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Assistência à Mulher

Vítima de Violência Sexual

Profa. Melania Amorim


profmelania.amorim@gmail.com
Violência

OMS, 2002
“Uso intencional de força física ou do poder,
real ou em ameaça, contra si próprio, contra
outra pessoa, ou contra um grupo ou uma
comunidade que resulte ou tenha possibilidade
de resultar em lesão, morte, dano psicológico,
deficiência de desenvolvimento ou privação.”
Violência Contra a Mulher

INTRODUÇÃO
 Violência = problema de saúde pública
 Violência contra a mulher = 1 em cada 3 mulheres
 Violência sexual = 12 milhões de mulheres/ano
 Causa importante de morte e incapacidade entre
mulheres na idade reprodutiva
 Implicações para a saúde
 Desrespeito aos direitos humanos
Violência Contra a Mulher

DEFINIÇÃO

“Qualquer ato de violência de gênero que resulte, ou


tenha probabilidade de resultar em prejuízo físico,
sexual ou psicológico, ou ainda sofrimento para as
mulheres, incluindo também a ameaça de praticar
tais atos, a coerção e a privação da liberdade,
ocorrendo tanto em público como na vida privada.”

Assembleia das Nações Unidas, 1993


Violência Contra a Mulher

DEFINIÇÃO

“É TODA AÇÃO OU CONDUTA, BASEADA NO


GÊNERO, QUE CAUSE MORTE, DANO FÍSICO,
SEXUAL OU PSICOLÓGICO, TANTO NO ÂMBITO
PÚBLICO QUANTO PRIVADO”

Convenção de Belém do Pará, 1995


Violência Contra a Mulher

FORMAS DE VIOLÊNCIA

Violência física Família


Violência psíquica Comunidade

Violência sexual Estado


Violência Contra a Mulher
Violência Contra a Mulher

LEI MARIA DA PENHA (11.340/2006)


“Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência
doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou
omissão baseada no gênero que lhe cause morte,
lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano
moral ou patrimonial:
 I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida
como o espaço de convívio permanente de
pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as
esporadicamente agregadas;
Violência Contra a Mulher
LEI MARIA DA PENHA (11.340/2006)
II - no âmbito da família, compreendida como a
comunidade formada por indivíduos que são ou se
consideram aparentados, unidos por laços naturais,
por afinidade ou por vontade expressa;
 III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o
agressor conviva ou tenha convivido com a
ofendida, independentemente de coabitação.
Art. 6o A violência doméstica e familiar contra a
mulher constitui uma das formas de violação dos
direitos humanos.
Violência Contra a Mulher
FEMINICÍDIO
 Feminicídio significa a perseguição e morte
intencional de pessoas do sexo feminino,
classificado como um crime hediondo no Brasil.
 O feminicídio se configura quando é comprovada
as causas do assassinato, devendo este ser
exclusivamente por questões de gênero, ou seja,
quando uma mulher é morta simplesmente por ser
mulher.
 Pode ser íntimo, não íntimo ou por conexão
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LEI DO FEMINICÍDIO
 No Brasil 15 mulheres são assassinadas por dia,
devido à violência de gênero.
 LEI 13.104 de 9 de março de 2015 (LEI DO
FEMINICÍDIO)
 Altera o Artigo 121 do Código Penal, incluindo
feminicídio como modalidade de homicídio
qualificado, entrando no rol dos crimes hediondos.
 Nota: 40% dos assassinatos de mulheres são
cometidos pelos seus companheiros ou seus ex-
companheiros dentro de suas próprias casas.
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Violência Contra a Mulher
Violência Contra a Mulher

 De acordo com o 11º Anuário Brasileiro de


Segurança Pública, em 2016 foram registrados nas
polícias brasileiras 49.497 casos de estupro.
 Subnotificação: estima-se em 90% dos casos.
 Menores de idade são 68% das vítimas de estupro.
 Em 2016 quase 30% dos casos de estupro contra
crianças foram cometidos por familiares próximos,
como pais, irmãos e padrastos. Na fase adolescente
e adulta, prevalecem casos com autor
desconhecido (32,5% e 53,5%, respectivamente).
Violência Contra a Mulher
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 Quando a vítima conhece seu agressor, na maioria


das vezes (54,9%) ela já havia sido vítima antes. No
caso de autor desconhecido, o percentual cai para
13,9%.
 Em 2016 foram assassinadas 4.645 mulheres no
país (4,5 homicídios para cada 100.000 brasileiras).
A taxa de homicídios é maior entre negras (5,3 vs.
3,1%, uma diferença de 71% (taxa de homicídios
aumentou em mulheres negras).
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IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE


 Danos à saúde mental

 IST

 Gestações indesejadas

 Problemas comportamentais

 Lesões físicas
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PAPEL DO PROFISSIONAL DE SAÚDE (OMS)
 Primeiro, não prejudicar – não intimidar ou julgar a
vítima
 Atentar (mesmo na consulta de rotina) para
possíveis sinais e sintomas de abuso e acompanhar
sua evolução
 Sempre que possível, incorporar rotineiramente
questões ESPECÍFICAS sobre violência à anamnese
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PAPEL DO PROFISSIONAL DE SAÚDE (OMS)


 Providenciar cuidados adequados de saúde e
documentar em prontuário a história de violência,
inclusive os detalhes do agressor.
 Referenciar a paciente para os serviços de saúde aptos
ao atendimento das vítimas de violência disponíveis na
comunidade.
 Manter a privacidade e a confidencialidade das
informações da cliente e dos registros médicos.
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ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS


 Lei 11.340 (7 de agosto de 2006): Lei Maria da Penha
(parágrafo 3 do artigo 9: assistência à mulher vítima de
violência sexual)
 Lei 10.778 (24 de novembro de 2003): notificação
COMPULSÓRIA
 Lei 8.069 (13 de julho de 1990): menores de 18 anos =>
comunicar imediatamente ao Conselho Tutelar ou à Vara
da Infância e da Juventude
Violência Contra a Mulher

ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS


 Lei 11.245 (1 de agosto de 2013): obriga atendimento
integral no SUS a vítimas de violência sexual
Violência Contra a Mulher

LEI 11.245/2013
Art. 1o Os hospitais devem oferecer às vítimas de
violência sexual atendimento emergencial, integral e
multidisciplinar, visando ao controle e ao tratamento
dos agravos físicos e psíquicos decorrentes de
violência sexual, e encaminhamento, se for o caso, aos
serviços de assistência social.
Art. 2o Considera-se violência sexual, para os efeitos
desta Lei, qualquer forma de atividade sexual não
consentida.
Violência Contra a Mulher

LEI 11.245/2013
Art. 3o O atendimento imediato, obrigatório em todos os
hospitais integrantes da rede do SUS, compreende os seguintes
serviços:
 I - diagnóstico e tratamento das lesões físicas no aparelho
genital e nas demais áreas afetadas;
 II - amparo médico, psicológico e social imediatos;
 III - facilitação do registro da ocorrência e encaminhamento ao
órgão de medicina legal e às delegacias especializadas com
informações que possam ser úteis à identificação do agressor
e à comprovação da violência sexual;
 IV - profilaxia da gravidez;
Violência Contra a Mulher

LEI 11.245/2013
Art. 3o O atendimento imediato, obrigatório em todos os
hospitais integrantes da rede do SUS, compreende os seguintes
serviços:
 V - profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST;
 VI - coleta de material para realização do exame de HIV para
posterior acompanhamento e terapia;
 VII - fornecimento de informações às vítimas sobre os direitos
legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis.
Violência Contra a Mulher

LEI 11.245/2013
 § 1o Os serviços de que trata esta Lei são prestados
de forma gratuita aos que deles necessitarem.
 § 2o No tratamento das lesões, caberá ao médico
preservar materiais que possam ser coletados no
exame médico legal.
 § 3o Cabe ao órgão de medicina legal o exame de
DNA para identificação do agressor.
Violência Contra a Mulher

ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS


 Assistência médica PRIORITÁRIA (recusa de
atendimento = OMISSÃO DE SOCORRO, artigo
13, parágrafo 2 do Código Penal)
Violência Contra a Mulher

ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS


 BOLETIM DE OCORRÊNCIA/ EXAME DO IML => se a
mulher tiver condições, DEPOIS do atendimento médico
 B.O. => necessário para inquérito e investigação policial
 IML => laudo elaborado para prova criminal
 É INCORRETO e ILEGAL exigir esses documentos para
atendimento nos serviços de saúde
 Sigilo e segredo profissional (art. 5 da Constituição, art.
154 do Código Penal e art. 103 do Código de Ética Médica)
Violência Contra a Mulher

ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS


 Até 2009: Estupro = constranger mulher à conjunção
carnal, mediante violência ou grave ameaça (art. 213 do
Código Penal).
 Anteriormente, conjunção carnal = sexo vaginal
 Lei 12.015/2009 = altera o Art. 213 do Código Penal não
trazendo a expressão "mulher" e sim "alguém“ (logo, o
homem, em tese, pode ser vítima de estupro) e
acrescentando “outro ato libidinoso”.
 Pena: 6 – 10 anos
Violência Contra a Mulher

LEI 12.015 07/08/2009


Estupro
 Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave
ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que
com ele se pratique outro ato libidinoso:
 Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos.
§ 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se
a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos:
 Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos.
§ 2o Se da conduta resulta morte:
 Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.”
Violência Contra a Mulher

ASPECTOS ÉTICOS E LEGAIS


 Presunção de violência (art. 224 do Código Penal): quando
a vítima é menor de 14 anos, alienada ou débil mental e o
agressor conhece esta circunstância; ou quando não
pode, por qualquer outra causa, oferecer resistência.
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE


 IDEAL = UNIDADES ESPECIALIZADAS (recursos
físicos, materiais e humanos)
 Todos os setores de emergência dos hospitais e
centros de saúde devem estar aptos a acolher, prestar
o atendimento inicial e, se necessário, referenciar as
mulheres que sofreram estupro ou outras formas de
agressão sexual
 HUMANIZAÇÃO
 Fluxograma de Atendimento
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

Serviço de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Sexual


Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

ABORDAGEM INICIAL
 Tratamento imediato dos traumatismos físicos
 Assegurar um ambiente de privacidade, respeito,
segurança e conforto para a vítima
 Anamnese: episódio de violência e antecedentes
 Exame físico – identificar lesões e coletar evidências
 Exames laboratoriais
 Profilaxia de gravidez
 Profilaxia e tratamento de IST
 Suporte psicológico imediato
 Plano de acompanhamento em longo-prazo
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TRATAMENTO IMEDIATO DOS TRAUMAS FÍSICOS


Merecem tratamento imediato, até mesmo antes da
obtenção da história completa:
 Lesões importantes que ameacem a vida
 Lesões provocando dor e desconforto
 Lacerações genitais acarretando hemorragia de
vulto e até mesmo choque hipovolêmico

MORTE TRAUMATISMOS FÍSICOS

RARA (0,1%) 30% 5% GRAVES


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ASSEGURAR AMBIENTE DE PRIVACIDADE, RESPEITO,


SEGURANÇA E CONFORTO PARA A VÍTIMA
 Ambiente calmo, arejado, oferecendo privacidade
 Atitude simpática e encorajadora da equipe de
saúde
 Evitar a vitimização secundária, isto é, a agressão
por atitudes negativas e julgamentos de valor.
 Respeitar caso a vítima não queira ser atendida por
profissional do sexo masculino
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ASSEGURAR AMBIENTE DE PRIVACIDADE, RESPEITO,


SEGURANÇA E CONFORTO PARA A VÍTIMA
 Dar todo o apoio à vítima, sempre deixando claro que
todos estão conscientes de que:
a) A vítima não pode jamais ser responsabilizada pelo
estupro – evitar o sentimento de que o episódio
poderia ter sido evitado de alguma forma
b) O estuprador, e não a vítima, é o único culpado pelo
evento
c) A vítima fez todo o possível para sobreviver, ante as
circunstâncias
d) A vítima merece todo o apoio e encorajamento por
ter procurado ajuda (médica ou policial)
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ANTECEDENTES (PESSOAIS, GINECOLÓGICOS E


OBSTÉTRICOS)
 Características socioeconômicas e demográficas
 Doenças pré-existentes
 História de TVP, doença hepática e embolia pulmonar
 Alergia a medicamentos
 Estado vacinal – Hepatite B, dT
 Data da Última Menstruação
 História sexual – idade de início, última relação
consentida
 Uso de métodos contraceptivos
 História pregressa de episódios de violência sexual
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HISTÓRIA DO EPISÓDIO DE VIOLÊNCIA


 Local, data e hora
 Número e breve descrição dos agressores
 Uso de força ou armas
 Traumas físicos perpetrados
 Atos sexuais solicitados ou realizados (sexo oral,
vaginal, anal)
 Penetração (pênis ou objetos)
 Ejaculação (ocorrida ou não, vaginal, anal ou oral, uso
de condom)
 Atividades desde o episódio de violência (banho, ducha,
troca de vestes, micção)
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EXAME FÍSICO COMPLETO E COLETA DE EVIDÊNCIAS


 Obter consentimento da vítima antes de iniciar o exame
 Evidências válidas => até 5 dias depois do estupro
 Realizar exame físico completo
 Documentar todas as lesões corporais (até as menores)
 Aspecto geral
 Estado emocional
 Exame completo de cabeça, corpo e extremidades
=> documentar as lesões (diagrama corporal)
 Fotografias => caso a paciente consinta
 Exame pélvico
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EXAME FÍSICO COMPLETO E COLETA DE EVIDÊNCIAS


 Colposcopia =>acurácia detecção de trauma genital
 Recolher as roupas em recipientes adequados
 Coletar saliva (papel de filtro) e swabs de todos os
orifícios envolvidos (oral, retal e vaginal)
 Coleta do sêmen encontrado em pele e mucosas (papel
filtro) – arquivar em condições adequadas
 Colher sangue da vítima – obter tipagem sanguínea para
diferenciar o sangue da vítima e do agressor
 Outras evidências – cabelos ou pêlos do agressor,
resíduos nas unhas da vítima
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TESTES LABORATORIAIS
 Classificação sanguínea
 Teste rápido para gravidez – se antes do estupro a
vítima mantinha atividade sexual sem contracepção
 Sorologia Anti-HIV (repetir com 3 e 6 meses)
 Sorologia para Sífilis (repetir com 6 semanas)
 Exame a fresco do conteúdo vaginal e cervical
 Cultura de secreção vaginal e do canal cervical
(gonorreia, clamídia)
 Sorologia para Hepatite B e Hepatite C
 Ultrassonografia (pacientes gestantes ou com suspeita
de traumas internos, abdominais ou pélvicos)
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PROFILAXIA DE GRAVIDEZ – CONTRACEPÇÃO DE


EMERGÊNCIA
 Risco de gravidez decorrente de estupro: 5%
 Varia de acordo com idade da vítima, época do ciclo
menstrual, ocorrência ou não de penetração vaginal e
ejaculação
 Toda paciente em idade reprodutiva vítima de estupro
deve receber contracepção de emergência dentro de 5
dias*, exceto se já estiver usando um método eficaz
(uso correto de ACHO/ACHI, DIU) ou definitivo (LTB), ou
ainda se já estiver grávida * maior eficácia 72h
 O DIU não é indicado para contracepção de emergência
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CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA
Esquema 1 = PREFERÍVEL (mais eficaz, menos EC)
 Levonorgestrel: 750g VO – 2 comprimidos de 750 g
OU 1 comprimido de 1,5mg VO dose única

 Efetividade: 75% (3 de 4 gestações)

ÍNDICE DE PEARL: 2% (0,4 – 2,7%)


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CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA
Esquema 2 (YUZPE)
 ACHO de alta dosagem* – 2 comprimidos VO – repetir
com 12 horas ou 04 comprimidos VO dose única
* 50g etinilestradiol + 0,5mg ou 0,25mg de
levonorgestrel (ANFERTIL, PRIMOVLAR )
 ACHO com 30g EE + 150g levonorgestrel – 4 comp.
VO e repetir com 12 horas ou 08 comp. VO dose única
 Os efeitos colaterais são mais frequentes
 Raramente indicado, exceto de LNG não disponível
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CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA
Mecanismos de Ação
 Impede ou retarda a ovulação (alterando o
desenvolvimento folicular)
 O MÉTODO IMPEDE A FECUNDAÇÃO
 O MÉTODO SÓ É EFETIVO ANTES QUE UMA
GESTAÇÃO TENHA SE IMPLANTADO
 O MÉTODO NÃO É ABORTIVO
NOVIKOVA et al., 2007; GEMZELL-DANIELSSON, 2010; NOÉ et
al., 2011; ACOG, 2015
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CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA
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Métodos listados
PL 261/2019  DIU
 Desogestrel
 Pílula do dia
seguinte
 Norplant
 RU 486

Deputado solicitou a retirada do PL e disse que foi “por engano”, mas


promete nova versão da proposta
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CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA
Efeitos Colaterais
 Náuseas (40%) e vômitos (20%)
 Antieméticos
 Vômitos antes de 2 horas da administração: repetir
esquema (via vaginal preferível)
 Indicações de via vaginal: EC, mulheres inconscientes
 Contra-indicações ao esquema de Yuzpe: AVC,
enxaqueca grave (com aura), tromboembolismo
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PROFILAXIA E TRATAMENTO DE IST


Risco de IST
IST RISCO ESTIMADO
Tricomoníase 12%
Gonorreia 4-12%
Clamídia 2-14%
Sífilis 5%
HIV 0,8% - 2,7%
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PROFILAXIA DE IST
 Nos casos de violência sexual em que ocorra
exposição crônica e repetida com o agressor,
situação comum em violência sexual intrafamiliar
ou quando ocorrer uso de preservativo (masculino
ou feminino) durante todo o crime sexual, não se
recomenda a profilaxia de IST. Entretanto, é
essencial interromper o ciclo de violência, e o uso
da profilaxia deve ser individualizado (MS Brasil,
2012)
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PROFILAXIA DE IST NÃO VIRAIS (MS, 2012)


Sífilis, Gonorreia, Chlamydia e Cancro Mole
 PENICILINA BENZATINA 2,4 milhões de unidades
IM (dose única)
 Azitromicina 1g VO dose única
 Ceftriaxona 250mg IM dose única
Alérgicas a Penicilina
 CIPROFLOXACINA 500mg VO dose única
 Gestantes: ESTEARATO DE ERITROMICINA 500mg
VO 6/6 horas – 15 dias
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PROFILAXIA DE IST NÃO VIRAIS (MS, 2012)


Tricomoníase
 METRONIDAZOL 2g VO dose única
 Baixo impacto da tricomoníase na saúde da mulher
=> administração facultativa ou pode ser
postergada (reações adversas e interações
medicamentosas)
 Evitar uso concomitante com ritonavir
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PROFILAXIA DE IST VIRAIS (MS, 2012)


Hepatite B
 Vítimas de alto-risco (penetração e/ou contato com
sangue ou secreções corporais)
 Mulheres sem vacinação anterior
Estratégias:
 VACINAÇÃO
 GAMAGLOBULINA HIPERIMUNE
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PROFILAXIA DE IST VIRAIS (MS, 2012)


Hepatite B
VACINA ANTI-HEPATITE B
 1a. dose no atendimento
 Repetir com 1 e 6 meses
 Já vacinadas (esquema completo): não há
necessidade de uso de dose de reforço ou da
IGHAHB
IMUNOGLOBULINA HUMANA ANTI-HEPATITE B
(IGHAHB) – 0,06mg/kg peso corporal em sítio de
aplicação diferente da vacina
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PROFILAXIA DE IST VIRAIS


HIV-AIDS
 O risco é baixo (0,8%) no episódio único com um
agressor
 Risco maior com múltiplos agressores e na
presença de lacerações genitais
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PROFILAXIA DE IST
HIV-AIDS
 Depende das circunstâncias do ato violento:
 Sexo anal ou vaginal, com ejaculação
 Susceptibilidade da mulher: IST, úlcera genital
 Agressor sabidamente HIV positivo (depende da
carga viral); número de agressores; uso de condom
 Não está indicada de rotina: individualizar os casos,
considerar motivação e desejo da mulher
 Considerar teste rápido do agressor, se possível
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PROFILAXIA DE IST
HIV-AIDS
 A quimioprofilaxia antirretroviral está recomendada
em todos os casos de penetração vaginal e/ou anal
nas primeiras 72 horas após a violência, inclusive
se o status sorológico do agressor for
desconhecido.
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PROFILAXIA DE HIV
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PROFILAXIA DE IST
HIV-AIDS
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PROFILAXIA DE IST
HIV-AIDS
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PROFILAXIA DO TÉTANO
De acordo com o estado vacinal
 Esquema completo / reforço há menos de 5 anos:
não é necessária profilaxia
 Esquema incompleto: completar doses
 Última dose há mais de 5 anos: nova dose
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SUPORTE PSICOLÓGICO
Abordagem transdisciplinar
 Psicólogos
 Psiquiatras
 Equipe de Saúde
Síndrome pós-estupro
 Fase de desorganização
 Fase de reorganização
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SÍNDROME DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO


 Lembranças ou pesadelos – provocando reações de
pânico;
 Negação de fatos, pessoas, sentimentos relacionados à
violência
 Perda do interesse em atividades sociais
 Afastamento dos familiares, amigos, colegas de
trabalho
 Perda do interesse em fazer planos para o futuro
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

SÍNDROME DO ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO


 Insônia ou dificuldade de permanecer alerta,
irritabilidade, raiva
 Dificuldade de concentração
 Reações exacerbadas a sons ou movimentos
inesperados;
 Perda ou abandono de emprego, rebaixamento no
padrão de vida,
 Dificuldades de estabelecer contatos amorosos, ou
outros tipos de contato físico, mesmo com pessoas
próximas
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

SUPORTE PSICOLÓGICO
Sequelas em longo prazo (30-50%)
 Depressão
 Tentativa de suicídio
 Uso de drogas
 Alcoolismo
 Disfunção sexual
 Problemas de relacionamento
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

ACOMPANHAMENTO
 Reavaliações: 1 e 2 semanas, 2 e 4 meses ou mais,
se necessário
 Suporte psicológico – Psicoterapia
 Realizar os exames:
 VDRL – 6 semanas depois
 HIV – 3 e 6 meses depois
 Exame pélvico (IST) – 2 semanas, 2 e 4 meses
 Colposcopia – Colpocitologia (HPV) – 1 e 4 meses
 Teste de gravidez – se necessário
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

TRATAMENTO DE IST
HPV (lesões condilomatosas)
Vulva, períneo e região perianal
 ATA a 40%
Colo Uterino
 ATA a 80%
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GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO

Menina de nove anos: 1,33 de altura, 36kg, grávida de gêmeos


Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Menina de nove anos: 1,33 de altura, 36kg, grávida de gêmeos
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aspectos Éticos
 O novo Código de Ética Médica (Artigo 15) orienta o
médico a seguir a legislação vigente no Brasil
 É vedado ao médico:
Art. 15. Descumprir legislação específica nos casos
de transplantes de órgãos ou de tecidos,
esterilização, fecundação artificial, abortamento,
manipulação ou terapia genética.
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aspectos Legais
 Artigo 128 do Código Penal (1940): não se pune o
aborto praticado por médico quando a gravidez é
resultante de estupro e o aborto é precedido de
consentimento da gestante ou, quando menor ou
incapaz, de seu representante legal
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aborto Previsto por Lei (Norma Técnica do MS)
 Informação à Mulher (possibilidade de interromper
ou prosseguir a gravidez)
 Autorização da Mulher (IMPRESCINDÍVEL):
consentimento por escrito
 Registro em prontuário médico
 ALVARÁ JUDICIAL NÃO É NECESSÁRIO
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aborto Previsto por Lei (Norma Técnica do MS)
Importante
 Acompanhamento psicológico
 Serviços oferecendo abortamento legal disponíveis
na localidade: dever do Estado
 Objeção de consciência e autonomia (princípio VII
do Capitulo I do Código de Ética Médica): o médico
pode se recusar a realizar o abortamento, mas
DEVE garantir que outro profissional/ serviço o faça
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GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aborto Previsto por Lei
 Cópia do Boletim de Ocorrência NÃO É
NECESSÁRIA *
 Presunção de veracidade (art. 20 do Código Penal):
"é isento de pena quem,por erro plenamente
justificado pelas circunstâncias, supõe situação de
fato que, se existisse, tornaria a ação legítima“
* MINISTÉRIO DA SAÚDE BRASIL; CÓDIGO PENAL
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aborto Previsto por Lei
 TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E
ESCLARECIDO
 TERMO DE RESPONSABILIDADE
 TERMO DE RELATO CIRCUNSTANCIADO
 PARECER TÉCNICO
 TERMO DE APROVAÇÃO DE PROCEDIMENTO DE
INTERRUPÇÃO DA GRAVIDEZ (EQUIPE)
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aborto Previsto por Lei
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aborto Previsto por Lei
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aborto Previsto por Lei
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Aborto Previsto por Lei
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Procedimentos
 Determinação acurada da idade gestacional (exame
bimanual, USG)
 História clínica e exame físico
 Exames: classificação sanguínea, fator Rh e
hemograma
 Seleção do método de interrupção da gravidez
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Até 12 semanas (preferível)
Aspiração a vácuo (FIGO)
Aspiração manual intrauterina (AMIU)
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GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Até 12 semanas
 Preparo do colo entre 9-12 semanas com misoprostol
(dose única de400µg) 3-4 horas antes do procedimento
 Evitar curetagem uterina (maiores riscos)
 AMIU (cânulas entre 4 e 12mm com seringa a vácuo de
60ml, permitindo raspagem e aspiração simultânea)
 Treinamento dos provedores
 ALÍVIO DA DOR: bloqueio paracervical, sedação
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Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Até 12 semanas
Misoprostol vaginal
 800g a cada 6-12 horas, até o máximo de 3 doses
 Eficácia em torno de 90%
 A maioria dos abortamentos ocorre dentro de 24
horas, porém pode-se aguardar até 72 horas
 Uso isolado mais doloroso, demorado e com EC
gastrointestinais
 Alternativa: misoprostol sublingual
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GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


13-20 semanas
 Indução com misoprostol (doses menores)
 Entre 13 e 15 semanas: 400 g via vaginal, repetir
com 6 – 12 horas
 16-20 semanas: 200g via vaginal 12/12 horas por
48 horas
 Curetagem uterina após expulsão do concepto
 Antibioticoterapia profilática: CEFALOTINA 1g IV
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GRAVIDEZ DECORRENTE DE ESTUPRO


Cuidados adicionais
 Guardar amostra do material embrionário ou fetal para
exame do DNA, caso disponível
 Antibioticoterapia profilática – CEFALOTINA 1-2g IV
 Imunoglobulina anti-D – administrar em todas as
pacientes Rh-negativo Du-negativo e Coombs indireto
negativo até 72h depois da interrupção
 Assegurar orientação e disponibilidade de MAC na alta
 Retorno ao serviço médico de origem para
acompanhamento médico e psicológico
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RECOMENDAÇÕES
 ACOLHIMENTO
 EQUIPE TRANSDISCIPLINAR
 MÉDICOS DISPONÍVEIS PARA A REALIZAÇÃO DO
ABORTO
 HUMANIZAÇÃO
 ACOMPANHANTE
 CUIDADOS PÓS-ABORTO (ALÍVIO DA DOR,
ACOMPANHAMENTO E ORIENTAÇÃO CONTRACEPTIVA)
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QUAL É O RETROCESSO DO PL5069?


O projeto de lei é de autoria do ex-presidente da
Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-
RJ). Na justificativa, há alegações do tipo:
 “A legalização do aborto vem sendo imposta a todo o
mundo por organizações internacionais inspiradas por
uma ideologia neo-maltusiana de controle populacional, e
financiadas por fundações norte-americanas ligadas a
interesses supercapitalistas (…) as grandes fundações
enganaram também as feministas, que se prestaram a
esse jogo sujo pensando que aquelas entidades estavam
realmente preocupadas com a condição da mulher”
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QUAL É O RETROCESSO DO PL5069?


O PL 5069/2013 impacta diretamente o atendimento as vitimas de
violência sexual. No texto do relator Evandro Gussi (PV-SP), o
projeto sugere que apenas seja considerada violência sexual
práticas que resultam em danos físicos e psicológicos e que a
prova deverá ser realizada por exame de corpo de delito. Além
disso, no voto favorável, afirma que “concordamos com o que
pretende o autor da Proposição, que busca propiciar maior
efetividade aos dispositivos já vigentes em nossa legislação pelo
afastamento da prática do aborto, em consonância com a opinião
da ampla maioria do nosso povo”. A proposta dificulta o acesso
ao aborto já legalizado e o atendimento regulamentado pela Lei
12.845/2013, que dispõe sobre o atendimento obrigatório e
integral de pessoas em situação de violência sexual.
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QUAL É O RETROCESSO DO PL5069?


O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e
Cidadania da Câmara dos Deputados em 21 de outubro de 2015. O
placar foi folgado: 37 a 14. Apesar de liderado por Eduardo Cunha e
pela bancada evangélica, deputados de vários partidos votaram a favor
do projeto (incluindo PSDB e PDT), incluindo Eduardo Bolsonaro,
Marco Feliciano, Aguinaldo Ribeiro, Veneziano Vital do Rego e Pedro
Cunha Lima. O objetivo do texto, segundo seus autores, é complicar o
acesso legal ao aborto em mulheres vítimas de abuso sexual,
adicionando etapas e condicionantes ao atendimento. A vítima terá de
fazer boletim de ocorrência, algo que muitas evitam por medo, pudor
ou temor de sofrer constrangimentos. O texto do PL 5069 também quer
dificultar o acesso à pílula do dia seguinte no SUS (mas não afeta, por
enquanto, a venda nas farmácias). Caberá ao médico decidir se o
medicamento é ou não é abortivo. O projeto também quer afetar o
acesso à pílula do dia seguinte no SUS.
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#foracunha
“Um, dois, três, quatro, cinco, mil…
Pelo #ForaCunha nós paramos o Brasil!”
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

“É PELA VIDA!
PELA VIDA DAS MULHERES!”

FORA CUNHA!
NÃO AO PL5069

UM, DOIS, TRÊS, QUATRO,CINCO, MIL


#FORACUNHA PRA BEM LONGE DO BRASIL!!!
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Assistência ao Aborto Previsto em Lei
Assistência ao Aborto Previsto em Lei
Assistência ao Aborto Previsto em Lei
INFELIZMENTE, JÁ FOI TARDE...

PL 6033

Moura assina junto com o ex-presidente da Câmara, o deputado


cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um projeto que criminaliza
quem “induzir ou instigar a gestante” a praticar o aborto ou lhe
auxiliar a fazer. O projeto sofreu alterações na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) e passou ainda a dificultar o aborto
em caso de estupro.
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

AMEAÇAS AOS DIREITOS REPRODUTIVOS CONTINUAM!


Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

AMEAÇAS AOS DIREITOS REPRODUTIVOS CONTINUAM!


Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

AMEAÇAS AOS DIREITOS REPRODUTIVOS CONTINUAM!


Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

AMEAÇAS AOS DIREITOS REPRODUTIVOS CONTINUAM!


Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

AMEAÇAS AOS DIREITOS REPRODUTIVOS CONTINUAM!

Arquivada em
dezembro/2018
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

AMEAÇAS AOS DIREITOS REPRODUTIVOS CONTINUAM!

61 votos a 8

Se a PEC for aprovada no


Senado e na Câmara, o
art. 5º da Constituição
passará a ter a seguinte
redação: "Todos são
iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer
natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no
País a inviolabilidade do
direito à vida desde a
concepção, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à
propriedade".
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

PEC 181/2015:
CUIDADO:
TROJAN!
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

PEC 181/2015: CUIDADO:


TROJAN!
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

PEC 181/2015:
CUIDADO:
TROJAN!
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AMEAÇAS AOS DIREITOS
REPRODUTIVOS NO BRASIL
PEC 181/2015:
Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

AMEAÇAS AOS DIREITOS REPRODUTIVOS CONTINUAM!


Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual

REFERÊNCIAS
 Norma Técnica do Ministério da Saúde, Brasil:
Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes da
Violência Sexual contra mulheres e adolescentes. Brasília,
DF, 2012. 3ª. ed. 1ª. reimpressão
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/prevencao_agravo_v
iolencia_sexual_mulheres_3ed.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/prevencao_agravo_violencia_sexual_mulheres_3ed.pd
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/aspectos_juridicos_atendimento_vitimas_violencia_2ed.pdf
http://www.anis.org.br/arquivos/pdf/AbortoLegal.pdf