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FACULDADES INTEGRADAS DE PATOS – FIP

CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO

DIREITO CIVIL III – TEORIA GERAL DOS
CONTRATOS E CONTRATOS EM ESPÉCIE

PROFESSORA: MARANA SOTERO DE SOUSA

PATOS – PB
2018

e) Denunciação da lide ao alienante: somente após a ação do terceiro contra o adquirente é que este poderá agir contra o alienante. nenhuma responsabilidade lhe cabe. REQUISITOS d) Anterioridade do direito do evictor: o alienante só responderá pela perda decorrente da causa já existente ao tempo da alienação. . DA EVICÇÃO 2. Ex: a desapropriação. Sendo posterior.

450. . em ação movida por terceiro. ocorrendo a perda da coisa adquirida por meio de contrato oneroso. VERBAS DEVIDAS NA EVICÇÃO De acordo com o art. b) A indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da evicção. além da restituição integral do preço ou das quantias que pagou: a) A indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir. fundada em direito anterior. 447. o adquirente tem o direito de voltar-se contra o alienante. Tem direito o evicto. As verbas devidas constam no art. CC. DA EVICÇÃO 3.

Poderá perder esse direito. dando causa à deterioração. e o evicto vem a perdê-la. Se a coisa alienada não estava em perfeito estado de conservação ou estava parcialmente destruída. 450. de acordo com o art. contudo. DA EVICÇÃO 3. . ainda assim terá direito à restituição integral. se agiu dolosamente. VERBAS DEVIDAS NA EVICÇÃO c) As custas judiciais e honorários do advogado por ele constituído.

. Ocorre evicção parcial quando o evicto perde apenas parte ou fração. da coisa adquirida em virtude de contrato oneroso. como o de uma hipoteca incidente sobre o imóvel vendido como livre e desembaraçado. a evicção será chamada de total ou parcial. Ex: o fato de ter que suportar um ônus. ESPÉCIES DE EVICÇÃO: TOTAL E PARCIAL Na medida em que implique a perda completa da propriedade ou apenas da fração dela. respectivamente. DA EVICÇÃO 4.

. DA EVICÇÃO 4. ESPÉCIES DE EVICÇÃO: TOTAL E PARCIAL Se a evicção for parcial. faça presumir que o contrato não se aperfeiçoaria se o adquirente conhecesse a verdadeira situação. A lei não estabelece especificadamente qual é o prazo para a dedução. em juízo. poderá o evicto optar entre a rescisão do contrato e a restituição da parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. desta postulação. Caso não seja considerável a evicção. terá direito apenas à indenização. nem a sua natureza. Parte considerável: seria a perda que. mas com perda de parte considerável da coisa. atentando-se para a finalidade da coisa.

§ 3º. . DA EVICÇÃO 4. que é o prazo para se formular pretensão de reparação civil (pois o alienante acabou por gerar um dano no patrimônio do adquirente evicto. submetendo um bem que não era seu. 206. CC/2002. ESPÉCIES DE EVICÇÃO: TOTAL E PARCIAL Pablo Stolze defende que o prazo para reivindicar direito previsto em evicção seria de 3 anos. V. mas sim de terceiro evictor). de acordo com o art.

CONTRATOS ALEATÓRIOS 1. sobre as vantagens e sacrifícios que dele podem advir. Caracteriza-se pela incerteza. o contrato é perfeito desde logo. CONCEITO É o contrato bilateral e oneroso em que pelo menos um dos contraentes não pode antever a vantagem que receberá em troca da prestação fornecida. havendo apenas o risco de a prestação de uma das partes ser maior ou menor. ou mesmo não ser nenhuma. No condicionais. Nos aleatórios. o risco é sua essência. para as duas partes. a eficácia do contrato depende de um evento futuro e incerto. . uma vez que o ganho ou a perda está na dependência de um acontecimento incerto para ambos os contratantes. No contrato aleatório. Os contratos aleatórios não se confundem com os contratos condicionais.

mas expostas a risco. como a compra e venda. CONCEITO Além dos contratos aleatórios por natureza. que são de duas espécies: venda de coisas futuras. o risco pode referir-se: a própria existência da coisa. . há contratos tipicamente comutativos. e à sua quantidade. venda de coisas existentes. tornam-se aleatórios. em razão de certas circunstâncias. que. CONTRATOS ALEATÓRIOS 1. denominam-se contratos acidentalmente aleatórios. Nos que tem por objeto coisas futuras.

Se o risco se verificar. quando alguém vende a colheita futura. sem dolo ou culpa do vendedor. adquire este o preço. não cabendo ao comprador o direito de reaver o dinheiro pago se. colheita por culpa . isto é. CC. por exemplo. se não houver. CONTRATOS ALEATÓRIOS 2. em razão de geada ou outro imprevisto. da probabilidade de as coisas ou fatos existirem. 458. sendo que a venda ficará perfeita e acabada caso haja ou não safra. Tem-se presente a hipótese da emptio spei ou venda da esperança. Caracteriza-se. porém. a safra inexistir. VENDA DE COISAS FUTURAS a) Risco concernente à própria existência da coisa: emptio spei Art.

ao puxá-la. . Ex: propõe pagar determinada importância ao pescador pelo que ele apanhar na rede que está na iminência de lançar no mar. não haverá risco e o contrato é nulo. verifique não ter apanhado nenhum peixe. CONTRATOS ALEATÓRIOS 2. terá o pescador direito ao preço integral. Mesmo que. VENDA DE COISAS FUTURAS a) Risco concernente à própria existência da coisa: emptio spei Ou dolo do alienante. se agiu com a normal diligência.

CONTRATOS ALEATÓRIOS 2. 459. pois deve ela existir. Porém. Se o risco da aquisição da safra futura limitar-se à sua quantidade. VENDA DE COISAS FUTURAS b) Risco concernente à quantidade da coisa esperada: empitio rei speratae Art. . tendo o vendedor direito a todo o preço ajustado. Diz respeito à quantidade maior ou menor da coisa esperada. o contrato deve ser cumprido. se vem a existir alguma quantidade. por menor que seja. CC. o contrato fica nulo se nada puder ser colhido.

alienação não haverá. se da coisa nada vier a existir. e o alienante restituirá o preço recebido. por serem objeto dele coisas futuras. Parágrafo único. 459. CONTRATOS ALEATÓRIOS 2. tomando o adquirente a si o risco de virem a existir em qualquer quantidade. VENDA DE COISAS FUTURAS b) Risco concernente à quantidade da coisa esperada: empitio rei speratae Art. desde que de sua parte não tiver concorrido culpa. terá também direito o alienante a todo o preço. Se for aleatório. Mas. ainda que a coisa venha a existir em quantidade inferior à esperada. .

MAS EXPOSTA A RISCO A venda de coisas já existentes. contudo. Se. VENDA DE COISAS EXISTENTES. CONTRATOS ALEATÓRIOS 3. o alienante sabia do naufrágio. cabendo ao adquirente a prova dessa ciência. Ex: a venda de mercadorias que está sendo transportada em alto-mar por pequeno navio cujo risco de naufrágio o adquirente assumiu. mas sujeitas a perecimento ou depreciação. e não futuras. a alienação “poderá ser anulada com dolosa pelo prejudicado”. .