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Sociedade de Controle

Gilles Deleuze
René Magritte. 1926
Sociedade Disciplinar
• Elemento central de controle é a fábrica.
• Forma de disciplina é o sistema de prêmios: (funcionário do mês)
• Um indivíduo vigiando os outros em sistema de confinamento.
• A arquitetura predomina:
a casa da família
o prédio da escola
o edifício do quartel
o edifício da fábrica.
Sociedade de controle
• Deleuze utiliza a noção de "controle" (Foucault, 1996: 147), para
designar o diagrama de poder emergente.
• As sociedades de controle se tornam objeto de analise do autor.
• A mudança de uma sociedade à outra se caracteriza pelo colapso das
paredes que definem as instituições. Há cada vez menos distinção
entre o dentro e o fora.
Teorias como estruturas: Os Paradigmas de Thomas Kuhn
Os paradigmas de Khun: a partir de uma epistemologia das ciências naturais,
especialmente da física, discute como as ciências atingem o progresso científico.

distingue
No artigo A estrutura das
mostra revoluções científicas Dois tipos de
ciência

Normal Extraordinária
A ciência se
caracteriza mais pela
atividade
observância aos reservada
paradigmas que pelos A uma minoria
Resolver
métodos de de cientistas
investigação problemas
empregam os realizada Com capacidade
cientistas. De criar novo
Pela maioria dos paradigma com maior
cientistas. poder explicativo.
Ciência Normal:
.Atividade de resolver problemas amparado por um paradigma.
Serve para ajudar a fundamentar um paradigma.
Aprofunda o alcance do paradigma
Evita fenômenos que o paradigma não consegue resolver.

A “ciência normal” em Kuhn é o que Weber chama de “rotinização”.


O Paradigma, configura para KHUN a ciência normal, no sentido de
norma, de convenção, de acordo sobre o qual se formam os novos
cientistas.
O paradigma cria homogeneidade.
PARADIGMAS
.
A revolução copernicana que substitui a explicação ptolomaica
geocêntrica pela explicação heliocêntrica caracteriza uma mudança de
paradigma e uma revolução na ciência astronômica.

As revoluções científicas são os complementos desintegradores da


tradição à qual a atividade da ciência normal está ligada”, forçando, [...]
a comunidade a rejeitar teoria científica aceita em favor de uma outra
incompatível com aquela [...] Tais mudanças, juntamente com as
controvérsias que quase sempre as acompanham, são características
definidoras das revoluções científicas.
Paradigma
É uma crença que une a comunidade científica.

Modelo a seguir É uma forma de


por uma entender e
comunidade explicar o mundo
científica PARADIGMA

É uma forma de Realizações


resolver problemas e científicas
um modo de universais
apresentar novas
soluções
reconhecidas por
certo tempo.
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“Matriz disciplinar”
Generalizações simbólicas de teorias, leis,
caracteriza a existência de modelos particulares,
valores compartilhados como corretos e modelos de
resolução de problemas
Elementos
essenciais do Outros elementos:
paradigma Linguagem própria
Livros texto e as
comunicações
“Componente Relações entre os membros da comunidade
Sociológico” que compartilham o paradigma.
• As revoluções científicas são recorrentes, tem uma “estrutura’
ou ciclo de desenvolvimento semelhante, se originam da
insatisfação com uma teoria ou paradigma e permite a
invenção de um novo paradigma que passa a ser visto como
“ciência normal” até que outra geração de pesquisadores
mude o modelo .
• Do ponto de vista institucional os poderes cristalizados
colocam obstáculos para as inovações.
• Tornam-se lugares próprios, povoados por grupos que
investiram no sistema e temem perder seu capital intelectual.
Sociedade de Controle
Deleuze – Nova ordem – controle
• Deleuze: formula a teoria de uma nova ordem social que denomina
de sociedade de controle.
• Surge das inovações tecnológicas na segunda metade do século XX
• As Novas tecnologias de controle social mudam o exercício do poder na
contemporaneidade (celulares, câmeras, cartões de crédito, novas
ferramentas WEB)
• O controle passa do âmbito local – restrito ao que os olhos e ouvidos
podem alcançar – para um âmbito supra-local que ocupa a totalidade da
vida pública.
• trata-se de um poder ubíquo que mantém a docilidade : entregamos
voluntariamente nossos dados à vigilância.
Sociedade de controle
• Elemento central de produção é a empresa.
• Modulação salarial cria um estado de permanente instabilidade e
desafios: metas.
• Todos olham na direção do consumo.
• A ausência de uma arquitetura que contenha (casa, prédio)
• É de um processo em que se caminha para um mundo virtual.
• https://youtu.be/86fsJYXuKHE

Redes sociais
• O Google anunciou o lançamento de um novo serviço
chamado Google Latitude que permite encontrar amigos e visualizar
suas localizações através dos mapas do Google Maps.
• O Google Latitude rede social que combina formas de sociabilidade
com um sistema de localização e controle.
• Na sociedade do controle todos são potenciais agentes do poder cada
indivíduo é um panóptico em potencial.
• Facebook, controla os dados do usuário.
• O usuário mantem o controle dos “amigos” na sua timeline.
Contexto atual: flexibilidade
• Caracterizado pela falta de garantias, incertezas e insegurança que
produzem a erosão da lealdade, da confiança e do compromisso
mutuo.
• O “curto prazo” faz com que desapareçam as velhas identidades.
• A nova configuração do mundo do trabalho produz uma “corrosão do
caráter”. Entendido este como o valor ético que atribuímos aos
nossos próprios desejos e as nossas relações com os outros.
Lealdade. La Boétie
• “Não pode haver amizade onde há deslealdade, desconfiança, injustiça.
Entre os maus, quando se reúnem, é um complô, não é companhia;
eles não se entretêm, se entretemem: não são amigos, mas cúmplices”.
• Na economia política emergente, envolvida em trabalhos cada vez mais
mutantes e centrados em tarefas, as pessoas sentem-se cada vez
menos leais às instituições.
• Ênfase na substituição dos trabalhadores permanentes por outros,
temporários ou “além mar”.
Ansiedade e mundo Flexível
• Existência de nível muito alto de ansiedade.
• O antigo sistema prometia premiar o trabalho daqueles que
trabalhassem bem seguindo as normas institucionais, elas seriam
premiadas com a permanência no trabalho, aumentos de salário e
afins. Era uma regra clara.
• Flexível
• No novo sistema empresarial, flexibilidade e instabilidade, as
estruturas de recompensa são diferentes e variáveis.
• O trabalho ficou mais informal - e mais volumoso, a ponto de as
pessoas levarem trabalho a domicílio, mostrando que são
competentes o bastante para se manterem em seus empregos.
Mal estar
• Essa mudança radical é traumática para a maior parte dos
empregados e aumenta consideravelmente o estresse.

• Cada vez mais pessoas vão experimentar essa transição, porque esse
modelo será dominante no futuro.
• Empregos flexíveis e mudanças constantes, impedem uma
identificação com o trabalho, não haveria mais carreiras no sentido
pleno da palavra.
Presentismo
• Se valoriza o potencial, o momento, não a história pessoal.
• Essa lógica recusa a temporalidade da experiência “resulta no
encolhimento do espaço do conhecimento da liberdade, da
felicidade legando ao homem a perda do sentido e do mestrado do
tempo e de sua vida”
• A atitude positiva, o responder “sim” a tudo.
• Há uma dimensão filosófica. Se procura o aqui e o agora em
detrimento do aqui e o depois.
• O futuro desaparece enquanto possibilidade
Produção de bens intangíveis.
• Sociedade da informação e do conhecimento, sociedade em rede,
sociedade pós moderna.
• Mundo que produz, particularmente, bens intangíveis. Produtos
Indústria Cultural:
• Músicas, filmes, softwears, consultorias revelam um mundo no qual
o conhecimento se torna um fator de produção mais importante que
a terra, o capital, a energia e a matéria prima.
A sociedade do espetáculo.
Guy Debord

“O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma


relação social entre pessoas, mediatizada por imagens”.

Vivemos hoje num mundo em que somos todos


espectadores e produtores de imagens.
Espetáculo, especulação e Tirania da visibilidade
• Possuem uma raiz comum.
• Para Olgária Matos “O espetáculo é uma operação do olhar e
do pensamento”.
• A proliferação ilimitada de imagens produz uma saturação.
• Se perde o sentido das imagens e a hierarquia que existem
entre elas impedindo o pensamento.
• O excesso da atividade orientada para o consumo ou para o
nada gera passividade.
• A ideia de que cada um é capaz de produzir imagens e
transmiti-las implica apenas de que todos estão no registro na
tirania da visibilidade.
• A obrigatoriedade de tudo mostrar e tudo expor acaba com a
ideia do segredo e da intimidade.
Intimidade e esfera pública
• A invasão da esfera publica pela intimidade é uma
característica da Sociedade do Espetáculo.
• No excesso de exposição o segredo desaparece.
• Quanto mais a corrupção é exposta menos se entende o
mecanismo que a perpetua.
• Desaparece a ideia do pudor , de decoro, pois tudo pode
ser mostrado a qualquer momento.
• A intensidade de imagens produz vazio e tedio, portanto
vontade de dormir.
Mal estar
• E isso, óbvio, aumenta consideravelmente o estresse.
• Essa mudança radical é traumática para a maior parte dos
empregados.
• E cada vez mais pessoas vão experimentar essa transição,
porque esse modelo será dominante no futuro.
• Empregos flexíveis e mudanças constantes, impedem uma
identificação com o trabalho, não haveria mais carreiras no
sentido pleno da palavra.
O Corpo e a cultura do espetáculo
• O superinvestimento do corpo que caracteriza nossa
atualidade.
• Desde algumas décadas, o foco do sujeito deslocou-se da
intimidade psíquica para o próprio corpo.
• Hoje, o eu é o corpo. A subjetividade foi reduzida ao corpo, a
sua aparência, a sua imagem, a sua performance, a sua saúde,
a sua longevidade.
• Trata-se de adequar o corpo às normas científicas da saúde,
longevidade, equilíbrio, e também às normas da cultura do
espetáculo, conforme o modelo das celebridades.
• Como o diz Jurandir Freire Costa, a obsessão pela
perfectibilidade física, com as infinitas possibilidades de
transformação anunciadas pelas próteses genéticas,
químicas, eletrônicas ou mecânicas, essa compulsão
do eu para causar o desejo do outro por si, mediante a
idealização da imagem corporal, mesmo às custas do
bem-estar, com as mutilações que o comprometem,
substituem finalmente a satisfação erótica que
prometem pela mortificação auto-imposta
Bibliografia

CARONE, I. A Psicologia tem paradigma? São Paulo: Casa do Psicólogo; FAPESP,


2003.
KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. 3ª. ed. São Paulo: Perspectiva,
1992.

SCHLICK, Moritz. O fundamento do conhecimento. São Paulo: Abril Cultural, 1975.

PELAEZ J., Gloria Patricia. ¿Paradigmas en psicología? ¿Nuevos paradigmas?. rev.


psicol. univ. antioquia, Medelin , v. 4, n. 1, p. 105-113, jun. 2012 . Disponível em
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2145-
48922012000100008&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 14 jun. 2016.