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A estrutura da ação social

T. Parsons, 1937
[1968]
[1949]
Introdução de 1968 e Prefácio de 1949:
• Parsons responde a seus críticos, sem jamais nomeá-los.
• Relata sua conversão de economista em sociólogo. A temporada na
Europa possibilita uma perspectiva epistemológica inovadora: a rejeição
do empiricismo e do utilitarismo em favor da teoria sistemática.
• Rejeita a rotulação de A Estrutura da Ação Social como história das
idéias sociológicas: trata-se da convergência entre as teorias de
Marshall, Pareto, Weber e Durkheim.
• “Explicação tipicamente parsoniana da sobrevivência de seu trabalho,
apesar do sofrível estilo literário, das mudanças sócio-históricas e de sua
própria evolução teórica” (ver Paixão, A Teoria Geral da Ação e a Arte
da Controvérsia – RBCS)
“Tese da convergência” na determinação da ordem social e de sua
explicação:
• acomodação dos fatores "internos“/"subjetivos“/"ideais" e
"externos“/"objetivos”/ "materiais".
• combinação de elementos normativos (o consenso moral) e não-
normativos (os interesses materiais)
• integração dos planos da ação e da estrutura
• Ação = produto de um ator dotado de recursos, que efetua
escolhas com vistas a um fim e usa de meios materiais e
simbólicos para realizá-lo.
• Explicação funcional (Hempel, 1959):
- teleológica e não causal: entendimento das conseqüências de um
determinado item estrutural para a estabilidade (integração) do sistema
como um todo.
- analogia fenômenos sociais e biológicos: para persistir, sistemas vivos
(biológicos e sociais) devem ter certas necessidades satisfeitas =
sobrevivência depende da satisfação, por órgãos diferenciados, de
necessidades básicas (ou pré-requisitos funcionais).
• Sociologia: “a ciência que tenta construir uma teoria analítica dos
sistemas de ação social na medida em que é possível compreender esses
sistemas a partir da natureza da integração com base em valores
comuns”.
Sistema Social

Sistema Cultural (manutenção dos modelos)


Sistema de Personalidade (realização das metas)
Organismo comportamental (adaptação)
Se a realidade social é multidimensional e não há uma instância que determine as demais, como é possível a ordem
social como realidade empírica e como conceito?
Alta coerência entre os diferentes níveis da ação!
• Exemplos:
- Sistema legal: a lei é um código cultural que regula a ação das unidades do sistema social. Marco de referência nos
planos "microssociológico“ (normas que regulam as interações cotidianas), "intermediário" (sistema organizacional
de Justiça, códigos de ética profissional etc) e "macrossociológico" (Constituição Federal, DH etc.).
- Sistema familiar (aberto, multilinear e conjugal) em equilíbrio com o Sistema Profissional (sucesso pessoal,
igualdade de oportunidades, mobilidade profissional).
• Sistemas de Ação: social, cultural e de personalidade
• Sistema social: unidade básica de análise: interação social
institucionalizada e expressa em papéis sociais em que se
articulam prescrições, expectativas (de Ego e do sistema cultural)
e recompensas/sanções em diferentes subsistemas (educacional,
profissional, familiar).
• Papéis sociais atravessam todos os sistemas e são atravessados por
múltiplas variáveis (gênero, raça, geração)
• Paradigma das quatro funções do Sistema de Ação (AGIL): explica as
condições de integração de unidades autônomas e analisa qualquer
sistema de ação através de quatro categorias:
(A)daptação às condições do ambiente: responde à necessidade para o
sistema de haurir recursos no seu meio circunstante
(G) Orientação para realização das metas (goal attainment): um sistema só
pode subsistir quando se fixam objetivos e meios para alcançá-los
(I)ntegração interna do sistema: coordenar e integrar as diferentes partes
do sistema de modo a estabilizá-lo
(L) Manutenção dos modelos de controle (latent pattern maintenance):
responde à produção, à manutenção e à reprodução coerente de valores
comuns e motivações à ação
• Ação social: (a) ator individual ou pluralidade de atores
perseguindo (b) objetivos (c) em uma situação (elementos
"objetivos" e "meios").
• A escolha do ator obedece a uma orientação normativa (nem
escolhas aleatórias nem subordinação exclusiva às condições da
ação).
• Ator/objeto: elementos cognitivos (percepção das propriedades e
funções do objeto no conjunto total de objetos), catéticos
(atribuição de significados afetivos ao objeto) e avaliativos
(organização de suas escolhas cognitivas e afetivas em um plano
inteligente de ação)
• Distinção ator / situação é analítica: “O ator é sujeito cognitivo e objeto
de cognição, usuário de meios instrumentais e ele mesmo um meio,
emocionalmente ligado a outros e objeto de emoção, avaliador e objeto
de avaliação, intérprete de símbolos e ele mesmo um símbolo“.
• Parsons concebe a ação "do ponto de vista do ator" e privilegia o papel
dos significados subjetivos e simbólicos na escolha de objetivos e meios
(Weber). Mas... as escolhas e interpretações ocorrem em ambiente que
impõe limitações normativas e coercitivas à liberdade do ator
(Durkheim). A internalização dos padrões morais da comunidade é um
elemento estrutural da personalidade dos atores (Freud).
• Natureza duplamente contingente da interação:
para atingir objetivos, ego precisa conhecer e manipular os objetos
ambientais

componente mais relevante do ambiente: alter

logo... escolha de ego depende das ações de alter

"dilema do prisioneiro“!
• Sistema cultural: personalidade introjeta padrões estéticos e éticos, comportamentos morais
e valores = “Internalização da exterioridade”: Durkheim + Freud: normas coletivas tornam-se,
via superego, elementos estruturais da personalidade individual. Modelo teórico de “alta
coerência” entre cultura, estrutura e ação. Ênfase desloca-se das escolhas comportamentais
de atores para a estrutura de determinação (sistema cultural e subsistema institucional).
• Personalidade: tende ao equilíbrio:
- diante do inalcançável, o ator se abstém, desiste, deprime, põe em xeque o processo, mas ao
final readequa/reorienta suas expectativas
- possibilidades de instabilidade são reduzidas quando a autonomia das partes individuais é
integrada, através da adesão a regras morais comuns
- socialização/educação e continuidade dos papéis sociais permitem que os atores aprendam a
adequar expectativas e não se frustrem.
• A cultura normativa é um fato social:
- externo: se apresenta aos indivíduos concretos como elemento da
situação ou do ambiente da ação
- coercitivo: coletivamente sancionado.
- Mas .... é também um elemento estrutural da personalidade do ator e
das organizações coletivas
- Externalidade = imperativo moral internalizado
- Coerção = autoridade.
Articulação do nível “elementar”,"subinstitucional" da ação, com as
determinações estruturais e sistêmicas da realidade social.
• O Sistema Social precisa lidar com 3 problemas de alocação (distribuição de recursos):
- facilidades (poder e dinheiro são os mais abstratos)
- pessoas (que pessoas em quais papéis)
- recompensas (escassas por definição).
Critérios mais ou menos abstratos, coletivistas ou individualistas, pessoais ou
universalistas.
• Alocação de bens simbólicos: tão ou mais importante do que a de bens materiais.
• Alocação material: eficiência na distribuição e equilíbrio entre os subsistemas cujas
lógicas são distintas
• Integração como resultado do equilíbrio entre bens materiais e simbólicos: competição
como motivador
• Capitalismo =
- papel social: proprietário, empresário
- categorias de motivação:
racionalidade: tipo de ação social, refere-se à implementação dos valores da
racionalidade cognitiva na interação social
competência: realiza-se no plano do comportamento individual, implementação
de um padrão internalizado no nível da personalidade.
• Emergência do:
- indivíduo como unidade de decisão: resultado da diferenciação estrutural da
sociedade (via divisão do trabalho)
- "individualismo institucionalizado“: construção social internalizada por
indivíduos concretos
Teoria geral da ação

• Elementos da teoria da ação

(S) = Situação
c = condições (elementos que o sujeito não controla)
m = meios (elementos disponíveis à manipulação do sujeito)
(E) = Fim
(N) = Orientação normativa

• Estrutura geral da teoria da ação: A = S+E+N


O Positivismo
• Elementos em termos dos quais o positivismo explica a ação:
(T) = conhecimento cientificamente válido que o ator possui
(t) = elementos que são formulados como se fossem válidos, mas não o são
(r) = outros elementos, que são aleatórios em relação a (T) e (t)
(ir) = elementos ideais, necessariamente nulos do ponto de vista significativo
• Os termos da teoria da ação
Situação = S (T, t, r)
Fins = E (T, t, ir)
Normas = N (T, t, ir)

• Teoria positivista da ação: A = S (T, t, r) + E (T, t, ir) + N (T, t, ir)


O Idealismo
• Elementos em termos dos quais o idealismo compreende a ação:
(i) = elementos ideias
(ie) = símbolos materiais expressivos dos elementos ideais
significativos
(r) = elementos não dotados de significado
• Teoria idealista da ação: A = S (ie, r) + E (i, ie, r) + N (i, ie, r)
O Voluntarismo (multidimensionalismo)
Teoria voluntarista da ação:
A = S (T, t, ie, r) + E (T, t, i, ie, r) + N (T, t, i, ie, r)
(T) = conhecimento cientificamente válido que o ator possui
(t) = elementos que são formulados como se fossem válidos, mas não o são
(r) = outros elementos, que são aleatórios em relação a (T) e (t)
(ir) = elementos ideais, necessariamente nulos do ponto de vista significativo
(i) = elementos ideias
(ie) = símbolos materiais expressivos dos elementos ideais significativos
(r) = elementos não dotados de significado

Teoria positivista da ação: A = S (T, t, r) + E (T, t, ir) + N (T, t, ir)


Teoria idealista da ação: A = S (ie, r) + E (i, ie, r) + N (i, ie, r)