Anda di halaman 1dari 43

MEDIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÓMICA

2.1.1. Medição do Produto


EXERCÍCIOS 2.1. – 2.7.

Bibliografia: Amaral et al. (2007), cap. 1


Frank e Bernanke (2011), cap. 4 e 5

(Apoio ao Ponto 2.1.1 do Programa)


Exercício 2.1.
Para uma economia aberta, sem Estado, conhece-se a seguinte informação (em
unidades monetárias) relativa a um determinado ano:

Calcule:

a) O valor conjunto para a Variação de Existências e ACOV.

b) O valor do total de Recursos e de Empregos dessa economia.

c) O Valor Acrescentado Bruto pela ótica da produção e pela ótica da despesa.


Variação de Existências (VE):
• Diferença entre o valor das existências (stocks) no final do
período (STf) e no início do período (STi):
VE = STf ˗ STi
 VE não é uma verdadeira utilização (STi é).

Aquisições líquidas de Cessões de Objetos de valor


(ACOV):
• Diferença entre o valor das aquisições e as cessões.

Define-se Investimento (I) como:


I = FBCF + VE+ACOV
• As suas componentes nada têm em comum, exceto o facto
de transcenderem o período de medição.
Recursos vs Empregos

Os Recursos (ou origens) do valor dos bens e serviços


utilizados no território nacional podem resultar:
• da produção interna (Prod);
• da produção importada (Im);
• dos impostos indiretos líquidos de subsídios sobre os dois
anteriores (TIP);
• das matérias-primas e produtos acabados em armazém
(STi)…
… mas estes já foram incluídos em VE.
Método 1 (Ótica da despesa)
Empregos Recursos
CI Prod
C+G Im
FBCF TIP
VE
ACOV
Ex

Da igualdade entre Recursos e Empregos chegamos a:


CI + C + G + FBCF + VE +ACOV + Ex = Prod + Im + TIP 

 C + G + (FBCF + VE +ACOV) + Ex – Im = Prod – CI + TIP 

 C + G + (FBCF + VE +ACOV )+ Ex – Im = PIBpm 


 C + G + I+ Ex – Im = PIBpm
Método 2 (ótica da produção)
Empregos Recursos
CI Prod
VABpb

VAB ao custo de fatores (VABcf) é valor que resulta da


utilização dos fatores produtivos privados na
produção: sem influência de
VABcf = Prod – CI – TILP qualquer tributação
indireta
VAB a preços de base (VABpb):
VABpb = VABcf + TILP = Prod – CI

PIB a preços de mercado (PIBpm):


PIBpm = VABpb + TIP = VABcf + TIT = Prod – CI + TIP
Método 3 (ótica do rendimento)
Empregos Recursos
Rp VABpb
TILP
RM
EE

Rp = Remunerações pagas pelos produtores pela


utilização do fator trabalho por conta de outrem.
TILP = Impostos Indiretos líquidos Ligados à Produção.
RM = Rendimento Misto (trabalho por conta própria).
EE = Excedente de Exploração Bruto.
Exercício 2.1.
Para uma economia aberta, sem Estado, conhece-se a seguinte informação (em
unidades monetárias) relativa a um determinado ano:

Resolução:
a) O valor conjunto para a Variação de Existências e ACOV.
VE + ACOV = (Prod + Im) – (Vendas MI + Ex) = (1000 + 650) – (1250 + 450)= –50
u.m.
b) O valor do total de Recursos e de Empregos dessa economia.
Recursos = Prod + Im = 1650 u.m.
Empregos = Vendas MI + Ex + (VE + ACOV) = 1650 u.m.
Pode ser feito linha a linha e depois somado.
c) O Valor Acrescentado Bruto pela ótica da produção e pela ótica da despesa.
PIB = VAB = Prod – CI = 1000 – 250 =750 u.m.
DI = Bens Consumo Final + I + Ex – Im = 700 + (300 – 50) + 450 – 650 = 750 u.m.
Exercício 2.2.

No sistema de contas nacionais, qual é a diferença entre:

a) Uma empresa comprar um automóvel para um executivo ou


dar ao executivo o rendimento adicional necessário à compra
do automóvel.

b) Contratar uma empregada para fazer o trabalho doméstico ou


ser a própria família a executar esse trabalho.

c) Comprar um eletrodoméstico produzido no território


económico português ou importar outro produzido no Japão.
Exercício 2.2.
No sistema de contas nacionais, qual é a diferença entre:
a) Uma empresa comprar um automóvel para um executivo ou dar
ao executivo o rendimento adicional necessário à compra do
automóvel.
Compra pela empresa = Investimento (FBCF). Subida salário =
aumento do VAB.
Compra pelo empregado = consumo final.
b) Contratar uma empregada para fazer o trabalho doméstico ou
ser a própria família a executar esse trabalho.
Pela família = não remunerado = não entra no VAB.
c) Comprar um eletrodoméstico produzido no território económico
português ou importar outro produzido no Japão.
Importação para consumo privado, não afeta o PIB, só através de
impostos sobre a importação e IVA que poderão incidir sobre o
eletrodoméstico.
Exercício 2.3.
Considere a seguinte informação relativa às Contas Nacionais para a economia portuguesa em
2006, divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística, em milhões de euros:
• Valor Acrescentado Bruto a preços de base.......................... 133 055;
• Remunerações pagas............................................................ 77 773;
• Consumos Intermédios.......................................................... 154 854;
• Formação Bruta de Capital Fixo............................................. 33 758;
• Impostos Indiretos líquidos Totais......................................... 21 419;
• Impostos Indiretos líquidos sobre os Produtos..................... 22 391;
• Exportações Líquidas de bens e serviços.............................. –12 767;
• Consumo Final….................................................................... 133 732;
• Variação de Existências e ACOV……....................................... 723;
• Importações de bens e serviços............................................ 60 971;
• Consumo de Capital fixo........................................................ 25 718;
• Rendimentos Primários recebidos do resto do mundo, líquidos dos Rendimentos
Primários enviados para o resto do mundo..... –5863;
• Impostos Indiretos pagos pelos produtores nacionais e enviados para o resto do mundo
(instituições da União Europeia) líquidos de subsídios recebidos do resto do mundo
(instituições da União Europeia) por produtores
nacionais……………………………………………………..... –298;
• Transferências Correntes líquidas…………………………………….. 2088;
• Transferências de Capital líquidas…………………………………….. 1856.
FONTE: INE (2012a).
a) Determine os valores das seguintes rubricas: Investimento (ou Formação Bruta de
Capital), Exportações, Impostos Indiretos líquidos Ligados à Produção, Produção e o
total dos Rendimento Misto Bruto e Excedente Exploração Bruto.

b) Verifique as Identidades Básicas da Contabilidade Nacional.

c) Calcule o Produto Interno Líquido a preços de mercado.

d) Calcule o Produto Nacional Bruto a preços de mercado (ou Rendimento Nacional


Bruto) e analise a possibilidade de o Produto Interno Bruto de um país ser inferior ao
seu Produto Nacional Bruto, num determinado ano.

e) Calcule os Rendimentos Disponíveis Bruto e Líquido.

f) Calcule a Poupança Bruta.

g) Averigue a necessidade ou capacidade de financiamento da economia portuguesa


no ano em estudo.
a) Determine os valores das seguintes rubricas: Investimento (ou
Formação Bruta de Capital), Exportações, Impostos Indiretos
líquidos Ligados à Produção, Produção e o total dos Rendimento
Misto Bruto e Excedente Exploração Bruto.
a) Determine os valores das seguintes rubricas: Investimento (ou
Formação Bruta de Capital), Exportações, Impostos Indiretos
líquidos Ligados à Produção, Produção e o total dos Rendimento
Misto Bruto e Excedente Exploração Bruto.

I = FBC = FBCF + (VE + ACOV) = 33 758 + 723 = 34 481106 euros.

NX = Ex - Im  Ex = NX + Im = –12 767 + 60 971 = 48 204106


euros.

TILP = TIT - TIP = 21 419 – 22 391 = –972106 euros.

Prod = VABpb + CI = 133 055 + 154 854 = 287 909106 euros.

RM + EE = VABpb – Rp – TILP = 133 055 – 77 773 – (–972) = 56


254106 euros.
b) Verifique as Identidades Básicas da Contabilidade Nacional.
b) Verifique as Identidades Básicas da Contabilidade Nacional.

Ótica da Produção:

PIBpm = VABpb + TIP = 133 055 + 22 391 = 155 446106 euros.

Ótica da Despesa:

PIBpm = DI = (C+G) + I + NX = 133 732 + 34 481 – 12 767 = 155


446106 euros.

Ótica do Rendimento:

PIBpm = RI = Rp + (RM+EE) + TIT = 77 773 + 56 254 + 21 419 = 155


446106 euros.
c) Calcule o Produto Interno Líquido a preços de mercado.
c) Calcule o Produto Interno Líquido a preços de mercado.

PILpm = PIBpm - CCF = 155 446 - 25 718 = 129 728106 euros.


d) Calcule o Produto Nacional Bruto a preços de mercado (ou Rendimento
Nacional Bruto) e analise a possibilidade de o Produto Interno Bruto de um
país ser inferior ao seu Produto Nacional Bruto, num determinado ano.
d) Calcule o Produto Nacional Bruto a preços de mercado (ou Rendimento
Nacional Bruto) e analise a possibilidade de o Produto Interno Bruto de um
país ser inferior ao seu Produto Nacional Bruto, num determinado ano.

PNBpm = RNB = PIB pm + RPLrm – TITrm = 155 446 – 5 863 + 298 = 149
881106 euros.

Neste caso tem-se PIB pm > PNBpm  neste país criou-se mais valor
acrescentado no processo produtivo realizado no território nacional do
que o que foi distribuído pelos residentes nesse território que
participaram diretamente no processo produtivo, dentro e fora do país
(há mais rendimento de fatores produtivos enviados do que recebidos do
RM).
e) Calcule os Rendimentos Disponíveis Bruto e Líquido.
e) Calcule os Rendimentos Disponíveis Bruto e Líquido.

RDB = RNB + TCL = 149 881 + 2088 = 151 969106 euros.


RDL = RDB – CCF = 151 969 – 25 718 = 126 251106 euros.
f) Calcule a Poupança Bruta.

SB = RDB – (C + G) = 151 969 – 133 732 =


18 237106 euros.
g) Averigue a necessidade ou capacidade de financiamento da economia
portuguesa no ano em estudo.
g) Averigue a necessidade ou capacidade de financiamento da economia
portuguesa no ano em estudo.

NCF = I – (SB + TKL) = 34 481 – (18 237 + 1856) = 14 388106 euros > 0  a
poupança interna e as transferências líquidas de capital (fundos
comunitários) não são suficientes para financiar o investimento  é
necessário recorrer à poupança externa.
26
Exercício 2.4.
O quadro seguinte apresenta alguns dados trimestrais relativos ao mercado de
trabalho português no ano de 2008, expresso em milhares de indivíduos:

FONTE: INE (2012b).

a) Calcule a taxa de atividade e a taxa de desemprego médias para 2008.

b) Calcule as taxas de desemprego médias por sexo e compare-as.

27
Exercício 2.4.
O quadro seguinte apresenta alguns dados trimestrais relativos ao mercado de
trabalho português no ano de 2008, expresso em milhares de indivíduos:

FONTE: INE (2012b).

a) Calcule a taxa de atividade e a taxa de desemprego médias para 2008.

ta = PA/Pop = [(5 618,0 + 5 638,0 + 5 629,5 + 5 613,9)/4]/[(10 615,5 + 10 618,9 +


10 625,1 + 10 631,1)/4] = 5 624,9/10 604,7 = 0,530.
u = Des/PA = [(427,0 + 409,9 + 433,7 + 437,6)/4]/5 624,9 = 427,1/5 624,9 = 0,076.

28
Exercício 2.4.
O quadro seguinte apresenta alguns dados trimestrais relativos ao mercado de
trabalho português no ano de 2008, expresso em milhares de indivíduos:

FONTE: INE (2012b).

b) Calcule as taxas de desemprego médias por sexo e compare-as.

uF = DesF/PAF = [(234,4 + 222,1 + 240,0 + 234,4)/4]/[( 2 622,8 + 2 641,8 + 2


642,8 + 2 626,3)/4] = 232,7/2 633,4 = 0,088.
uM = DesM/PAM = (Des – DesF)/(PA – PAF) = (427,1 – 232,7)/(5 624,9 –2 633,4) =
194,4/2 991,5 = 0,065 < uF.

29
Exercício 2.5.

Classifique cada um dos seguintes indivíduos como sendo empregado (E),


desempregado (D), ou como não pertencendo à população ativa (N):

a) um operário despedido durante uma recessão económica;

b) um técnico de computadores em férias;

c) um adolescente de 14 anos trabalhando nas vindimas;

d) um empresário de sucesso que deixou as suas empresas para, sem qualquer


sucesso desta vez, escrever um livro;

e) um pai que não trabalha para tomar conta dos filhos pequenos;

f) um estudante universitário a tempo inteiro;

g) um recém-licenciado à procura do primeiro emprego;

h) um mecânico de automóveis sem emprego que desistiu de procurar trabalho.


30
Exercício 2.5.

Classifique cada um dos seguintes indivíduos como sendo empregado (E),


desempregado (D), ou como não pertencendo à população ativa (N):

a) um operário despedido durante uma recessão económica; D

b) um técnico de computadores em férias; E

c) um adolescente de 14 anos trabalhando nas vindimas; N

d) um empresário de sucesso que deixou as suas empresas para, sem qualquer


sucesso desta vez, escrever um livro; E ou N

e) um pai que não trabalha para tomar conta dos filhos pequenos; N

f) um estudante universitário a tempo inteiro; N

g) um recém-licenciado à procura do primeiro emprego; D

h) um mecânico de automóveis sem emprego que desistiu de procurar trabalho. N


31
Índice de preços no consumidor (IPC):

• mede, num dado período, o custo de um cabaz de


bens e serviços, em relação ao custo do mesmo
cabaz num ano de referência;
• o ano de referência designa-se por ano base;
• é calculado pelo INE;
• é um índice Laspeyres;
• custo de um cabaz de n bens no ano base (0):
n
CC0   p j ,0 .c j ,0
j 1
• custo do mesmo cabaz de n bens no ano (ou outro
período) em análise (t):
n
CCt   p j ,t .c j ,0
j 1

 Note-se que a composição do cabaz (as quantidades cj,0) é a


do ano base.

• O IPC para o ano (ou período) t é calculado como:

CCt
IPCt 
CC0
Deflacionar:

• dividir um valor nominal de uma variável X (X(N)) pelo índice


de preços apropriado (PX), de forma a poder exprimi-la em
termos reais (X(R)): (N )
X
X t( R )  t
PX ,t

• esta operação tem de manter a coerência com a forma direta


de obtenção dos valores nominais.
 Exemplo para o consumo privado de n bens no ano t:
n
Ct( R ) .PC ,t   p j ,t , c j ,t
j 1
Para algumas variáveis não existe um deflator (índice
de preços), mas tem sentido calcular o seu valor real
(a preços constantes de um ano base).
• Exemplo: para comparar o poder aquisitivo dos salários em
vários períodos usa-se o chamado salário real.
• “Pede-se emprestado” o índice de preços mais relacionado
com as despesas que serão feitas com o salário, ou seja, o
do consumo privado (e.g. o IPC).
• Sendo o salário médio nominal de um ano t dado por wt(N),
temos o salário médio real (a preços do ano 0) dado por:
wt( N )
wt( R ) 
IPCt
• Este salário real vem expresso em u.m. (euros) do ano base (0).
Taxa de inflação: taxa de variação anual do nível de
preços.

• Se medirmos o nível geral de preços pelo deflator da DI


(ou PIB) temos a taxa de inflação registada no ano t:

PDI ,t PDI ,t  PDI ,t 1 PDI ,t


t    1
PDI ,t 1 PDI ,t 1 PDI ,t 1

• A mais conhecida na comunicação social (ainda que nem


sempre a mais correta) é a taxa de inflação calculada
usando o IPC.
Taxa de juro nominal (de mercado), it:
• Ganho percentual atribuído a um ativo comprado no final
de t  1 e que aufere juros no final de t.

Taxa de juro real (rt), calculada no final de t1 (não


conhecendo a inflação de t):
• O mesmo ganho, mas medido em termos de poder de
compra presente:
1  i i   e
(1  it )  (1  rt ).(1   te )  rt  t
 1  r  t t
1   te 1   te
t

• Se a inflação esperada for baixa, podemos utilizar a


aproximação:
rt  it   te
Índice de Preços no Consumidor (IPC) – Taxas de variação anual
35.00

30.00

25.00

20.00

15.00

10.00

5.00

0.00
1948

1978

2012
1950
1952
1954
1956
1958
1960
1962
1964
1966
1968
1970
1972
1974
1976

1980
1982
1984
1986
1988
1990
1992
1994
1996
1998
2000
2002
2004
2006
2008
2010
-5.00

Bens Serviços

INE, CPI, Jan. 2014, Série Longa 38


Exercício 2.6.
Sebastião, que já acabou o seu mestrado, a sua irmã mais velha, a sua mãe e o seu pai
pretendem comparar os salários iniciais no respetivo primeiro emprego. Para isso,
construíram o quadro abaixo, com o ano em que começaram a trabalhar, o IPC desse
ano (multiplicado por 100), e o respetivo salário inicial, em euros. Qual dos membros
da família começou por auferir o maior salário real?

39
Exercício 2.6.
Sebastião, que já acabou o seu mestrado, a sua irmã mais velha, a sua mãe e o seu pai
pretendem comparar os salários iniciais no respetivo primeiro emprego. Para isso,
construíram o quadro abaixo, com o ano em que começaram a trabalhar, o IPC desse
ano (multiplicado por 100), e o respetivo salário inicial, em euros. Qual dos membros
da família começou por auferir o maior salário real?

w = w/P
wS = wS/PS = 1240,4/1,174 = 1056,6 euros de 2005.
wP = wP/PP = 45,6/0,076 = 600,0 euros de 2005.
wM = wM/PM = 125,0/0,203 = 615,8 euros de 2005.
wI = wI/PI = 1083,5/1,000 = 1083,5 euros de 2005.
O salário real inicial da irmã foi o maior. 40
Exercício 2.7.
Suponha que emprestou 100 euros a um colega, por um ano. Concordaram
numa taxa de juro anual real de 5 por cento.

a) Ambos esperam uma taxa de inflação anual de 10 por cento. Qual a taxa
de juro nominal que deverá exigir ao seu colega?

b) Parta do princípio que vigorou a taxa de juro nominal determinada na


alínea anterior. No entanto, a inflação anual foi de 12 por cento. Qual a
taxa de juro real por si auferida?

41
Exercício 2.7.
Suponha que emprestou 100 euros a um colega, por um ano. Concordaram numa taxa
de juro anual real de 5 por cento.

a) Ambos esperam uma taxa de inflação anual de 10 por cento. Qual a taxa de juro
nominal que deverá exigir ao seu colega?

Ex ante:
Exato: 1 + r = (1 + i)/(1 + pe), ou seja, 1 + 0,05 = (1 + i)/(1 + 0,1)  i = 0,155/ano.
Aproximação: i  r + pe, ou seja, i  0,1 + 0,05 = 0,15/ano.

42
Exercício 2.7.
Suponha que emprestou 100 euros a um colega, por um ano. Concordaram numa
taxa de juro anual real de 5 por cento.

b) Parta do princípio que vigorou a taxa de juro nominal determinada na alínea


anterior. No entanto, a inflação anual foi de 12 por cento. Qual a taxa de juro real
por si auferida?

Ex post:
Exato: 1 + rv = (1 + i)/(1 + p), ou seja, 1 + rv = (1 + 0,155)/(1 + 0,12)  rv 
0,032/ano.
Aproximação: i  rv + p, ou seja, rv  0,15 – 0,12 = 0,03/ano.

43