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Durkheim, fato social e

solidariedade
Quem foi Durkheim?
David Émile Durkheim foi um sociólogo, antropólogo,
cientista político, pedagogo, psicólogo social e filósofo
francês.

Foi o responsável pela institucionalização da disciplina


dentro da academia. Lecionando-a na Universidade de
Bordeaux.

A principal preocupação de Durkheim foi justamente lançar


as bases para a transformação da sociologia em uma ciência.

Entendia, assim como Comte, a sociedade através das


ciências naturais, como um organismo vivo (biologia), ou
como uma máquina (física). As partes só faziam sentido em
vista do todo.
Émile Durkheim (1858-1917)
Para ele o cientista social deveria estudar os fatos sociais
como o cientista natural estuda a natureza, através de leis e
fórmulas (Física Social), para assim propôr transformações
práticas científicas na sociedade.
Quem foi Durkheim?
Há, na o “Regras do método Sociológico”, de
Durkheim, uma influência clara do positivismo de
Augusto Comte, na necessidade de buscar uma
verdade absoluta aos acontecimentos
Defende a neutralidade objetiva, afirmando que
o sociólogo precisa definir um foco para sua
pesquisa e não pode deixar que aspectos
subjetivos influenciem no rumo de sua pesquisa.

No entanto, somente definir uma metodologia e


preceitos éticos e morais não constitui ciência. É
preciso deixar claro o objeto de estudo da (1895)
disciplina. Por isso utiliza o método funcionalista
(toda ação humana tem uma função social –
exerce uma função na sociedade), para estudar os
fato sociais.
Método Funcionalista

Dogmas

Igreja
Católica
Hierarquia

Estrutura
Física
Fato social
Segundo Durkheim caberia a sociologia somente estudar os fatos
sociais. Somente assim seria possível ter uma ciência objetiva. Ele
entende o homem como um ser social, que apresenta formas de
convivência “não-naturais”, mas constituídas através da socialização,
da organização social.

“toda maneira de agir fixa ou não, é suscetível de


exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou
Predominância da então ainda, que é geral na extensão de uma
coletividade sobre o sociedade dada, apresentando uma existência
individual. própria, independente das manifestações individuais
que possa ter”.

O fato social, assim, de forma simples é um conjunto de leis, crenças,


instituições e sentimentos decorrentes da experiência humana em
sociedade.
Consciência

Consciência • Interpretação individual (particular) dos


fenômenos.
Individual • Sofre influência social.

• Força coletiva (social) exercida sobre um


indivíduo.
Consciência • Fruto de um agrupamento de consciências
individuais.
Coletiva • São as consciências coletivas que formam os
fatos sociais, coagindo-os em ações
específicas.
Fato social

Não são produzidos por indivíduos


sozinhos, internamente, mas
Exteriores independem da existência desses
indivíduos.

São amplamente difundido na

Gerais sociedade. Tem causas


consequências coletivas, que
e

afetam além do indivíduo.

Coercitivos Impõem-se através de regras de


adequação social.
Coerção social

Legais
Baseado em Leis

Espontânea Educacionais
Parte de um espírito de adesão do Ensinadas e aprendidas através da escola
grupo, se sentir parte de algo que ou de preceitos morais e éticos
lhe faz bem. comumente difundidos na sociedade.
Coercitivos
Gerais Fato social
“Quando desempenho meus deveres de irmão, de esposo ou de cidadão,
quando me desincumbo de encargos que contraí, pratico deveres que estão
definidos fora de mim e de meus atos, no direito e nos costumes. Mesmo
estando de acordo com sentimentos que me são próprios, sentindo-lhes
interiormente a realidade, esta não deixa de ser objetiva; pois não fui eu
quem os criou, mas recebi-os por meio da educação. Assim, também o
devoto, ao nascer, encontra prontas as crenças e as práticas da vida
religiosa; o sistema de sinais de que me sirvo para exprimir pensamentos; o
sistema de moedas que emprego para pagar dívidas; os instrumentos de
crédito que utilizo nas relações comerciais; as práticas seguidas na profissão
etc., etc., funcionam independentemente do uso que delas faço. Tais
afirmações podem ser estendidas a cada um dos membros de que é
composta uma sociedade, tomados uns após outros. Estamos, pois, diante
de maneiras de agir, de pensar e de sentir que apresentam a propriedade
marcante de existir fora das consciências individuais. Esses tipos de
conduta ou de pensamento não são apenas exteriores ao indivíduo, são
também dotados de um poder imperativo e coercitivo, em virtude do qual
se lhe impõem, quer queira, quer não”.
Exteriores
Suicídio
• Suicídio = abreviação de uma existência
insuportável.

• Para Durkheim o suicídio é um fato social.


Nesse caso, existem motivações sociais que
afetam diretamente o indivíduo.

• De acordo com Durkheim, os indivíduos têm


um certo nível de integração com os seus
grupos, o que ele chama de integração social.
Níveis anormalmente baixos ou altos de
integração social poderiam resultar num
aumento das taxas de suicídio. 1897

• Por exemplo: as relações entre


Casados/solteiros, Pais/filhos,
Empregados/Desempregados.
Suicídio
• Existem três tipos de suicídio:

• Altruísta: É aquele em que o ego não o pertence,


confunde-se com outra coisa que se situa fora de
si mesmo, isto é, em um dos grupos a que o
indivíduo pertence. É o sacrifício perante uma
causa, ou uma pessoa (Alto grau de integração).

• Egoísta: é aquele em que o ego individual se


afirma demasiadamente face ao ego social, ou
seja, há uma individualização desmesurada. As
relações entre os indivíduos e a sociedade se
afrouxam fazendo com que o indivíduo não veja
mais sentido na vida, não tenha mais razão para
viver.
1897
• Anômico: é aquele que ocorre em uma situação
de anomia social, ou seja, quando há ausência de
regras na sociedade, gerando o caos, fazendo
com que a normalidade social não seja mantida.
(Ufu-2013) Durkheim caracteriza o suicídio – até então considerado objeto
de estudo da epidemiologia, da psicologia e da psiquiatria – como fato
social e, por isso, dotado das características da coercitividade, da
exterioridade, da generalidade. É tomado, pois, como objeto de estudo
sociológico, em virtude do fato de:

a) variar na razão inversa ao grau de integração dos grupos sociais de que faz
parte o indivíduo, ou seja, quanto maior o grau de integração ao grupo social,
mais elevada é a taxa de mortalidade-suicídio da sociedade.

b) ser possível observar uma certa predisposição social para fornecer


determinado número de suicidas, ou seja, uma tendência constante, marcada
pela permanência, a despeito de variações circunstanciais.

c) configurar-se como uma morte que resulta direta ou indiretamente,


consciente ou inconscientemente de um ato executado pela própria vítima.

d) depender, exclusivamente, do temperamento do suicida, de seu caráter, de


seu histórico familiar, de sua biografia, uma vez que não deixa de ser um ato
do próprio indivíduo.
1893
É o que conecta o indivíduo
e a sociedade
Lugar-comum
(consenso) Solidariedade Consciência Coletiva
Manutenção da ordem social

• Para Durkheim a coletividade é essencial à sobrevivência do indivíduo.


Sendo assim, define que o direito e as instituições sociais têm, como
finalidade, a manutenção da sociedade. Positivismo
• Existe uma solidariedade social proveniente do fato de que certo
número de estados de consciência são comuns a todos os
membros da mesma sociedade. Solidariedade liga o indivíduo
com a sociedade. Como os objetos coletivos são sempre os
mesmos, sempre têm os mesmos efeitos. Sua função é manter
intacta a coesão social, ao manter a consciência coletiva.
• Os crimes são aqueles atos que ofendem os estados fortes e definidos
desta consciência coletiva ou que ofendem a instituição social e a
solidariedade coletiva. Por ofenderem algo tão importante à
sobrevivência da sociedade é que são reprimidos.
Solidariedade Mecânica
 Sociedade paternalistas, com vínculos familiares. Sociedades mais
simples, em agrupamentos humanos de tipo tribal formado por clãs.

 Sociedades com economias simples. Baseadas em trocas, pouca


mobilidade social e acumulação primitiva de capital.

 Indivíduos semelhantes. O indivíduo, nessa sociedade, é socializado


porque, não tendo individualidade própria, se confunde com seus
semelhantes no seio de um mesmo tipo coletivo.

 Não há uma divisão social do trabalho bem definida. O trabalho é


comunal, pré-capitalista.

 Coerção social punitiva. Baseada no direito punitivo (penal), que procura


estabelecer a "obediência“ através de castigos.

 Coesão social baseada nas crenças, tradições e valores.


Solidariedade Orgânica
 Sociedades modernas. Consideradas mais complexas, com maior
diferenciação individual e social, onde a consciência de cada indivíduo é mais
acentuada.

 Sociedades com economias complexas. Economia integrada, de base


capitalista.

 Indivíduos de funções sociais diversas, especializadas e interdependentes. Há


uma interdependência entre o trabalho de todos para o bom funcionamento
da sociedade. Isso leva a uma divisão social do trabalho mais complexa.

 Coesão social através do Direito. Leis bem estabelecidas garantem a ordem


social.

 Coerção social restitutiva. Baseada no direito restitutivo. A preocupação


principal nesse tipo de direito é fazer com que as situações perturbadas sejam
restabelecidas e retornem a seu estado original. As sanções restitutivas,
constituem apenas a exigência da reparação do status quo.
Solidariedade Orgânica e Mecânica