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Regra do Octeto

Ligação iônica
Ligação covalente
Ligação metálica
Propriedades das ligações químicas
Geometria molecular
Polaridade molecular
Forças intermoleculares
Solubilidade
Introdução
Você já verificou que alguns materiais são sólidos (o carvão); outros, líquidos
(a água) e outros, gasosos (o ar); alguns são duros (granito) e outros moles
(cera); alguns conduzem a corrente elétrica (metais), outros não (borracha);
alguns quebram-se facilmente (vidro), outros não (aço), e assim por diante.
Por que existe essa grande diferença de propriedades entre os materiais
que conhecemos? Isso se deve, em grande parte, às ligações existentes
entre os átomos (ligações químicas) e à arrumação espacial que daí decorre
(estrutura geométrica do material).
Hoje sabemos que, em condições ambientes, só os gases nobres são
formados por átomos isolados uns dos outros, ou seja, átomos que têm
pouca tendência de se unir com outros átomos; dizemos então que eles são
muito estáveis (pouco reativos). Os átomos dos demais elementos
químicos, ao contrário, atraem-se não só mutuamente como também
átomos de outros elementos, formando agregados suficientemente
estáveis, que constituem as substâncias compostas.
As forças que mantêm os átomos unidos são fundamentalmente de
natureza elétrica e são responsáveis por ligações químicas.
Teoria do Octeto
Em 1916, os cientistas Lewis e Kossel associaram esses dois fatos,
ou seja, a tendência de elementos com oito elétrons na camada
de valência aparecerem isoladamente, com a tendência que os
elementos manifestam de perder, ganhar ou compartilhar
elétrons. A partir dessa associação, propuseram uma teoria para
explicar as ligações químicas entre os elementos:

Essa teoria é aplicada principalmente para os


elementos representativos (família A), sendo que
os elementos de transição (família B) não
seguem obrigatoriamente esse modelo. Embora
existam muitas exceções a essa regra, ela
continua sendo utilizada por se prestar muito
bem como introdução ao conceito de ligação
química e por explicar a formação da maioria das
substâncias encontradas na natureza.
Tipos de ligações químicas
Ligação iônica
Exemplos
Formulação de compostos
iônicos

Al e O - Al3+ O2-
Al2O3

Ca e S - Ca2+ S2-
CaS

Pb e O - Pb4+ O2-
Pb2O4 simplificando
PbO2
Na e N - Na+ N3-
Na3N
Propriedades da ligação iônica
 A interação entre os íons produz aglomerados com
forma geométrica definida, denominados retículos
cristalinos, característicos dos sólidos.
 Como apresentam forma definida, são sólidos nas
condições ambientes (temperatura de 25 °C e pressão de
1 atm).
 Os compostos iônicos são muito duros (bem resistentes
ao risco), porém pouco tenazes (não muito resistentes ao
choque mecânico).
 Seu melhor solvente é a água.
Caráter iônico
Quanto maior a ΔEn, maior o caráter iônico e
também a TF e TE. ΔEn >1,7 = iônica
Condução de eletricidade

Ver animação “Condutividade NaCl em água”


Ligação covalente

Fórmula Fórmula Fórmula


eletrônica estrutural molecular
ou plana
De Lewis
Exemplos
Exemplos
Exemplos

Átomo central = menor quantidade


Ligação covalente

Ligação covalente normal

Ligação covalente dativa


Ligação covalente

Ligação covalente normal

Ligação covalente dativa


Compostos mistos
Exceções a regra do octeto
Exceções a regra do octeto
Tipos de interação entre orbitais em
ligações covalentes:

 (sigma): ocorre quando há interação frontal de


orbitais

 (pi): ocorre quando há interação em paralelo


de orbitais
Exemplo: H2

H H

1 ligação  (s-s)
21
Exemplo: Cl2

Cl Cl

1 ligação  (p-p)
22
Exemplo: HCl

H Cl

1 ligação  (s-p)
23
Exemplo: H2O
H

H O

2 ligações  (s-p)
24
Exemplo: O2

O O

1 ligação  (p-p)
1 ligação  (p-p)
25
Exemplo: N2

N N

1 ligação  (p-p)
2 ligações  (p-p)
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Resumindo

Tipo de ligação Classificação


entre átomos
Simples
1 ligação 
XY
Dupla 1 ligação 
X=Y 1 ligação 
Tripla 1 ligação 
XY 2 ligação 

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Geometria molecular
Em 1940, Sidgwick e Powell sugeriram que a forma geométrica de uma
molécula poderia ser determinada pela distribuição, no espaço, dos
pares de elétrons, ligantes ou não, do nível de valência de cada átomo.
Para que esse arranjo seja estável, a repulsão entre esses pares de
elétrons deve ser praticamente nula e, para que isso ocorra, eles devem
situar-se no espaço o mais afastados possível uns dos outros. Essa
teoria é conhecida como Teoria da Repulsão dos Pares de Elétrons da
Camada de Valência. É por isso que o metano, por exemplo, tem
estrutura tetraédrica e não quadrada plana. Veja as figuras a seguir:
Geometria linear
Geometria angular

Moléculas triatômicas
Geometria trigonal plana

Moléculas tetra-atômicas
Geometria piramidal

Moléculas tetra-atômicas
Geometria tetraédrica

Moléculas penta-atômicas
Repulsão de pares eletrônicos

Ver animação “Repulsão de pares eletrônicos”


Polaridade das ligações
Polaridade das ligações
Polaridade das ligações
Classificando as ligações
ΔEn = 0 = covalente apolar
0<ΔEn<1,7 = covalente polar
Polaridade molecular
As moléculas podem ser classificadas quanto à sua
polaridade em dois grupos: polares ou apolares.
Experimentalmente, uma molécula é considerada polar
quando se orienta na presença de um campo elétrico
externo, e apolar quando não se orienta. O polo negativo da
molécula é atraído pela placa positiva do campo elétrico
externo e vice-versa.
Vetor dipolar resultante

Molécula polar Molécula apolar


Vetor dipolo resultante

Molécula polar Molécula polar

Molécula polar
Molécula apolar
Forças Intermoleculares
Dipolo induzido ou dipolo instantâneo
Essas forças ocorrem em todos os tipos de moléculas, mas
são as únicas que acontecem entre as moléculas apolares.
Quando essas moléculas estão no estado sólido ou líquido,
devido à proximidade existente entre elas, ocorre uma
deformação momentânea das nuvens eletrônicas,
originando pólos + e -. Alguns exemplos de substâncias
formadas por moléculas apolares que interagem por forças
intermoleculares dipolo induzido-dipolo induzido:
Dipolo permanente ou dipolo-
dipolo
As moléculas de muitas substâncias são eletricamente neutras como
um todo. No entanto, por fatores como diferença de eletronegatividade
e arranjo geométrico, essas mesmas moléculas possuem um dipolo
elétrico permanente. Isso significa que certas regiões dessa molécula
têm a densidade eletrônica aumentada, provocando uma carga parcial
negativa (ou polo negativo). Em contrapartida, há uma diminuição da
probabilidade eletrônica em outras partes das moléculas polares, e,
consequentemente, surge uma carga parcial positiva (ou polo positivo).
Dessa forma, principalmente nos estados líquido e sólido, é muito
comum as moléculas polares se alinharem e interagirem umas com as
outras por interações eletrostáticas entre dipolos opostos. Essa
interação é conhecida como dipolo-dipolo ou dipolo permanente-dipolo
permanente.
Ponte de hidrogênio ou ligação de
hidrogênio
Consequências da ponte de hidrogênio
Consequências da ponte de hidrogênio
Consequências da ponte de hidrogênio

Por que se misturarmos água e álcool ocorre diminuição do


volume da mistura?
Interação íon-dipolo
As interações íon-dipolo não são “ interações
intermoleculares” no sentido literal do termo, pois não
ocorrem entre duas moléculas, mas sim entre íons e
moléculas – geralmente moléculas polares. Essas são
observadas nas soluções de substâncias iônicas ou
ionizáveis em solventes moleculares, e são muito
importantes como forças de solvatação. As interações íon-
dipolo são, geralmente, mais intensas que as interações
intermoleculares típicas.
Forças intermoleculares x TF e TE
Forças intermoleculares x TF e TE
Solubilidade
Solubilidade
O álcool se dissolve tanto em substâncias polares como
apolares, pois sua molécula possui duas regiões distintas.
Solubilidade
O sabão se dissolve tanto em substâncias polares como
apolares, pois sua molécula possui duas regiões distintas.
Condução de eletricidade

Ver animação “Condutividade do açúcar em água”


Comparando as ligações
covalentes e iônicas
Ver animação “Comparação de ligação iônica e
covalente”
Ligação metálica
Os metais têm importante papel no desenvolvimento da
civilização. As sociedades modernas contam com uma grande
variedade de metais para a fabricação de ferramentas, máquinas
e outros itens. Os químicos e outros cientistas têm encontrado
utilização até para metais menos abundantes, à medida que
buscam materiais para atender às necessidades tecnológicas.
Ligação metálica
A principal característica dos metais é a eletropositividade
(tendência em doar elétrons), assim os elétrons da camada de
valência saem facilmente do átomo ficam livres pela estrutura do
metal. O metal que perde elétrons se transforma num cátion,
que, em seguida, pode capturar esses elétrons voltando a ser um
átomo neutro.
Ligas metálicas
Propriedades da ligação metálica
 Os metais são, em sua maioria, sólidos nas condições
ambiente de temperatura e pressão. A rigidez dos metais
pode ser associada ao fato de os cátions formarem um retículo
cristalino.
 Os metais são insolúveis nos solventes moleculares comuns. O
mercúrio (Hg) é um líquido que consegue dissolver a maioria
dos metais, e os metais alcalinos se dissolvem em amônia
líquida (NH3).
 Os metais apresentam boa condutividade elétrica e térmica.
Quando uma diferença de potencial é aplicada em um metal,
os elétrons, que antes se movimentavam desordenadamente
no cristal, passam a fluir ordenadamente do polo negativo
para o polo positivo. A alta condutividade térmica dos
materiais metálicos também pode ser explicada pela
mobilidade dos elétrons, pois essa mobilidade permite a
rápida distribuição de energia cinética pelo sólido.
Propriedades da ligação metálica
 A superfície polida de um metal funciona como espelho, isto é,
reflete as radiações visíveis que incidem sobre elas sob qualquer
ângulo. Isso se deve aos elétrons deslocalizados que absorvem a
energia da luz e a emitem quando retornam ao estado fundamental.
Como a luz visível em todos os comprimentos de onda é absorvida e
imediatamente reemitida, praticamente toda a luz incidente se
reflete, conferindo o brilho ao metal.
 Maleabilidade é a facilidade com que um material é transformado
em lâminas delgadas, e ductibilidade é a facilidade com que um
material se transforma em fios finos. Os metais são bastante
maleáveis e dúcteis. Isso significa que, apesar de existir uma força de
coesão intensa no retículo cristalino, eles não oferecem muita
resistência à deformação de suas estruturas. Tal propriedade está
relacionada ao fato de a ligação metálica não ter caráter direcional.
Os cátions metálicos de um metal podem deslizar uns pelos outros
sem prejuízo das forças atrativas, pois os elétrons estão distribuídos
uniformemente e podem acompanhar as mudanças nas posições
catiônicas.