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A ESFERA SOCIAL E O ENSINO DA

FILOSOFIA

Autor: Sebastião Jacinto dos Santos


Co-autor: Edmilson Pinto Albuquerque
A pós-modernidade se apresenta como
uma superação da época moderna (em processo
de esgotamento) que nos cabe viver nesse inicio
de século XXI. Como nunca, na existência
humana, vivemos um processo de aceleração da
história, de transformações profundas que
colocam em jogo a vida das pessoas, das
instituições e das sociedades.
Paulo Freire, (2003, p. 65) constata que “a
passagem de uma época para a outra caracteriza-se
por fortes contradições que se aprofundam, dia a
dia, entre valores emergentes em busca de
afirmações, de realizações, e valores de ontem em
busca de preservação”.
Neste sentido, o estudo que propomos tem em
vista refletir sobre o processo de valorização do
ensino de Filosofia, como resgate de valores que
representam uma volta na história (SABOIA,
2001), fracionada pelas ações violentas da ditadura,
que representou um profundo retrocesso nas
transformações da sociedade brasileira.
Nessas transformações encontramos atitudes
de enfrentamento, de inconformidade, de rebeldia,
de agressão passiva, de contestação pública,
violenta daquilo que era dado como certo e
definitivo na esfera social. ASMANN (1995, p. 56)
acredita que a sociedade é formada em sua
atualidade, por seres ansiosos de desejos, mas essa
realidade se reflete nas deficiências sociais.
A pós-modernidade se propõe a debater e
colocar na ordem do dia, temáticas como a
valorização da vida, a natureza, a pessoa integral
(corpo-mente-afeto-sexo), as culturas dos diversos
grupos minoritários, a relação afetiva, o mundo do
simbólico, as causas concretas e imediatas, a mulher
como sujeito histórico de valor, a comunicação com
todo o corpo, o respeito à subjetividade e
individualidade, o misticismo e o esoterismo, o
prazer, o desejo, o imaginário, o irracional, o viver
intensamente o momento presente; tudo está
interligado com a filosofia.
Nesses turbilhões de informações o que faz a
Filosofia? No dizer de Wittgenstein, (1979) “a
filosofia deixa tudo como está. A filosofia
simplesmente coloca as coisas, não elucida nada e
não conclui nada [...]”
Pelas idéias de Wittgenstein é possível
demarcar o desafio que se enfrenta no sistema
educacional de ensino para a legitimação da
obrigatoriedade do ensino da filosofia. Ficamos
assim, envolvidos em questionamentos do tipo:
Será Possível
Uma Filosofia
Brasileira?? !
Qual a finalidade de tal ensino?

O que significa educar para o ato reflexivo?

Como é pensado o ensino dessa disciplina?


...apesar de existir uma relevância do ensino de
filosofia, formalmente estabelecida, disciplinando
as ordens do pensar para uma atuação crítica no
campo social, não há uma adequada consonância
entre ensino, aprendizagem e preparação do
profissional,...
Marcondes (2004, p. 57) observa que: A
história da filosofia nos revela, contudo, que ao
longo dessa tradição não houve uma única linha
predominante de pensamento, nem um estilo único
de se fazer filosofia. A filosofia desenvolveu-se
através de aproximações em maior ou menor grau
com a ciência natural, a matemática, a arte, a
política, a religião e o mito. O pensamento
filosófico expressou-se em diferentes estilos, em
poemas, diálogos, aforismos, tratados, cartas,
autobiografias.
A partir do conhecimento filosófico, o aluno
associa idéias com compreensão de mundo,
embarcando em uma relação de interferência no
processo ensino/aprendizagem,... Educar dentro do
enfoque da Filosofia é fazer emergir cidadãos
conscientes de seu lugar no mundo, capaz de
assumir uma postura critica, desafiando a
capacidade entre o pensar e o agir,...
É importante salientar que o diálogo, o
respeito mútuo e a co-responsabilidade devem ser
fundamentais na prática do ensino de Filosofia, em
que todos são sujeitos do processo educativo, se
empenhando na construção de uma sociedade mais
justa e participativa, construindo uma consciência
mais real e convicta da realidade.
A quem se propõem a trabalhar a disciplina
Filosofia no Ensino Fundamental e Ensino Médio
deve pelo menos ser capaz de está instruído par um
modo especificamente filosófico de formular e
propor soluções de problemas, nos diversos campos
do conhecimento, capacidade de desenvolver uma
consciência crítica sobre conhecimento, razão e
realidade sócio-histórico-política;
Ser capaz de relacionar a promoção integral da
cidadania e o respeito à pessoa, dentro da tradição de
defesa dos direitos humanos com o próprio
exercício da crítica filosófica;
Capacidade para analisar, interpretar e
comentar textos teóricos, de acordo com os rigorosos
procedimentos de técnica hermenêuticas,
consciência dos valores culturais, científicos,
artísticos, voltado para a valorização da existência e
do próprio agir pessoal e político-religioso.
Aos alunos; cabe entrar
nesta noite escura que é a Filosofia
brasileira.
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