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VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA EM NEGRAS,

BIOPODERES E BIOPOLÍTICAS: SILÊNCIOS


LACUNARES, DISSONÂNCIAS E
SILENCIADORES ULULANTES

Esp. Larayne Gallo Farias Oliveira (UFSB)


Prof. Dr. Milton Ferreira da Silva Junior (UFSB)
Mestranda Geomara Pereira Moreno Nascimento
(UFSB)

SANTO ANTONIO DE JESUS – BAHIA


JULHO - 2019
INTRODUÇÃO

Este estudo desvela uma trama


de relações sociais de produção,
poderes e desejos sobre a
violência obstétrica em negras e
sua relação com biopoderes e
microbiopolíticas nas práticas
obstétricas.
MÉTODO
Narrativa
Interseccional

Como uma produção dos silêncios na literatura publicada e seus


procedimentos operacionais padrão balizadores daquelas práticas, para
inexistência da violência obstétrica, se articulam tanto com práticas de
silenciamentos dissonantes, vozes autoritárias na violência de gênero em
corpos negros, desejos “sadomasoquistas”, da formação de silenciadores
ululantes que apologizam: “ser mãe é padecer no paraíso”?

Descritores: violência; obstetrícia; violência étnica.


RESULTADOS E DISCUSSÃO
• Questão velada no Brasil, principalmente porque
estas ações estão escondidas dentro da relação
hormonal e natural ao encontro do binômio (mãe e
filho) e passam despercebidas pelas vítimas, que
entendem como procedimentos aplicados a seus
corpos como necessários.

• Uma invisibilização das violências obstétricas pelos


biopoderes, os quais traumatizam o parto, por
microbiopolíticas institucionais, voltadas as negras,
levando a agravos físicos, psíquicos e emocionais.
RESULTADOS E DISCUSSÃO

• O poder de decisão do tipo de


parto passa a ser realizado
pelo médico, na expectativa
de redução do tempo a todo
custo, além de (in)diferenças
na assistência conforme a
etnia (indução, estimulação,
sedação e analgesia) que não
são usadas em
afrodescendentes.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
• A determinação do parto humanizado, para
prevenção de intervenções desnecessárias
e dolorosas, é encarada pelo médico como
evitação ao parto cesariano. Porém, tal
negação do direito de ser informada e de
opinar em relação aos procedimentos a
serem exercidos em seu corpo, se torna a
pletora da articulação entre os silêncios,
silenciamentos e proliferação dos
silenciadores, como principal recorrência
da violência obstétrica apontada em
estudos.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
• Sendo assim, esta prática em negras tem como
resultado a angustia, a decepção, o racismo, a
ansiedade e as tensões vivenciadas pelas
parturientes. Os “silêncios” que se impõe às
mulheres nas condições de “mães por
natureza”, também as inscreve como
naturalmente dispostas à dor e ao sofrimento.
Entendidos como “naturais” do parto e
colocados assim “cientificamente”, como
maior dificuldade de se reconhecer, em
determinadas práticas intervencionistas, como
casos de violência obstétrica.
REFERÊNCIAS
PÉREZ, B. A. G.; OLIVEIRA, E. V.; LAGO, M. S. Percepções de puérperas vítimas de
violência institucional durante o trabalho de parto e parto. Revista Enfermagem
Contemporânea, 4(1):66-77, Jan./Jun. 2015.

REGIS, J. F. S.; RESENDE, V. M. “Daí você nasceu minha filha”: análise discursiva crítica de uma
carta ao obstetra. D.E.L.T.A., 31-2, pag. 573-602, 2015.

SANTOS, L. M.; PEREIRA, S. S. C. Vivências de mulheres sobre a assistência recebida no


processo parturitivo. Physis Revista de Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 22 [ 1 ]: 77-97, 2012.

SILVA, L. L.; COELHO, E. B. S.; CAPONI, S. N. C. Violência silenciosa: violência psicológica


com condição da violência física doméstica*. Interface - Comunic., Saúde, Educ. v.11, n.21, p.93-
103, jan/abr 2007.

FONTE DE IMAGENS: GOOGLE – DOMÍNIO PÚBLICO – BRASIL. 2019