflexões da Linguística e a prática de ensino
aprendizagem de Língua Portuguesa;
Capacitar os alunos a aplicar os conceitos da
Sociolinguística e da Ecolinguística em sala de aula;
- Trabalhar com o uso de textos multimodais em
sala de aula.
Metodologia

Leitura e debates de textos teóricos sobre os conceitos
de base das práticas a serem implementadas, oficinas
de simulação das práticas docentes em sala de aula,
elaboração dos planos de aula, ministração de aulas
supervisionadas em salas de ensino médio e de EJA
em escolas estaduais da Cidade de Jardim/MS.
Cronograma de
Atividades
Aulas
 Datas Atividades

teórica Fevereiro/2019 Leitura de textos,


debates,
Fichamentos.

Oficinas/simulação Março/2019 Elaboração de plano de


aulas, simulações de
aulas.

Estágio Abril/2019 Ministração de aulas


nas escolas citadas
acima.
Recursos
Aulas Datas Atividades

Teóricas Fevereiro Datashow, artigos

Oficinas/simulação Março Modelos de planos de


aula, Datashow, recursos
áudio visuais, materiais
impressos, vídeos do
youtube, memes.
Estágio Abril Datashow, recursos áudio
visuais, materiais
impressos, vídeos do
youtube, memes.
Resultados esperados
alunos, da graduação e de
 Postura crítica reflexiva dos
seus alunos do ensino médio e do EJA, quanto à relação
entre teoria linguística e prática docente;
 - Conscientização quanto à problemática do preconceito
linguístico;
 - Os alunos conhecerem os postulados da Ecolingística;
 Desenvolvimento da didática e prática docente dos alunos
do estágio;
 - capacitação dos alunos futuros professores a utilização
dos textos multimodais em suas práticas docentes.
Referências

 BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma
pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.
 BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua
materna. A sociolinguística na sala de aula. São Paulo:
Parábola, 2004.
 COUTO, Hildo Honório do. Ecolinguística: Estudo das
relações entre língua e meio ambiente. Brasília: Thesaurus,
2007.
 COUTO, Hildo Honório do. Linguística, ecologia e
ecolinguística: contato de línguas. São Paulo: Contexto,
2009.

 KARWOSKI, A. M.; GAYDECZKA, B.; BRITO, K. S.
Multimodalidade discursiva na atividade oral e escrita
(atividades). In: MARCUSCHI, L. A.; DIONISIO, A. P.
(Orgs.). Fala e escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
 MAINGUENEAU, D. Análise de textos de comunicação. São
Paulo: Cortez, 2001.
 OLIVEIRA, Gilvan M. de (Org.). Declaração Universal dos
Direitos Linguísticos: novas perspectivas em políticas
linguísticas. Campinas: Mercado de Letras, Associação de
Leitura do Brasil; Florianópolis: IPOL, 2003.