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Fundamentos e evolução dos direitos

humanos
Segunda parte

Dermi Azevedo
Doutor em Ciência Política
Senso comum

• Objetivos do curso: superar o senso comum sobre os DH:

• Senso comum:

- Um conjunto de crenças e valores, saberes e


atitudes que julgamos naturais porque,
transmitidos de geração em geração, sem
questionamentos, nos dizem como são e o que
valem as coisas e os seres humanos, como
devemos avaliá-los e julgá-los. M.-Chauí.-
Senso Comum
 Características do senso comum:

 Subjetivista (sentimentos e opiniões individuais, como se fossem universais).

 Ajuizador (julgamento sumário a priori).

 Heterogêneo (diferenças verdadeiras e falsas).

 Individualizador (argumentos absolutos).

 Generalizador (diferencia sem crítica/semelhanças aparentes).


-
Causalista (relação equivocada entre causas e efeitos)
-
Senso Crítico
Admirar: primeira atitude crítica filosófica.

Consciência ingênua VS consciência critica.

Pensamento dialético.
Relembrando
Abordagens sobre os direitos humanos
1. jusnaturalista: antiga e moderna
2. utilitarista
3. kantiana
4. historicista
VISÃO
1. jusnaturalista
2. kantiana
3. utilitarista
4. historicista
Conceitos
Cabem ao ser humano em razão do seu próprio ser
Precedem e prevalecem sobre o Direito Positivo
Mais importantes que a lógica das guerras, dos Estados
e do Estado
Um imperativo categórico
Construídos historicamente
Raízes
1. Filosóficas
2. Religiosas
3. Jurídicas
4. Políticas
5. Testemunhais
Raízes filosóficas/1
Natureza humana>razão>igualdade
Sofistas>denúncia do arbítrio na Pólis
 Primeiro apelo ao Direito Natural
 “O homem é a medida de todas as coisas” (Pitágoras,
485/410 AC)
Natureza humana comum e universal
Raízes filosóficas/2
Estóicos>universalização do Direito Natural/valor do
indivíduo: influência sobre o Direito Romano
Seres humanos>humanidade e logos (razão universal)
 Microcosmo e macrocosmo
Raízes filosóficas/3
 Não há contradição entre espírito e matéria
 Zenon, Cícero, Sêneca, Epícteto e Marco Aurélio
Sócrates>levar uma vida justa
Diálogos, maieutica e ironia
“Só sei que nada sei”
Raízes filosóficas/4
Daimonium
Saber como se deve viver: coragem, temperança,
piedade, sabedoria e justiça
Dialética socrática
Platão>busca do bem como teoria e como prática
Em direção ao mundo das Idéias
Raízes filosóficas/5
Aristóteles> um sistema
O bem supremo é a felicidade
A razão é própria ao homem
A vida virtuosa é a condição essencial a felicidade
Ninguém é mal voluntariamente, mas só por
ignorância
Virtude ética
Raízes religiosas/1
 O fato religioso (relação ser humana/sagrado)
 Divisão do mundo em dois campos: do sagrado e do
profano
 O mágico e o religioso
 A religião como fractal (toda ramificação infinita que
corresponde a uma certa regra)
Raízes religiosas/2
O tempo nas religiões: - tempo cíclico (eterno
retorno/salvar-se do mundo)
- Histórico (contínuo e progressivo/salvar o mundo)
Raízes religiosas/3
A. Judaísmo: a primeira ética universalista
 O Deus bíblico é único, criador do homem à sua
imagem e semelhança.
 Em cada ser humano, a síntese da criação divina
 A figura de Adão como ancestral único de todos os
seres humanos
 Aliança
 Êxodo Moisés Profetas
Raízes religiosas/4
 Os três amores, a Deus, ao próximo e ao estrangeiro
B. A religião do amor universal
 A libertação trazida por Jesus Cristo
Raízes religiosas/6
E. Islamismo: - só Deus é a fonte de todos os direitos
humanos
 Só a luz de Deus é o guia infalível da humanidade
 Os seres humanos integram a fraternidade universal
dos islã
 Relação jurídica entre Deus e os seres humanos
Raízes jurídicas/1
1.1 Jusnaturalismo: - modelo dominante para justificar os
direitos humanos
 Conceito básico: existe uma natureza humana, a
mesma em todos os seres humanos
 anterior a toda lei escrita
 Fundamento do contrato social
Raízes jurídicas/2
 A natureza humana é independente da vontade
humana
 A consciência descobre a ordem natural
 O ser humano é inteligente e se auto-determina
 Cabe-lhe realizar os fins exigidos pela sua natureza
Raízes jurídicas/3
1.1.1 Jusnaturalismo clássico: - debate sobre o caráter
natural ou convencional da justiça e das normas éticas
e políticas 9 séc. IV e V a.C.
- Direito subordinado a moral
 Diferença entre direito natural e positivo
1.1.2 Jusnaturalismo moderno: - caráter imanente (norma
natural é válida porque é
Raízes políticas/1
Pólis (a Cidade)
Politéia (política, vida da Cidade, Constituição)
Politès (o Cidadão)
Lógos (a dialética, a razão, a palavra)
Práxis (ação política)
Doxa (opinião)
 Idiotès (o cidadão omisso)
 Cosmos (a ordem do mundo)
 > microcosmo/macrocosmo
Ágora
Raízes políticas/2
Algumas características da Democracia:
- isonomia (a mesma lei para todos)
- isegoria (igual participação nos assuntos públicos)
- isocracia (igual participação no poder)
Raízes testemunhais
Testemunhos pessoais e sociais>profetas, mártires e
revolucionários; movimentos sociais
Francisco de Assis D. Oscar Romero
Charles de Foucauld Maximilien Kolbe
João XXIII Chico Mendes
Martin Luther King Hélder Câmara
Nelson Mandela Vladimir Herzog
Zumbi dos Palmares Jean Moulin
Irmã Dorothy
As etapas da evolução dos DH
1. Primeira etapa>atuação dos filósofos // dh naturais
universais
2. Segunda etapa>Positivação dos direitos // dh positivos
particulares
3. Terceira etapa>universalização do direito positivo dos
dh // dh positivos universais
4. Quarta etapa>especificação dos direitos dos dh:
As etapas da evolução dos DH
Gênero
Fases da vida
Estágio normal ou excepcional da vida
5. Quinta etapa>globalização dos direitos humanos
Interpretações dos DH
Jusnaturalista>clássica e moderna
Utilitarista: - contrato original como ficção perigosa
Ação política é legítima se for útil e se levar à felicidade
A maior felicidade para a maioria, mas com respeito a
liberdade de todos
Interpretações dos DH
Kantiana
dignidade e autonomia moral
DH de acordo com o valor intrínseco do ser humano
(valor não instrumental)
Os fins não justificam os meios
Historicista: - justificação dos valores e dos direitos
humanos como conquistas da humanidade
(construção de consensos)
 Ilusão da busca de fundamentos absolutos – Norberto
Bobbio
Interpretações dos DH
Para os DH.
- Os DH nascem em determinadas circusntâncias>luta
entre as liberdades e os poderes. – Norberto Bobbio.
60 anos da DUDH
1948/2008
“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade
e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem
agir em relação umas às outras com espírito de
fraternidade”.
Artigo I da Declaração Universal dos Direitos
Humanos.
Bibliografia
ALVES,J.A.L. Os direitos humanos como tema global.
São Paulo. Ed. Perspectiva. 1994
BOBBIO N. A era dos direitos. Rio de Janeiro. Ed.
Campus. 1990
AMOROSO LIMA. Os direitos do homem. O homem
sem direitos. Petrópolis. Ed. Vozes Ltda. 1999