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Existe uma transformação no Direito do Trabalho?

Em que sentido?

A informatização favorece o Direito do Trabalho? Em que medida?

Quais são os avanços tecnológicos em matéria processual


que você conhece?

Você utiliza algum deles? Quais?

Tem conhecimento de jurisprudência sobre prova via e-mail?

Como obter cópia de um e-mail que passou pela sua máquina?


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â C. F. art. 5, XII:
â ´é inviolável o sigilo da correspondência e das
comunicações telefônicas, de dados e das comunicações
telefônicas. Salvo, no último caso, por ordem judicial, nas
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal.

â DIREITO ABSOLUTO?
â - Tal como redigido o dispositivo é absoluto, com exceção
da comunicação telefônica que pode ser quebrado por
ordem judicial, tal como regulamentar a lei e para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal.

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â O E-MAIL pode ser usado como prova? Em que
circunstâncias?

â In casu, em que pese a vasta argumentação do recorrente,


não vislumbro violados os artigos constitucionais suscitados.
Comungo do entendimento a quo no sentido de afastar a
alegada ofensa aos incisos X, XII, LVI do art. 5º
constitucional, por não ferir norma constitucional a
quebra de sigilo de e-mail fornecido pela empresa,
sobretudo quando o empregador avisa a seus empregados
acerca das normas de utilização do sistema e da
possibilidade de rastreamento e monitoramento de seu
correio eletrônico. Também o julgado recorrido consignou
ter o empregador o legítimo direito de regular o uso dos bens
da empresa, nos moldes do art. 2º da CLT, que prevê os
poderes diretivo, regulamentar, fiscalizatório e disciplinar do
empregado, inexistindo notícia acerca de excessiva conduta
derivada do poder empresarial.
â MINISTRO VIEIRA DE MELLO FILHO
â NÚMERO ÚNICO PROC: AIRR - 1130/2004-047-02-40
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â Comunhão dos princípios ² inviolabilidade da


correspondência ² proteção ao direito de uso, gozo, fruição da
propriedade, poder diretivo e fiscalizatório do empregador.

â E-mail é uma forma de correspondência. É, pois, um


documento, emitido a partir do trabalho, da ferramenta de
trabalho.
â Tem o empregador o direito de fiscalizar o carro que fornece
ao trabalhador para o serviço? Por que não o computador?
Por que não o sistema de comunicação fornecido para o
trabalho?

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â PROVA ILÍCITA. ´E-MAILµ CORPORATIVO.


JUSTA CAUSA. DIVULGAÇÃO DE
MATERIALPORNOGRÁFICO.1. Os sacrossantos
direitos do cidadão à privacidade e ao sigilo de
correspondência, constitucionalmente
assegurados, concernem à comunicação
estritamente pessoal, ainda que virtual (´e-
mailµ particular). ssim, apenas o e-mail
pessoal ou particular do empregado,
socorrendo-se de provedor próprio, desfruta
da proteção constitucional e legal de
inviolabilidade.

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â 2. 3olução diversa impõe-se em se tratando do


chamado ´e-mailµcorporativo, instrumento de
comunicação virtual mediante o qual o empregado
louva-se de terminal de computador e de provedor da
empresa, bem assim do próprio endereço eletrônico
que lhe é disponibilizado igualmente pela empresa.
Destina-se este a que nele trafeguem mensagens de
cunho estritamente profissional. Em princípio, é de
uso corporativo, salvo consentimento do empregador.
Ostenta, pois, natureza jurídica equivalente à de uma
ferramenta de trabalho proporcionada pelo empregador
ao empregado para a consecução do serviço

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â 3. A estreita e cada vez mais intensa vinculação que


passou a existir, de uns tempos a esta parte, entre
Internet e/ou correspondência eletrônica e justa causa
e/ou crime exige muita parcimônia dos órgãos
jurisdicionais na qualificação da ilicitude da prova
referente ao desvio de finalidade na utilização dessa
tecnologia, tomando-se em conta, inclusive, o princípio da
proporcionalidade e, pois, os diversos valores jurídicos
tutelados pela lei e pela Constituição Federal. 
experiência subministrada ao magistrado pela
observação do que ordinariamente acontece revela que,
notadamente o ´e-mailµ corporativo, não raro sofre
acentuado desvio de finalidade,mediante a utilização
abusiva ou ilegal, de que é exemplo o envio de fotos
pornográficas. Constitui, assim, em última análise,
expediente pelo qual o empregado pode provocar
expressivo prejuízo ao empregador.

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â 4. Se se cuida de ´e-mailµ corporativo, declaradamente


destinado somente para assuntos e matérias afetas ao
serviço, o que está em jogo, antes de tudo, é o exercício do
direito de propriedade do empregador sobre o computador
capaz de acessar à INTERNET e sobre o próprio provedor.
Insta ter presente também a responsabilidade do
empregador, perante terceiros, pelos atos de seus
empregados em serviço (Código Civil, art. 932, inc.III),
bem como que está em xeque o direito à imagem do
empregador,igualmente merecedor de tutela
constitucional. 3obretudo, imperativo considerar que o
empregado, ao receber uma caixa de ´e-mailµ de seu
empregador para uso corporativo, mediante ciência
prévia de que nele somente podem transitar
mensagens profissionais, não tem razoável expectativa
de privacidade quanto a esta, como se vem entendendo
no Direito Comparado (EU e Reino Unido).

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â 5. Pode o empregador monitorar e rastrear a


atividade do empregado no ambiente de trabalho,
em ´e-mailµ corporativo, isto é, checar suas
mensagens, tanto do ponto de vista formal quanto
sob o ângulo material ou de conteúdo. ão é
ilícita a prova assim obtida, visando a
demonstrar justa causa para a despedida
decorrente do envio de material pornográfico a
colega de trabalho. Inexistência de afronta ao
art. 5º, incisos X, XII e LVI, da Constituição
Federal. Rel. MINISTRO DALAZEN - NÚMERO
ÚNICO - PROC: ED-RR - 613/2000-013-10-00
â PUBLICAÇÃO: DJ - 28/10/2005

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â - NECESSÁRIA A COMUNICAÇÃO

â Se a empresa quer agir de uma determinada forma, que então


deixe isso claro para os seus empregados quais são essas
regras.
â À esta altura, faria uma indagação: qual seria o resultado, se
todos os empregadores, inclusive a administração pública,
assim denominada por mera metonímia de síntese, resolvesse
de uma hora para outra abrir, devassar, invadir os À esta
altura, faria uma indagação: qual seria o resultado, se todos
os empregadores, inclusive a administração pública, assim
denominada por mera metonímia de síntese, resolvesse de
uma hora para outra abrir, devassar, invadir os e-mails e os
sítios visitados por todos os seus empregados e empregadas
em computadores a eles pertencentes e instalados no local de
trabalho? Não me surpreenderia se ficasse revelado que
houve a utilização para os mais variados fins pessoais. Mas
indaga-se: seria lícita tal atitude?

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â Acredito, sinceramente, que não.


â Se a empregadora não deseja a utilização indiscriminada
de determinada ferramenta de trabalho, em especial do
computador e do respectivo acesso à internet, então, que
especifique claramente os fins a que se destina, que
estabeleça as proibições expressamente, mesmo porque,
ao agir dessa forma, não precisará sequer invadir o
conteúdo dos e-mails.
â Note-se que, em princípio, a empregadora não pode
arrombar o escaninho, o armário, a gaveta ou qualquer
outro espaço destinado ao empregado para guardar seus
pertences pessoais, com o propósito de lá tentar encontrar
determinada prova em desfavor do Obreiro.

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â No caso vertente, acredito que não seria sequer necessário
invocar o princípio da proporcionalidade, com avaliações
quanto aos meios e aos fins, porque não existem valores em
choque.
â O valor, aqui, é único. É constitucional. Trata-se de direito à
intimidade como um bem supremo: o direito à personalidade.
â O cidadão, o indivíduo, o empregado necessita de proteção
em face dos poderes do estado como qualquer outro, mas
necessita também de proteção contra os poderes da
empregadora.
â Se, de antemão, o empregado já sabe que não pode utilizar o
computador e que o acesso à Internet está limitado ao que se
convencionou denominar de uso corporativo, mas que nada
mais significa do que a sua utilização para o trabalho, haverá
desvio de conduta, com ensejas à punição, pelo simples uso
particular, sem que, repita-se, o empregador precise invadir o
conteúdo das mensagens, que estão tão protegidas pela lei,
quanto qualquer outra espécie de correspondência.

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â No caso da Reclamante, havia, sim, um vazio de comandos,


que a Reclamada quis preencher, surpreendendo a
empregada e invadindo o seu espaço íntimo, ainda que na
virtualidade de uma ferramenta de trabalho.
â
â Por outras palavras, houve invasão de privacidade, pelo
exercício exacerbado do poder empregatício e em nome da
boa ordem dos serviços, quando a empregadora, que,
inclusive, foi confessa, pretendeu fazer prova daquilo que não
estava até então proibido no ambiente de trabalho.
â
â Mas as minhas dúvidas quanto à legalidade, não apenas da
dispensa por justa causa, mas também da invasão da
correspondência eletrônica da Reclamante, mais se dissipam,
permissa venia, à medida que avanço sobre o tema.


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â Menciono agora outro aspecto do poder hierárquico, no qual


se inserem o poder de fiscalização e o poder disciplinar do
empregador, que me parece interferir profundamente na
solução da controvérsia.
â Sem desvio de foco, acentuo que a Reclamante foi punida
com base em atos praticados no ambiente de trabalho e em
ferramenta de trabalho pertencente à empresa.
â Ocorre que o computador não é bem uma ferramenta comum,
tradicional de trabalho. Ele abre janelas para o mundo
virtual, na própria mesa do empregado em que o controle é
muito mais difícilpor isso é que há um deslocamento de
responsabilidade para o prestador de serviços.

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â Daí entender que ele precisa saber claramente quais são as
regras relativas ao uso, haja vista que é do conhecimento
geral que existem meios técnicos de se fazer o rastreamento,
para se saber quais os sites visitados pelo usuário.

â Se sabendo da proibição, o empregado se desvia da


finalidade, assume o risco da punição.

â Assim, desde que haja prévia limitação expressa de seu uso,


o que não é o caso dos autos, a empresa em tese tem o direito
de fiscalização, mas sem tocar no conteúdo das mensagens.
â Vou tentar tornar mais claro meu raciocínio.
â Esse poder empresarial, como de resto nenhum outro, não é
ilimitado: ele se restringe aos seus empregados na esfera da
relação de emprego e no espaço físico de suas instalações.
â Ele não pode desbordar esse espaço real.

â
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â Existe uma fronteira entre o real e o virtual, que tem de ser


respeitada, pois envolve outras pessoas, que não mantém
nenhuma relação jurídica com a empresa empregadora.

â E um dos grandes problemas relacionados com o Direito da


Rede (a expressão é de Rohrmann) foi e me parece ainda ser o
fenômeno da "desterritorialização".
â
â Eis as palavras do nobre professor:
â "Uma vez que a virtualização pôde acarretar a
"desterritorialização" das relações humanas e,
consequentemente, das relações jurídicas, um problema
inicialmente levantado pelos professores e pesquisadores
norte-americanos, no inicio dos anos 1990, foi a aplicação do
direito aos fatos e atos jurídicos aperfeiçoados em meio
virtual. Tal preocupação decorre da característica do direito
de ser essencialmente territorial." (Idem, ibidem, p. 11).

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â Ora bem, o rastreamento e a abertura de mensagens


enviadas e recebidas via e-mail implicam um ato que poderia
tentar cunhar, denominando-o de "desterritorialização do
poder hierárquico da empregadora", uma vez que para
exercer o seu direito de fiscalizar e aplicar as regras vigentes
no ambiente exclusivo de trabalho de seus empregados quase
sempre ela necessita invadir a intimidade, a vida privada, o
sigilo de correspondência e de comunicações de dados de
outrem, isto é, de terceiro a quem foi enviada ou de quem foi
recebida a mensagem, a não ser que, absurdamente, a
mensagem tenha sido enviada para a própria pessoa ou
circule apenas na rede da empresa entre empregados.
â O nexo causal não pode entrelaçar um terceiro, que não
esteja no tráfico jurídico entre empregado(s) e empregador.
â Nessas condições, data venia, penso que deve haver um
limite no exercício desse poder empregatício, no qual se
inserem o fiscalizatório e o disciplinar.

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â Se existe a proibição da utilização, o conteúdo em si não


precisa sequer ser desvendado, sob pena de violação do
sagrado direito ao sigilo, notadamente de terceiro, que não é
empregado daquela empresa e que não pode ter a sua
correspondência invadida por pessoa física ou jurídica com
quem não tem nenhuma relação jurídica.
â Ainda que assim não fosse, e ainda que se admitisse como
provada a autoria de todas as mensagens, o que não ocorreu,
principalmente em face da confissão da Reclamada, o
conteúdo das correspondências da Reclamante, não sugerem
a prática das condutas catalogadas no artigo 482, da CLT,
porque as mensagens foram transmitidas informalmente, não
especificando nomes de representantes da empresa e não
foram transmitidas em nome da Reclamada.

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â De mais a mais, a utora negou a transmissão de fotos
pornográficas, demonstrando à fl. 414 que as mesmas não
fazem parte das cópias dos "e-mail" de fls. 124 e 127, e a
Ré é confessa.
â Portanto, tenho que a justa causa se mostra impertinente,
sem suporte fático e jurídico, já que a Reclamante não foi
comunicada claramente de todas as limitações quanto ao uso
do computador, nem recebeu nenhuma punição anterior de
natureza pedagógica, sem se falar que outros empregados da
Reclamada também utilizavam o correio eletrônico para fins
pessoais e não receberam nenhuma punição.
â Tratar os iguais igualmente, eis a primeira regra do principio
da isonomia, que não pode ser negligenciado na hipótese
vertente.
â Processo 00997-2005-030-03-00-6 RO - Data de Publicação
13/05/2006 DJMG Página: 13 -Órgão Julgador Quarta Turma
â Relator Luiz Otávio Linhares Renault - Revisor Júlio Bernardo do
Carmo
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â TST DESENVOLVE PROGRAMA DE TRIAGEM DE


AGRAVO DE INSTRUMENTO E RECURSO DE REVISTA ²
CAPAZ DE FAZER A TRIAGEM TEMÁTICA DOS
PROCESSOS ² ELABORAR MINUTA DE VOTOS OU
DESPACHOS PREVIAMENTE PREPARADOS E
DISPONÍVEIS NO SISTEMA POR CADA RELATOR. (TST ²
Revista INFORMA ² nº 4 ² set./out-2006).
â E-RECURSO ² possibilita digitalização das peças
processuais indispensáveis ao recurso de revista e ao
agravo de instrumento.
â Facilita o exame dos pressupostos extrínsecos e
intrínsecos do RR, conforme redação estruturada a ser
criada em Cada Tribunal Regional.

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E. Recurso

1) aproveita os dados produzidos pelos TRTs no momento da


análise dos pressupostos quando da análise da
admissibilidade;
2) dá possibilidades de administração pelo Ministro do seu
acervo textual.
3) o mesmo sistema está previsto para implantação também
quanto ao Recurso Extraordinário.

DEBATE ² OPINIÕES.

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â Art. 2º - Os Tribunais Regionais do Trabalho disponibilizarão
em suas dependências e nas Varas do Trabalho, para os
usuários dos serviços de peticionamento eletrônico que
necessitarem, equipamentos de acesso à rede mundial de
computadores e de digitalização do processo, para a
distribuição de peças processuais.

â Parágrafo único. Os Tribunais Regionais do Trabalho terão o


prazo de um ano da publicação da presente instrução
normativa para atenderem ao disposto no presente
artigo.
â (setembro de 2008)

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â Petição eletrônica necessário: assinatura eletrônica.

â Art. 4° A assinatura eletrônica, no âmbito da Justiça do


Trabalho, será admitida sob as seguintes modalidades:

â I ² assinatura digital, baseada em certificado digital emitido


pelo ICP-Brasil, com uso de cartão e senha;

â O QUE É ICP?

â II ² assinatura cadastrada, obtida perante o Tribunal


Superior do Trabalho ou Tribunais Regionais do Trabalho,
com fornecimento de login e senha.
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â Àresidência da República
Casa Civil
3ubchefia para ssuntos Jurídicos
â MEDID ÀROVI3 RI o 2.200-2, DE 24 DE O3O DE 2001.
â Institui a Infra-Estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil,
transforma o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação em
autarquia, e dá outras providências. O ÀRE3IDEE D
REÀLIC, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da
Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei:
â Art. 1o Fica instituída a Infra-Estrutura de Chaves Públicas
Brasileira - ICP-Brasil, para garantir a autenticidade, a integridade e a
validade jurídica de documentos em forma eletrônica, das aplicações de
suporte e das aplicações habilitadas que utilizem certificados digitais,
bem como a realização de transações eletrônicas seguras.
â Art. 2o A ICP-Brasil, cuja organização será definida em
regulamento, será composta por uma autoridade gestora de políticas e
pela cadeia de autoridades certificadoras composta pela Autoridade
Certificadora Raiz - AC Raiz, pelas Autoridades Certificadoras - AC e
pelas Autoridades de Registro - AR.
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â Art. 5° A prática de atos processuais por meio eletrônico


pelas partes, advogados e peritos será feita, na Justiça do
Trabalho, através do Sistema Integrado de Protocolização e
Fluxo de Documentos Eletrônicos (e-DOC).
â § 1° O e-DOC é um serviço de uso facultativo,
disponibilizado no Portal-JT, na Internet.
â § 2° É vedado o uso do e-DOC para o envio de petições
destinadas ao Supremo Tribunal Federal.
â § 3° O sistema do e-DOC deverá buscar identificar, dentro
do possível, os casos de ocorrência de prevenção,
litispendência e coisa julgada.
â § 4° A parte desassistida de advogado que desejar utilizar
o sistema do e-DOC deverá se cadastrar, antes, nos
termos desta Instrução Normativa.

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â Art. 6° As petições, acompanhadas ou não de anexos, apenas


serão aceitas em formato PDF (Portable Document Format),
no tamanho máximo, por operação, de 2 Megabytes.
â Há programas gratuitos para transformação para PDF.
â Parágrafo único. Não se admitirá o fracionamento de petição,
tampouco dos documentos que a acompanham, para fins de
transmissão.

â Art. 7° O envio da petição por intermédio do e-DOC dispensa


a apresentação posterior dos originais ou de fotocópias
autenticadas, inclusive aqueles destinados à comprovação de
pressupostos de admissibilidade do recurso.

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   À  

â Art. 8° O acesso ao e-DOC depende da utilização, pelo


usuário, da sua assinatura eletrônica.

â Parágrafo único. Salvo impossibilidade que comprometa o


acesso à justiça, a parte deverá informar, ao distribuir a
petição inicial de qualquer ação judicial em meio eletrônico, o
número no cadastro de pessoas físicas ou jurídicas, conforme
o caso, perante a Secretaria da Receita Federal.

â Art. 9° O Sistema Integrado de Protocolização e Fluxo de


Documentos Eletrônicos (e-DOC), no momento do
recebimento da petição, expedirá recibo ao remetente, que
servirá como comprovante de entrega da petição e dos
documentos que a acompanharam.

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   À  

â § 1° Constarão do recibo as seguintes informações:

â I ² o número de protocolo da petição gerado pelo Sistema;

â II ² o número do processo e o nome das partes, se houver, o assunto


da petição e o órgão destinatário da petição, informados pelo
remetente;

â III ² a data e o horário do recebimento da petição no Tribunal,


fornecidos pelo Observatório Nacional;
â Relógio precisa estar acertado com o Observatório Nacional.
â IV ² as identificações do remetente da petição e do usuário que
assinou eletronicamente o documento.

â § 2° A qualquer momento o usuário poderá consultar no e-DOC as


petições e documentos enviados e os respectivos recibos.

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   À  

â Art. 10. Incumbe aos Tribunais, por intermédio das


respectivas unidades administrativas responsáveis pela
recepção das petições transmitidas pelo e-DOC:
â I ² imprimir as petições e seus documentos, caso
existentes, anexando-lhes o comprovante de recepção
gerado pelo Sistema, enquanto não generalizada a
virtualização do processo, que dispensará os autos físicos;
â II ² verificar, diariamente, no sistema informatizado, a
existência de petições eletrônicas pendentes de
processamento
â 


 
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   À  

â Art. 11. São de exclusiva responsabilidade dos usuários:


â I ² o sigilo da assinatura digital, não sendo oponível, em qualquer
hipótese, alegação de seu uso indevido;

â II ² a equivalência entre os dados informados para o envio (número do


processo e unidade judiciária) e os constantes da petição remetida;
â EXIGIR MAIS ATENÇÃO... POR QUE NÃO HAVERÁ FUNCIONÁRIO QUE
VAI SAIR PROCURANDO SE A PETIÇÃO BATE COM O NOME DAS
PARTES
â III ² as condições das linhas de comunicação e acesso ao seu provedor
da Internet;
â VERIFICAR O CONTRATO COM O PROVEDOR. POIS SE PODE PERDER
PRAZO POR PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO.
â NUNCA DEIXAR O PRAZO PARA ÚLTIMA HORA.
â IV ² a edição da petição e anexos em conformidade com as restrições
impostas pelo serviço, no que se refere à formatação e tamanho do
arquivo enviado;

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⠏EO

â V ² o acompanhamento da divulgação dos períodos em


que o serviço não estiver disponível em decorrência de
manutenção no sítio do ribunal.

â § 1°  não-obtenção, pelo usuário, de acesso ao


3istema, além de eventuais defeitos de transmissão ou
recepção de dados, não serve de escusa para o
descumprimento dos prazos legais.

â § 2° Deverão os ribunais informar, nos respectivos


sítios, os períodos em que, eventualmente, o sistema
esteve indisponível.

——
À   
    
   À  

⠏rt. 12. Consideram-se realizados os atos


processuais por meio eletrônico no dia e hora
do seu recebimento pelo sistema do e-DOC.
â § 1° Quando a petição eletrônica for enviada para atender
prazo processual, serão consideradas tempestivas as
transmitidas até as 24 (vinte e quatro) horas do seu
último dia.
â ERI VIDO QUI UM ÀRORROO DO ÀR O?
â § 2° Incumbe ao usuário observar o horário estabelecido
como base para recebimento, como sendo o do Observatório
Nacional, devendo atender para as diferenças de fuso horário
existente no país.
â § 3° Não serão considerados, para efeito de tempestividade, o
horário da conexão do usuário à Internet, o horário do acesso
ao sítio do Tribunal, tampouco os horários consignados nos
equipamentos do remetente e da unidade destinatária, mas o
de recebimento no órgão da Justiça do Trabalho.
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   À  

â Art. 13. O uso inadequado do e-DOC que venha a causar


prejuízo às partes ou à atividade jurisdicional importa
bloqueio do cadastramento do usuário, a ser determinado
pela autoridade judiciária competente.

â SEM CONTAR QUE DEPENDENDO DO PREJUÍZO PODERÁ


HAVER AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL E ATÉ CRIME
DE DANO.

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   À  

â Art. 15. A publicação eletrônica no DJT substitui qualquer


outro meio e publicação oficial, para quaisquer efeitos
legais, à exceção dos casos que, por lei, exigem intimação
ou vista pessoal.

â § 1° Os atos processuais praticados pelos magistrados


trabalhistas a serem publicados no DJT serão assinados
digitalmente no momento de sua prolação.

â § 2° Considera-se como data da publicação o primeiro dia


útil seguinte ao da disponibilização da informação no DJT.

â § 3° Os prazos processuais terão início no primeiro dia útil


que seguir ao considerado como data da publicação.

À   
    
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â Art. 16. As intimações serão feitas por meio eletrônico no
Portal-JT aos que se credenciarem na forma desta Instrução
Normativa, dispensando-se a publicação no órgão oficial,
inclusive eletrônico.

â § 1° Considerar-se-á realizada a intimação no dia em que o


intimando efetivar a consulta eletrônica ao teor da intimação,
certificando-se nos autos a sua realização.

â § 2° Na hipótese do § 1° deste artigo, nos casos em que a


consulta se dê em dia não útil, a intimação será considerada
como realizada no primeiro dia útil seguinte.
â § 3° A consulta referida nos §§ 1° e 2° deste artigo deverá ser
feita em até 10 (dez) dias corridos contados da data do envio
da intimação, sob pena de considerar-se a intimação
automaticamente realizada na data do término desse prazo.
â TEM QUE CONSULTAR E-MAIL PELO MENOS A CADA DEZ
DIAS. SE PRECAVER QUANDO FOR VIAJAR ² ESCRITÓRIOS
PEQUENOS.

—;
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   À  
â § 4° A intimação de que trata este artigo somente será
realizada nos processos em que todas as partes estejam
credenciadas na forma desta Instrução ormativa, de
modo a uniformizar a contagem dos prazos processuais.

â § 5° Nos casos urgentes em que a intimação feita na forma


deste artigo possa causar prejuízo a quaisquer das partes ou
nos casos em que for evidenciada qualquer tentativa de burla
ao sistema, o ato processual deverá ser realizado por outro
meio que atinja a sua finalidade, conforme determinado pelo
juiz.

â § 6° As intimações feitas na forma deste artigo, inclusive da


Fazenda Pública, serão consideradas pessoais para todos
os efeitos legais.

â § 7° Observadas as formas e as cautelas deste artigo, as


citações, inclusive da Fazenda Pública, poderão ser feitas por
meio eletrônico, desde que a íntegra dos autos seja acessível
ao citando.
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   À  

â Art. 17. As cartas precatórias, rogatórias e de ordem, no


âmbito da Justiça do Trabalho, serão transmitidas
exclusivamente de forma eletrônica, através do Sistema
de Carta Eletrônica (CE) já referido, com dispensa da
remessa física de documentos.
â AVANÇO EFETIVO -
â § 1° A utilização do Sistema de Carta Eletrônica fora do
âmbito da Justiça do Trabalho dependerá da aceitação
pelos demais órgãos do Poder Judiciário.

â § 2° Eventuais falhas na transmissão eletrônica dos dados


não desobriga os magistrados e serventuários do
cumprimento dos prazos legais, cabendo, nesses casos, a
utilização de outros meios previstos em lei para a remessa
das cartas.

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â AGRAVO - INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO ORDINÁRIO
EM AÇÃO RESCISÓRIA TRANSMISSÃO DO APELO, VIA FAX,
APÓS O ENCERRAMENTO DO EXPEDIENTE FORENSE.
â O recurso só deve ser considerado interposto quando
protocolado na repartição judiciária. In casu, o recurso
ordinário foi remetido por fac-símile, tendo o 15° TRT
certificado nos autos que o apelo foi entregue na secretaria
no último dia do octídio recursal, após o encerramento do
â expediente forense no protocolo. Portanto, considerando que
o recurso foi protocolizado a destempo, sem que a Recorrente
comprovasse para onde remeteu o fac-símile, sendo entregue
na secretaria após o fechamento do protocolo, tem-se como
intempestivo o apelo, pois os atos a cargo das partes devem
ser realizados até o fechamento normal do expediente
forense, razão pela qual correto se mostra o despacho calcado
no art. 557 do CPC, que denegou seguimento ao apelo,
reconhecendo sua intempestividade. Agravo
â desprovido. (AROAR - 16854-2002-900-15-00, SDI-II, Relator
Min. Ives Gandra Martins Filho, DJ 29.11.02);
â ANTES DA PORTARIA QUE REFERE A PRAZO ATÉ ÀS 24
HORAS DO ÚLTIMO DIA.

À   
    
   À  
â RECURSO DE REVISTA. INTEMPESTIVIDADE DO RECURSO
ORDINÁRIO. APRESENTAÇÃO AO PROTOCOLO DO
TRIBUNAL DEPOIS DAS 18 HORAS E ANTES DAS 20 HORAS
- O art. 770 da CLT dispõe que os atos processuais serão
públicos, salvo quando o contrário determinar o interesse
social, e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 às 20 horas. Mas
quando o Tribunal fixa que o expediente judiciário termina às
18 horas, o recurso apresentado após tal horário é
manifestamente intempestivo. Isto porque compete aos
Tribunais fixar, dentro do tempo previsto na CLT, seu horário
normal de funcionamento.
â (TST-RR-590748/99.0, 2ª Turma, Relator Ministro José
Luciano de Castilho
â Pereira, DJ 24.3.00);


À   
    
   À  

â RECURSO ORDINÁRIO INTEMPESTIVO. TRANSMISSÃO DO


RECURSO VIA FAC-SÍMILE E PROTOCOLIZAÇÃO APÓS O
HORÁRIO DE EXPEDIENTE FIXADO NO REGIMENTO
INTERNO DO TRIBUNAL REGIONAL. O artigo 172, § 3º, do
CPC é norma de aplicação subsidiária ao processo do
trabalho e disciplina hipótese específica de fixação de prazo
de funcionamento do protocolo, para fins de ato processual
que deve ser praticado em determinado prazo e protocolizado.
A partir daí, o eg. Tribunal Regional fixou, por meio de seu
Regimento Interno, o horário de funcionamento do protocolo
até as 18h. Tratando-se de norma específica, prevalece sobre
a norma de aplicação geral prevista no artigo 770 da CLT.
Enviado por fac-símile e protocolizado apenas após as 18h, é
intempestivo o Recurso Ordinário. Recurso conhecido e não
â provido. (TST-RR-811/2000-654-09-00.0, 2ª Turma, Relator
Ministro José Simpliciano Fontes de F. Fernandes, DJ
09.02.07).

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À   
    
   À  

â Comentário sobre horário dos atos processuais e o art. 770


da CLT.
â Será que é adequado esse argumento de que a norma do
Regimento é específica e prevalece sobre o art. 770 da CLT?

Acórdão do Juiz, hoje aposentado Marcelo Pimentel, sobre o


assunto:
´O expediente forense é fixado pelas leis que regulam o
funcionamento do judiciário ou regimento dos Tribunais. Os
atos processuais a que se refere o horário fixado no art. 770
da CLT são aqueles que se realizam fora do edifício-sede do
juízo. (TST/AI RO 42.675/92.2).

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À   
    
   À  

â  2
â Os atos processuais realizar-se-ão em dias úteis, das seis às
vinte horas.
â § 3º Quando o ato tiver que ser praticado em determinado
prazo, por meio de petição, esta deverá ser apresentada no
protocolo, dentro do horário de expediente, nos termos da lei
de organização judiciária local.

À   
    
   À  

â PRAZO E PETIÇÃO ELETRÔNICA ² REMETE A UMA OUTRA


QUESTÃO.

â HORA DO ENVIO DO E-MAIL OU DO RECEBIMENTO DO E-


MAIL?

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À   
    
   À  

â ´O prazo recursal é peremptório, insuscetível de dilação. O


fato de o recurso ter sido protocolado um minuto após o
encerramento do expediente forense não descaracteriza a sua
perdaµ. (STJ-3ª T. AI 375.573-AgRg, rel. Min. Pádua Ribeiro,
j. 11.12.2001, negaram provimento, v. u., DJU 25.03.02, p.
282)

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À   
    
   À  
â I3RUO ORMIV º 27
â Àublicada no DJ de 22/02/2005
â Republicada no DJ 05/07/2005
â Dispõe sobre normas procedimentais aplicáveis ao processo do
trabalho em decorrência da ampliação da competência da
Justiça do Trabalho pela Emenda Constitucional nº 45/2004.
â Art. 1º As ações ajuizadas na Justiça do Trabalho tramitarão
pelo rito ordinário ou sumaríssimo, conforme previsto na
Consolidação das Leis do Trabalho, excepcionando-se, apenas,
as que, por disciplina legal expressa, estejam sujeitas a rito
especial, tais como o Mandado de Segurança, Habeas Corpus,
Habeas Data, Ação Rescisória, Ação Cautelar e Ação de
Consignação em Pagamento.
â Art.2º A sistemática recursal a ser observada é a prevista na
Consolidação das Leis do Trabalho, inclusive no tocante à
nomenclatura, à alçada, aos prazos e às competências.
â Parágrafo único. O depósito recursal a que se refere o art. 899
da CLT é sempre exigível como requisito extrínseco do recurso,
quando houver condenação em pecúnia.

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À   
    
   À  

â Art.3º Aplicam-se quanto às custas as disposições da


Consolidação das Leis do Trabalho.
â § 1º As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito
em julgado da decisão.
â § 2º Na hipótese de interposição de recurso, as custas
deverão ser pagas e comprovado seu recolhimento no
prazo recursal (artigos 789, 789-A, 790 e 790-A da CLT).
â

â § 3º Salvo nas lides decorrentes da relação de emprego, é


aplicável o princípio da sucumbência recíproca,
relativamente às custas.

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À   
    
   À  
â Art. 4º Aos emolumentos aplicam-se as regras previstas na
Consolidação das Leis do Trabalho, conforme previsão dos
artigos 789-B e 790 da CLT.
â Parágrafo único. Os entes públicos mencionados no art. 790-
A da CLT são isentos do pagamento de emolumentos.
(Parágrafo acrescido pela Resolução nº 133/2005 de
16/06/2005 - DJU de 05/07/2005)
â Art. 5º Exceto nas lides decorrentes da relação de emprego,
os honorários advocatícios são devidos pela mera
sucumbência.
â Art. 6º Os honorários periciais serão suportados pela parte
sucumbente na pretensão objeto da perícia, salvo se
beneficiária da justiça gratuita.
â Parágrafo único. Faculta-se ao juiz, em relação à perícia,
exigir depósito prévio dos honorários, ressalvadas as lides
decorrentes da relação de emprego.
â Art. 7º Esta Resolução entrará em vigor na data da sua
publicação.
â Sala de Sessões, 16 de fevereiro de 2005.
â VALÉRIO AUGUSTO FREITAS DO CARMO
â Diretor-Geral de Coordenação Judiciária i|
À   
    
   À  

E O ACESSO À JUSTIÇA TERÁ ALGUM GANHO EM


RELAÇÃO AO MOMENTO ATUAL?

O ACESSO À JUSTIÇA DEPENDE DA FORMA? OU DO


CONTEÚDO?


À   
    
   À  

â - RIGOR FORMAL NA PETIÇÃO INICIAL

â - INDEFERIMENTO DE PROTESTO INTERRUPTIVO DE


PRESCRIÇÃO

â - INDEFERIMENTO DE PRODUÇÃO DE PROVA


DOCUMENTAL DEPOIS DA INICIAL OU DEFESA

â - DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA


SEM SENTENÇA, SEM OITIVA DO SÓCIO RETIRANTE

â ACOLHIMENTO DE INÉPCIA NO TRT, SEM MANIFESTAÇÃO


DA PARTE


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