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Aroldo Prohmann de Carvalho

Professor Adjunto de Pediatria

2005

Aroldo P. de
Enfermidades infecciosas sistêmicas
cuja característica principal é a
manifestação cutânea.

Enantema: manifestação em mucosa.

Diversas enfermidades podem


apresentar exantema, porém essa
manifestação não as caracteriza.

Aroldo P. de
TIPOS DE EXANTEMA:
 Máculopapular:
 Morbiliforme
 Escarlatiniforme
 Rubeoliforme
 Urticariforme
 Pápulovesicular
 Petequial ou Purpúrico

Aroldo P. de
DADOS IMPORTANTES:
 Faixa etária
 História vacinal
 Procedência
 Fontes de contágio
 Manifestações prodrômicas
 Época do ano
 Estado geral do paciente
 Evolução

Aroldo P. de
SARAMPO
RUBÉOLA
ESCARLATINA
VARICELA
ERITEMA INFECCIOSO
EXANTEMA SÚBITO

Aroldo P. de
a

Aroldo P. de
CASO CLÍNICO 1
◆ Lactente de 8 meses de idade, feminino, natural e
procedente da Alemanha, muda-se para Blumenau na
primavera de 2003. Cinco dias após chegar no Brasil
inicia com febre de até 39,5oC, tosse produtiva, coriza,
intensa hiperemia conjuntival e queda importante do
estado geral.
Ao ser levado ao pronto socorro o pediatra observa a
presença de pequenos pontos esbranquiçados na
mucosa oral. A criança foi medicada com sintomáticos e
a família orientada para retornar em caso de mudança ou
piora do quadro.
Um dia após a criança retorna com manchas vermelhas,
que iniciam em região retroauricular e posteriormente
se disseminam para todo o corpo.
Três dias após ocorre descamação fina.

Aroldo P. de
DEFINIÇÃO:
Enfermidade infecto-contagiosa
caracterizada como
uma doença exantemática típica
com alguns sinais e sintomas bastante
sugestivos ou característicos
EPIDEMIOLOGIA:
 Contágio: secreções naso-faríngeas

Aroldo P. de
EPIDEMIOLOGIA:
 Transmissibilidade:
• Alta contagiosidade no período prodrômico
• Até 4 dias do exantema
• Isolamento respiratório
 Ocorrência máxima no inverno e primavera
ETIOLOGIA:
 Vírus RNA, família Paramyxovidae
 gênero Morbillivirus

Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
 Período de Incubação: 8 a 12 dias
 Período Prodrômico (3 a 5 dias):
• Febre alta
• Coriza
• Conjuntivite
• Tosse
• Queda do estado geral
 Manchas de Koplik

Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
 Tipo de exantema:
Máculo-papular, morbiliforme
Início retroauricular
Confluência após disseminação
Máximo em 3 dias
Descamação fina e furfurácea

Aroldo P. de
DIAGNÓSTICO:
 Clínico
 Isolamento do vírus
 Sorologia

COMPLICAÇÕES:
 Otite média, Pneumonia
 Laringite e laringotraqueite
 Diarréia

Aroldo P. de
COMPLICAÇÕES:
 Encefalite (0,1%)
 Miocardite e pericardite (ocasionais)
 Pneumonia de células gigantes
 Panencefalite esclerosante subaguda:
• Efeito tardio do vírus
• Crianças maiores e adolescentes.
TRATAMENTO:
 Sintomáticos
 Vitamina A: 100.000 A 200.000 UI, VO
Aroldo P. de
PREVENÇÃO:
 Vacina:
• 12 meses isolada ou combinada com
vacina contra rubéola e caxumba
• Até 72 h após a exposição
 Gamaglobulina até 6 dias do contágio:
• < 9 meses
• Imunodeficientes
• Gestantes

Aroldo P. de
a

Aroldo P. de
CASO CLÍNICO 2
◆ Pré-escolar, 3 anos de idade, história de 20 dias
antes ter tido contato com criança com manchas
vermelhas no corpo. Após este período, no início
do inverno, iniciou com febre baixa e “garganta
vermelha” (sic) durante 3 dias, aparecendo
manchas róseas no corpo, iniciando pelo rosto,
após tronco e membros, persistindo por 3 dias,
desaparecendo sem descamação. A mãe
observou a presença de ínguas atrás da orelha.
◆ A criança é tratada por homeopata e não recebeu
todas as vacinas.
◆ A família estava bastante preocupada pois a mãe
estava no terceiro mês de gestação.

Aroldo P. de
 Doença infecto-contagiosa
geralmente leve
 Morbidade e mortalidade
usualmente mínimas
 PREOCUPAÇÃO: Infecção na
gravidez - infecção fetal

Aroldo P. de
Família : Togavírus
Gênero : Rubivírus
Vírus RNA

Aroldo P. de
 Ser humano: único hospedeiro
 Transmissão: contato direto ou
secreções de nasofaringe
 Idade: pré-escolares, escolares,
adolescentes e adultos jovens.
(Rara no primeiro ano de vida)
 Pico de incidência: final do inverno
e início da primavera
Aroldo P. de
Período de incubação: 14 a 21 dias
Transmissibilidade máxima: poucos
dias antes até 5 a 7 dias do exantema
Isolamento: contato
Adquirida: até 7 dias do exantema
Congênita: até 1 ano de idade
Aroldo P. de
Rubéola na gravidez comprovada:
 90% até 12 semanas
 25 a 30% segundo trimestre
 60 a 100% final da gravidez

Aroldo P. de
Incidência de Rubéola por Faixa Etária
Brasil, 1999 - 2000
Incidência por 100.000 hab

25
20
15
10
5
0
<1 1-4 5-9 10 - 14 15 - 19 20 - 29 > 30
ano

1999 2000 2001

Fonte: SINAN/CGVEP/CENEPI
Aroldo P. de
Percentual de Casos em Mulheres em Idade Fértil
(MIF= 10 - 49 Anos), Brasil, 1999-2001
100
90
80
70
60
% 50
40
30
20
10
0
1999 2000 2001

MIF Não-MIF

Fonte: SINAN/CGVEP/CENEPI
Aroldo P. de
Gestantes com Rubéola, Casos Suspeitos e
600
Confirmados de SRC - Brasil, 1997-2001

500

400
Número

300

200

100

0
1997 1998 1999 2000 2001

Gestantes SRC Susp SRC Conf

Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
Período Exantemático:
➨ Exantema não característico
➨ Máculo-papular róseo, início na face
➨ Progressão crâniopodálica
➨ Generalização em 24 a 48 h
➨ Não muda de cor, não descama
➨ Febre moderada; linfadenopatia
Enantema
25 a 50% subclínica
Aroldo P. de
TAXA DE EXCREÇÃO VIRAL NA
INFECÇÃO CONGÊNITA POR RUBÉOLA
100
90 71/85=84%
80
% culturas positivas

70
50/81=62%
60
50
40
26/80=33%
30
20
11/98=11%
10 4/115=3%
0 0/20=0%
0-1 1-4 5-8 9-12 13-20 3-15
Meses Anos
Idade crianças
Looper, L. e Krugman, S., 1967
Aroldo P. de
DIAGNÓSTICO DA RUBÉOLA

 Cultura: material de nasofaringe, swabs de garganta,


sangue, urina, líquor;
 Testes sorológicos:
Soro na fase aguda e convalescente
Elevação de 4 títulos ou soro-conversão
IgM específica: infecção recente pós-natal ou
infecção congênita (diminui após 6 meses)
IgG específica: confirma infecção congênita com
concentrações estáveis ou ascendentes durante
vários meses

Aroldo P. de
DIAGNÓSTICO
DE RUBÉOLA NA GESTAÇÃO
INFECÇÃO PRIMÁRIA MATERNA
 IgM + na mãe: 7 a 14 dias após “rash”
 IgG : aumento de 4 vezes ou mais
INFECÇÃO FETAL
 PCR : Líquido amniótico - sensibilidade 100 %
Vilo coriônico - sensibilidade 83 %

 IgM + no sangue fetal por cordocentese


Aroldo P. de
RUBÉOLA CONGÊNITA
IMUNIZAÇÃO X GESTAÇÃO
 Risco de infecção fetal pelo vírus vacinal
em mulheres vacinadas = 1,3%
 Síndrome da rubéola congênita pelo vírus
vacinal = 0%
 Não se indica interrupção da gravidez
 28 dias de intervalo entre vacinação e
concepção (ACIP, E.U.A., 2001)
MMWR vol. 50 No. 49, 2001, p. 1117

Aroldo P. de
Síndrome da Rubéola Congênita (SRC)
DEFINIÇÃO DE CASO
→ Defeitos Principais:
 Catarata / glaucoma
 Retinopatia pigmentar
 Doença cardíaca (PCA, EP)
 Distúrbio de audição
Aroldo P. de
A)Defeitos Principais:

Aroldo P. de
A)Defeitos Principais:

PCA 30%
EP 25%

Aroldo P. de
A)Defeitos Principais:

Distúrbio
de audição

até 80% a
90%

Aroldo P. de
SRC - DEFINIÇÃO DE CASO
→ Defeitos Secundários:
 Púrpura trombocitopênica
 Hepatoesplenomegalia
 Icterícia
 Microcefalia
 Retardo do crescimento
 Meningoencefalite
 Doença óssea radioluscente
Aroldo P. de
→ Defeitos Secundários:

Aroldo P. de
→ Defeitos Secundários:

Aroldo P. de
→ Defeitos Secundários:

Aroldo P. de
→ Defeitos Secundários:

Aroldo P. de
→ Defeitos Secundários:

Aroldo P. de
SRC - DEFINIÇÃO DE CASO
Suspeito: achados compatíveis
sem definição de provável
Provável:
 2 de A) ou
 1 A) + 1 B), sem outra etiologia
Confirmado:
 Consistência clínica
+ Confirmação laboratorial
Aroldo P. de
a

Aroldo P. de
CASO CLÍNICO 3
◆ Escolar, 8 anos de idade, inicia com faringite
aguda com presença de placa amarelada e
pontos vermelhos no pálato e febre alta. Dois dias
após iniciou com “vermelhão” no corpo que
iniciou no tronco, puntiforme, áspero, que
desaparecia à compressão. O exantema se
estendeu para face e membros, observando-se
palidez perioral e acentuação do rush em dobras
de flexão. A língua da criança apresentou-se
inicialmente com uma secreção espessa
esbranquiçada e posteriormente com vários
pontos vermelhos intensos. Após 7 dias do início
do quadro a pele soltou-se em placas.

Aroldo P. de
DEFINIÇÃO:
Enfermidade infecto-contagiosa
causada por uma ou várias das
exotoxinas eritrogênicas

ETIOLOGIA:
Streptococcus Beta-hemolítico do
Grupo A
Aroldo P. de
EPIDEMIOLOGIA:
 Rara em lactentes:
• Transferência de anticorpos da mãe ?
• Hiperssensibilização às toxinas ?
 Faringite prévia, pouco freqüente após
infecção de pele
 Período de incubação: 2 a 5 dias
 Transmissão: PP até 24 a 48 horas após
instituído terapêutica eficaz
Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
 Período Prodrômico: 12 a 24h:

• Febre alta
• Odinofagia
• Adenomegalia cervical e
submandibular

Aroldo P. de
 Período Exantemático:
Exantema difuso:
 Micropapular, áspero
 Vermelho intenso
 Desaparece à compressão
 Início no tórax
 Poupa palmas e plantas
Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
 Sinal de Filatow: palidez perioral
 Sinal de Pástia: exantema mais
intenso nas dobras cutâneas,
sobretudo nas dobras de flexão
onde aparecem linhas transversais
 Língua saburrosa e em framboesa
 Após 7 dias descamação em
lâminas
Aroldo P. de
DIAGNÓSTICO:
 Clínico
 Cultura de orofaringe
 Leucocitose com desvio á esquerda
TRATAMENTO:
 Penicilina Benzatina (dose única via IM):
• 1.200.000 U para maiores de 25 kg
• 600.000 U peso inferior a 25 kg

Aroldo P. de
TRATAMENTO:
 Medicação via oral:
• Penicilina V, 25.000 a 50.000 UI/Kg/dia, 6/6 h,
10 dias
• Amoxicilina, 20 a 50 mg/Kg/dia, 8/8 h, 10 dias
 Pacientes alérgicos à penicilina:
• Eritromicina, 30 a 40mg/Kg/dia, 6/6 h, 10 dias
• Azitromicina 10 mg/Kg/dia, 1 vez/dia, 5 dias
• Claritromicina, 7,5 mg/Kg/dose, 12/12 h, 10 dias

Aroldo P. de
PREVENÇÃO:
 Contatos íntimos devem receber
penicilina benzatina ou eritromicina
oral por 10 dias
 Retorno à escola 24 horas após
antibioticoterapia e desaparecimento
da febre.

Aroldo P. de
a

Aroldo P. de
CASO CLÍNICO 4
◆ Pré-Escolar, 6 anos de idade, inicia com febre baixa e mal
estar durante 2 dias. Após este período aparecem
manchas vermelhas na pele, iniciando-se na face e couro
cabeludo. Sobre estas manchas aparecem pequenas
bolhas contendo um líquido claro. O conteúdo das
vesículas vai ficando mais espesso, evidenciando-se uma
umbilicação central, até secar e formar uma crosta. As
lesões evoluem para o tronco e membros, ocorrendo
também na mucosa oral, conjuntiva, conduto auditivo e
em genitais. Ao mesmo tempo em que se formam as
crostas aparecem novas vesículas, observando-se em um
mesmo momento, máculas, pápulas, vesículas e crostas.
As lesões são pruriginosas, com um número aproximado
de 300. A mãe da criança refere que 15 dias antes a
criança brincou com um primo que tinha as mesmas
bolhas no corpo.

Aroldo P. de
DEFINIÇÃO:
Enfermidade infecto-contagiosa
de alta transmissibilidade,
geralmente de curso benigno
em crianças imunocompetentes,
caracterizada por um exantema
vesicular ou
bolhoso.

Catapora = designação popular:


do Tupi “Tata pora” = fogo que
salta Aroldo P. de
ETIOLOGIA:
Vírus Varicella-zoster ou Herpes
zoster, membro da família Herpesvirus
Infecção primária
EPIDEMIOLOGIA:
Alta contagiosidade
Taxa de ataque secundário em
contatos domiciliares de 90%
Aroldo P. de
EPIDEMIOLOGIA:
 Seres humanos única fonte
 Inverno e início da primavera
 Transmissão:
• Conteúdo das vesículas, trato
respiratório, conjuntivas
• 2 dias antes do exantema até crostas
 Período de incubação: 10 a 21 dias
Aroldo P. de
EPIDEMIOLOGIA:
 Brasil : ?
 E.U.A. (1980 - 1990)*:
• 3,7 milhões de casos / ano;
• 1.498 casos / 100 mil hab.;
• > 90% em < 15 anos;
• 33% pré-escolares
• 44% escolares
*Fonte: National Health Interview Survey (U.S.A.)
Aroldo P. de
Epidemiologia:
◆ Santa Catarina
● Doença de agravo de notificação**

● 4.467 casos, entre jan/1997 e

dez/2002

** Santa Catarina. Secretaria de Estado da Saúde. Agravos de Notificação.

Aroldo P. de
Hospitalizações por Varicela
(Eyng C, 2003.)
◆ 156 crianças hospitalizadas (jan/1997 a jun/2002)
40
35
25 29 26
30 38
21
25
17
20
15
10
5
0
1997 1998 1999 2000 2001 2002

hos pitalizados

◆ 3761 casos notificados (jan/1997 a jun/2002)


1997 1998 1999 2000 2001 2002
1000
800
600 905 888
729
400 597 157*
200 485
0
notificados
FONTE: SES - SC , janeiro de 1997 a junho de 2002

* Entre janeiro e dezembro de 2002 foram notificados 863 casos.


Aroldo P. de
Hospitalizações por Varicela
Distribuição quanto ao mês de ocorrência dos casos
10

8
n.casos

0
1997 1998 1999 2000 2001
janeiro fevereiro março abril maio junho
julho agosto setembro outubro novembro dezembro

(Eyng C, 2003.)

◆ Predomínio na primavera com 60 casos (43,2%), seguido


do inverno com 50 (36%)*
* p<0,05

Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
 PP ausente ou 1 a 2 dias com febre
baixa e mal estar
 Período Exantemático:
• Máculas, pápulas, vesículas e
crostas
• Vesículas superficiais inicialmente
em face, couro cabeludo e tronco;
• (“Gota de Orvalho em Pétala de
Rosa”), umbilicação central
Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
 Cerca de 250 a 500 lesões
 Pruriginoso
 Polimorfismo = Vários estágios
evolutivos em um mesmo momento
 Mais grave em adolescentes e adultos
 Infecção assintomática rara
 Reinfecção sintomática rara em
imunocompetentes
Aroldo P. de
DIAGNÓSTICO:
 Clínico
 Conteúdo das vesículas:
• Cultura
• Antígeno fluorescente direto (DFA)
• Células de inclusão gigantes
multinucleadas
 PCR

Aroldo P. de
DIAGNÓSTICO:
 Sorologia:
• Ensaio imunoenzimático (EIA)
• Aglutinação em látex (LA): + sensível
• Ac imunofluorescentes indiretos (IFA)
• Ensaios de anticorpos fluorescentes de
membrana (FAMA): não disponível
• Fixação de complemento (FC): pouco
sensível
Aroldo P. de
COMPLICAÇÕES:
 Infecções bacterianas secundárias:
piodermite, celulite, abscessos
 Pneumonia
 Neurológicas
Meningoencefalite
Ataxia cerebelar aguda
Síndrome de Reye
Neurite
Aroldo P. de
COMPLICAÇÕES:
 Hepatite
 Glomerulonefrite
 Artrite / Osteomielite
 Uveíte
 Trombocitopenia
 Varicela hemorrágica

Aroldo P. de
CONDIÇÕES ASSOCIADAS À GRAVIDADE:
 Neoplasias, transplante de órgãos
 Imunodeficiências, imunossupressores
 Doenças vasculares do colágeno
 RN de 5 a 10 dias, prematuros (<32sem.)
 Desnutrição severa
 Fibrose cística
 Adultos
 Gravidez
Aroldo P. de
Hospitalizações por
varicela no HIJG de
jan/1997 a abr/2004:
= 234

Aroldo P. de
Hospitalizações por
Varicela
◆ A frequência de complicações foi de 84%*
(131 de 156 crianças):
● 107 (68,6%) infecções bacterianas
secundárias
● 18 (11,5%) relacionadas ao VVZ

● 42 (26,9%) outras complicações

(Eyng C, 2003.)

Peterson et al (1996) → 74% complicações


Aroldo P. de
Hospitalizações por
Varicela
Infecções bacterianas secundárias (n=107)
outras 6 (5,6%)

abscesso 6 (5,6%)

sepse 9 (8,4%)

OMA 11 (10,3%)
impetigo 11 (10,3%)
conjuntivite 13 (12,1%)

celulite* 40 (37,4%)

0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
* p<0,05

(Eyng C, 2003.)
Aroldo P. de
Hospitalizações por
Varicela
Complicações virais (n=18)

meningoencef. 1 (5,5%)

men.assépt 2 (11,1%)

encefalite 2 (11,1%)

cerebelite 4 (22,2%)

plaquetopenia 10 (55,5%)
0 3 6 9 12

n.casos

(Eyng C, 2003.)
Aroldo P. de
Hospitalizações por
Varicela
Outras complicações (n=42)

outras 5 (11,9%)

hepatite 2 (4,8%)

neonatal 3 (7,1%)

nefrite 4 (9,5%)

pneumonia* 36 (85,7%)
0 5 10 15 20 25 30 35 40

* p<0,05 n.casos

(Eyng C, 2003.)
Aroldo P. de
Hospitalizações por
Varicela
◆ Duração da internação 1 a 86 dias
9 dias (média)
◆ O tratamento medicamentoso foi instituído em 140
crianças (89,7%)*
Casos Duração média
Medicamentos n. % dias
Antibióticos 119 85,0 6,8
Antihistamínicos 64 45,7 4,4
Antivirais 40 28,6 6,2

(Eyng C, 2003.)
* Peterson et al (1996) → 86% tratamento medicamentoso / 67% antibióticos / 45% antivirais.
Aroldo P. de
Hospitalizações por
Varicela
Evolução clínica das crianças
seqüelas óbito cura outras

93,9%
1,3%
3,2% 1,9%
Total = 156 casos

(Eyng C, 2003.)
Meyer et al (2000) -2262 mortes por varicela, nos EUA (1970-1994)
- taxa de mortalidade: crianças / indivíduos previamente saudáveis
- causas: PMN (27,6%), SNC (21,1%), inf. bact (8,6%), hemorrág. (4,8%)
Aroldo P. de
TRATAMENTO:
 Sintomáticos, evitar salicilatos
 Tratamento na dependência de:
• Fatores específicos do hospedeiro
• Extensão da infecção
• Resposta inicial à terapia
 Antivirais:
• Aciclovir, Velaciclovir, Famciclovir,
Foscarnet
Aroldo P. de
PREVENÇÃO:
 Isolamento: precauções padrão, respiratórias
e de contato, no mínimo 5 dias do início do
rash, até que não hajam mais vesículas
 Pessoas susceptíveis expostas:
• VZIG 125 U/10Kg (máx. 625 U) até 4 dias
após a exposição, para grupos especiais
• Vacina 1 dose preferencialmente até 72
horas após a exposição, podendo ser
aplicada até 120 horas

Aroldo P. de
PREVENÇÃO:
Vacina contra Varicella-zoster:
• Vírus vivo atenuado
• Cepa Oka
∀≥ 12 meses: 1 dose
• Dose: 0,5 ml, subcutânea
∀≥ 13 anos: 2 doses,
intervalo de 4 sem.
Aroldo P. de
a

Aroldo P. de
CASO CLÍNICO 5
◆ Escolar, 10 anos de idade, inicia com dor de
garganta e febre baixa.Três dias após inicia
com rush cutâneo em região das bochechas,
bastante eritematoso, poupando a região
perioral. Dois dias após o exantema dissemina-
se para o tronco e membros, evoluindo com um
clareamento central das lesões, conferindo um
aspecto rendilhado. O rush desaparece em 5
dias e 2 semanas após reaparece um
exantema máculo-papular discreto em tronco e
membros que a mãe da criança relaciona com
a ingestão de salgadinho amarelo.

Aroldo P. de
DEFINIÇÃO:
Enfermidade infecto-contagiosa, de
baixa contagiosidade, também
conhecida como quinta moléstia

ETIOLOGIA:
Parvovirus humano B19

Aroldo P. de
EPIDEMIOLOGIA:
 Distribuição universal, todo o ano,
surtos na primavera
 Idade: + freqüente de 5 a 14 anos
 Período de Incubação: 4 a 14 dias
 Transmissão: secreções respiratórias,
transfusões de sangue, vertical
 Transmissibilidade: antes do exantema

Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
 Ausência de pródromos ou discretos (20% a 30%)
 Dor de garganta e febre baixa
 Exantema em 3 estágios:
1o ) Rush facial nas bochechas, palidez perioral:
“Sinal da Bofetada”
2o ) 1 a 4 dias após, rush em tronco e membros,
após clareamento central (rendilhado)
3o ) 1 a 3 sem. após, exantema variável,
fatores relacionados

Aroldo P. de
DIAGNÓSTICO:
 Clínico
 Sorologia: ELISA, IFI,
Radioimunoensaio
TRATAMENTO:
 Sintomáticos
PREVENÇÃO:
 Não há
Aroldo P. de
a

Aroldo P. de
CASO CLÍNICO 6
◆ Lactente de 8 meses de idade apresenta
febre alta de até 40oC durante 3 dias,
com ocorrência de um episódio de
convulsão. A família procura atendimento
médico, tendo sido efetuado punção
lombar com obtenção de líqüor normal. A
febre desaparece abruptamente quando
observa-se o surgimento de um
exantema róseo em face, pescoço e
tronco. Durante todo o quadro a criança
se mantém em bom estado geral.

Aroldo P. de
DEFINIÇÃO:
Enfermidade infecto-contagiosa conhecida
como sexta moléstia ocorrendo em cerca de
20% das crianças com infecção pelo
Herpesvirus humano 6 (HHV-6)

ETIOLOGIA:
◆ Herpesvirus humano 6 (HHV-6)
Herpesvirus humano 7 (HHV-7)

Aroldo P. de
EPIDEMIOLOGIA:
 Homem hospedeiro natural
 Transmissão: secreções respiratórias
de pessoas assintomáticas
 Idade: entre 6 e 24 meses
 Ocorrência todo o ano
 Período de incubação: 9 a 10 dias
 Baixa contagiosidade
Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
 Período prodrômico: (3 a 7 dias) febre
muito alta (> 39,5º C), convulsões
 Pode ocorrer:
• Infecção inaparente
• Febre, linfadenopatia, sintomas
gastrointestinais ou respiratórios
• Febre sem erupção
• Erupções cutâneas sem febre
Aroldo P. de
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS:
 Quadros típicos de exantema súbito (20%):
• Febre desaparece em lise
• Exantema eritematoso, máculo-papular,
com lesões discretas
• Face, pescoço e tronco
DIAGNÓSTICO:
 Cultura de sangue ou líquor, PCR
 Sorologia

Aroldo P. de
TRATAMENTO:
 Suportivo
 Imunodeficientes com doença grave:
ganciclovir
PREVENÇÃO:
 Não há
 Isolamento com precauções padrão

Aroldo P. de